domingo, 25 de setembro de 2011

Vitórias esperadas

A necessidade de recuperação diante dos últimos tropeços, e a fragilidade dos adversários, ambos situados na zona de rebaixamento, faziam com que as vitórias de Grêmio e Inter, respeticvamente contra Avaí e Atlético Mineiro, fossem consideradas quase obrigatórias. Os dois representantes do Rio Grande do Sul cumpriram com o que se esperava e venceram, porém, mais uma vez, sem mostrar um bom futebol. Na Ressacada, o Grêmio teve pela frente um Avaí que mostrou, claramente, as razões pelas quais está na zona de rebaixamento. O time do Avaí é fraquíssimo, o que permitiu ao Grêmio, desde o início do jogo, ter mais posse de bola. No entanto, era um domínio estéril, pois não se traduzia em chutes ao gol, entre outros motivos porque André Lima, novamente, foi uma figura inútil. O primeiro tempo já se encaminhava para o final quando, numa jogada puramente individual, Mário Fernandes fez 1 x 0 para o Grêmio. Aproveitando um rebote da defesa, Douglas fez 2 x 0, logo aos 24 segundos do segundo tempo. O gol tranquilizou o Grêmio que conduzia o jogo dentro dos seus interesses, até o momento em que, num escanteio, permitiu que o Avaí descontasse. O gol motivou o Avaí, porém, após alguns minutos de pressão do time catarinense, o Grêmio retomou o controle do jogo e garantiu o resultado. A vitória foi importante, mas, pelo futebol demonstrado, não deve proporcionar ilusões. Já o Inter chegou a permitir o empate para o Atlético Mineiro, no Beira-Rio, mas,,assim  como o Grêmio, ganhou por 2 x 1. O Inter abriu o placar com um golaço de Bolatti, sofreu o empate, e venceu com um gol polêmico, que chegou a ser anulado pelo bandeirinha, mas foi confirmado pelo árbitro. O futebol demonstrado pelo Inter, apesar da vitória, não empolgou. O ataque já se ressentiu da ausência de Leandro Damião. Enfim, Grêmio e Inter venceram, mas continuam jogando pouco,, o que não autoriza expectativas muito otimistas.

sábado, 24 de setembro de 2011

Bom senso

Uma nota da seção "Holofote", da edição dessa semana da revista "Veja", dá conta de que a CBF irá anunciar, em outubro, uma mudança no calendário do futebol brasileiro. A partir de 2012, os clubes que forem eliminados nas duas primeiras fases da Taça Libertadores da América, poderão participar da Copa do Brasil. A medida evitará o que aconteceu, esse ano, com o Corinthians que, eliminado ainda na chamada "Pré-Libertadores", ficou quase todo o primeiro semestre disputando apenas o Campeonato Paulista, o que lhe trouxe grandes prejuízos financeiros. A revista qualifica a medida de uma "aguardada mudança". Sem dúvida, a alteração a ser feita no calendário do futebol brasileiro é de muito bom senso, mas poderia ser melhor. Na verdade, todos os clubes brasileiros que participassem da Libertadores deveriam poder tomar parte, também, na Copa do Brasil, como ocorreu durante muitos anos. Estupidamente, resolveu-se, num determinado momento, impedir a participação simultãnea nas duas competições. A restrição não foi feita por nenhum critério técnico, mas, sim, para fortalecer os execráveis campeonatos estaduais, monstrengos anacrônicos que há muito deveriam ter deixado de existir, ou, pelo menos, de contar com a presença dos grandes clubes. Não há nenhum sentido em se gastar quase um semestre, de janeiro a maio, com campeonatos em que os grandes clubes enfrentam adversários de seus estados que pertencem à segunda, terceira ou quarta divisão do futebol brasileiro, e, até mesmo, estão fora de qualquer competição de ãmbito nacional. A proibição de simultaneidade de participação na Libertadores e na Copa do Brasil é tão absurda e despropositada, que faz com que o campeão da competição nacional esteja automaticamente fora da edição do ano seguinte. Isso porque, ao ganhar a Copa do Brasil, o clube classifica-se para a Libertadores, não podendo defender o título que alcançou. Com isso, a Copa do Brasil deve ser a única competição no mundo em que não se podem obter títulos consecutivos, pois, uma vez campeão, o clube está excluído da edição do ano seguinte! Portanto, a medida a ser anunciada pela CBF deve ser saudada, mas ainda está incompleta. O correto a se fazer é extinguir os campeonatos estaduais, ou pelo menos reduzir drasticamente o seu tempo de duração e permitir que todos os clubes brasileiros que se classificarem para a Libertadores possam participar, concomitantemente, da Copa do Brasil. Era assim antes, não havia por que mudar. Acima de tudo, deve estar o interesse técnico, que não está sendo levado em conta pelo atual calendário. A mudança a ser implementada é um avanço, mas o ideal é restituir a participação nas duas competições, sem restriçoes, para todos os clubes.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Descalabro

