domingo, 20 de novembro de 2011
Chances aumentadas
A vitória do Inter por 2 x 1 sobre o Botafogo, hoje à tarde, no Engenhão, aumentou consideravelmente a possibilidade de classificação do clube para a Libertadores. Pela segunda vez em todo o Campeonato Brasileiro, o Inter ingressou na zona de classificação para a principal competição sul-americana. Antes, só havia conseguido isso na 8ª rodada. O jogo foi bem menos difícil do que se poderia esperar. O Botafogo, comprovando ter entrado num período descendente, não ofereceu maiores resistências, e só reagiu quando já perdia por 2 x 0. O clube carioca perdeu o seu quarto jogo consecutivo, e ficou praticamente sem chances de classificação para a Libertadores. Os resultados paralelos também ajudaram o Inter. O Flamengo não saiu de um empate em 0 x 0 com o Atlético Goianiense, no Serra Dourada. O resultado obriga o Flamengo a vencer o Inter no próximo domingo, em Macaé, se quiser voltar ao grupo dos cinco primeiros colocados. A goleada de 4 x 0 do Fluminense sobre o Figueirense, no Orlando Scarpelli, também foi benéfica para o Inter que, assim, ultrapassou na tabela, pelos critérios, o clube catarinense. O que antes parecia quase impossível para o Inter, um lugar entre os cinco primeiros da competição, já foi, momentaneamente, alcançado. Faltam, ainda, dois jogos para confirmar essa condição. Enquanto o Inter vem em crescimento, seus dois próximos adversários estão em baixa. O Flamengo vem caindo de produção a cada jogo, e o Grêmio, como foi visto contra o Ceará, transformou-se numa ruína tanto técnica quanto animicamente. O Inter está com a faca e o queijo na mão para atingir seu objetivo.
sábado, 19 de novembro de 2011
Exibição deprimente
Nem o torcedor mais pessimista poderia prever o que aconteceu hoje á tarde no Olímpico. O Grêmio perdeu para o Ceará, por 3 x 1, e, mais do que ser derrotado, teve uma atuação rídícula. Não houve um único jogador do Grêmio que tenha atuado bem. Até jogadores que normalmente se destacam, como Mário Fernandes e Júlio César, tiveram atuações frias e apáticas. Douglas parece, a cada partida, mais desligado. André Lima foi a nulidade de sempre. O time, como um todo, jogou sem vibração, aceitando sem reação a derrota para um Ceará que está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, perdeu suas duas últimas partidas em casa e estava desfalcado de sete titulares. O sofrimento da torcida do Grêmio parece não ter fim. O último título de expressão que comemorou foi o da Copa do Brasil de 2001. De lá para cá, apenas três Campeonatos Gauchos, contra sete de seu maior rival, o Inter que, no péríodo, ganhou, também, duas Recopas Sul-Americanas, duas Libertadores da América e um Mundial de Clubes. O final do jogo, com o time inteiramente batido em campo, a torcida gritando olé quando o Ceará estava com a bola e cantando "adeus Roth, adeus Roth", demonstram bem o que foi a exibição depriimente do Grêmio. Muito pouco resta para ser preservado. O Grêmio terá de fazer muito para que 2012 seja um ano melhor. Será preciso mudar, pelo menos, meio time, agregando jogadores de grande qualidade. Um técnico de inegável capacidade também é indispensável. O ano de 2012 será o da inauguração do novo estádio do Grêmio. Não é possível que o clube vá viver esse momento com um time deficiente. Os dirigentes já declararam que pretendem montar um grande time para o ano que vem. Está na hora de passar do discurso para a prática. A paciência do torcedor do Grêmio chegou ao limite.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
A construção da usina
