domingo, 22 de maio de 2011
Perspectiva amarga
Com a derrota por 2 x 1 de virada para o Corinthians no domingo à tarde, no Olímpico, o Grêmio começa a apresentar para a sua torcida um filme de terror. A perspectiva, num futuro imediato, não é promissora, muito antes pelo contrário. Há apenas duas semanas, com uma vitória por 3 x 2 no primeiro Gre-Nal da decisão do Campeonato Gaúcho, tudo parecia risonho para o Grêmio. O título de campeão gaúcho parecia certo. Porém, o título não veio, o clube começou o Campeonato Brasileiro perdendo em casa, fato que ocorreu pela primeira vez na história da competição, e Rodolfo sofreu uma fratura, tornando ainda mais carente um grupo que já não dispunha de muitas opções. Os reforços virão aos poucos, o que significa que será com o time atual que o Grêmio terá de buscar melhores resultados. O jogo de hoje escancarou as já conhecidas deficiências do time. Neuton, novamente, não jogou bem quando foi para a zaga, Adílson foi horroroso como sempre, Júnior Viçosa voltou à sua condição normal de atacante de limitados recursos. Até o badalado Fábio Rochemback esteve muito mal. O Grêmio parece caminhar para uma onda de desalento, e o fantasma do rebaixamento já começa a povoar o pensamento de alguns. Mais do que nunca, a tão propalada imortalidade se fará necessária para que o Grêmio possa viver melhores dias.
sábado, 21 de maio de 2011
A singular visão da direita
A revista "Veja" é uma eficiente porta-voz do pensamento de direita no Brasil. Sua linha editorial expressa exemplarmente os pilares do pensamento neoliberal, sua muito própria visão do mundo e da sociedade. Isso ficou, mais uma vez, comprovado na edição que acaba de chegar às bancas. Os dois escândalos que envolveram figuras públicas no Brasil e no exterior nos últimos dias, em torno do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci Filho, e do ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, foram tratados com brandura pela publicação. Nenhuma novidade. Palocci sempre foi visto pela revista como uma figura moderna e arejada, mesmo pertencendo aos quadros do PT, partido que "Veja" detesta. Isso porque, Palocci não tem um passado de "guerrilheiro" ou "terrorista" como José Dirceu, José Genoíno e a presidente Dilma Roussef. Para a publicação, "esquerdista light" tudo bem, "radical de esquerda", nem pensar. "Veja" chega a expressar que Palocci conquistou o mundo empresarial brasileiro por ser "um raro elemento de racionalidade em Brasília". Resta saber o que a revista entende por "racionalidade". Na mesma linha, a publicação define Strauss-Khan como um dos mais lúcidos e eficientes chefes do FMI. Em outra oportunidade, "Veja" chegou a entrevistar, nas "páginas amarelas", o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tido, então, como um exemplo de administrador austero e eficiente. O que se passou depois com o referido político é desnecessário relembrar. Assim é o mundo pela singular visão da direita. O que importa é ser "moderno", eficiente', "arejado", "racional". A ética? Ora, a ética é só um detalhe.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O inferno pessoal de Strauss-Khan
O episódio que envolveu o ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, de 62 anos, acusado, nos Estados Unidos, de crime sexual contra uma camareira de hotel de 32 anos, chama a atenção pelo efeito devastador que gerou na vida do indiciado. Preso dentro de um avião que o levaria de volta à França, Strauss-Khan foi levado para a prisão na Ilha de Rikers (EUA), de onde saiu após pagar uma fiança de US$ 1 milhão. O executivo também renunciou ao cargo que ocupava no FMI. Como se não bastasse, o ocorrido ainda tirou de Strauss-Khan, líder nas intenções de voto, a possibilidade de se eleger presidente da França em 2012. O agora ex-dirigente do FMI ficará em prisão domiciliar até a data do julgamento, com monitoramento eletrônico e sob supervisão de um guarda armado que será pago com o seu dinheiro. Sua esposa alugou um apartamento num prédio de alto luxo para que Strauss-Khan cumprisse a prisão domiciliar, mas os demais moradores, ao tomarem conhecimento do fato, pediram a direção do condomínio
que não o aceitasse como inquilino, pois não desejam tê-lo como vizinho. Em poucos dias, um homem rico e poderoso, vê-se reduzido a um pária social, uma figura indesejável. Tudo por não controlar seus instintos. O executivo já havia se envolvido em outro episódio constrangedor, ao ser descoberto que mantinha um caso com uma subordinada no FMI, fato que acabou tendo por consequência a saída da funcionária. O poder e a fortuna alcançados por alguns indivíduos faz com que eles, muita vezes, tenham a sensação de serem onipotentes e permanentemente impunes. No caso em questão, isso não aconteceu. Independentemente do que venha a ocorrer no julgamento, Strauss-Khan é um homem marcado. Não poderá mais recuperar o antigo prestígio. Mesmo que venha a ser absolvido, como homem público já está condenado. Terá como consolo o dinheiro, mas estará afastado das esferas do poder.