A política, no Brasil, prossegue sendo uma fonte inesgotável de escândalos e de fatos patéticos. Em sessão, realizada ontem, da Comissão de Constituição e Justiça da Cãmara dos Deputados, 118 projetos foram aprovados em 3 minutos e 11 segundos, e por apenas dois parlamentares. Os projetos versam sobre acordos internacionais, concessão de serviços de radiodifusão e regulamentação da profissão de cabeleireiro. A sessão foi presidida pelo deputado César Colnago (PSDB-ES). Afora ele, em plenário, só estava presente o deputado Luiz Couto (PT-PB). Entre titulares e suplentes, a Comissão de Constituição e Justiça tem 122 deputados. São necessárias 36 assinaturas para que uma reunião da CCJ seja realizada. Colnago disse que 35 deputados assinaram a lista de presença e depois foram embora. Como o número regimental de presenças foi alcançado, ele entende que a sessão foi válida. A CCJ é a mais prestigiada da Câmara, e decide se os projetos de lei obedecem à Constituição e às demais leis do país. Por ela passam todas as propostas sobre direitos humanos, garantias fundamentais e organização dos poderes. Se na mais importante comissão da Câmara dos Deputados acontece um fato como esse, o que se pode esperar do Poder Legislativo como um todo? Decididamente, em termos de credibilidade, a política no Brasil é, cada vez mais, um poço sem fundo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Desânimo

O sentimento que se abate sobre o torcedor do Grêmio é o de desânimo. Hoje à noite, no Olímpico, o Grêmio, que havia sido goleado por 4 x 0 pelo Vasco, no sábado, tornou a ser derrotado, dessa vez pelo Botafogo, por 1 x 0. O Grêmio teve a posse de bola na maior parte do tempo, mas não conseguia penetrar na área do Botafogo, arriscando, apenas, chutes de longa distância. Alguns jogadores tiveram atuações muito apagadas. André Lima, o único atacante de referência, nada fez durante todo o tempo em que jogou. A rigor, só Mário Fernandes e Fernando jogaram bem. Victor não foi exigido, Edcarlos e Rafael Marques apresentaram falhas, Bruno Collaço foi medíocre. No meio de campo, Fábio Rochemback, mais uma vez, foi mal, Escudero jogou para trás e para os lados e Douglas teve altos e baixos. Gilberto Silva, Brandão e Miralles, que entraram no segundo tempo, não chegaram a se destacar. A velha máxima do futebol diz que quem não faz leva. Foi o que aconteceu, novamente, hoje. O Grêmio não soube traduzir seu domínio em lances de gol. O Botafogo, num único chute, conseguiu a vitória. O Grêmio já tem duas derrotas seguidas. Nos últimos dez jogos, ganhou cinco e perdeu cinco. Se esse tipo de rendimento persistir, o Grêmio só terá de lutar contra o rebaixamento. Vôos maiores ficam  cada vez mais difíceis. A paciência do torcedor já começa a se esgotar. Não é pra menos, afinal, até agora, o Grêmio só causou dissabores para sua torcida em 2011. Para não ser rebaixado, ainda precisa fazer mais 15 pontos, o que gera inquietação. Outra questão que fica no ar é se o famoso "prazo de validade" do técnico Celso Roth já estaria chegando ao fim. As próximas rodadas do Campeonato Brasileiro serão de muita aflição para o Grêmio. Resta esperar que o clube consiga dar a volta por cima e encarreirar bons resultados.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Marcando passo

