Está terminado o Campeonato Brasileiro. Esse é o momento, portanto, de se fazer um balanço do que se viu no Brasileirão. Foi uma competição de baixo nível técnico. Os clubes que estavam envolvidos com a Libertadores, colocavam times reservas ou mistos, privilegiando a disputa continental. O Flamengo foi o único a não adotar esse comportamento, e montou um grande time. A consequência foi a conquista do título da Libertadores, o mesmo acontecendo no Campeonato Brasileiro, onde abriu enorme diferença de pontos sobre os demais participantes. O Grêmio poderia ter lutado pelo título, mas, mais uma vez, jogou grande parte da competição com os reservas. Ainda assim conseguiu classificação direta para a próxima edição da Libertadores, o que mostra a fragilidade técnica da competição. O Palmeiras ficou muito abaixo do esperado, depois de um início empolgante antes da parada para a Copa América. Era tido como um campeão quase certo, e acabou em terceiro lugar. O Santos surpreendeu positivamente e ficou com o vice-campeonato, com um grupo de jogadores razoável e pouco numeroso. Os demais grandes clubes foram rotundas decepções, casos de Inter e Corinthians, por exemplo, que só conseguiram classificação para a pre-Libertadores. Atlético Mineiro, Botafogo, Fluminense e Vasco realizaram campanhas que não honraram suas tradições. O Athetico Paranaense fez uma grande campanha, e segue tentando se integrar ao grupo dos clubes considerados grandes. O Fortaleza, dentro das suas possibilidades, foi merecedor de elogios. O Bahia começou bem, mas não conseguiu manter o seu desempenho. Os demais clubes tiveram um rendimento muito fraco. Foi uma competição com poucos destaques individuais. Gabigol, goleador absoluto do campeonato, e Bruno Henrique, ambos do Flamengo, foram os grandes nomes. A maior decepção, é claro, foi o Cruzeiro, que foi rebaixado pela primeira vez em sua história. Seu retorno à primeira divisão será uma tarefa árdua, pois o clube vive uma enorme crise financeira e terá de fazer uma ampla reformulação no seu grupo de jogadores. Para 2020, o grande desafio de todos os postulantes ao título, será o de superar o Flamengo, uma empreitada extremamente dura. Desde já, o Flamengo surge como candidato natural ao bicampeonato.
domingo, 8 de dezembro de 2019
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
Resistência
A figura mais perversa do governo Jair Bolsonaro é o ministro da Economia, Paulo Guedes. As medidas que propõe favorecem o mercado, em detrimento dos interesses maiores do país e de seus cidadãos. Uma delas é a privatização de empresas estatais, um verdadeiro crime contra o patrimônio público. Guedes já declarou sua intenção de vender todas as estatais brasileiras. Porém, nem mesmo em um Congresso predominantemente direitista como o atual isso será aprovado. Há resistência no Congresso à privatização de algumas "jóias da Coroa". A privatização do Banco do Brasil não deverá ser aprovada pelas duas casas legislativas, e a da Eletrobrás encontra grande rejeição por expressiva parcela dos parlamentares. Em meio a tantas notícias ruins que surgem diariamente para os brasileiros, a postura do Congresso em relação à privatização de empresas estatais é um alento. Defender o patrimônio público é um dever do Congresso. Empresas como Banco do Brasil e Eletrobrás são estratégicas para o país, não podem ser entregues à sanha do mercado. Guedes já conseguiu aprovar medidas danosas aos brasileiros, mas não imporá toda as suas atrocidades ao país.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Ação orquestrada
As declarações carregadas de estupidez e ignorância por parte de ministros e funcionários de diversos escalões do governo federal vão se acumulando a cada dia. Nem cabe, nesse espaço, identificar quem disse o quê, pois é irrelevante. O fato grave, verdadeiramente, é a disseminação, quase diária, de afirmações como as de que os Beatles eram agentes do comunismo, e que o rock incentiva o aborto e o satanismo, mais recentemente, ou, remotamente, de que a terra é plana e de que meninos devem se vestir de uma cor, e meninas de outra. Se tais disparates forem somados a outros ainda da época da campanha, como a mamadeira de piroca e o kit gay, tudo parece compor uma ação orquestrada. O presidente Jair Bolsonaro e seus assessores, desde o início, apostaram no apoio das parcelas menos esclarecidas da população. Com essa estratégia, ganharam a eleição e, usando o mesmo o recurso, querem sustentar o governo. Diante do fracasso cada vez vez mais claro de sua administração, resultante de um governo incompetente e sem projeto, Bolsonaro e o círculo do poder apostam todas as suas fichas no apoio das massas ensandecidas que o vêem como "mito" e desprezam a ciência e a evolução dos costumes. A consequência dessa estratégia é o país tomado pelo obscurantismo, caminhando para o retrocesso. O pior é que parcelas consideráveis da classe média são coniventes com essa postura. No Brasil atual, nada é tão ruim que não possa piorar, levando o país para um abismo cada vez maior, comprometendo o futuro de todos os seus habitantes.
