segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Semana decisiva

O começo de ano não tem sido nada ameno para o Grêmio. Os tempos exitosos que deveriam se abrir para o clube, a partir da inauguração de seu novo estádio, a Arena, tem se mostrado turbulentos. O Grêmio apostou todas as suas fichas, em 2013, na combinação Arena-Libertadores. Porém, teve de disputar a  Pré-Libertadores, e por pouco não ficou de fora da fase de grupos da competição, na qual já iniciou sua participação perdendo, em casa, para o Huachipato (CHI). O estádio, que deveria ser um trunfo, foi apontado como uma das causas da derrota, devido a má condição de seu gramado. No jogo seguinte, contra o lanterna do Campeonato Gaúcho, o Veranópolis, não passou de uma magra vitória por 1 x 0, no Olímpico, quando se esperava uma goleada. A fraca campanha no Gauchão levou o Grêmio a ter de enfrentar o Inter, em jogo único eliminatório, pela quartas-de-final do primeiro turno, no estádio Francisco Stédile, em Caxias do Sul, já no próximo domingo. Sendo assim, estando apenas no segundo mês do ano, o Grêmio terá uma semana decisiva para o seu futuro. Na quarta-feira, jogará com o Fluminense, no Engenhão. A partida, que já seria naturalmente difícil, adquire contornos dramáticos, pois, em caso de derrota, a classificação do Grêmio para a próxima fase da Libertadores se tornará quase inviável. Como se não bastasse, quatro dias depois, o Grêmio terá de disputar um Gre-Nal decisivo. Os próximos dias, portanto, poderão levar o Grêmio à tranquilidade dos vitoriosos ou mergulhá-lo numa crise, cuja consequência inicial deverá ser a saída do técnico Vanderlei Luxemburgo. Há um ano no Grêmio, Luxemburgo perdeu todas as decisões que disputou, à exceção da Pré-Libertadores. O ataque do time sofre de uma crônica ineficiência, mesmo com jogadores de qualidade no setor. O desempenho do Grêmio em campo, é, geralmente, lento e burocrático. O clube tem, hoje, uma das folhas de pagamento mais altas do futebol brasileiro, sem que os resultados correspondam a tamanho investimento. Vanderlei Luxemburgo tem se mostrado um mestre da dissimulação e do diversionismo, mas nem toda a sua habilidade no trato com a imprensa poderá compensar a ocorrência de novos fracassos. Luxemburgo terá, nesta semana, a sua prova de fogo. Se não obtiver bons resultados contra Fluminense e Inter, sua saída será inevitável, e o Grêmio terá de reformular seus planos para um ano que está apenas começando.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Gre-Nal

Grêmio e Inter deixaram tanto a desejar na fase classificatória da Taça Piratini, o primeiro turno do Campeonato Gaúcho, que terão de se enfrentar, em jogo único, pelas quartas-de-final da competição. O Inter ficou em segundo lugar em seu grupo, atrás do São Luiz. O Grêmio terminou em terceiro lugar no seu grupo, ficando atrás de Lajeadense e Caxias. Mesmo que o Grêmio tenha priorizado a Libertadores, e o Inter tenha ampliado a sua pré-temporada, o que fez com que usassem reservas em muitos jogos do Gauchão, tal desempenho não está de acordo com a grandeza dos dois clubes. O resultado prático da postura adotada por ambos é a realização prematura de um Gre-Nal eliminatório. Repetindo o que aconteceu em 2012, Grêmio e Inter se enfrentarão nas quartas-de-final, e não na decisão do turno, que seria o mais lógico. No ano passado, o Inter tinha ficado em 1º lugar no seu grupo, e o Grêmio em 4º no seu. Mais uma vez, o mando de campo caberá ao Inter, pela melhor campanha. A diferença é que, em 2012, o jogo foi Beira-Rio. Este ano, com o estádio em obras, será realizado no Francisco Stédile, em Caxias do Sul. As circunstâncias do enfrentamento, agora, também são diferentes. O Grêmio, no ano passado, foi para o Gre-Nal em crise, com Roger Machado como técnico interino, depois de demitir Caio Júnior após apenas oito jogos. Jogando uma partida de superação, ganhou por 2 x 1 de um Inter que era amplo favorito, mas, nas semifinais, já com a estreia de Vanderlei Luxemburgo, foi eliminado pelo Caxias. Agora, o Grêmio terá um jogo importantíssimo na quarta-feira, contra o Fluminense, pela Libertadores, cujo resultado poderá influir positiva ou negativamente no Gre-Nal de domingo. O time, contudo é bem mais qualificado que o do ano anterior, o Inter não é favorito, e o estádio, é praticamente, neutro. A realização de um Gre-Nal decisivo, neste momento, é, sem dúvida, inconveniente para ambos os clubes, mas eles não podem se queixar, pois foram sua fracas campanhas, contra adversários modestos, que os lançaram nesta situação. O lado bom do jogo é que, ao contrário do Gre-Nal de Erechim, realizado há poucos dias, este será decisivo e, portanto, bem mais emocionante.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Sem norte

