quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Desânimo
O sentimento que se abate sobre o torcedor do Grêmio é o de desânimo. Hoje à noite, no Olímpico, o Grêmio, que havia sido goleado por 4 x 0 pelo Vasco, no sábado, tornou a ser derrotado, dessa vez pelo Botafogo, por 1 x 0. O Grêmio teve a posse de bola na maior parte do tempo, mas não conseguia penetrar na área do Botafogo, arriscando, apenas, chutes de longa distância. Alguns jogadores tiveram atuações muito apagadas. André Lima, o único atacante de referência, nada fez durante todo o tempo em que jogou. A rigor, só Mário Fernandes e Fernando jogaram bem. Victor não foi exigido, Edcarlos e Rafael Marques apresentaram falhas, Bruno Collaço foi medíocre. No meio de campo, Fábio Rochemback, mais uma vez, foi mal, Escudero jogou para trás e para os lados e Douglas teve altos e baixos. Gilberto Silva, Brandão e Miralles, que entraram no segundo tempo, não chegaram a se destacar. A velha máxima do futebol diz que quem não faz leva. Foi o que aconteceu, novamente, hoje. O Grêmio não soube traduzir seu domínio em lances de gol. O Botafogo, num único chute, conseguiu a vitória. O Grêmio já tem duas derrotas seguidas. Nos últimos dez jogos, ganhou cinco e perdeu cinco. Se esse tipo de rendimento persistir, o Grêmio só terá de lutar contra o rebaixamento. Vôos maiores ficam cada vez mais difíceis. A paciência do torcedor já começa a se esgotar. Não é pra menos, afinal, até agora, o Grêmio só causou dissabores para sua torcida em 2011. Para não ser rebaixado, ainda precisa fazer mais 15 pontos, o que gera inquietação. Outra questão que fica no ar é se o famoso "prazo de validade" do técnico Celso Roth já estaria chegando ao fim. As próximas rodadas do Campeonato Brasileiro serão de muita aflição para o Grêmio. Resta esperar que o clube consiga dar a volta por cima e encarreirar bons resultados.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Marcando passo
Depois de não passar de um empate por 1 x 1, no Beira-Rio, contra o Coritiba, o Inter obteve o mesmo resultado diante do Figueirense, fora de casa. Ao contrário do que ocorreu contra o Coritiba, dessa vez foi o adversário que marcou o primeiro gol. O Figueirense foi nitidamente superior no primeiro tempo, merecendo a vitória parcial. No segundo tempo, o Inter voltou com outro ânimo e passou a preponderar no jogo, fazendo por merecer o empate, que acabou alcançando. Foi um resultado justo, portanto, na medida em que cada time foi superior num dos tempos do jogo. O empate, no entanto, não foi bom para o Inter, que continua marcando passo no Campeonato Brasileiro. O clube não consegue avançar na tabela, permanecendo em 7º lugar, agora com uma distância maior, em pontos, em relação ao chamado "G5". Decididamente, o Inter faz uma campanha muito inferior ao que se esperava, dada a qualidade do seu time. Para piorar, Leandro Damião, o maior destaque do Inter no momento, sofreu uma lesão muscular que deverá afastá-lo dos gramados por, pelo menos, 20 dias. Os jogos vão se sucedendo e o Inter não consegue chegar na zona de classificação para a Taça Libertadores da América. Sem Leandro Damião, essa tarefa se tornará ainda mais difícil. O próximo jogo, contra o Atlético Mineiro, no Beira-Rio, é outro dos que são teoricamente fáceis, já que o adversário faz péssima campanha. Contudo, os constantes tropeços do Inter nos jogos em casa recomendam que se arrefeça um pouco o otimismo. O certo é que o Inter precisa começar a vencer seus jogos, ou não conseguirá atingir o G5 mesmo que os primeiros colocados continuem tropeçando.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
A comemoração de uma derrota