A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, na região Amazônica, tem tudo para se transformar numa grande dor de cabeça para o governo federal. A obra, necessária, segundo o governo, para evitar "apagões" energéticos no país, resultará num desastre ambiental. Uma enorme área de floresta será inundada, devastando a fauna e a flora locais. Populações índigenas serão desalojadas de seu habitat. Um imenso prejuízo ecológico em nome de uma pretensa necessidade estrutural do país. Outras usinas, aliás, estão sendo projetadas pelo governo, para garantir o fornecimento de energia, o que causará danos semelhantes. Diante da perspectiva de tão grave agressão ao meio ambiente, setores da sociedade já se mobilizaram. Uma campanha para angariar assinaturas contra a construção da usina de Belo Monte já está nas redes sociais, com depoimentos de artistas da Rede Globo. A campanha também deverá contar com a adesão de astros internacionais do porte de Leonardo Di Caprio. Uma forma legítima e pacífica de pressão para que o governo brasileiro reveja a sua intenção de construir essa e outras usinas, evitando o seu rastro de prejuízos ambientais. Como é dito em alguns dos depoimentos da campanha, há outras formas de geração de energia, não danosas ao meio ambiente, que podem ser adotadas pelo governo. Ao que se sabe, a presidente Dilma Roussef permanece firme na intenção de levar adiante a construção da usina. Dilma deveria repensar sua posição. O Brasil ficará com sua imagem muito desgastada, no mundo todo, caso insista em erguer a obra. Não convém ao governo apostar que essa é uma questão de grupos organizados ou privilegiados da sociedade e de que o "povão" está alheio a tais manifestações. A popularidade de Dilma, bastante alta, a exemplo de seu antecessor no cargo, não deve ser vista como um escudo intransponível. Não é. Voltar atrás em uma decisão, quando se fizer necessário, também é uma demonstração de sabedoria de um governante. Se precisar de um estímulo para rever sua posição, Dilma deveria ouvir o depoimento do ator Ary Fontouta para a campanha. Dirigindo-se a Dilma, Ary Fontoura diz: "Presidente, pense no país em que seu neto vai crescer". Considero ser desnecessário fazer qualquer acréscimo.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Injustiça social
Apesar do crescimento da economia nos últimos anos, da ascensão da classe C para um novo patamar de consumo, e da maior geração de empregos, o Brasil continua um país brutalmente injusto. A comprovação desse fato veio com a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que, em 2010, metade da população brasileira passou o ano recebendo menos que um salário mínimo! Sim, quase 100 milhões de pessoas tiveram como renda um valor de até R$ 375,00, para uma média nacional de R$ 668,00. Outro dado estarrecedor divulgado pelo IBGE é o de que os 10% da população que ganham mais no Brasil amealharam, em 2010, 44,5% do montante de rendimentos do país. Já os 10% de menor renda ficaram, no mesmo período, com apenas 1,1%. Depois de se tomar conhecimento de números como esses, é de se perguntar como alguém pode ser contra os programas sociais do governo federal. O Brasil é um país desumanamente desigual. Milhões de brasileiros ainda vivem em condições precaríssimas, sem saneamento básico, sem acesso à saúde e educação, sem um mínímo de dignidade. O grande desafio do país é, há muito tempo, e cada vez mais, resgatar essa imensa parcela de sua população de uma situação tão aviltante, e integrá-la ao grupo dos que tem acesso ao ensino, ao trabalho, à assistência médica, ao mercado de consumo. Enquanto essa chaga social não for curada, será de pouca serventia exibir números vigorosos da economia brasileira. Os benefícios de uma economia sólida e próspera tem de ser melhor repartidos. Não é possível que um país de quase 200 milhões de habitantes deixe metade de sua população na condição de exclusão social. Em termos de distribuição de renda, o Brasil é um dos países mais injustos do mundo. Isso não pode persisitir indefinidamente. Afinal, como já dizia Tancredo Neves: "Enquanto houver, nesse país, um só cidadão sem casa, sem comida e sem escola, toda a prosperidade será falsa".