Ao, finalmente, lançar o seu especulado novo partido, a ex-senadora Marina Silva, disse que o mesmo não será de situação nem de oposição. Curiosamente, Marina Silva é a segunda personalidade política brasileira que, nos últimos tempos, decide criar um partido e dá a mesma definição sobre ele. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao criar o PSD, também afirmou que a nova sigla não estaria na situação nem na oposição. Ora, a existência de partidos só faz sentido se eles tiverem ideologia e linha programática claras. Não sendo assim, reduzem-se a uma sopa de letras sem nenhum significado. Nos tempos em que vivemos, contudo, quanto mais "em cima do muro", melhor. Curvados a interesses fisiológicos e a todos os tipos de barganha, os políticos brasileiros resistem, cada vez mais, a adotarem posições definidas a respeito seja lá do que for. Tudo depende das "circunstâncias", assim mesmo, com aspas, dada sua extrema suspeitabilidade. No caso de Marina Silva, tal postura soa estranha. Marina, sabidamente, é vinho de outra pipa, se comparada a Kassab. A própria Marina diz que seu posicionamento poderá ser tachado de ingênuo por se propor a apoiar o governo no que julgar devido e criticá-lo quando entender necessário. O que fica no ar é o que ganha um país que já tem excesso de partidos com o surgimento de novas siglas que apresentem posturas tão vagas. Ao contrário do PSD, um partido de corte tradicional, o de Marina Silva, que ainda não tem um nome definitivo, irá congregar entusiastas da causa ecológica e da sustentabilidade, temas muito em evidência nos tempos atuais. Teoricamente, estará em posição confrontante com as demais siglas, sempre suscetíveis a influências dos grandes interesses corporativos em detrimento da preservação ambiental. Porém, ao adotar uma posição tão amena como a de não apoiar nem se opor sistematicamente ao governo, o novo partido poderá até angariar alguma simpatia junto a alguns pelo seu "não radicalismo", mas fica sem um norte que possa orientar sua ação. Resta esperar para ver como se dará na prática, mas o partido de Marina Silva parece ser um conjunto de boas intenções que tende a se perder pela falta de objetividade quanto aos seus propósitos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Desastre

