quarta-feira, 20 de abril de 2011

A possibilidade do Gre-Nal do Milênio

Com o término da primeira fase da Taça Libertadores da América, uma perspectiva começa a mexer com os nervos dos torcedores de Grêmio e Inter. Trata-se da possibilidade de que os dois clubes venham  a se enfrentar, em dois jogos eliminatórios, pelas quartas de final da competição. Para isso, basta que eliminem seus adversários pelas oitavas de final, fase na qual o Grêmio jogará contra a Universidad Católica, do Chile, e o Inter enfrentará o Peñarol, do Uruguai. Caso essa possibilidade se concretize, estaremos diante do "Gre-Nal do Milênio", a exemplo do que aconteceu com as duas partidas pelas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1988, que receberam o título de "Gre-Nal do Século". Seriam, sem dúvida, os mais importantes jogos já ocorridos entre os dois clubes. Pela importância das partidas, o aparato de segurança terá de ser o maior já utilizado na história do clássico e, provavelmente, cada jogo receberia, no estádio, apenas a presença da torcida do clube mandante. O clube que viesse a vencer o confronto ganharia um impulso extraordinário não só para o restante de 2011, mas para muitos anos. Em contrapartida, quem perdesse a disputa, por certo, mergulharia numa crise de longa duração. Porém, para que tudo isso se torne realidade, é preciso que Grêmio e Inter eliminem seus adversários das oitavas de final. Com o futebol que ambos vem jogando, recomenda-se não contar o que, ainda, é uma hipótese como sendo um fato consumado.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Vitória morna e arbitragem amiga

O Inter venceu o Emelec, como já se esperava. A vitória por 2 x 0, no entanto, esteve longe de ser convincente. Durante o primeiro tempo, que terminou empatado em 0 x 0, ouviram-se vaias do torcedor ao mau desempenho do time. Sem dúvida, é um fato que chama a atenção, já que Falcão estava apenas em seu segundo jogo como técnico do Inter e mereceria maior paciência do torcedor para com o seu trabalho. O gol que abriu caminho para a vitória, marcado por Rafael Sóbis, foi um frangaço do goleiro Klimovicz, do Emelec. O segundo gol só foi possível graças à arbitragem complacente de Oscar Ruiz. O autor do gol, Leandro Damião, deveria ter sido expulso muito tempo antes de marcá-lo. pois já tinha recebido um cartão amarelo quando cometeu uma falta violenta por trás num adversário. A mesma situação ocorreu com o lateral direito Nei, que também foi poupado da expulsão por parte do árbitro. Contra um adversário aplicado, mas tecnicamente fraco e inoperante no ataque, o Inter foi burocrático e sem inspiração, mas fez o suficiente para ganhar. O prejuízo que o Inter poderia ter, a perda, por expulsão, de dois titulares para o primeiro jogo pela oitavas de final da Libertadores, acabou não ocorrendo devido à arbitragem omissa de Oscar Ruiz. Enfim, o futebol jogado foi pobre, mas o Inter fez a lição de casa e acabou a primeira fase da competição como campeão de seu grupo, o qual, é preciso lembrar, era o mais fraco de todos no aspecto técnico. A partir de agora, com o início das fases eliminatórias da Libertadores, é que o Inter será devidamente testado em relação ao seu potencial. Pelo que se viu até agora, recomenda-se conter maiores entusiasmos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Paternidade tardia

Os avanços constantes da ciência modificaram significativamente a vida humana. Devido a eles, a expectativa média de vida vem aumentando, em todo o mundo, já que a medicina proporciona a cura ou o controle de várias doenças que antes eram incapacitantes ou fatais. A tecnologia evolui a passos largos em todos os campos de atividade humana. Coisas antes impensáveis tornam-se realidade em função dos progressos científicos. Um desses notáveis recursos da modernidade é a fertilização "in vitro", que permite a geração de filhos por casais com problemas de fertlidade ou mulheres em idade avançada. Tudo isso é muito bom, é a prova de que o engenho humano pode superar limitações impostas pela natureza, mas é preciso olhar certas situações com alguma reserva. Tal é o caso que envolve um casal brasileiro que aguarda o nascimento de filhos gêmeos. Ele, de nome Ítalo, tem 87 anos. Ela, que se chama Janete, tem 51 anos. Estão juntos há 23 anos. Ítalo já é bisavô. Janete será mãe pela primeira vez. Ela diz que sempre desejou ser mãe, mas foi adiando a gravidez e, quando se deu conta, o tempo já havia passado. Foi, então, que resolveu partir para a fertilização em laboratório. O procedimento foi bem sucedido e, portanto, essa parece ser uma história de final feliz. Porém, é quase inevitável que, diante do fato, a maioria das pessoas se questione sobre a conveniência de gerar filhos nessa altura da vida. Ítalo, que já tem até bisnetos, terá muito pouco tempo para usufruir a convivência de seus novos filhos. Janete, em pouco tempo, estará na condição de criar os filhos sozinha e, quando eles forem ainda muito jovens, já será uma mulher idosa. O casal e os médicos que realizaram o procedimento estão, certamente, muito satisfeitos com o êxito alcançado. Será, no entanto, que os gêmeos que estão por nascer terão essa mesma apreciação do fato, no futuro? Como se dará seu desenvolvimento, sua preparação para a vida, seu amadurecimento emocional, diante de uma situação tão singular? Ter filhos não é apenas cumprir um projeto pessoal. Envolve um enorme compromisso com sua criação, amparo, proteção. Nesse aspecto, os futuros filhos de Ítalo e Janete já saíram perdendo.