Retorno ao Rio Grande do Sul, depois de breve viagem, exatamente no dia em que se comemora a "Revolução Farroupilha". Sim, coloco a expressão entre aspas, pois se trata de um movimento fracassado. Durante dez anos, de 1835 a 1845, viveu-se a ficção de que o Rio Grande do Sul era um país independente. Na verdade, a dita "República Farroupilha" mudou sua capital várias vezes, sempre em municípios que, até hoje, tem pouca expressão política e econômica. Em Porto Alegre e Rio Grande as forças farroupilhas foram sempre rechaçadas, apesar das muitas tentativas em tomar as duas cidades, que permaneceram fiéis ao Império. A data em que se comemoram os "feitos" farroupilhas é feriado estadual. Trata-se da estranha comemoração de uma derrota. A tentativa separatista malogrou, o Rio Grande do Sul tornou a fazer parte do Brasil, e, no entanto, o culto ao movimento farrapo permanece. Até a bandeira estadual é a mesma da fracassada república. Tocar nesse assunto é mexer numa casa de marimbondos, pois os valores gauchescos e "nativistas" são exaltados massacrantemente, numa estratégia que busca abafar qualquer contestação. Faz-se uma mitificação do gaúcho pilchado, como se ele fosse a representação fiel do habitante do Estado. Festivais de música nativista, cavalgadas pelo litoral, programas de televisão, emissoras de rádio inteiramente dedicadas ao gauchismo, são algumas das formas usadas para que as coisas "gaudérias" estejam sempre em evidência. Todo esse esforço demonstra um forte sentimento separatista em relação ao Brasil, o que é uma estupidez, para dizer-se o mínimo, e, o que é ainda pior, conduz o Rio Grande do Sul a um deletério isolacionismo, cujos efeitos nefastos já se fazem sentir até na economia. Não há razão para toda essa exaltação do Rio Grande do Sul, como se fora uma pátria. O Rio Grande do Sul é um estado, uma das unidades que compõem a república federativa brasileira. Estados são apenas divisões político-administrativas. O que importa, mesmo, são os municípios e o país. Os primeiros porque são onde, verdadeiramente, as pessoas vivem, o segundo porque é o que nos dá identidade, concedendo-nos uma nacionalidade. Estados são apenas uma forma de dividir um território, nada mais. Se servir de consolo, contudo, cabe lembrar que comemorar derrotas políticas não é exclusividade do Rio Grande do Sul. Também o estado de São Paulo celebra, no dia 9 de julho, com feriado estadual, a "Revolução Constitucionalista de 1932", outro movimento que foi derrotado pelas forças do governo federal da época. As duas datas em questão são um exemplo escancarado do quanto a visão que se tem de um acontecimento pode preponderar sobre a realidade. Expressam um desejo de afirmação de duas teses, amplamente desmentidas pela realidade dos fatos.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
O Rio de Janeiro continua lindo
Vir ao Rio de Janeiro, mesmo que por um período muito curto, como é o meu caso, é, sempre, uma experiência gratificante. A beleza luxuriante da cidade, a exuberância de sua natureza, fazem do Rio de Janeiro um lugar incomparável no mundo. Mesmo que o vento forte tenha me impedido de aproveitar os banhos de mar que aprecio tanto, o Rio sempre vale a pena. Embora só tenha tido a oportunidade de conhecê-la já adulto, sou um apaixonado pela cidade. Já fazia cinco anos e meio que não vinha aqui, o que, para mim, é uma eternidade. Por mais que se falem das mazelas do Rio, como a criminalidade nas favelas e morros, os encantos da cidade as superam largamente. A cada vez que vou embora, fico pensando em quando poderei voltar. Se você, ao ler esse texto, duvidar disso, se dê a chance de conhecer o Rio. Você não irá se arrepender. Gilberto Gil tinha razão. O Rio de Janeiro continua lindo. O Rio de Janeiro continua sendo.
