segunda-feira, 30 de julho de 2012
A volta da Arena
Cibele Baginski, uma estudante de Direito de Caxias do Sul (RS), de 22 anos, lidera um movimento, que já tem representantes em 10 estados brasileiros, que busca refundar a Arena, partido de sustentação do regime militar. O assunto nem deveria ser tratado a sério nesse espaço, já que Cibele, com sua pouca idade, cabelos tingidos em tom avermelhado e um piercing no lábio inferior, não parece inspirar muita credibilidade, mas não dá para deixar passar batida a defesa de uma ideia tão estúpida. Cibele alega que faltam "ideologia e pragmatismo" na política do país e que não existe direita no Brasil. A estudante diz que ela e os demais defensores da volta da Arena querem oferecer aos brasileiros um partido que represente a "genuína direita". Cibele considera que existe um "marketing" para dizer que ser de direita é ruim e retrógrado, mas que isso não é verdade. Ela sustenta que ser de direita é ter respeito às pessoas, promover mudanças econômicas de maneira ordeira, "sem caos", pensando no progresso do país em primeiro lugar. Até mesmo o integralismo, corrente política brasileira de cunho claramente fascista, terá suas ideias levadas em conta na nova Arena, conforme revela Cibele. A estudante diz que os jovens que já buscaram conhecer a história do país também vão abraçar a causa. Cibele está enganada, pois demonstra, ao defender uma ideia tão infeliz, que desconhece o que, efetivamente, ocorreu no período em que os homens de farda tomaram o poder para si. Ela nasceu depois do final da espúria ditadura militar apoiada pela Arena, e, por isso, não sabe avaliar o que aconteceu naquela época. Se soubesse, jamais abraçaria a ideia de refundação do partido. Para o bem do país, essa intenção não deve prosperar e a Arena irá permanecer no lugar que lhe é devido, isto é, no limbo da história. Cibele já garantiu os seus 15 minutos de fama, e mais do que isso não deverá conseguir. Trazer a Arena de volta seria um retrocesso inominável, que o Brasil não merece. Cibele, no auge da sua juventude, poderia encontrar coisas bem mais interessantes e prazerosas com que se ocupar.
domingo, 29 de julho de 2012
Melhorou
A Seleção Olímpica Brasileira, que hoje derrotou a Bielorússia, por 3 x 1, de virada, teve melhor desempenho em relação à sua estreia na Olimpíada, contra o Egito. Se naquele jogo, a equipe brasileira, depois de fazer 3 x 0 no placar em apenas 29 minutos, tornou-se displicente, o que resultou em dois gols do adversário, na partida de hoje apresentou-se aplicada durante todo o tempo. Nem mesmo o fato de ter saído perdendo abalou a Seleção Olímpica, que acabou chegando à vitória ao natural. Neymar, que havia sido apenas razoável no jogo anterior, embora tivesse marcado um gol, voltou a mostrar a exuberância de seu futebol, contribuindo decisivamente para o resultado obtido. Oscar foi outro jogador que teve bela atuação, assim como Marcelo. Apenas um jogador destoou completamente. Paulo Henrique Ganso, que entrou no segundo tempo, mais uma vez, mostrou-se desinteressado e descomprometido com o jogo.Parece não estar levando sua carreira a sério, o que é lamentável, pois se trata de um grande jogador. A equipe brasileira já está classificada para as quartas de final e, no próximo jogo, contra a Nova Zelândia, apenas irá definir sua colocação no grupo, se em 1º ou 2º lugar. O caminho para a inédita medalha de ouro no futebol continua aberto.