domingo, 17 de abril de 2011

Preocupação aumentada

Se a intenção do Grêmiio era usar o jogo contra o Ypiranga de Erechim para apagar a má imagem deixada pela goleada sofrida para o Oriente Petrolero por 3 x 0, deu tudo errado. O Grêmio saiu na frente do placar com um golaço de Douglas, ainda no primeiro tempo, mas cedeu o empate no segundo tempo, em mais um frango de Victor.  Foram muitas chances de gol criadas pelo Grêmio, mas o Ypiranga também teve várias. Os defeitos demonstrados contra o Oriente Petrolero se repetiram. Rafael Marques, Rodolfo, Fábio Rochemback e Adílson jogaram, novamente, muito mal, e Borges voltou a perder gols feitos. Por não ter ganho o jogo nos 90 minutos e se classificado apenas na cobrança de tiros livres da marca do pênalti, o Grêmio poderá ter de enfrentar o Inter no Beira-Rio, numa eventual decisão do segundo turno do Gauchão entre os dois clubes. Se tivesse ganho o jogo no tempo normal, essa hipótese estaria afastada. Até mesmo o apoio da torcida a Renato, que antes parecia incondicional, já sofre abalos, pois o técnico foi chamado de burro, ao substituir Leandro por Lins. As más atuações do Grêmio se sucedem e fazem antever um futuro ainda mais preocupante.

sábado, 16 de abril de 2011

Democracia desafiada

Mesmo já tendo se passado 26 anos desde a redemocratização, prossegue o embate entre os que querem passar a limpo a espúria ditadura militar, que dominou o país por 21 anos, e os que desejam o permanente silêncio sobre as atrocidades cometidas naquele período. Setores militares, em especial da Aeronáutica, manifestaram  a intenção de que a novela "Amor e Revolução", do SBT, que estreou há menos de um mês, seja retirada do ar. Tudo porque a novela se propõe, ainda que entremeando realidade e ficção, a contar a história daquele período tão triste da vida do país. Há cenas, inclusive, que mostram personagens sendo torturados, o que todos sabem que acontecia, mas os defensores do regime de exceção insistem em negar. Esse movimento retrógrado e autoritário não pode prosperar. O Brasil restituiu a democracia e isso inclui a plena liberdade de expressão. Manifestações como essa são uma maneira que os adeptos do conservadorismo e do atraso encontram de testar o compromisso do país com os valores democráticos. Trata-se de um movimento totalmente absurdo, que deveria resultar em admoestação pública e punição disciplinar de seus propagadores. O Brasil precisa, isso sim, de caminhar na direção contrária, abrindo todos os arquivos da ditadura e punindo exemplarmente os que dela participaram. Só quando as forças do autoritarismo forem definitivamente neutralizadas e seus desmandos devidamente cobrados, é que o Brasil terá uma democracia consolidada. Por enquanto, a democracia brasileira ainda é uma planta frágil, que sofre os efeitos da intempérie. Fortalecê-la só será possível enfrentando os artífices da ditadura e fazendo-os pagar por seus crimes.

Vitória no primeiro jogo

O novo técnico do Inter, Falcão, obteve uma vitória em seu primeiro jogo, como era esperado, já que a partida era no Beira-Rio contra o modesto Santa Cruz, do interior do Estado. O resultado no entanto, foi apertado, apenas 1 x 0, o Santa Cruz teve o zagueiro Rodrigo Rizzo expulso aos 22 minutos do primeiro tempo e, no segundo tempo, um pênalti não marcado sobre o atacante Juari. O mais importante foi alcançado pelo Inter, ou seja, a vitória e a consequente classificação para as semifinais do segundo turno do Campeonato Gaúcho. Como o próprio Falcão já tinha dito, não há como fazer grandes mudanças em apenas quatro dias de trabalho. Uma evolução no futebol do time só poderá ser sentida com o passar do tempo. O Inter fez, como se diz no linguajar do futebol, o dever de casa. Por enquanto, é o suficiente.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Semelhanças e diferenças