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Esperança renovada
A vitória do Inter sobre o Bahia, por 1 x 0, hoje á noite, no Beira-Rio, renovou a esperança do clube de ainda obter a classificação para a Libertadores. O Inter subiu do 10º para o 7º lugar na tabela e está distante apenas um ponto da zona de classificação para a Libertadores, beneficiado que foi pelas derrotas de Botafogo e São Paulo. Se o resultado do jogo foi bom, a atuação do Inter não agradou nem um pouco. Apesar de marcar seu gol cedo, aos 8 minutos do primeiro tempo, o Inter não teve uma vitória fácil, e seu mau futebol foi reconhecido até pelo seu técnico, Dorival Júnior. O técnico do Bahia, Joel Santana, disse que se surpreendeu pelo fato do Inter não ter pressionado o seu time de uma maneira mais contundente. A verdade é que não há razão para muito otimismo por parte do Inter, mesmo que os jogos de hoje lhe tenham sido favoráveis. O Inter ganhou uma partida que todos esperavam que vencesse, mas o fez pelo placar mínimo e jogando mal. O problema são os jogos que lhe restam, os quais é obrigado a ganhar. O Inter enfrentará Botafogo e Flamengo fora de casa e o Grêmio no Beira-Rio. Botafogo e Flamengo são seus adversários diretos na busca da classificação para a Libertadores, e o Grêmio é o seu maior rival. A classificação do Inter para a Libertadores ainda é possível, mas continua improvável.
A derrota pelo apito
O jogo Fluminense 5 x 4 Grêmio, hoje à noite, no Engenhão, foi, sem dúvida, inusitado. A começar pelo placar, mais comum em jogos de futebol de salão. Numa partida em que o Grêmio estava descompromissado e o Fluminense buscava manter a esperança de ganhar o Campeonato Brasileiro, os dois times jogaram soltos, com as defesas vazando constantemente e os goleiros acumulando falhas. A figura mais saliente do jogo, no entanto, foi o árbitro Francisco Carlos Nascimento, de Alagoas, que teve uma atuação vergonhosa e decretou a vitória do Fluminense. Não procede a ideia, defendida por alguns, de que Nascimento errou para os dois lados. Não é verdade. Ainda que a falta marcada sobre Lúcio, que originou o gol de Marquinhos, não tenha acontecido, o Grêmio foi o grande prejudicado pelo árbitro. Foram três erros gravíssimos, que resultaram em gols do Fluminense. Fred estava escandalosamente impedido no gol que empatou o jogo em 2 x 2. O pênalti que originou o quarto gol do Fluminense não existiu. No lance do quinto gol, antes da conclusão de Fred, houve falta de Leandro Euzébio sobre Brandão, que o árbitro não marcou tendo, ainda, expulsado o jogador do Grêmio após sua justa reclamação. Afora isso, o Grêmio ainda deixou de ter um pênalti marcado a seu favor, num lance em que um jogador do Fluminense desvia a bola com a mão dentro da grande área. Era para ser um jogo de final agradável para o torcedor do Grêmio, depois do time conseguir virar o placar para 4 x 3 já próximo do final da partida. No entanto, Francisco Carlos Nascimento entrou em ação, manipulando o resultado e entregando a vitória para o Fluminense. A reação dos jogadores do Grêmio após o quinto gol, de querer abandonar o campo, foi extremada, mas compreensível. Dessa vez, o Grêmio não perdeu em função de suas falhas. Foi derrotado pelo apito.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A guerra não é uma solução
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após participar da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico, não descartou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, devido ao programa nuclear que está sendo desenvolvido por aquele país. Obama disse que acredita na possibilidade de os Estados Unidos trabalharem com a China e a Rússia para tentar estabelecer maiores sanções antes de partir para um ataque, mas que os três governos concordaram com a necessidade de garantir que o Irã não se torne uma potência nuclear. A afirmação de Obama foi feita ao ser indagado sobre se a ação militar deve ser considerada em algum momento, como já foi sugerido por alguns presidenciáveis republicanos. Obama declarou que prefere continuar a negociar uma