sábado, 28 de julho de 2012
Derrota doída
O título acima pode até parecer redundante, pois a derrota é sempre uma situação desagradável, mas, no caso do revés sofrido hoje pelo Grêmio, ela faz todo o sentido. O Grêmio perdeu para o Coritiba por 2 x 1, no Couto Pereira, com um gol marcado no final do jogo. Depois de um empate em 0 x 0 no primeiro tempo, o Grêmio levou um gol, mas reagiu logo depois, chegando, novamente, à igualdade no placar. Porém, quando esse parecia que seria o resultado final, o Coritiba, com um golaço, alcançou a vitória. Algumas constatações preocupantes ficam dessa partida. O Grêmio term um bom time, mas em termos de grupo ainda é carente. Souza e Kléber, que não puderam jogar por estarem suspensos, fizeram muita falta. As saídas, no intervalo, de Elano e Zé Roberto, por indisposição e cansaço, respectivamente, reduziram muito a capacidade técnica do time. Ainda assim, da maneira como ocorreu, a derrota foi um tanto injusta, pois o Grêmio se aplicou muito para manter o empate, e não merecia sofrer o gol naquela altura do jogo. Por outro lado, o Inter, no primeiro teste forte de Fernandão, empatou em 0 x 0 com o Vasco, no Beira-Rio. Esperava-se que, com a estreia de Diego Forlán e a boa fase de Fred, o Inter tivesse forças suficientes para vencer o Vasco, mas não foi isso o que aconteceu. O jogo foi equilibrado do início ao fim, com os dois times tendo muitas chances de gol, que foram desperdiçadas. Com o empate, o Inter continua atrás do Grêmio na classificação do Campeonato Brasileiro, e poderá cair uma posição se o Cruzeiro ganhar do Palmeiras, amanhã. Em resumo, a rodada não foi boa para a dupla Gre-Nal. Em seis pontos disputados, só ganhou um.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Repressão
Uma batalha vem sendo travada cada vez com mais intensidade em Porto Alegre, a que envolve os defensores do sossego e do "direito ao descanso" contra os que desejam se divertir em bares e casas noturnas. Sob o argumento de que os frequentadores de tais estabelecimentos promovem "algazarras" os defensores do descanso buscam fechá-los ou, no mínimo, limitar o seu horário de funcionamento. Numa cidade que não dispõe de atrativos naturais e turísticos, isso é um desatino. O direito à diversão é tão legítimo quanto o de repousar. Associar a saudável e natural necessidade de divertimento, principalmente dos mais jovens, com desordens e "perturbações da ordem", é algo de um ranço repressor nauseante. O último episódio do gênero envolveu o fechamento de um bar na Avenida Independência, que funciona há 37 anos, está com toda a documentação em dia, e possui autorização para operar durante 24 horas. Entre as alegações dos moradores da região estão o de que há aglomeração de pessoas na área externa ao bar, ou seja, na via pública e a suspeita de que o estabelecimento vende bebidas para quem está do lado de fora. Sejam quais forem as razões aventadas, elas apenas dão sequência a uma queda de braço que, nos últimos tempos, está sendo vencida pelos que, em nome da defesa da tranquilidade, pretendem cercear aos outros o acesso ao lazer e ao divertimento. Como se costuma dizer, o que se leva dessa vida é o que se come, o que se bebe e o que se brinca. Eventuais excessos podem, e devem, ser coibidos, mas proibir pessoas de se divertir é injustificável. Não é à toa que o Rio Grande do Sul ostenta alguns índices preocupantes, entre eles o de ser o campeão nacional de suicídios. A vida não pode prescindir da extravasão dos sentimentos. Reunir-se com amigos para conversar, comer, beber e dançar é extremamente saudável. Os que tentam impedir isso usam a defesa do direito ao descanso para encobrir suas frustrações. Ressentidos, não suportam que os outros usufruam de prazeres que, por sua postura diante da vida, nunca conseguiram desfrutar.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Susto
A Seleção Olímpica Brasileira estreou, hoje, na Olimpíada de 2012 vencendo o Egito por 3 x 2. O jogo, contudo, trouxe preocupação para quem espera que o Brasil ganhe, finalmente, a medalha de ouro olímpica, única grande conquista que ainda falta para o futebol brasileiro. Com menos de meia hora de jogo, o Brasil já goleava por 3 x 0. A facilidade alcançada em tão pouco tempo de partida, levou a equipe a uma perigosa acomodação. Como consequência disso, no segundo tempo, o Egito marcou dois gols e tornou tenso o final do jogo, pela possibilidade de que pudesse obter o empate. O que poderia ter sido uma goleada histórica, transformou-se numa vitória apertada contra um adversário modesto. Assim, o técnico Mano Menezes continua sem transmitir total confiança sobre a qualidade do seu trabalho, e seu emprego permanece correndo riscos. A única saída para Mano firmar-se no cargo, dizia-se antes da Olimpíada, seria obter a medalha de ouro. Com a primeira amostragem, a confiança na conquista do título olímpico já sofreu um abalo. O próximo adversário do Brasil, a Bielorússia, também não possui maior tradição no futebol, e a expectativa é de mais uma vitória. O problema deverá vir mais adiante. Na medida em que avance na competição, o Brasil não poderá mostrar os mesmos erros de hoje. Caso contrário, será mais uma frustração na busca do ouro olímpico. Material humano, com certeza, não falta para o Brasil, e qualquer resultado que não seja o título, ficará marcado como um fracasso.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Mantendo a boa fase
O Grêmio se manteve na sua escala ascendente ao vencer o Fluminense por 1 x 0, hoje à noite, no Olímpico. Foi um jogo dificílimo, em que, a exemplo do que ocorrera contra o Sport, o Grêmio teve de enfrentar um adversário extremamente fechado. A diferença é que o Fluminense tem um time muito mais qualificado que o do Sport, o que tornou ainda mais árdua a busca do Grêmio pela vitória. O Grêmio soube ter paciência, e marcou seu gol, de autoria de Kléber, aos 23 minutos do segundo tempo, tratando, depois, de segurar o resultado. Com a vitória de hoje, o Grêmio continua em 4º lugar no Campeonato Brasileiro, mas diminuiu sua diferença para o 3º colocado, o próprio Fluminense, para apenas um ponto. Como, na próxima rodada, haverá o confronto direto entre Fluminense e Atlético Mineiro, que estão na sua frente na tabela de classificação, o Grêmio poderá consolidar-se ainda mais nas primeiras posições, desde que, é claro, vença o difícil jogo que terá, no sábado, contra o Coritiba, fora de casa. Na partida de hoje, o Grêmio, como um todo, jogou muito bem, sem ninguém que destoasse do conjunto. As melhores atuações, contudo, foram de Souza e Elano. Souza comprova, a cada de jogo, que achou o seu lugar em campo, e Elano, em quatro partidas pelo Grêmio, obteve quatro vitórias. O Grêmio, ao que parece, está mesmo "embalado". Agora é só manter a regularidade para colher bons frutos no final da competição.
