quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Hegemonia gremista

O Grêmio continua com ampla superioridade sobre o Inter.Ontem,ganhou do seu maior rival por 2 x 0,na sua melhor atuação em grenais nesse ano.O resultado,inclusive,poderia ter sido mais amplo.Os defeitos apresentados pelo Inter foram os mesmos de grenais anteriores.Falta melhor capacidade técnica para um enfrentamento contra grandes adversários.Guerrero não consegue se afirmar em jogos contra o Grêmio.D'Alessandro,aos 39 anos, não é mais uma solução,tanto que o técnico do Inter, Eduardo Coudet,o colocou no banco e nem o utilizou durante o jogo.Com exceção de Marcelo Lomba,um bom goleiro,e de Edenilson,os demais jogadores são,apenas,medianos,ou, até,fracos,como Moisés,por exemplo.Enquanto isso,o Grêmio possui jogadores como Geromel,Kannemann, Matheus Henrique,Jean Pyerre,e Everton,que está indo para o Benfica,mas terá uma boa reposição com o que o clube já dispõe em seu grupo. Agora, já são nove grenais sem vitória do Inter,com apenas um gol marcado.Uma hegemonia gremista que,parece, não irá acabar tão cedo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A ansiedade pela vacina

A pandemia de coronavírus causou um impacto poucas vezes visto na história da humanidade. A partir disso, começou a ansiedade pela vacina contra o coronavírus, única solução definitiva para conter a doença. Diariamente, centros de pesquisa em várias partes do mundo anunciam estar num estágio muito avançado de formulação da vacina. Há quem arrisque estabelecer o prazo em que ela estará disponível. Tudo isso gera grande esperança e entusiasmo nas pessoas. Porém, nem todos partilham dessa empolgação. A Organização Mundial da Saúde tem se mostrado cética diante de tais projeções. Há pouco tempo, a OMS declarava que a descoberta de uma vacina poderia levar muito tempo. Agora, considera a possibilidade de que isso nunca venha a acontecer. O cidadão comum se obriga a se equilibrar entre as previsões otimistas dos cientistas e a postura oposta da OMS. Em quem se deve acreditar? Obviamente, as pessoas optam pela posição que lhes é mais favorável, pois assim torna-se menos pesado o enfrentamento da pandemia. Por enquanto, parece ser o melhor a fazer. Entre a esperança e o realismo assustador da OMS, é preferível ficar com a primeira. 

domingo, 2 de agosto de 2020

Piada de mau gosto

O que se viu, hoje, no Beira-Rio, foi um jogo constrangedor. Uma piada de mau gosto. Credenciado por uma boa campanha, o Esportivo de Bento Gonçalves parecia capaz de oferecer alguma resistência ao Inter no jogo pelas semifinais do segundo turno do Campeonato Gaúcho. Porém, já aos 38 segundos do primeiro tempo, o Inter abriu o placar, numa falha constrangedora do goleiro Renan, seu ex-jogador e revelado pelo clube. O goleiro voltaria a falhar em mais dois lances ainda no início da partida, o que fez com que, aos 14 minutos, o Inter já estivesse goleando o Esportivo por 3 x 0. A partir daí, é claro, o Inter "administrou" o jogo, fazendo, ainda, mais um gol no segundo tempo, fechando o resultado em 4 x 0. Não é de hoje que Renan falha grotescamente em jogos contra o seu ex-clube. No tempo em que jogava no Goiás, isso aconteceu muitas vezes. A goleada pouco representou, tendo em vista a forma como foi construída. O Inter não foi testado, teve a vitória entregue de bandeja. 

Defesa exposta

O técnico do Grêmio, Renato, há algum tempo vem brincando com a sorte. Renato insiste em formatar o meio de campo do Grêmio sem um primeiro volante característico. Matheus Henrique e Maicon jogam juntos, e ambos são, claramente, da mesma função, ou seja, segundo volante. Com isso, o que se vê é uma defesa exposta, pela falta de um protetor na primeira posição do meio campo. Na verdade, o Grêmio nem dispõe, atualmente, de um jogador desse tipo no grupo, precisaria buscar no mercado. Porém, ainda que não seja uma fortaleza erguida na frente da defesa, Lucas Silva é primeiro volante, o único do grupo, por sinal, e deveria ser titular. Entre Matheus Henrique e Maicon, o primeiro deveria permanecer como titular, e o segundo ir para o banco. Matheus Henrique é tão técnico quanto Maicon, mas é bem mais jovem, enquanto o último, afora a idade avançada, sofre com lesões crônicas. A teimosia de Renato já custou ao Grêmio a perda do título do primeiro turno do Campeonato Gaúcho para o Caxias e, hoje, quase resultou na eliminação da competição. Pelas semifinais do Gauchão, o Grêmio venceu o Novo Hamburgo por 4 x 3, na Arena, e fez o gol da vitória somente aos 45 minutos do segundo tempo. O jogo foi um teste para os nervos dos torcedores. Depois de abrir 2 x 0 no placar, o Grêmio permitiu o empate, com uma falha de Vanderlei em uma cobrança de falta, e outra de Matheus Henrique numa saída de bola. Depois de voltar a estar na frente, o Grêmio cedeu novamente o empate, até que veio o gol do alívio. Se no campeonato estadual, o meio de campo "faceiro" do Grêmio está causando problemas, em competições mais qualificadas a situação tende a ser pior. Os destaques positivos do jogo de hoje foram as atuações de Orejuela e Diego Souza. Orejuela, que jogou porque Victor Ferraz apresentou dores musculares, fez uma partida muito boa, e se credenciou para ser titular. Diego Souza marcou dois gols, e teve outro que foi injustamente anulado. Agora, Grêmio e Inter decidirão o título do segundo turno. O vencedor decidirá o campeonato com o Caxias, que foi campeão do primeiro turno. O retrospecto recente em grenais favorece o Grêmio, mas as atuações nos últimos jogos trazem uma certa insegurança ao torcedor. 