solução, mas que nenhuma opção ficou fora da mesa. O presidente americano disse, ainda, que o mundo está unido contra um Irã isolado. A posição de Obama gerou divergências entre diplomatas europeus. Em reunião de ministros das Relações Exteriores da União Européia, realizada em Bruxelas, representantes da Grã-Bretanha e da Alemanha tiveram posições diferentes sobre o assunto. O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, declarou que não considera a opção de uma ação militar contra o Irã no momento, mas que a hipótese poderá ser cogitada no futuro. Já o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou que seu país se recusa a falar sobre o assunto, embora o diplomata entenda ser inevitável a aplicação de sanções mais severas caso o Irã se recuse a cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica, que acusa o governo iraniano de tentar produzir armas nucleares. Como se pode perceber, os motivos alegados para as ações militares variam, mas os Estados Unidos continuam a praticar o intervencionismo, sempre que julgarem necessário. Os americanos entendem que lhes cabe o papel de "xerifes" do mundo, e assim tem agido, invadindo e atacando países, sempre alegando motivos nobres para fazê-lo. Outros países já desenvolveram programas atômicos, sem que isso implicasse numa intervençao militar. A reação extremada contra o Irã, ecoada pela imprensa ocidental, resulta da posição hostil de seu governo, comandado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, contra os Estados Unidos e Israel. Não se trata de desdenhar das consequências do desenvolvimento de uma bomba atômica pelo Irã, mas há de se encontrar outros meios de enfrentar a situação, sem partir para uma ação militar com seu rastro de destruição e morte de civis inocentes. Esse é um filme já visto, e que não merece ser repetido.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Desempenho pífio
No seu último jogo em 2011, a Seleção Brasileira venceu hoje o Egito, em Doha, no Catar, por 2 x 0. Foi mais um dos amistosos inexpressivos que não trazem qualquer proveito na preparação para a Copa do Mundo de 2014. Como já havia ocorrido contra o Gabão, na quinta-feira, a equipe que o técnico Mano Menezes escalou para o jogo está longe de representar o que tem de melhor o futebol brasileiro. Ainda que se entenda que Mano Menezes esteja em uma fase de prospecção de jogadores para formar o seu conjunto ideal, a convocação de nomes como Fernandinho e William, por exemplo, não se justifica. Os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira só serviram para a CBF obter boas cotas e aumentar o cartel de vitórias com o atual técnico, que andava muito esquálido. Faltando dois anos e oito meses para o início da Copa de 2014, a Seleção não tem o esboço de uma base de equipe, não consegue se impor diante de adversários mais categorizados, mostra um futebol sem qualidade nem vibração, e não mobiliza o torcedor brasileiro. A sensação que se tem é a de que Mano Menezes, em um ano e três meses no cargo, pouco contribuiu para que se possa ter uma Seleção forte em 2014, à altura da responsabilidade da equipe que vai representar o país que sediará a competição. Foi um ano em que a Seleção não empolgou em momento algum, e chegou a ser motivo de vergonha para o seu torcedor ao ser eliminada prematuramente da Copa América, contra o Paraguai, desperdiçando quatro cobranças de tiros livres da marca do pênalti, de forma consecutiva. Até agora, vive-se um anticlímax, no Brasil, em relação à Copa de 2014. Em vez de uma população entusiasmada e em contagem regressiva para a competição, confiante em sua Seleção, o que temos são reclamações quanto aos preparativos para a Copa, gasto excessivo de dinheiro público, deficiências de infraestrutura, estádios que virarão "elefantes brancos" depois da disputa, entre outros itens. Tomara que, em 2012, pelo menos o desempenho da Seleção, que tem sido pífio sob o comando de Mano Menezes, possa ter uma melhora substancial, capaz de dar confiança ao torcedor para fazer da Copa de 2014 uma grande festa e não uma enorme frustração.