Com a contratação de Falcão para técnico do Inter, a imprensa logou tratou de estabelecer comparações e determinar diferenças entre ele e Renato, que desempenha a mesma função no Grêmio. A semelhança mais óbvia é que ambos são os maiores ídolos da história de seus clubes. As diferenças são muitas, a começar pela postura e temperamento. Renato é do tipo expansivo, gosta de alardear suas conquistas amorosas, aprecia um estilo de vida trepidante, de frequentar praias e baladas. Falcão cultiva a discrição, mantendo sua vida privada longe dos holofotes da imprensa. Como jogadores, Renato foi campeão da América e do Mundo pelo Grêmio, enquanto Falcão não ganhou competições internacionais pelo Inter, Roma e Seleção Brasileira. Falcão teve uma trajetória brilhante jogando pelo Roma. Renato teve uma passagem pálida pelo mesmo clube. No entanto, essas duas figuras tão diferentes partilham outra grande semelhança, além da condição de ídolos dos clubes onde trabalham atualmente. Ambos não admitem a idéia de trabalhar no maior rival de seus clubes. Renato sempre deixou claro, ainda nos tempos de jogador, que não aceitaria ir para o Inter. Falcão acaba de revelar que recebeu uma proposta para treinar o Grêmio, anos atrás, mas que não aceitou, pois o tricolor gaúcho não é a sua "praia". Renato e Falcão são profissionais, muito bem pagos por sinal, e não são ingênuos nem demagogos. Se adotam tal postura é por que sabem que inscreveram de tal forma seus nomes na história de um e de outro clube que se tornaria incompreensível vê-los trabalhando no lado contrário. Por terem exata noção do que representam para Grêmio e Inter, não arriscam arranhar sua imagem junto ao torcedor em troca de um salário, por mais alto que ele seja. Sua condição de ídolos se robustece ainda mais com esse procedimento. Afinal, para o torcedor, é extremamente gratificante saber que, numa época de um  mercantilismo tão exacerbado no futebol, ainda exista quem revele apego ao clube que o revelou e pelo qual atingiu o sucesso e a fama

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fiasco histórico

Foi uma noite de terror para a torcida do Grêmio. O torcedor que lutou contra o sono, já que o jogo começou às 22h45min pelo horário brasileiro, terminando já na madrugada, deve, depois da partida, ter sido acometido pela insônia. A atuação do Grêmio foi calamitosa. Num jogo em que, se ganhasse, teria ficado em primeiro lugar no seu grupo, devido ao empate inesperado do Atlético Júnior de Barranquilla com o León de Huánaco, o Grêmio foi goleado por um time misto do Oriente Petrolero, da Bolívia. Os erros já começaram antes do jogo, na escalação. Em vez de escalar Vinícius Pacheco para substituir Douglas, que não jogou por estar gripado, o técnico do Grêmio, Renato, improvisou Gabriel no meio de campo, colocando Mário Fernandes na lateral direita. Com exceção de Escudero, que mostrou muita aplicação, todo o time do Grêmio jogou mal. Rafael Marques e Rodolfo foram péssimos, assim como o badalado Fábio Rochemback. Adílson, como já é de costume, atrapalhou-se com a bola e errou passes. Borges, mais uma vez, se submeteu à marcação e, ainda por cima, perdeu um gol feito. Mesmo jogando com três volantes, o sistema defensivo do Grêmio assemelhou-se a uma peneira. Ficou mais do que provado, se é que alguém ainda não tinha percebido, que o Grêmio não consegue jogar sem Douglas. Trata-se do mais fundamental dos jogadores do Grêmio, o que dita o ritmo do time e o organiza dentro de campo. Como Carlos Alberto, seu substituto natural, estava afastado do jogo, Vinícius Pacheco seria a opção mais indicada, mas Renato não pensou assim e inventou Gabriel no meio de campo. Ser goleado por um adversário do modesto futebol boliviano, que já estava eliminado e jogou com um time misto é algo que humilha o torcedor. Com exceção da vitória sobre o Junior de Barranquilla, no Olímpico, o Grêmio não tem jogado bem tanto no Gauchão quanto na Libertadores. Os sinais de que algo precisa ser feito, já foram dados. Ao contrário da sua decantada garra histórica, o Grêmio tem se mostrado, em 2011, um time indolente e que aceita o resultado adverso com passividade. As más atuações tem se acumulado. A colocação do Grêmio no segundo turno do Gauchão e no seu grupo da Libertadores não são condizentes com a grandeza do clube. A fase em que tudo dava certo ficou para trás, em 2010. Agora é reagir e mudar, ou, então, o sofrimento da torcida do Grêmio se arrastará pelo resto do ano.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A China e os direitos humanos