Depois de não passar de um empate por 1 x 1, no Beira-Rio, contra o Coritiba, o Inter obteve o mesmo resultado diante do Figueirense, fora de casa. Ao contrário do que ocorreu contra o Coritiba, dessa vez foi o adversário que marcou o primeiro gol. O Figueirense foi nitidamente superior no primeiro tempo, merecendo a vitória parcial. No segundo tempo, o Inter voltou com outro ânimo e passou a preponderar no jogo, fazendo por merecer o empate, que acabou alcançando. Foi um resultado justo, portanto, na medida em que cada time foi superior num dos tempos do jogo. O empate, no entanto, não foi bom para o Inter, que continua marcando passo no Campeonato Brasileiro. O clube não consegue avançar na tabela, permanecendo em 7º lugar, agora com uma distância maior, em pontos, em relação ao chamado "G5". Decididamente, o Inter faz uma campanha muito inferior ao que se esperava, dada a qualidade do seu time. Para piorar, Leandro Damião, o maior destaque do Inter no momento, sofreu uma lesão muscular que deverá afastá-lo dos gramados por, pelo menos, 20 dias. Os jogos vão se sucedendo e o Inter não consegue chegar na zona de classificação para a Taça Libertadores da América. Sem Leandro Damião, essa tarefa se tornará ainda mais difícil. O próximo jogo, contra o Atlético Mineiro, no Beira-Rio, é outro dos que são teoricamente fáceis, já que o adversário faz péssima campanha. Contudo, os constantes tropeços do Inter nos jogos em casa recomendam que se arrefeça um pouco o otimismo. O certo é que o Inter precisa começar a vencer seus jogos, ou não conseguirá atingir o G5 mesmo que os primeiros colocados continuem tropeçando.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A comemoração de uma derrota

Retorno ao Rio Grande do Sul, depois de breve viagem, exatamente no dia em que se comemora a "Revolução Farroupilha". Sim, coloco a expressão entre aspas, pois se trata de um movimento fracassado. Durante dez anos, de 1835 a 1845, viveu-se a ficção de que o Rio Grande do Sul era um país independente. Na verdade, a dita "República Farroupilha" mudou sua capital várias vezes, sempre em municípios que, até hoje, tem pouca expressão política e econômica. Em Porto Alegre e Rio Grande as forças farroupilhas foram sempre rechaçadas, apesar das muitas tentativas em tomar as duas cidades, que permaneceram fiéis ao Império. A data em que se comemoram os "feitos" farroupilhas é feriado estadual. Trata-se da estranha comemoração de uma derrota. A tentativa separatista malogrou, o Rio Grande do Sul tornou a fazer parte do Brasil, e, no entanto, o culto ao movimento farrapo permanece. Até a bandeira estadual é a mesma da fracassada república. Tocar nesse assunto é mexer numa casa de marimbondos, pois os valores gauchescos e "nativistas" são exaltados massacrantemente, numa estratégia que busca abafar qualquer contestação. Faz-se uma mitificação do gaúcho pilchado, como se ele fosse a representação fiel do habitante do Estado. Festivais de música nativista, cavalgadas pelo litoral, programas de televisão, emissoras de rádio inteiramente dedicadas ao gauchismo, são algumas das formas usadas para que as coisas "gaudérias" estejam sempre em evidência. Todo esse esforço demonstra um forte sentimento separatista em relação ao Brasil, o que é uma estupidez, para dizer-se o mínimo, e, o que é ainda pior, conduz o Rio Grande do Sul a um deletério isolacionismo, cujos efeitos nefastos já se fazem sentir até na economia. Não há razão para toda essa exaltação do Rio Grande do Sul, como se fora uma pátria. O Rio Grande do Sul é um estado, uma das unidades que compõem a república federativa brasileira. Estados são apenas divisões político-administrativas. O que importa, mesmo, são os municípios e o país. Os primeiros porque são onde, verdadeiramente, as pessoas vivem, o segundo porque é o que nos dá identidade, concedendo-nos uma nacionalidade. Estados são apenas uma forma de dividir um território, nada mais. Se servir de consolo, contudo, cabe lembrar que comemorar derrotas políticas não é exclusividade do Rio Grande do Sul. Também o estado de São Paulo celebra, no dia 9 de julho, com feriado estadual, a "Revolução Constitucionalista de 1932", outro movimento que foi derrotado pelas forças do governo federal da época. As duas datas em questão são um exemplo escancarado do quanto a visão que se tem de um acontecimento pode preponderar sobre a realidade. Expressam um desejo de afirmação de duas teses, amplamente desmentidas pela realidade dos fatos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Rio de Janeiro continua lindo