Não poderia ter sido pior a estreia do Grêmio na fase de grupos da Libertadores. A derrota por 2 x 1 para o Huachipato, ontem à noite, na Arena, é um balde de água fria no entusiasmo do torcedor, que estava motivado pelas recentes grandes contratações, e já deixa a classificação do clube para a próxima fase seriamente comprometida. O Grêmio terá, agora, de jogar, fora de casa, contra o Fluminense, enquanto o Huachipato enfrentará, como mandante, o Caracas. Se o Grêmio perder novamente, e o Huachipato vencer, a luta pela classificação se tornará dramática. O pior é que o resultado nada teve de injusto. O Grêmio foi surpreendido por um adversário que mostrou um futebol de conjunto, de muita consciência tática. Afora isso, contou com um grande destaque individual, Brian Rodriguez, que fez o cruzamento para o primeiro gol, de Falcone, marcou o segundo, e atormentou a defesa do Grêmio durante o jogo inteiro. O Grêmio, por sua vez, foi um caos coletivo, e poucas individualidades se salvaram. Pará voltou a ser o lateral limitado e confuso de quase sempre. Saimon esteve inseguro. Elano continua sem repetir suas grandes atuações. Zé Roberto peca pela falta de maior objetividade. Vargas foi uma figura ausente. No que diz respeito aos estreantes, André Santos não brilhou, mas não comprometeu, e Barcos, depois de um primeiro tempo fraco, fez um grande segundo tempo e foi o melhor jogador do Grêmio em campo. Agora, um capítulo a parte foi o terceiro estreante do Grêmio, Adriano. Sua escalação foi, simplesmente injustificável. Ao optar por ele, o técnico Vanderlei Luxemburgo mexeu no setor mais sólido do time, o meio de campo, e retirou um jogador de muito maior qualidade e que vive grande fase, Fernando. Adriano teve péssima atuação, e, já com poucos minutos de jogo, a torcida gritava o nome de Fernando. Luxemburgo usa de seu poder para fazer escolhas que não são as melhores para o Grêmio. A contratação de Dida, barrando Marcelo Grohe, foi a primeira grande injustiça que praticou. A troca de Fernando por Adriano é a segunda. Luxemburgo faz e desfaz, mas o Grêmio, há um ano sob o seu comando, só colhe decepções em campo. Para completar, mais dois destaques negativos na noite de ontem. O primeiro é a nova camisa do Grêmio, especial para a Libertadores, absolutamente sem graça, com as listras bem mais largas, num efeito estético nada agradável. O segundo foi o público, de apenas 29 mil pessoas. Em se tratando de uma estreia na fase de grupos da Libertadores, uma decepção, mas que tem uma razão bem clara. Os preços cobrados pelos ingressos não eram os de um jogo de futebol, mas, sim, de um show de Paul McCartney, por exemplo. São coisas muito diferentes. Os que apostam nessa nova realidade, apoiados por alguns coleguinhas que dizem que é assim mesmo e que o "povão" vai ter de se contentar em assistir os jogos pela tevê, vão quebrar a cara. O Brasil não é a Europa, e futebol a preços elevados é inviável no país. O público de ontem já foi uma evidência disso. Não precisa ser nenhum gênio para perceber que, daqui a pouco tempo, todas estas novas empresas "gestoras" de estádios vão desistir de seus empreendimentos e tentar, é claro, repassar a fatura para os clubes ou o poder público. Futebol, no Brasil, é artigo popular. Com ingressos caros, teremos estádios belíssimos entregues às moscas. Enfim, a noite de ontem, que culminou com um temporal que deizou os torcedores ensopados à saída do estádio foi um desastre para o Grêmiio. Uma noite para ser esquecida.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Vitória tranquila

Nem mesmo a boa campanha que realiza no Campeonato Gaúcho, o fato de jogar em casa, e o campo pesado em função de uma forte chuva, foram capazes de fazer com que o Caxias evitasse a derrota por 2 x 0 para o Inter, esta noite, no estádio Francisco Stédile. Mesmo com um gramado quase impraticável, o Inter saiu na frente e, depois ampliou. A arbitragem, é bem verdade, mais uma vez, deu uma "mãozinha" para o Inter, ao não marcar um pênalti cometido por Rodrigo Moledo quando o jogo ainda estava empatado em 0 x 0. De uma forma ou de outra, o resultado comprova que, diante dos titulares da dupla Gre-Nal, os clubes do interior não conseguem opor resistência. O destaque negativo, contudo, fica com uma informação dada depois do jogo. O Cruzeiro, mandante do próximo jogo do Inter, aceitou transferir o local da partida do estádio do Passo da Areia para o Complexo Esportivo da Ulbra. O pedido de transferência partiu do Inter, que não desejava jogar na grama sintética do Passo da Areia. No Gauchão de 2011, diante da mesma situação, o Grêmio fez idêntico pedido, que foi recusado pelo presidente do Cruzeiro. Agora, quando da solicitação do Inter, houve a aceitação. Dois pesos e duas medidas, atitudes que ferem as relações entre os clubes e mancham a imagem da competição.