sábado, 1 de agosto de 2020

A aposta do Flamengo

A contratação do técnico espanhol Domenec Torrent pelo Flamengo está longe de trazer a garantia de bons resultados. Torrent foi auxiliar técnico de Pepe Guardiola durante dez anos, acumulando títulos no Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City. A aposta do Flamengo em sua contratação parece estar calcada, fundamentalmente, nesse fato. Porém, Torrent tem apenas uma experiência como técnico principal, nos Estados Unidos, onde, em dois anos, não ganhou títulos, e obteve apenas 29 vitórias em 63 jogos. As referências a Torrent são elogiosas, partindo do próprio Guardiola. No entanto, ninguém tem como garantir que ele possa dar a mesma resposta que o português Jorge Jesus. Pelo lado financeiro, o Flamengo terá vantagem. O salário de Torrent, embora tenha um alto valor, será menor que o de Jorge Jesus. Ao trazer outro técnico estrangeiro, o Flamengo estaria mostrando-se arrogante? Sim e não. O Flamengo tem adotado posturas de quem se acha acima de todos os demais clubes brasileiros, é verdade, mas nesse caso, talvez não pudesse agir diferente. O mercado brasileiro de técnicos não oferece boas opções. Há técnicos famosos mas defasados,  e emergentes que carecem da devida comprovação. Para um grupo de jogadores caro e vitorioso como o do Flamengo, é pouco. Diante desse quadro, o Flamengo preferiu arriscar na vinda de um técnico pouco experiente na função, mas com uma excelente base de formação. Resta esperar que os fundamentos teóricos de Torrent se confirmem na prática. 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Um candidato ao rebaixamento

O Santos é um dos três grandes clubes do futebol brasileiro que ainda não caíram para a Segunda Divisão. Os outros dois são Flamengo e São Paulo. Porém, depois do que se viu ontem, quando o Santos perdeu por 3 x 1, de virada, para a Ponte Preta, pelas  quartas de final do Campeonato Paulista, essa honrosa condição está perto de acabar. No atual contexto, o Santos é um candidato ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro que irá se iniciar no dia 08/08. O clube está em crise, com o clube tendo reduzido os salários em 70%, de forma unilateral, em função da perda de receita com a paralisação do futebol em função da pandemia de coronavírus. Alguns jogadores entraram na Justiça para romper o vínculo com o clube. Nos  últimos quatro jogos, o Santos teve jogadores expulsos. O time está enfraquecido e o grupo tem poucas opções. Há frequentes saídas de jogadores, e não existe dinheiro para fazer contratações. Uma reversão desse quadro parece pouco provável com o Campeonato Brasileiro tão próximo de seu início. O mais surpreendente é a mudança abrupta de desempenho, pois o Santos foi vice-campeão brasileiro em 2019. Resta esperar que o Santos consiga, ainda que com dificuldade, ficar numa posição que evite o rebaixamento. A queda de um grande clube para a Segunda Divisão não é um prejuízo apenas para ele, mas para todo o futebol brasileiro. 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Uma promessa que não se cumpre