Vir ao Rio de Janeiro, mesmo que por um período muito curto, como é o meu caso, é, sempre, uma experiência gratificante. A beleza luxuriante da cidade, a exuberância de sua natureza, fazem do Rio de Janeiro um lugar incomparável no mundo. Mesmo que o vento forte tenha me impedido de aproveitar os banhos de mar que aprecio tanto, o Rio sempre vale a pena. Embora só tenha tido a oportunidade de conhecê-la já adulto, sou um apaixonado pela cidade. Já fazia cinco anos e meio que não vinha aqui, o que, para mim, é uma eternidade. Por mais que se falem das mazelas do Rio, como a criminalidade nas favelas e morros, os encantos da cidade as superam largamente. A cada vez que vou embora, fico pensando em quando poderei voltar. Se você, ao ler esse texto, duvidar disso, se dê a chance de conhecer o Rio. Você não irá se arrepender. Gilberto Gil tinha razão. O Rio de Janeiro continua lindo. O Rio de Janeiro continua sendo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Tropeços

Um blog deve ter atualização diária, mas nem sempre isso é possível. A quebra de rotina que caracteriza as viagens muita vezes não permite que se mantenha essa regularidade. Foi esse o caso que me fez, por dois dias, deixar de realizar, pelo menos, uma postagem diária. Feito o esclarecimento, volto-me para os resultados de Grêmio e Inter, no fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro. Foram dois tropeços. O Grêmio, que vinha em fase ascendente, foi goleado pelo Vasco por 4 x 0. Mesmo que o Grêmio tenha tido sonegada a marcação de um pênalti quando o jogo ainda estava 1 x 0, o que poderia mudar a história da partida, a derrota por um placar tão elástico, certamente, irá abalar a confiança do grupo. Para agravar a situação, o próximo jogo do Grêmio, mesmo sendo em casa, será extremamente difícil, pois o Botafogo realiza uma campanha muito boa. A goleada sofrida pelo Botafogo em seu jogo anterior fora de casa, por 5 x 0, para o Coritiba, no entanto, pode servir de alento para o Grêmio. Porém, fica muito prejudicada a possibilidade de o Grêmio buscar algo mais no Brasileirão do que a classificação para a Copa Sul-Americana, o que não entusiasma ninguém. O Inter, por outro lado, não fez muito melhor que o seu maior rival. Apenas empatou, em casa, com o Coritiba, por 1 x 1, um resultado decepcionante para quem vinha de uma goleada por 3 x 0 contra o Palmeiras, fora de casa. O surpreendente é
que o Inter fez 1 x 0 com um minuto de jogo, o que poderia ensejar uma vitória folgada, mas cedeu o empate e, ainda desperdiçou um pênalti. Com isso, o Inter permanece estacionado no sétimo lugar, e adia, mais uma vez, a possibilidade de encostar nos primeiros colocados. Os próximos jogos do Inter não são difíceis, mas isso não chega a ser um dado favorável, já que o time tem perdido muitos pontos para adversários mais fracos. Assim como acontece com o Grêmio, também as perspectivas do Inter na competição não\parecem ser\promissoras. Infelizmente, os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul fazem campanhas muito abaixo do esperado, frustrando suas torcidas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A queda de mais um ministro