Facilidade

A goleada do time misto de reservas e júniores do Grêmio por 5 x 0 sobre o Santa Cruz, hoje á noite, no Olímpico, pelo Campeonato Gaúcho, surpreendeu pela facilidade. Mesmo com um time desentrosado e com alguns jogadores ainda em busca de afirmação, o Grêmio foi superior durante a partida inteira. O primeiro tempo terminou apenas em 1 x 0, mas o placar já poderia ser bem mais amplo, tal o número de chances de gol perdidas pelo Grêmio. No segundo tempo, finalmente, o Grêmio deslanchou, marcando mais quatro gols e perdendo várias outras oportunidades. O Santa Cruz, praticamente, não ameaçou o Grêmio. O resultado demonstra, mais uma vez, a enorme diferença que separa a dupla Gre-Nal dos clubes do interior. Mesmo com um time improvisado, o Grêmio goleou o Santa Cruz como quis, comprovando o baixíssimo nível técnico do Gauchão. As boas notícias da partida foram as atuações de Bertoglio, que fez dois gols e, novamente, jogou muito bem, e William José, que também marcou duas vezes, uma delas de pênalti. Foram os dois primeiros gols de William José com a camisa do Grêmio. Com a vitória, o Grêmio voltou à zona de classificação do seu grupo e ganhou mais um estímulo para o jogo de seu time principal, amanhã, na Arena, contra o Huachipato, pela Libertadores.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Imposição absurda

O Corpo de Bombeiros deu um ultimato ao Grêmio. A corporação só emitirá o alvará definitivo para o funcionamento da Arena, o novo estádio do clube, depois que o Grêmio comprar e instalar cadeiras na área destinada à "avalanche", que se encontra momentaneamente interditada, após a ocorrência de um incidente no jogo contra a LDU, no dia 30 de janeiro. O Grêmio, com toda a razão, indignou-se com a imposição. Desde o início, é visível que o incidente está sendo explorado por diversas pessoas e instituições que encobrem suas verdadeiras intenções argumentando, demagogicamente, que estão priorizando a segurança dos torcedores. Jornalistas identificados com o Inter, assumidos ou não, bradam pela colocação das cadeiras. Claro, caso elas venham a ser instaladas, a Arena terá sua capacidade diminuída, aproximando-se da do Beira-Rio reformado. Afora isso, sonham com a extinção da avalanche, cujo sucesso nunca suportaram. No caso dos bombeiros, estão se valendo da comoção ocorrida com a tragédia de Santa Maria, para tentar demonstrar seu "compromisso" com a segurança. Na verdade, o ultimato dos bombeiros representa uma inaceitável inversão de valores. Orgãos como o Corpo de Bombeiros existem para servir à sociedade, não para lhe fazer imposições. Numa sociedade democrática, não cabe a uma instituição de cunho militar dar ordens a um clube. Bombeiros são servidores, ou seja, como a própria palavra expressa, servem à sociedade. Para ser mais claro, bombeiros não dão ordens, cumprem-nas. O Grêmio não pode deixar passar batido tamanho acinte. A Arena é uma questão do Grêmio e da empresa que administra o estádio, e de ninguém mais. Aos bombeiros cabem agir como colaboradores, quando solicitados, e adequando-se aos interesses e determinações previamente estabelecidos pelo Grêmio e pela empresa administradora do estádio. O Grêmio não deve se dobrar às intenções e aos interesses desta ou daquela corporação. A Arena é um estádio particular, e sendo assim, não pode sofrer interferência de uma instituição pública. Mesmo com toda a gritaria em contrário, o Grêmio tem a obrigação de resistir às pressões e manter a área da avalanche sem a colocação de cadeiras. Para tudo há solução, e o estádio pode ter sua área popular preservada sem que se tenha de colocar cadeiras. O ultimato dado ao Grêmio é um ato absurdo, coercitivo, descabido e autoritário. Deve entrar para a história, apenas, como uma bravata. Não pode e nem deve ser levado em conta.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa

O Papa Bento XVI anunciou a sua renúncia. Bento XVI permanecerá em sua função somente até o próximo dia 28. A notícia, por certo, causou grande surpresa para todas as pessoas, católicas ou não. A última renúncia de um papa de que se tem conhecimento ocorreu em 1415! Em princípio, todo aquele que assume a condição de papa, sabe que o posto é vitalício, isto é, seu ocupante só sai dele morto. Porém, o instrumento da renúncia é permitido, e Bento XVI fez uso dele. Embora não seja religioso, considero elogiável a atitude de Bento XVI. Sua explicação sobre a decisão que tomou me pareceu bastante convincente. Bento XVI reconheceu que a dor e o sacrifício também fazem parte da vida de um papa, mas argumentou que, diante de um mundo de constantes e aceleradas mudanças, um papa tem de dispor de saúde física e mental. Como sente que, nos últimos tempos, sua saúde tem se tornado acentuadamente mais precária, Bento XVI optou pela renúncia. Uma atitude corajosa, mas, sobretudo, ponderada. Ao tomá-la, Bento XVI deve ter se lembrado de seu antecessor, João Paulo II, que permaneceu como papa até o fim, tendo mostrada ao mundo uma dolorosa decrepitude física, causada pela idade avançada somada a uma série de graves enfermidades. Na tentativa de, quem sabe, através da exposição de seu martírio, encaminhar um futuro processo de canonização, a Igreja atentou contra a própria dignidade do ex-pontífice, e chocou os católicos de forma desnecessária. Claramente, em seus últimos meses de vida, João Paulo II era um papa só no aspecto formal. Vergado pelas enfermidades que lhe acometiam, não tinha condições de exercer a função de fato. Sabendo disso, Bento XVI não quis o mesmo roteiro para si e para a Igreja. Uma matéria da revista "Veja" publicada há algumas semanas, dava conta da extrema fragilidade de seu estado de saúde, o que fazia com que se considerasse pouco provável a sua vinda ao Brasil para o Encontro Mundial da Juventude, em julho próximo. A renúncia hoje anunciada, confirma o teor da matéria, e mostra um homem que escolheu a racionalidade, antes de qualquer outra coisa, para tomar sua decisão. Uma atitude incomum, e, por consequência, surpreendente, mas consciente e lúcida.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Encantamento

Os promotores do desfile de Carnaval da Avenida Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, costumam defini-lo como "o maior espetáculo da Terra". Há, talvez, um exagero em tão grandiloquente afirmação, mas trata-se, sem dúvida, de um espetáculo envolvente e encantador. Como ocorre todos os anos, nas duas próximas noites, 12 escolas de samba irão para a avenida mostrar a exuberância do Carnaval do Rio de Janeiro. Não são poucos os que tecem críticas ao desfile do sambódromo da Marquês de Sapucaí. Argumentam que o evento é sustentado por contraventores, que as comunidades em torno das escolas e os seus integrantes mais autênticos são postos em segundo plano, que a espontaneidade do Carnaval é sufocada pelas regras de um espetáculo televisivo e midiático. São críticas ponderáveis. Neste ano, especificamente, há quem critique a realização do Carnaval, em qualquer parte do país, tendo em vista a tragédia de Santa Maria. Seja como for, para quem, como eu, já teve a oportunidade de assisti-lo ao vivo, o desfile da Marques de Sapucaí configura-se numa experiência fascinante e inesquecível. Um espetáculo de imenso brilho e notável precisão em cada um dos seus itens, que demonstra o talento e a capacidade do povo brasileiro, ao contrário do que expressa o nosso "complexo de vira-latas". Sei que há muitas pessoas que não suportam o Carnaval. Mesmo sem ser um típico folião, estou entre os que apreciam esta festa vibrante e colorida, e irei assistir, pela televisão, a mais uma edição do magnífico Carnaval da Marquês de Sapucaí. Para os permanentemente tristonhos e acabrunhados, que se inquietam com a explosão de euforia típica do Carnaval, e para os que entendem que o ocorrido em Santa Maria justificaria uma suspensão da folia, lembro que esta festa é uma exaltação à vida. Afinal, a vida tem de ser celebrada em todo o seu esplendor, sobrepondo-se a dor e ao luto.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Goleada

O Inter, jogando como mandante no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, goleou o Pelotas por 3 x 0, hoje à noite, em, jogo válido pelo Campeonato Gaúcho. Depois de, inexplicavelmente, colocar em campo, na quarta-feira, o seu time reserva, e perder para o Lajeadense, o Inter tornou a jogar com os titulares, e não teve dificuldades para golear o Pelotas. A grande notícia do jogo foi Diego Forlán. Depois de marcar um gol no Gre-Nal, o atacante uruguaio fez mais dois hoje, um deles belíssimo, consolidando a ideia de muitos de que, depois de um período de férias e de uma boa pré-temporada, conseguiria recuperar o seu bom futebol. Sem outras competições com as quais se preocupar no momento, e com o Grêmio sofrendo constantes derrotas no Gauchão, o Inter caminha tranquilo para conquistar o primeiro turno da competição. Resta saber se, em disputas de maior exigência, onde fracassou rotundamente em 2012, o time poderá dar uma boa resposta.