domingo, 18 de setembro de 2011
Tropeços
Um blog deve ter atualização diária, mas nem sempre isso é possível. A quebra de rotina que caracteriza as viagens muita vezes não permite que se mantenha essa regularidade. Foi esse o caso que me fez, por dois dias, deixar de realizar, pelo menos, uma postagem diária. Feito o esclarecimento, volto-me para os resultados de Grêmio e Inter, no fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro. Foram dois tropeços. O Grêmio, que vinha em fase ascendente, foi goleado pelo Vasco por 4 x 0. Mesmo que o Grêmio tenha tido sonegada a marcação de um pênalti quando o jogo ainda estava 1 x 0, o que poderia mudar a história da partida, a derrota por um placar tão elástico, certamente, irá abalar a confiança do grupo. Para agravar a situação, o próximo jogo do Grêmio, mesmo sendo em casa, será extremamente difícil, pois o Botafogo realiza uma campanha muito boa. A goleada sofrida pelo Botafogo em seu jogo anterior fora de casa, por 5 x 0, para o Coritiba, no entanto, pode servir de alento para o Grêmio. Porém, fica muito prejudicada a possibilidade de o Grêmio buscar algo mais no Brasileirão do que a classificação para a Copa Sul-Americana, o que não entusiasma ninguém. O Inter, por outro lado, não fez muito melhor que o seu maior rival. Apenas empatou, em casa, com o Coritiba, por 1 x 1, um resultado decepcionante para quem vinha de uma goleada por 3 x 0 contra o Palmeiras, fora de casa. O surpreendente é
que o Inter fez 1 x 0 com um minuto de jogo, o que poderia ensejar uma vitória folgada, mas cedeu o empate e, ainda desperdiçou um pênalti. Com isso, o Inter permanece estacionado no sétimo lugar, e adia, mais uma vez, a possibilidade de encostar nos primeiros colocados. Os próximos jogos do Inter não são difíceis, mas isso não chega a ser um dado favorável, já que o time tem perdido muitos pontos para adversários mais fracos. Assim como acontece com o Grêmio, também as perspectivas do Inter na competição não\parecem ser\promissoras. Infelizmente, os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul fazem campanhas muito abaixo do esperado, frustrando suas torcidas.
que o Inter fez 1 x 0 com um minuto de jogo, o que poderia ensejar uma vitória folgada, mas cedeu o empate e, ainda desperdiçou um pênalti. Com isso, o Inter permanece estacionado no sétimo lugar, e adia, mais uma vez, a possibilidade de encostar nos primeiros colocados. Os próximos jogos do Inter não são difíceis, mas isso não chega a ser um dado favorável, já que o time tem perdido muitos pontos para adversários mais fracos. Assim como acontece com o Grêmio, também as perspectivas do Inter na competição não\parecem ser\promissoras. Infelizmente, os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul fazem campanhas muito abaixo do esperado, frustrando suas torcidas.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A queda de mais um ministro
Depois de uma breve interrupção, eis que a "faxina" continua. Dessa vez quem caiu foi o ministro do Turismo, Pedro Novais. O motivo que levou o ministro a pedir demissão foi a descoberta de várias irregularidades nas quais estava envolvido. A mulher de Novais, Maria Helena de Melo, usava um servidor da Câmara dos Deputados como motorista particular. Novais teria pago uma empregada com dinheiro da Câmara no período em que foi deputado federal, de 2003 a 2010. Embora trabalhasse no apartamento de Novais como governanta, Doralice de Souza teria sido nomeada secretária parlamentar. Desde maio, Doralice é funcionária de uma empresa terceirizada que presta serviços ao Ministério do Turismo. O agora ex-ministro do Turismo também é acusado de ter destinado, quando era deputado, R$ 1 milhão para uma empresa de fachada construir uma ponte no município de Barra do Corda (MA). A liberação do recurso teria ocorrido em 2010, por meio de emenda ao orçamento da União. Em dezembro de 2010, Novais pediu à Câmara ressarcimento de R$ 2.156 pagos por ele a um motel de São Luís (MA) em junho de 2010. Segundo a gerente do Motel Caribe, Novais havia alugado a suíte para uma festa. Em agosto, a Polícia Federal, durante a Operação Voucher prendeu 37 pessoas, 9 delas do Ministério do Turismo. Elas sãos suspeitas de participar do desvio de cerca de R$ 3 milhões de