Depois de uma breve interrupção, eis que a "faxina" continua. Dessa vez quem caiu foi o ministro do Turismo, Pedro Novais. O motivo que levou o ministro a pedir demissão foi a descoberta de várias irregularidades nas quais estava envolvido. A mulher de Novais, Maria Helena de Melo, usava um servidor da Câmara dos Deputados como motorista particular. Novais teria pago uma empregada com dinheiro da Câmara no período em que foi deputado federal, de 2003 a 2010. Embora trabalhasse no apartamento de Novais como governanta, Doralice de Souza teria sido nomeada secretária parlamentar. Desde maio, Doralice é funcionária de uma empresa terceirizada que presta serviços ao Ministério do Turismo. O agora ex-ministro do Turismo também é acusado de ter destinado, quando era deputado, R$ 1 milhão para uma empresa de fachada construir uma ponte no município de Barra do Corda (MA). A liberação do recurso teria ocorrido em 2010, por meio de emenda ao orçamento da União. Em dezembro de 2010, Novais pediu à Câmara ressarcimento de R$ 2.156 pagos por ele a um motel de São Luís (MA) em junho de 2010. Segundo a gerente do Motel Caribe, Novais havia alugado a suíte para uma festa. Em agosto, a Polícia Federal, durante a Operação Voucher prendeu 37 pessoas, 9 delas do Ministério do Turismo. Elas sãos suspeitas de  participar do desvio de cerca de R$ 3 milhões de um convênio, firmado em 2010, para capacitação de profissionais de turismo no Amapá. Novais, que ainda não era ministro, alega desconhecer as irregularidades. Como se vê, o rol de malfeitos de Pedro Novais é extenso. Sua saída não surpreende. O que espanta é que tenha sido nomeado. Novais, de 81 anos, só chegou ao cargo porque foi indicado pela bancada do PMDB da Câmara e apadrinhado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de quem é amigo. Não tinha qualquer conhecimento do setor de turismo. A presidente Dilma Roussef não tinha simpatia por ele. Por sinal, em  oito meses no cargo, Novais só foi recebido por Dilma duas vezes, uma delas para pedir demissão. Mais uma vez, é preciso destacar que a maior causa das demissões em cascata no ministério de Dilma são os critérios de nomeação. Enquanto cargos tão importantes como o de ministro forem ocupados por meio de indicações políticas e apadrinhamentos, os escãndalos vão continuar a aparecer. A saída dos ministros pode até ser uma faxina, mas o melhor mesmo seria evitar que se produzisse a sujeira. Isso, no entanto, só será possível quando forem nomeados os mais aptos e não os indicados por partidos ou protegidos de raposas da política.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rotina enfadonha

A Seleção Brasileira fez hoje à noite, em Córdoba, o primeiro dos dois jogos contra a Argentina pelo  "Super Clássico das Américas", novo nome para a antiga Copa Roca. Dessa vez, as duas equipes contaram apenas com os jogadores que atuam no próprio país. Pensava-se que o Brasil levaria vantagem nesse aspecto, pois muitos jogadores de qualidade permanecem no país, caso de Neymar, por exemplo, e outros foram repatriados, como aconteceu com Ronaldinho, enquanto a Argentina não consegue reter seus maiores valores. Em campo, no entanto, não foi o que se viu. A Seleção Brasileira "doméstica" se mostrou tão sem brilho quanto a equipe que conta com os jogadores que atuam no exterior. O resultado de 0 x 0 expressa bem o que foi o jogo, que, afora uma bela "lambreta" de Leandro Damião que culminou com um chute na trave, não teve qualquer brilho ou emoção. Ainda que se leve em conta que era uma equipe desentrosada, que não havia jogado junto anteriormente, é mais uma atuação pobre da Seleção Brasileira. Com ou sem os jogadores que atuam no exterior, a Seleção Brasileira mostra o mesmo futebol sonolento e burocrático. A cada jogo que passa é adiada a afirmação da Seleção, seu futebol não inspira confiança no torcedor. Parece claro que o técnico Mano Menezes não está conseguindo obter o comprometimento dos jogadores para com a equipe. Cada vez se robustece mais a idéia de que a Seleção Brasileira não deverá chegar à Copa do Mundo de 2014 tendo Mano Menezes como seu técnico.