sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

O grande desejo para 2022

Todo novo ano traz consigo a esperança de dias melhores. Porém, o grande desejo para 2022, que o difere de tantos outros anos, é que as eleições presidenciais, que ocorrerão em outubro, possam trazer perspectivas de reconstrução de um país destruído por um presidente genocida. Não haverá nenhum futuro para o Brasil com a reeleição de Jair Bolsonaro. A chamada "terceira via" também nada fará que possibilite ao país enfrentar seus dramas, a desigualdade social, a pobreza crescente, entre tantos outros. Só um governo comprometido com a cidadania, agindo para dar oportunidades a todos, defensor das minorias, criador de emprego e renda, pode mudar o triste quadro atual do país. A sensatez dos eleitores é o maior presente que 2022 poderá trazer para todos os brasileiros.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

A confissão de Moro

O ex-juiz Sérgio Moro admitiu, ontem, que a Operação Lava-Jato agiu politicamente contra o PT. A confissão de Moro se constitui, sem dúvida, num escândalo, e confirma tudo aquilo que o Supremo Tribunal Federal já havia conceituado ao anular as suas sentenças contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ou seja, que agiu de modo parcial, sem observar o devido processo legal. O mais aterrador é que Moro é pré-candidato a presidente, um dos tantos da chamada "terceira via". Despreparado, inculto, desonesto e sectário, Moro tem o apoio de setores da elite brasileira, que tentam vender a sua imagem como a de um "herói". Na verdade, Moro não é herói de nada, está a serviço dos piores interesses de grupos econónomicos de direita. Como ex-juiz, Moro não goza mais da imunidade dada aos magistrados. Deveria ser processado e julgado por seus crimes, em vez de concorrer a presidente. O lugar de Moro é na cadeia, não num palácio governamental.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

A falsa solução do Cruzeiro

O Cruzeiro foi o primeiro clube do futebol brasileiro a aderir ao modelo da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Na SAF, o clube continua existindo como instituição, mas cede o gerenciamento do seu departamento de futebol para investidores privados, como forma de realizar o seu saneamento financeiro. No caso específico do Cruzeiro, o clube vive uma enorme crise financeira, e a SAF seria a grande saída. Bastaram poucos dias desde a adesão ao novo método de administraçào para que se perceba que ele não trará um melhor rendimento esportivo para o Cruzeiro, que vai disputar o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão pelo terceiro ano seguido, o que jamais havia acontecido com um grande clube brasileiro. A falsa solução do Cruzeiro vai enxugar uma folha salarial que já era baixa para um clube do seu porte. Com isso, a chance de formar um grupo qualificado e competitivo é, praticamente, inexistente, podendo levar o clube a ter de ficar mais tempo na Segunda Divisão, o que seria devastador para a autoestima do torcedor. Um clube não deve ser administrado como uma empresa. A razão de ser para um clube é conquistar vitórias, não obter superávits, nem se tornar um fornecedor.de jogadores para o mercado. Não será necessário muito tempo para que a SAF frustre os seus apoiadores. No Brasil, o complexo de vira-lata da imprensa esportiva, sempre entusiasta de fórmulas mágicas vindas do exterior, leva a que se comemorem esses embarques em canoas furadas. O tempo deixará claro o equívoco desse modelo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

A desfaçatez de Bolsonaro

A capacidade de cometer as mais variadas canalhices, por parte do presidente genocida Jair Bolsonaro, parece inesgotável. Depois de aproveitar o feriadão de Natal em Guarujá (SP), Bolsonaro se encontra em Santa Catarina para mais um período de folga, até o Ano Novo. O ex-capitão se mostra indiferente a tragédia causada pelas chuvas na Bahia, que já ceifou mais de 20 vidas. Não há previsão legal de férias para presidentes, embora seja comum que eles gozem folgas em finais de ano. Ocorre que, diante do que está acontecendo na Bahia, espera-se que o ocupante do principal cargo político do país esteja empenhado em buscar soluções para a aflitiva situação, não em desfrutar momentos de lazer. Como se isso já não bastasse, Bolsonaro prossegue no seu negacionismo em relação à pandemia de coronavírus, e afirmou que sua filha não irá tomar a vacina. A desfaçatez de Bolsonaro no trato desses e de outros assuntos é revoltante, mas isso só faz com que se sinta mais estimulado a continuar se comportando dessa forma. Sádico, Bolsonaro se alimenta do sofrimento alheio. O país precisa se livrar desse verme.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Uma escolha sem convicção