que não o aceitasse como inquilino, pois não desejam tê-lo como vizinho. Em poucos dias, um homem rico e poderoso, vê-se reduzido a um pária social, uma figura indesejável. Tudo por não controlar seus instintos. O executivo já havia se envolvido em outro episódio constrangedor, ao ser descoberto que mantinha um caso com uma subordinada no FMI, fato que acabou tendo por consequência a saída da funcionária. O poder e a fortuna alcançados por alguns indivíduos faz com que eles, muita vezes, tenham a sensação de serem onipotentes e permanentemente impunes. No caso em questão, isso não aconteceu. Independentemente do que venha a ocorrer no julgamento, Strauss-Khan é um homem marcado. Não poderá mais recuperar o antigo prestígio. Mesmo que venha a ser absolvido, como homem público já está condenado. Terá como consolo o dinheiro, mas estará afastado das esferas do poder.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Emenda pior que o soneto
A alegação, por parte do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci Filho, de que não foi o único ex-ministro a enriquecer, é o que se pode classificar de uma emenda pior do que o soneto. Palocci se referia a sua condição de ex-ministro da Fazenda que, após deixar o cargo, aumentou em 20 vezes o seu patrimônio pessoal, num período de apenas quatro anos. Como exemplo, citou nomes como os de Pedro Malan, Armínio Fraga e Henrique Meirelles, que passaram pelo Ministério da Fazenda ou presidiram o Banco Central e são homens ricos. O que Palocci esqueceu de observar é que todos os três citados já trabalhavam no mercado financeiro antes de exercerem cargos no governo e de que suas fortunas não foram construídas após deixarem tais funções, pois já eram ricos antes de assumí-las. Palocci, por sua vez, é médico por formação, e seu patrimônio só se multiplicou após sua saída do Ministério da Fazenda. Afora isso, o fato atual já é a terceira situação nebulosa que Palocci enfrenta em sua trajetória política. Antes de ser ministro do governo Lula, Palocci foi prefeito de Ribeirão Preto (SP), tendo sua administração manchada por denúncias sobre a existência de uma máfia da coleta de lixo no município. Posteriormente, já como ministro da Fazenda de Lula, envolveu-se no caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, episódio que resultou em sua saída do cargo. Agora, reabilitado de seu ostracismo ao voltar para a cena política no mais importante cargo do governo da presidente Dilma Roussef (PT), já se vê, novamente, numa condição de extremo desgaste público. O pior de tudo é que a sociedade ficará sem as respostas necessárias para entender tão súbito enriquecimento. Palocci afirma que todo o patrimônio que possui está devidamente declarado para a Receita Federal. A fortuna foi obtida com a prestação de serviços de consultoria por parte da empresa Projeto, de propriedade do ministro. Seria fundamental saber-se que serviços de consultoria foram esses e para quais empresas foram prestados, mas os mesmos são protegidos por uma absurda cláusula de confidencialidade, que só favorece a que se pratiquem toda a sorte de falcatruas, em detrimento do interesse público. Palocci, que exercia o cargo de deputado federal no período em que enriqueceu, de 2006 a 2010, argumentou, também, não haver proibição quanto a parlamentares exercerem atividade empresarial. Resta saber se pode ser considerado aceitável alguém sair do governo num dia e, no seguinte, começar a prestar consultoria para empresas privadas valendo-se dos conhecimentos que adquiriu sobre o funcionamento das estruturas de poder e, paralelamente, ainda exercer um cargo de representação popular, como o de deputado federal. Talvez nada disso seja ilegal, como alega Palocci, mas, convenhamos, é, absolutamente, imoral.