um convênio, firmado em 2010, para capacitação de profissionais de turismo no Amapá. Novais, que ainda não era ministro, alega desconhecer as irregularidades. Como se vê, o rol de malfeitos de Pedro Novais é extenso. Sua saída não surpreende. O que espanta é que tenha sido nomeado. Novais, de 81 anos, só chegou ao cargo porque foi indicado pela bancada do PMDB da Câmara e apadrinhado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de quem é amigo. Não tinha qualquer conhecimento do setor de turismo. A presidente Dilma Roussef não tinha simpatia por ele. Por sinal, em oito meses no cargo, Novais só foi recebido por Dilma duas vezes, uma delas para pedir demissão. Mais uma vez, é preciso destacar que a maior causa das demissões em cascata no ministério de Dilma são os critérios de nomeação. Enquanto cargos tão importantes como o de ministro forem ocupados por meio de indicações políticas e apadrinhamentos, os escãndalos vão continuar a aparecer. A saída dos ministros pode até ser uma faxina, mas o melhor mesmo seria evitar que se produzisse a sujeira. Isso, no entanto, só será possível quando forem nomeados os mais aptos e não os indicados por partidos ou protegidos de raposas da política.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Rotina enfadonha
A Seleção Brasileira fez hoje à noite, em Córdoba, o primeiro dos dois jogos contra a Argentina pelo "Super Clássico das Américas", novo nome para a antiga Copa Roca. Dessa vez, as duas equipes contaram apenas com os jogadores que atuam no próprio país. Pensava-se que o Brasil levaria vantagem nesse aspecto, pois muitos jogadores de qualidade permanecem no país, caso de Neymar, por exemplo, e outros foram repatriados, como aconteceu com Ronaldinho, enquanto a Argentina não consegue reter seus maiores valores. Em campo, no entanto, não foi o que se viu. A Seleção Brasileira "doméstica" se mostrou tão sem brilho quanto a equipe que conta com os jogadores que atuam no exterior. O resultado de 0 x 0 expressa bem o que foi o jogo, que, afora uma bela "lambreta" de Leandro Damião que culminou com um chute na trave, não teve qualquer brilho ou emoção. Ainda que se leve em conta que era uma equipe desentrosada, que não havia jogado junto anteriormente, é mais uma atuação pobre da Seleção Brasileira. Com ou sem os jogadores que atuam no exterior, a Seleção Brasileira mostra o mesmo futebol sonolento e burocrático. A cada jogo que passa é adiada a afirmação da Seleção, seu futebol não inspira confiança no torcedor. Parece claro que o técnico Mano Menezes não está conseguindo obter o comprometimento dos jogadores para com a equipe. Cada vez se robustece mais a idéia de que a Seleção Brasileira não deverá chegar à Copa do Mundo de 2014 tendo Mano Menezes como seu técnico.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Miss Universo
Os concurso de misses soam um tanto anacrônicos nos dias de hoje. Muito prestigiados no passado, parecem, no entanto, algo datado. As críticas contra tais concursos de beleza vão desde uma certa cafonice até o de que espelham uma visão machista da mulher, valorizando-a mais pelos atributos físicos do que por outros predicados. Deixando essas questões de lado, a vitória da angolana Leila Lopes no concurso Miss Universo 2011, realizado, pela primeira vez, no Brasil, merece ser saudada. Leila é líndissima, mas o fato de ser negra e originária de um país muito pobre, tornam seu triunfo ainda mais expressivo. A idéia de que tais concursos privilegiariam determinados padrões de beleza e favoreceriam candidatas de países mais ricos e influentes cai por terra diante de um resultado como esse. A vitória de Leila é a prova de que a beleza está presente em todas as etnias e servirá para uma afirmação das mulheres negras, sempre tão menosprezadas. Leila venceu 88 candidatas dos mais diferentes países, para obter o título de Miss Universo. Angola, ex-colônia de Portugal, com muitos problemas sociais, por certo, deve estar orgulhosa do feito de sua filha agora ilustre. Num mundo que ainda convive com o racismo, enrustido ou explícito, a vitória de Leila é mais um passo na busca de uma humanidade sem preconceitos ou sectarismos de qualquer espécie. Uma humanidade que substitua a intolerância pela fraternidade entre os povos..