Vez por outra, o futebol brasileiro revela um técnico "revolucionário" que, supostamente, está muito adiantado em relação aos seus companheiros de profissão, apontados como conservadores e adeptos da mesmice em termos táticos. Esses "fenômenos", é claro, surgem a partir da imprensa, sempre ávida em descobrir técnicos que façam o futebol brasileiro avançar e diminuir o fosso que o separa do que se pratica na Europa. O problema é que, em geral, esses gênios não correspondem às expectativas que giram em torno deles. Atualmente, há um exemplo claro disso. Uma promessa que não se cumpre, embora a enorme simpatia de setores da imprensa pelo seu trabalho. O profissional em questão é o técnico do São Paulo, Fernando Diniz. Desde o dia em que foi vice-campeão paulista pelo modesto Audax, há alguns anos, Diniz foi visto como um novo mago entre os técnicos de futebol, por vários cronistas esportivos. Seu estilo ousado, privilegiando a posse de bola e a ofensividade, encantou grande parte da imprensa. Com base nisso, clubes como Athletico Paranaense, Fluminense e, agora, o São Paulo, apostaram no trabalho de Diniz. Em nenhum desses clubes o trabalho de Diniz obteve êxito. Ontem, o São Paulo foi eliminado nas quartas de final do Campeonato Paulista pelo modesto Mirassol, um clube que perdeu 18 jogadores durante a paralisação do futebol em função da pandemia de coronavírus, e que jamais o havia derrotado anteriormente. Um vexame, agravado pelo fato de que o São Paulo não ganha o Campeonato Paulista há quinze anos. O São Paulo pode até insistir com Diniz, mas estará perdendo tempo. Diniz é o clássico exemplo do profissional pretensamente talentoso que jamais confirma, na prática, às qualidades que lhe são atribuídas. 

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Melhora

O bom futebol do Inter ressurgiu. Hoje, na Morada dos Quero-Queros, em Alvorada, o Inter venceu o Aimore por 2 x 0, sem maiores dificuldades, e mostrando um bom desempenho que ainda não havia sido visto após a paralisação do futebol pela pandemia de coronavírus. Outro dado de destaque é que Guerrero desencantou, e marcou os dois gols do jogo. O bom gramado ajudou o Inter a jogar melhor, como esperava o seu técnico, Eduardo Coudet. Porém, é preciso levar em conta que o Aimore é um adversário muito frágil, tanto que o segundo gol foi um verdadeiro presente, numa incrível falha técnica. O Inter, agora, em jogo único no qual será mandante, terá como adversário o Esportivo de Bento Gonçalves, pelas semifinais do Campeonato Gaúcho. O favorito é o Inter e, se a lógica prevalecer, deverá decidir o título do segundo turno com o Grêmio. 

Novo empate

O Grêmio empatou o seu segundo jogo consecutivo pelo Campeonato Gaúcho. Hoje, não saiu de um 0 x 0 com o Novo Hamburgo, na Arena Alviazul, em Lajeado. O fato de ter jogado com os reservas não serve como desculpa, pois foi uma escolha do próprio Grêmio. O gramado estava em péssimas condições, mas isso também não chega a ser uma atenuante. O fato é que o Grêmio está devendo em 2020, antes e depois da paralisação do futebol em função da pandemia de coronavírus. Não se pode esquecer que o Grêmio perdeu o primeiro turno do Gauchão para o Caxias. Na verdade, o que está sustentando o Grêmio, até aqui, são as duas vitórias sobre o Inter nos três grenais realizados até agora no ano, um deles pela Libertadores, que acabou empatado. Não fora isso, a cobrança do torcedor já estaria se fazendo sentir. Agora, o Grêmio irá jogar novamente  contra o Novo Hamburgo, pelas semifinais do segundo turno. Será em jogo único, tendo o Grêmio como mandante. Embora o Grêmio seja o amplo favorito, vai precisar mostrar um futebol bem mais convincente, não só para eliminar o Novo Hamburgo, mas para poder ganhar a competição. 

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Socialismo

Não bastassem as torrentes de asneiras ditas pelo presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus ministros, os militares não se cansam de dar a sua contribuição para o rol de disparates. O presidente do Clube Militar, general Eduardo José Barbosa, declarou que o Brasil está vivendo o "socialismo", devido ao confinamento. Conforme Barbosa, haveria outras maneiras de enfrentar a pandemia de coronavírus, sem obrigar as pessoas a ficarem em suas casas. Com mais essa afirmação desarrazoada, Barbosa apenas comprova que os militares não dão nenhuma contribuição positiva ao país. Pelo contrário, ao longo da história do Brasil, as Forças Armadas fizeram conspirações, ameaçaram e praticaram golpes espúrios contra governantes legitimamente eleitos. Sua utilidade para o país seria a de defenderem-no em alguma guerra, o que não acontece há décadas. Na verdade, as Forças Armadas são um sorvedouro de recursos do erário público, sem nenhuma contrapartida para o país. Os incautos costumam ver nos militares uma reserva moral, a qual insistem em recorrer diante de supostas ameaças à ordem e de escalada da corrupção. Néscios que são, não percebem que reverenciam os seus próprios algozes. Como bem colocou a revista "The Economist", não faz sentido o Brasil manter o décimo-quinto exército mais caro do mundo, se o país não participa de conflitos armados. Os militares, no Brasil, são uma despesa pesada e injustificada para os cofres públicos, e uma ameaça permanente à democracia.