A China, que durante décadas viveu sob um regime de esquerda totalmente autoritário e fechado, é hoje o grande fenômeno da economia mundial. Seus governantes abriram a economia do país dentro dos moldes capitalistas, porém, no que tange à liberdade de expressão e o respeito aos direitos humanos, não houve avanços. A economia chinesa apresenta índices de crescimento espetaculares, a cada ano, mas isso é obtido às custas de um regime de trabalho semiescravo e de uma competição desleal com os demais países. Como na China os salários são baixíssimos e a carga horária de trabalho é massacrante, o país fabrica produtos em larga escala e a um custo irrisório, o que gera um preço final muito inferior ao de qualquer concorrente. Dessa forma, muitos empregos são suprimidos em outros países pela impossibilidade de suas empresas de concorrerem com os baixos preços dos produtos chineses. Para se ter uma idéia do que ocorre na China no aspecto trabalhista, um bom exemplo é o que acontece com a Foxconn, a maior fabricante de componentes eletrônicos do mundo. Conforme revelou o escritor canadense Don Tapscott, em entrevista para a edição dessa semana da revista "Veja", a Foxconn emprega 900 000 pessoas na China, mas é descrita como uma prisão de segurança mínima. Grande parte de seus trabalhadores mora na própria fábrica. A taxa de suícidio entre seus empregados é alarmante, a ponto da empresa ter colocado redes em torno do prédio para impedir que os trabalhadores se matem jogando-se da janela. Trata-se, como disse Tapscott, de um regime de produção militar. Esse é um dos tantos exemplos de atropelos contra os direitos humanos praticados pela China, um país que não reconhece o direito à liberdade de expressão e que censura conteúdos da Internet. O fato deplorável é que, levados pelo interesse de realizar acordos econômicos ou diplomáticos com a China, países defensores da democracia façam vistas grossas ao que acontece naquele país. O Brasil é um deles. Interessado em obter o apoio da China à sua pretensão de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil emitiu, durante a visita que a presidente Dilma Roussef realiza àquele país, um comunicado conjunto em que a referência aos direitos humanos é genérica e lacônica. Perguntada sobre o tema, Dilma declarou que todos os países, inclusive o Brasil, tem problemas de direitos humanos. Para quem sentiu, na própria pele, os abusos de um regime ditatorial, é uma postura lamentável. Não é admissível que o quadro existente na China se estenda por tempo indeterminado. Enquanto persistirem tais situações, todo e qualquer discurso proferido no mundo em defesa dos direitos humanos será um mero exercício de retórica.

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Liberdade" x Igualdade

Está sendo realizado em Porto Alegre, em sua 24ª edição, o Fórum da Liberdade. Promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais, o evento em questão apresenta uma visão de sociedade totalmente atrelada ao liberalismo econômico, ou seja, a "liberdade" presente em seu nome é a de "empreender". Os promotores do tal fórum, satanizam o Estado, visto, por eles, como a fonte de todos os males da sociedade. Os arautos da tal "liberdade" defendem intransigentemente o direito de propriedade, a livre iniciativa e o Estado mínimo. Em sua concepção, os governos só atrapalham e o mercado tudo pode resolver. O segredo da prosperidade de um país, no seu entender, está no incentivo ao empreendedorismo. São contra impostos altos e a burocracia estatal. Enfim, sonham com um Estado que conceda todas as atividades com potencial lucrativo para a iniciativa privada, que se desfaça de todas as empresas estatais, que abandone a idéia de programas sociais, que "flexibilize" os direitos trabalhistas, tornando mais fácil as demissões. Recusam a idéia de responsabilidade social, de comprometimento para com os outros. Na sua visão, isso não passa de um discurso esquerdista superado. Ainda bem que, depois de 24 anos submetida a essa visão única, a sociedade possa agora contar com um acontecimento paralelo que vai na direção oposta. Trata-se do 1º Fórum da Igualdade, organizado pela CUT/RS. Em sua primeira edição, o Fórum da Igualdade trata de três grandes temas: a democratização dos meios de comunicação e o marco regulatório; a democratização da democracia, que questiona se existe liberdade sem igualdade; e o papel do Estado e os meios de comunicação. Para o presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Adão Villaverde (PT), o Fórum da Igualdade pode ser considerado como um ponto de partida para a abertura e o acesso à transição para uma democracia participativa com controle sobre as decisões. Convidado para ambos os fóruns, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) enviou um representante para o da "liberdade" e compareceu ao da igualdade. Tarso Genro destacou que o Fórum da Igualdade "é uma reação política à visão de um caminho único". O governador tem toda a razão. Já estava mais do que na hora de se fazer uma contraposição à pregação insistente dos que defendem uma sociedade injusta, excludente e elitista, que visa ao lucro de poucos e a miséria de muitos. Liberdade pressupõe igualdade e, portanto, é para todos, não só para alguns.