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Comissão da Mentira
O governo federal deseja que a Câmara dos Deputados vote, em regime de "urgência urgentíssima", a chamada "Comissão da Verdade". A comissão vai tentar esclarecer fatos ocorridos na ditadura, mas não terá caráter judicial, nem punitivo. O governo busca um acordo suprapartidário para facilitar a votação, pois afirma que o assunto o une à oposição, em vez de causar divisão. A secretária nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que a matéria não divide a oposição nem o governo, e, sim, une a todos. "A democracia é uma construção de todos. É a busca pela unidade nacional", declarou Maria do Rosário. O assessor especial do ministro da Defesa, José Genoíno, disse que não haverá disputa partidária em torno da comissão. O texto do projeto foi negociado pelo ex-ministro da Defesa, Nélson Jobim, com os comandantes militares. Genoíno afirma que qualquer alteração no texto implicaria em nova rodada de negociações. O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP) reuniu-se com ministros e disse que há convergência para aprovar a comissão, mas que a condição é que o texto do governo não seja alterado e que se evite "mexer nas feridas do passado". Para não prejudicar a tramitação da Comissão da Verdade, o governo decidiu "congelar" o projeto da deputada federal Luíza Erundina (PSB-SP) que tem o objetivo de mudar a Lei de Anistia para punir quem torturou, matou e desapareceu com opositores do regime militar. A proposta já esteve por ser votada duas vezes, mas foi retirada de pauta por pressão do governo. Ora, diante de todos esses dados, se percebe que de "verdade", a tal comissão não tem coisa alguma. Trata-se de um engodo, um verdadeiro escárnio com a sociedade brasileira. Como pode uma comissão se debruçar sobre os fatos acontecidos na ditadura, tendo o texto do projeto sido previamente negociado com os militares? Para que servirá a comissão se não terá caráter judicial nem punitivo? Se não for para "mexer nas feridas do passado", qual o sentido de se criar a comissão? Ao contrário de seus vizinhos, Uruguai e Argentina, o Brasil insiste em não passar a limpo o horror da ditadura militar. O mais incrível é que isso continue a ocorrer no governo da presidente Dilma Roussef, que sentiu na própria pela a força da repressão do regime militar que se instalou no país em 1964. Se é para ter uma comissão de fachada, é melhor deixar como está. Antes não fazer nada do que escarnecer dos que sofreram com a perda de parentes e pessoas queridas para os carrascos da ditadura. Carrascos que deveriam ser exemplarmente punidos por seus crimes. Para tanto, o ideal seria aprovar o projeto de Erundina. Só assim, o país varreria para sempre os escombros da ditadura, e os brasileiros que pereceram na luta pela democracia, obteriam uma reparação, que não lhes restituiria a vida, mas honraria a sua memória.
domingo, 11 de setembro de 2011
Time consolidado
O Grêmio, nas últimas cinco partidas, jogou bem em todas. Desse conjunto de jogos, ganhou quatro e perdeu apenas um. Com base nessa amostragem, já dá para dizer que o Grêmio "encaixou", pois o time encontrou uma escalação e uma forma de jogar. Isso ficou demonstrado, mais uma vez, na vitória de 1 x 0 sobre o São Paulo, na tarde de hoje, no Olímpico. Diante de um público entusiasmado de 30 mil pessoas, o Grêmio perseguiu a vitória obstinadamente, até alcançá-la, com um gol de Douglas, numa magnífica jogada de Júlio César. O time esteve bem individual e coletivamente. Victor não chegou a ser muito exigido, mas, quando foi necessário, fez boas intervenções. A defesa, composta por Mário Fernandes, Saimon, Edcarlos, e Júlio César, teve excelente desempenho. No meio de campo, Adílson, novamente, destoou, mas Fernando, Marquinhos, Escudero e Douglas tiveram boas atuações. No ataque, André Lima não brilhou, mas foi participativo e esforçado, preocupando a defesa do São Paulo. Os jogadores que entraram no segundo tempo, Miralles e Brandão, tiveram pouco tempo para mostrar alguma coisa. O Grêmio obteve uma importante vitória, contra um time que está entre os primeiros colocados do Campeonato Brasileiro e que tinha um grande retrospecto nos jogos fora de casa. A distância da zona de classificação para a Libertadores caiu para apenas 7 pontos. Com os bons resultados que vem alcançando e, principalmente, com o bom futebol que vem jogando, o Grêmio já se permite começar a sonhar com algo mais no Brasileirão..
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