Erro decisivo
O Inter venceu o Figueirense por 1 x 0, hoje à noite, no Orlando Scarpelli. Foi o segundo jogo de Fernandão como técnico do Inter, ambos com vitória. Fernandão juntou ao seu inegável carisma junto ao torcedor as facilidades proporcionadas pela tabela do Campeonato Brasileiro, fazendo suas duas primeiras partidas como técnico contra clubes que realizam péssima campanha na competição. Assim, garantiu uma ótima largada no seu início na nova função. Porém, sua capacidade só será efetivamente avaliada quando o Inter enfrentar adversários de grande porte. O primeiro desses testes será contra o Vasco, sábado, no Beira-Rio. O Vasco vive muito boa fase e deverá exigir muito do Inter. No entanto, comprovando que Fernandão é, também, bafejado pela sorte, Juninho Pernambucano, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, não irá jogar. A sorte já havia sorrido para Fernandão no jogo de hoje, quando, aos 44 minutos do segundo tempo, o árbitro deixou de marcar um pênalti claro de Fabrício, do Inter, sobre Roni, do Figueirense, um erro decisivo para o resultado da partida. O Inter parece demonstrar mais disposição em campo sob a orientação de Fernandão e, novamente, contou com o auxílio prestimoso da arbitragem, mas ainda é cedo para fazer juízos definitivos sobre até onde poderá ir com seu novo técnico.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Vai começar
A abertura oficial só ocorrerá na sexta-feira, mas algumas disputas da Olimpíada de 2012 , em Londres, já terão iniciado antes, como o futebol, masculino e feminino, e o tiro. No futebol, as seleções brasileiras, tanto a masculina quanto a feminina, buscarão uma ainda inédita medalha de ouro. A seleção feminina iniciará sua caminhada amanhã, e a masculina na quinta-feira, antes portanto da data oficial de início da Olímpiada. Mais uma vez, as esperanças de medalhas para o Brasil recaem sobre os esportes coletivos. Afora o já citado futebol, o vôlei, de quadra e de praia, e até mesmo o basquete, que na categoria masculina retorna às Olimpíadas depois de 16 anos de ausência, surgem com possibilidades de conquista de medalhas. Nos esportes individuais, pela falta de uma melhor estrutura no país, o Brasil segue dependendo de grandes e esporádicos talentos para almejar o pódio olímpico. Nomes como César Cielo, Maurreen Riga Maggi, Fabiana Murer e Diego Hipólito são as poucas exceções à condição de meros figurantes dos competidores brasileiros nas disputas individuais em Olimpíadas. O Brasil tem evoluído nos esportes olímpicos, mas não de forma compatível com o potencial do país. Por isso, a expectativa é de que o desempenho brasileiro seja o mesmo da Olimpíada de 2008, em Pequim, quando foram conquistadas 15 medalhas. Há de se convir que é um resultado muito modesto para um país de quase 200 milhões de habitantes. O Brasil precisa intensificar a valorização das diversas práticas esportivas, até porque a Olimpíada de 2016 será realizada no país, tendo por sede o Rio de Janeiro. Seria muito frustrante se, dentro de quatro anos, o Brasil fosse mero espectador das vitórias alheias em seu próprio território. A realização de uma competição da magnitude de uma Olimpíada em solo brasileiro poderá ser, também, o estímulo que falta para a massificação dos esportes no país, rompendo com a monocultura do futebol. Mais uma Olimpíada está por começar. Tomara que, para o esporte brasileiro, ela seja o início de uma nova era, que permita ao país fazer bonito quando vier a sediar a competição.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Um festival de besteiras