terça-feira, 17 de maio de 2011
O país real e as ilhas da fantasia
Para o cidadão comum, que constitui a imensa maioria da população brasileira, aquele que sacoleja em ônibus lotados para ir trabalhar, enfrenta filas para marcar consultas médicas, vê o minguado salário acabar antes do fim do mês e mora em áreas desassistidas pela segurança pública, certas notícias veiculadas pelos meios de comunicação devem parecer surrealistas. No meio político, principalmente, citam-se ganhos e gastos de altas somas como se fosse algo extremamente banal. Agora, por exemplo, o noticiário tem dado conta de que o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Antônio Palocci Filho, num período de apenas quatro anos, entre 2006 e 2010, aumentou em 20 vezes o seu patrimônio, que passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões! A empresa de consultoria Projeto, de sua propriedade, comprou, no final de 2010, um apartamento em São Paulo por R$ 6,6 milhões. Nem é o caso de se abordar o quão suspeita é essa acumulação de riqueza em tão breve espaço de tempo. Afinal, como muto bem colocou o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, só há duas formas de enriquecer rapidamente: recebendo uma herança ou ganhando na loteria. Independentemente da origem lícita ou não de tais somas, o que é espantoso é o alcance das cifras. O noticiário político dá conta, também, de que um único jantar oferecido pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB - AP) ao ministro César Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça, para 60 convidados, custou a quantia de R$ 23,9 mil, que foi paga pelo Senado. Após a revelação da conta pela ONG Contas Abertas, Sarney ressarciu o Senado. Um único jantar a um custo equivalente ao de um carro popular! Passando-se para o noticiário esportivo, tudo segue na mesma toada. Fica-se sabendo, por exemplo, que o técnico do São Paulo, Paulo César Carpegiani, será mantido no cargo, apesar dos resultados insatisfatórios que vem obtendo. O que isso tem de mais? Acontece que Carpegiani permanecerá não porque o clube tenha apreço por seu trabalho, mas pelo fato de sua dispensa implicar no pagamento de uma multa rescisória de R$ 1 milhão, da qual o técnico já informou de que não abre mão. A política e o futebol estão de costas para o país real. São, efetivamente, ilhas da fantasia.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O terceiro turno da eleição
A revista "Veja", de linha editorial claramente neoliberal, dedica-se, há anos, a tarefa de combater tudo que entenda ser de esquerda. Suas matérias procuram incutir nos leitores o temor de uma "sovietização" do Estado brasileiro, com a abolição da democracia e da liberdade de imprensa. Os partidos e políticos de esquerda, principalmente os do PT, são retratados em suas páginas como criminosos liberticidas. Apesar de todo o empenho da publicação, Luiz Inácio Lula da Silva elegeu-se duas vezes presidente da República e fez sua sucessora no cargo, Dilma Roussef. O fato não foi bem assimilado pela revista que, parece, resolveu criar uma espécie de terceiro turno da eleição, aludindo a supostas conexões do governo petista com as organizações terroristas Al Qaeda e Farc. Nem o fato de que na prática, nos oito anos de governo de Lula, nada foi feito que comprometesse os fundamentos do Estado democrático de direito, é levado em conta por "Veja". A publicação insiste em sustentar que o governo quer silenciar a imprensa, dominar o aparelho de Estado, eternizar-se no poder. O conteúdo das matérias das últimas ediçoes, de tão delirante, se encaminha para o folclórico. Infelizmente, para os seus editores, todo esse empenho de convencimento da revista tem se revelado de efeito nulo. Lula, apesar de toda a carga desferida pela publicação contra ele, tornou-se o presidente de mais altos índices de popularidade da história do país. Sua sucessora no cargo, Dilma Roussef, vai pelo mesmo caminho. "Veja" criou uma realidade paralela, tentando estabelecer um terceiro turno de uma eleição já encerrada. Enquanto isso, na vida real, fora das fantasias tresloucadas da revista, a oposição se mostra cada vez mais desarticulada, e o partido mais à direita do espectro político, o DEM, caminha para a extinção. A vontade do eleitor é soberana e ele não se deixa assustar por falsos fantasmas.