domingo, 13 de novembro de 2011
Cumprindo tabela
Com a derrota por 1 x 0 para o Cruzeiro, hoje à noite, em Sete Lagoas (MG), o Inter passa a ostentar uma condição que seu maior rival, o Grêmio, já exibia há algumas rodadas, isto é, a de simples "turista" no Campeonato Brasileiro. A matemática ainda apresenta possibilidades, mas só alguém dominado pelo fanatismo pode imaginar que o Inter seja capaz de obter a classificação para a Taça Libertadores da América, último objetivo que lhe restava após ficar alijado da possibilidade de ser campeão. Grêmio e Inter repetiram nesse domingo, contra Palmeiras e Cruzeiro, respectivamente, as mesmas falhas e defeitos costumeiros, colhendo novamente, por consequência, maus resultados. O Grêmio, mais uma vez, foi um time mal escalado por seu técnico, Celso Roth. Começar um jogo em casa, contra um time fraco e em crise, com três volantes de contenção, é um disparate. A preterição de Saimon, um zagueiro jovem e em grande fase, pelo improvisado Gilberto Silva, veterano que perde todas as disputas contra os adversários, é outro absurdo. Incompreensível, também, é a manutenção como titular de Rafael Marques, de desempenhos comprometedores ao longo do ano e que já teve definida a sua saída do clube no final de 2011. Com tantos desatinos cometidos por seu técnico, o Grêmio por pouco não perdeu para um Palmeiras fraquíssimo, que vinha de oito jogos sem vitória. A lesão de Escudero, que resultou na entrada de Brandão, e a saída de Adílson, de péssima atuação, no intervalo, deram ao time uma maior ofensividade, mas, ainda, assim, o Grêmio não conseguiu mais do que um empate em 2 x 2, depois de estar perdendo por 2 x 0, com um golaço de Fernando no último minuto do tempo regulamentar. Mais uma atuação ruim e um resultado frustrante para o torcedor. Se o Grêmio repetiu seus problemas habituais, a fragilidade defensiva e o pouco poder ofensivo, o Inter também não se mostrou diferente, apresentando limitações já conhecidas. Mais uma vez, o Inter criou muitas oportunidades de gol, mas não conseguiu concretizá-las. Gilberto, que acabou sendo substituído, jogou isolado no ataque. Tinga chegou algumas vezes em condições de marcar gols, mas não o fez, comprovando que não sabe concluir. O jogador diferenciado do time, D'Alessandro, foi mais uma vez sacado durante a partida, o que não traz benefício algum para quem está buscando reverter um resultado negativo. Em sua entrevista após o jogo, o técnico do Inter, Dorival Júnior, demonstrou, até, ter algumas concepções equivocadas, como a de que Oscar seria um atacante e não um jogador de meio de campo. Assim, vitimados pelos erros e conceitos equivocados de seus técnicos muito bem remunerados, entre outros fatores, Grêmio e Inter fazem uma campanha medíocre no Brasileirão. O Inter, agora, é o 10º colocado, e o Grêmio permanece em 11º lugar. Muito pouco para folhas de pagamento tão altas como são as dos dois clubes. Restando quatro jogos para cada um até o final da competição, a dupla Gre-Nal não aspira mais nada no Campeonato Brasileiro. Só lhe resta cumprir tabela. Para Grêmio e Inter, o ano, na prática, já acabou. Resta começar a trabalhar, o quanto antes, para que 2012 possa ser bem melhor, em termos de resultados, para ambos.
sábado, 12 de novembro de 2011
Indefinição
A derrota do Fluminense por 2 x 1 para o América Mineiro, hoje à tarde, no Engenhão, deixou o Campeonato Brasileiro, em sua reta final, ainda mais indefinido. Com os resultados da rodada anterior, o Fluminense tinha tudo para se encaminhar para o título. Afinal, tem o maior número de vitórias na competição, o que é o primeiro critério de desempate, e iria enfrentar o lanterna do Brasileirão. Porém, assim como o Corinthians, o Fluminense também se deixou surpreender pelo América Mineiro, tornando a disputa ainda mais acirrada. Não resta dúvida de que o campeonato, com tantos resultados inesperados e com a proximidade de vários clubes na tabela, está emocionante. Por outro lado, esse equlíbrio de forças, infelizmente, resulta de um nivelamento por baixo, ou seja, da extrema paridade dos times, que se igualam nas poucas virtudes e nos muitos defeitos. A falta de grandes times, capazes de se sobrepor aos demais, permite até campanhas surpreendentes como a do Figueirense, que já está na zona de classsificação da Libertadores. Após a rodada desse fim de semana, restarão apenas quatro para o final da competição. Mesmo assim, é impossível fazer qualquer prognóstico. Os jogos que parecem mais fáceis são justamente aqueles em que o resultado contraria totalmente as expectativas. Até a zona de rebaixamento, que parecia definida, está agora embolada. Apenas o Avaí pode ser apontado como um virtual rebaixado, os outros ainda estão na luta. O futebol apresentado pelos times participantes do Brasileirão está longe de ser um primor, mas emoção é o que não vai faltar nessa reta final da competição. O título está em aberto e, pelo que tem acontecido até aqui, o campeão não deverá ser o time que brilhar mais, mas, sim, o que errar menos.
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