Depois de muitas idas e vindas, o Inter anunciou, hoje, o seu novo técnico, o uruguaio Alexander "Cacique" Medina. O problema é que parece ser uma escolha sem convicção. Medina era parte de uma lista com outros nomes, e quando parecia que tinha se tornado o preferencial, o Inter direcionou o seu foco para o português Paulo Sousa, técnico da seleção da Polônia. O Flamengo também mostrou interesse por Sousa, e o Inter, sem poder competir com o clube carioca, voltou a procurar Medina. Com um bom trabalho no Talleres de Córdoba (ARG), Medina não tem, no entanto, títulos, nem um currículo extenso. Constitui mais uma aposta, como outras que o clube tem feito recentemente. Num clube com um grupo que necessita acrescentar muita qualidade, mas não dispõe de recursos financeiros, as perspectivas para Medina não parecem das mais animadoras.

domingo, 26 de dezembro de 2021

Modismo

Muitos dos grandes clubes do futebol brasileiro seguem priorizando a contratação de técnicos estrangeiros. O grande êxito do português Jorge Jesus no Flamengo, em 2019, fez com que a busca por técnicos de fora virasse uma tendência. Com os títulos conquistados pelo também português Abel Ferreira no Palmeiras, essa preferéncia se intensificou. Porém, nem todos os técnicos estrangeiros foram bem sucedidos no Brasil. Trata-se de um modismo. O argentino fanfarrão Jorge Sampaoli não ganhou nem um título em seus trabalhos no Santos e Atlético Mineiro, chamando mais a atenção por seu histrionismo na área técnica. O português Jesualdo Ferreira e o argentino Ariel Holan tiveram trajetória meteórica no Santos, que só encontrou o seu rumo com Cuca, brasileiro que o levou ao vice-campeonato da Libertadores em 2020. O mesmo Cuca foi campeão brasileiro e da Copa do Brasil pelo Atlético Mineiro, em 2021, dando ao clube os títulos que Sampaoli não obteve. O Flamengo está por fechar a contratação do técnico da seleção da Polônia, o português Paulo Sousa, que também interessou ao Inter. Sem condições de disputar o técnico com o Flamengo, o Inter deverá trazer o uruguaio Alexander "Cacique" Medina, de bom trabalho no Talleres de Córdoba (ARG). Não há nenhuma garantia de que Sousa e Medina possam ter sucesso. O uruguaio, aliás, será o quarto técnico estrangeiro do Inter em pouco mais de dois anos. Antes dele, o argentino Eduardo Coudet, o espanhol Miguel Angel Ramirez, e o também uruguaio Diego Aguirre, trabalharam no clube. Nenhum deixou saudade. Foi o brasileiro Abel Braga, que esteve no Inter depois de Coudet e antes de Ramirez que conseguiu o melhor desempenho, sendo vice-campeão brasileiro em 2020. No Flamengo, se Jorge Jesus teve muito sucesso, o espanhol Domenéc Torrent ficou apenas três meses, por força de um mau trabalho. Nào é a nacionalidade dos técnicos que fará a diferença em termos de resultados. Ainda que óbvia, essa realidade segue sem ser percebida pelos clubes brasileiros.

sábado, 25 de dezembro de 2021

Privatização inaceitável

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou, há dois dias, que a privatização do Banrisul é inevitável, e terá de avançar. A declaração de Leite é uma ignomínia, pois essa é uma privatização inaceitável, por vários aspectos. O maior deles é que o Banrisul é o principal banco do Estado, mesmo concorrendo com gigantes privados. Portanto, o velho argumento da ineficiência de orgãos estatais nào se aplica ao banco. Sua lucratividade é crescente, o que elimina um dis fatores semore argüidos quando se defendem privatizações, ou seja, de que a empresa é improdutiva. Ao assumir o cargo, Leite prometeu não privatizar o Banrisul, mas, agora, mudou o discurso. Disse que não privatizou o banco porque não teve tempo, já que tinha outras prioridades, mas espera eleger um governador que siga as suas ideias. Para a sorte da população, Leite não irá concorrer à reeleição. Cabe ao eleitorado do Rio Grande do Sul levar a esquerda de volta ao poder para impedir que iniqüidades como a venda do Banrisul sejam consumadas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