domingo, 15 de maio de 2011
Outras decisões
As outras decisões de campeonatos estaduais que aconteceram no fim de semana só apresentaram uma surpresa, que foi a conquista do título de campeão baiano pelo Bahia de Feira. O Vitória, que havia empatado o primeiro jogo fora de casa, jogava por um empate no Barradão para conquistar o pentacampeonato. Saiu na frente no placar, mas permitiu a virada e perdeu o título. Com isso, o veteraníssimo técnico Antônio Lopes, que foi mantido no cargo pelo Vitória mesmo após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2010, deveria pensar, seriamente, em se aposentar. O Atlético Mineiro não soube fazer valer o seu favoritismo, após a vitória no primeiro jogo, e perdeu o titulo do Campeonato Mineiro para o Cruzeiro, um resultado normal, pois a "Raposa" tem um time bem melhor do que o do "Galo". O Santos apenas confirmou o que todos já esperavam e conquistou o bicampeonato paulista, ganhando do Corinthians por 2 x 1. O Santa Cruz, mesmo perdendo por 1 x 0 para o Sport, foi campeão pernambucano, o que não ocorria desde 2006 e, dessa forma, impediu o adversário de obter o hexacampeonato estadual, feito que continua exclusivo do Náutico. A destacar, o público excepcional no estádio do Arruda: 62 mil pessoas! O resultado mais insólito foi o do Campeonato Catarinense. O clube campeão, o Chapecoense, foi rebaixado no ano passado e deveria ter disputado a segunda divisão em 2011. Isso só não aconteceu porque o Hermann Aichinger desistiu de participar do campeonato da primeira divisão e o Chapecoense entrou no seu lugar. No Campeonato Goiano, o Atlético Goianiense confirmou o seu favoritismo e foi campeão com dois empates de 1 x 1 com o Goiás. No geral, afora o título do Bahia de Feira e a curiosa conquista do Chapecoense, os campeonatos estaduais tiveram, em 2011, resultados normais.
Grêmio comprovou que não queria ser campeão
Há duas semanas, depois do Gre-Nal que decidiu o segundo turno do Campeonato Gaúcho em favor do Inter, escrevi um comentário em que afirmava que o Grêmio não queria ser campeão. O que aconteceu hoje, no estádio Olímpico, apenas confirmou aquela assertiva. O Grêmio perdeu o Gauchão mais fácil da sua história. Foi o vencedor do primeiro turno e, se ganhasse também o segundo turno, seria, automaticamente, o campeão gaúcho. Teve todas as chances para obter essa conquista, mas desperdiçou-as uma a uma. Nos seus três últimos jogos contra clubes do interior fora de casa, bastava ganhar um que levaria a decisão do segundo turno para o Olímpico. Incrivelmente, perdeu para o Juventude de virada, tendo um jogador a mais em campo, e apenas empatou com Ypíranga de Erechim e Santa Cruz, e teve de decidir fora de casa, contra o Inter. Ainda assim, conseguiu empatar, só perdendo na cobrança de tiros livres da marca do pênalti. Fez a primeira partida da decisão, novamente, no Beira-Rio, e venceu por 3 x 2, resultado que lhe permitia, no segundo jogo, no Olímpico, até mesmo perder por 1 x 0 ou 2 x 1 e, mesmo assim, ser campeão. Saiu ganhando por 1 x 0 e permitiu a virada para 3 x 2 que levou a decisão, mais uma vez, para os tiros livres da marca do pênalti, onde acabou derrotado. O futebol, como a vida, é feito de detalhes. O Grêmio cometeu vários erros que acabaram sendo fatais no Gauchão. Hoje, o maior deles foi a escalação de Víctor. Marcelo Grohe teve grandes atuações nos dois clássicos anteriores e estava em ritmo de jogo, enquanto Víctor ficou 22 dias sem jogar. Ainda que Víctor seja titular, sua volta deveria se dar na estréia do Campeonato Brasileiro, e não numa decisão. No jogo, comprovando que não vai bem em Gre-Nal, ao contrário de Marcelo Grohe que, aos 19 anos, foi campeão gaúcho contra o Inter, dentro do Beira-Rio, Victor não fez nenhuma grande defesa, falhou no gol de Andrezinho, e cometeu um pênalti absolutamente desnecessário sobre Zé Roberto. Outro erro do técnico do Grêmio, Renato, foi escalar William Magrão e Adílson para a cobrança de tiros livres da marca do pênalti. William Magrão é, claramente, um jogador inseguro, de personalidade frágil, que não está apto a enfrentar o peso psicológico de situações como essa. Adílson também é instável psicologicamente, além de, principalmente, ser, tecnicamente, muito mau jogador. Se Borges, que parecia banido do clube, ficou no banco, entrou no jogo, e até fez o gol que levou a partida para os tiros livres da marca do pênalti, porque não foi relacionado para as cobranças? O Inter, por sua vez, começou o jogo muito mal, com uma esdrúxula escalação de três zagueiros e Kléber indo jogar no meio de campo. Saiu perdendo o jogo e levava um "chocolate" do Grêmio, até seu técnico, Falcão, retirar um dos zagueiros, Juan, e colocar Zé Roberto no meio, baixando Kléber para a sua posição de origem, a lateral esquerda. Zé Roberto mudou a face do jogo e, três minutos depois da sua entrada, o Inter já obtinha o gol de empate. Daí até o final da partida, Renato nada soube fazer para neutralizar Zé Roberto, que acabou sendo uma figura decisiva para o Inter. Oscar, que entrou no lugar de Andrezinho, que se lesionou, também teve boa atuação. Andrezinho, aliás, comprovou o acerto de Falcão em fixá-lo como titular, o que não aconteceu com nenhum outro técnico desde que o jogador chegou no Inter. Excelente cobrador de faltas e que, também, chuta muito bem de fora da área, Andrezinho é muito útil, como mostrou, hoje, mais uma vez. Porém, apesar de todos os acertos do Inter na partida, entendo que o resultado do campeonato se deveu muito mais aos erros e vacilações do Grêmio. Pode-se dizer, ainda que desagrade muitas pessoas, que foi o Grêmio que perdeu, não o Inter que ganhou.