Vez por outra, talvez numa tentativa de causar impacto e obter seus quinze minutos de fama, pensadores, sociólogos e outros profissionais do ramo das ciências humanas aparecem defendendo posições conflitantes com os comportamentos socialmente preponderantes. Dessa forma, conceitos superados e práticas arquivadas pela evolução natural da sociedade são trazidos ao debate novamente. A edição dessa semana da revista "Veja" apresenta uma entrevista com a socióloga inglesa Catherine Hakim. Ela é considerada uma expoente do chamado novo feminismo europeu. Trata-se do que a revista classifica como "feminismo às avessas". Ao longo da entrevista, Catherine desfila uma série de ideias retrógradas, capazes de despertar a ira das ativas e independentes mulheres dos tempos atuais. Catherine diz, por exemplo, que atratividade e beleza são fundamentais para a ascensão profissional das mulheres nas sociedades modernas. Seguindo nessa linha, a socióloga sustenta que, no que concerne ao sucesso, ninguém duvida do mérito dos inteligentes nem questiona a exclusão dos ignorantes, sendo natural que se recompense, também, quem se destaca pela aparência. Catherine argumenta que o mito feminista da igualdade dos sexos é tão infundado quanto a afirmação de que todas as mulheres almejam a total simetria nos papéis familiares, emprego e salário. Ela afirma que, ao contrário do que defendem as feministas, diversos estudos indicam que a maioria das mulheres prefere ficar em casa em tempo integral quando os filhos são pequenos, e que um parceiro bem-sucedido torna essa opção mais viável. Catherine chega ao ponto de dizer que tornar-se uma dona de casa "à toa", em tempo integral, é uma utopia moderna para a maioria das mulheres. Mais uma vez calcando-se em inespecíficos "estudos" realizados em "todo o mundo", a socióloga argumenta que as mulheres preferem homens com recursos, pois isso viabiliza a permanência delas no lar. Prosseguindo com seus disparates, Catherine diz que a legislação, por ter sido inventada pelos homens para os seus próprios interesses, impede, muitas vezes, que as mulheres recebam integralmente o lucro de seus talentos, com valor comercial adequado. Nesse sentido, considera que a barriga de aluguel é um fluxo de receita inexplorado e do qual as mulheres poderiam se beneficiar. Essas e outras tantas ideias expostas por Catherine Hakin ao longo da entrevista poderiam ser classificadas como excêntricas e anacrônicas, e o são, efetivamente. Porém, mais do que isso, por estarem em absoluto descompasso com a evolução alcançada pela mulher na sociedade, merecem ser tidas, tão somente, como um festival de besteiras.
domingo, 22 de julho de 2012
Embalou
O Grêmio ganhou do Botafogo por 1 x 0, hoje, no Engenhão e, mesmo que não tenha jogado uma grande partida, dá a impressão de ter "embalado", isto é, entrado naquela fase em que os bons resultados em sequência vão alimentando a segurança e auto-estima do grupo. Foi a terceira vitória consecutiva do Grêmio, a segunda fora de casa. Mais do que isso, essas duas vitórias como visitante foram contra clubes de grande expressão, o Cruzeiro e o Botafogo. Elas se juntam a outra vitória obtida fora de casa, contra o Atlético Goianiense. Já são, portanto três vitórias na casa dos adversários em 11 rodadas disputadas, até agora, no Campeonato Brasileiro. Para quem tinha enormes dificuldades, em anos anteriores, em ganhar jogando fora de seu estádio, é um grande alento e um fator fundamental para buscar a conquista do título da competição. Mais uma vez, Elano e Zé Roberto mostraram o acréscimo técnico que representam para o Grêmio, ao criarem a jogada que resultou no gol da vitória, marcado por Marcelo Moreno. Foi justamente quando ambos foram substituídos que o Grêmio decresceu em campo, passando a sofrer uma enorme pressão do Botafogo, mas conseguindo manter o resultado, com Léo Gago chegando a tirar uma bola junto à linha do gol. O Grêmio continua na zona de classificação para a Libertadores, em 4º lugar, e seu próximo jogo será em casa, contra outro grande adversário, o Fluminense, único clube ainda invicto no Brasileirão e que está uma posição acima da sua na tabela. O Olímpico deverá receber um grande público para levar o Grêmio a mais uma vitória. Não é hora de se fazerem previsões excessivamente otimistas, pois muito ainda há a se realizar para tornar o Grêmio um time confiável. No entanto, é inegável que os acréscimos técnicos feitos no time e a sequência de bons resultados já proporcionam entusiasmo à torcida. Agora, pelo menos, depois de muito tempo, ela já se permite sonhar com melhores dias. Ainda é pouco, tendo em vista a grandeza do Grêmio, mas já é um começo.
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