O Natal da fome

Pouco há a se comemorar no Natal de 2021 no Brasil. Por força de um governo genocida, insensível às necessidades sociais, esse é o Natal da fome. Milhões de brasileiros estão famintos, vítimas do desemprego e de uma inflação corrosiva. No seu horizonte, só há desesperança. Não será fácil erradicar esse quadro, e isso só poderá começar a ser feito quando o poder mudar de mãos. Países próximos ao Brasil já demonstraram qual é o caminho. A Argentina livrou-se de Maurício Macri e conduziu Alberto Fernandez ao poder. No Chile, Gabriel Boric venceu a extrema direita e trouxe uma promessa de novos tempos. O sinal está dado. Em novembro de 2022, o Brasil terá de acabar com o pesadelo deflagrado em 2018. Só um governo de esquerda poderá trazer perspectivas de se fazer um pais mais justo e menos desigual. O desatino eleitoral da última eleição presidencial não poderá se repetir. Só assim, os próximos natais não serão marcados pela fome e exclusão social.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Primeiros reforços

Depois de várias dispensas, o Grêmio anunciou, hoje, as suas primeiras contratações para 2022. Os primeiris reforços foram o lateral direito Orejuela, e o esquerdo Nícolas. Orejuela já jogara no Gŕêmio em 2020, emprestado pelo Cruzeiro. O Grêmio pretendia contratae o jogador em definitivo, pagando o preço estipulado, mas o Cruzeiro aumentou o valor, e o negócio nào.foi concretizado. Atualmente, Orejuela estava no São Paulo, e volta para o Grêmio, novamente, por empréstimo, de um ano de duração. Nícolas era reserva no Athletico Paranaense e, provavelmente, começará sua trajetória no Grêmio na mesma condição. Um dado favorável nas duas contratações é a idade dos jogadores. Os 26 anos de Orejuela e 24 de Nícolas representam uma quebra na tendência do Grêmio de contratar jogadores veteranos. O Grêmio necessita de muitas contratações, aliando quantidade com qualidade. Aguardam-se muitas novidades ainda antes do final do ano.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Embate revelador

Uma "treta" está agitando o país desde ontem. O que poderia ser apenas mais um fuxico do mundo do espetáculo mostrou-se como um embate revelador das tensões sociais brasileiras. Tudo começou quando o ator Ícaro Silva postou, no Twitter, um desmentido sobre os rumores de que participaria da próxima edição do programa "Big Brother Brasil". Silva declarou que jamais participaria de um programa de "entretenimento medíocre" como o "BBB", e pediu que respeitassem a sua trajetória. Pouco tempo decorrido depois, o ex-apresentador do "BBB", Tiago Leifert, reagiu ao "tuíte" de Silva com uma postagem raivosa. Leifert argumentou que Silva havia sido arrogante e que não fizera uma crítica construtiva, ofendendo aos que participaram do programa. Num assomo de prepotência, Leifert, que exaltara a grande audíência e o enorme faturamento comercial do "BBB", chegou ao ponto de argumentar que o programa é que teria pago o salário de Silva na Globo, e que o ator não deveria permanecer numa empresa que produz conteúdos que ele não aprecia. Hoje, Silva publicou uma tréplica vigorosa contra Leifert, na qual expressa que são o seu talento e esforço que garantem o seu salário, e estranhando que sua manifestação tenha gerado tão virulenta reação do ex-apresentador que, no entanto, não se pronunciou quando casos de racismo e homofobia ocorreram no programa. Dessa vez, Leifert não rebateu Silva, mas excluiu de seu grupo de seguidores todos os que apoiaram o posicionamento do ator, uma lista que inclui, entre outros, ex-participantes do programa, como é o caso de Graziele Massafera e Manu Gavassi, por exemplo. Não é a primeira vez que Leifert adota esse tipo.de postura. Anteriormente, criticara esportistas que fazem manifestações de cunho político. Filho de um poderoso diretor da Globo, branco, heterossexual, e de origem economicamente privilegiada, Leifert é a cara da casa grande brasileira. Porém, Silva, de origem pobre, negro, homossexual e sem padrinho para lbe abrir caminhos, recusa o papel de integrante da senzala. Tomara que outros tantos tenham a coragem de Silva, e não se curvem ao elitismo de figuras como Leifert.