sábado, 14 de maio de 2011
Decisões
Os campeonatos estaduais estão chegando ao seu final. Já não era sem tempo. São competições de baixo nível técnico e, portanto, pouco atrativas para o público, que não comparece em grande número aos seus jogos. Porém, após uma série de partidas desinteressantes contra adversários de pouca expressão, chega a decisão. Nessa hora, tudo muda de figura, pois há uma taça em jogo contra, geralmente, um tradicional rival. Será assim, no domingo, nas decisões dos campeonatos gaúcho, paulista e mineiro. Grêmio x Inter, Santos x Corinthians e Cruzeiro x Atlético Mineiro são jogos de grande rivalidade, que lotarão, por certo, o Olímpico, a Vila Belmiro e a Arena do Jacaré, em clima de grande tensão. Grêmio e Atlético Mineiro, por terem ganho a primeira partida, e o Santos, por decidir em casa, aparecem como os favoritos para obter os títulos de seus estados. Porém, nada está ganho ainda, pois em disputas entre grandes clubes, tudo pode acontecer. Os resultados de domingo certamente irão influir no ânimo de vencedores e de derrotados para enfrentar o Campeonato Brasileiro, que começará uma semana depois. Aliás, a proximidade do início do Brasileirão é a boa notícia da vez. Finalmente, teremos jogos de melhor qualidade e no mais justo sistema de disputa, o de pontos corridos, com todos jogando contra todos, em turno e returno. Saímos das competições de formulismos e passamos para um campeonato de verdade. Depois de quase um semestre de campeonatos estaduais, é uma perspectiva alentadora.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Os grandes continuam a se dar mal
Continua o calvário dos grandes clubes brasileiros. Agora foi o São Paulo que, ao perder por 3 x 1 na quinta-feira para o Avaí, foi eliminado da Copa do Brasil, competição em que era considerado, por muitos, o maior favorito. Na verdade, quem se dispusesse a olhar o confronto mais detidamente veria que não houve nenhuma grande surpresa. O sistema de mata-mata iguala os disputantes, pois tudo se resolve em um enfrentamento direto em dois jogos, sem que haja influência de rodadas anteriores. Como o São Paulo ganhou por apenas 1 x 0 o primeiro jogo, realizado no Morumbi, era de se prever que tivesse muitas dificuldades na segunda partida, realizada no estádio da Ressacada. O São Paulo até saiu na frente, mas tomou a virada ao natural. Em partidas de mata-mata, mais uma vez ficou provado, tradição não ganha jogo. Dessa forma, só restou, entre os semifinalistas da Copa do Brasil, um único clube grande, o Vasco, que também se classiificou na quinta-feira, com o empate em 1 x 1 com o Atlético Paranaense, no estádio de São Januário. No entanto, não se deve considerar o Vasco favorito para ganhar o título da competição. Sua classiificação para as semiifinais foi obtida com dois empates e, no segundo e decisivo jogo, não apresentou um bom futebol, tendo, inclusive, saído atrás no placar. Como já foi dito, no sistema de mata-mata todos se equivalem. Sendo assim, é bastante provável que o campeão da Copa do Brasil, a exemplo do que já aconteceu com Criciúma, Juventude, Santo André e Paulista de Jundiaí, seja um clube de menor expressão do futebol brasileiro.
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