domingo, 1 de dezembro de 2019
Classificação direta
O Grêmio já estava, há duas rodadas, classificado para a pré-Libertadores. Porém, era necessário obter a classificação direta para a competição, sem os inconvenientes da fase prévia. Hoje, ao golear o São Paulo por 3 x 0, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, o Grêmio alcançou o seu objetivo. Será a vigésima participação do Grêmio na Libertadores, a quinta consecutiva. O jogo teve dois tempos distintos. No primeiro, o Grêmio teve mais desenvoltura que o São Paulo, mas não conseguiu traduzir sua superioridade em gols. Essa situação mudou no segundo tempo, quando aconteceram os gols. A goleada foi construída em apenas seis minutos, e depois o Grêmio seguiu criando chances para ampliar o placar, sem que o São Paulo lhe ameaçasse. Embora ainda restem dois jogos pelo Brasileirão, o Grêmio já volta seus olhos para 2020, buscando formar um grupo qualificado, que permita ao clube postular os títulos de todas as competições que irá disputar.
Frango decisivo
Um jogo tecnicamente horroroso, melancólico. Essa é a definição que pode ser dada para o jogo entre Botafogo e Inter, ontem, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro. Na verdade, não se poderia esperar um panorama muito melhor de um jogo entre um time, o Botafogo, muito limitado, e outro, o Inter, em crise técnica. O jogo se encaminhava para um pavoroso 0 x 0, quando aconteceu o lance que definiu o resultado da partida. Um frango decisivo. Sim, como a "coroar" um jogo tão deprimente, a partida foi decidida com um frangaço de Gatito Fernandez, que deu a vitória ao Inter. Com o resultado, o Inter, mesmo sem jogar bem, encaminhou sua classificação para a Pré-Libertadores. No momento, é o que há para ser buscado. A classificação direta para a Libertadores ainda é possível, mas é pouco provável.
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
Uma inusitada troca de técnicos
O futebol brasileiro não prima por pruridos éticos. Hoje, isso ficou ainda mais claro, com uma inusitada troca de técnicos em clubes que lutam contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro demitiu o técnico Abel Braga, e contratou para o seu lugar Adílson Batista, que estava no Ceará até o último fim se semana. O Ceará, por sua vez, contratou Argel Fucks que, até ontem treinava o CSA. Com isso, criou-se uma situação, no mínimo, estranha. Até o último domingo, Adílson Batista lutava para livrar o Ceará da queda para a Segunda Divisão. Agora, para evitar o rebaixamento do Cruzeiro, Adílson precisará torcer pela queda do Ceará,. O mesmo ocorre com Argel Fucks que, até ontem buscava manter o CSA na Primeira Dvisão. No Ceará, Argel terá o CSA como um adversário na busca pela permanência na elite do futebol brasileiro. Essa troca de papéis, ainda que nada tenha de ilegal, não é algo que dignifique o futebol. Como é possível "virar a chave", em tão pouco tempo, na busca para evitar o rebaixamento? Na Europa, certamente, algo assim não seria tolerado. Porém, no Brasil, em nome do interesse financeiro e profissional, Adílson e Argel aceitaram mudar de lado rapidamente. Não cometeram um crime, mas contribuíram para desgastar a imagem, já abalada, do futebol brasileiro.
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
Sete títulos
Uma questão irritante no futebol brasileiro é a interminável discussão sobre quem é o verdadeiro campeão do país de 1987, se o Flamengo ou o Sport. A disputa correu durante anos nos tribunais, até que o Supremo Tribunal Federal decidiu que o título pertence ao Sport. A decisão pode até estar alicerçada no embasamento jurídico mas, esportivamente, é um absurdo. Organizado pelo Clube dos 13, o Brasileirão daquele ano teve dezesseis participantes, os tradicionais doze maiores clubes do país e mais Bahia, Coritiba, Santa Cruz e Goiás. Paralelamente, a CBF realizou um campeonato com outros clubes do país, e propôs que, ao término das duas competições, seus finalistas se enfrentassem para definir quem seria o campeão brasileiro daquele ano. Eurico Miranda, em nome do Clube dos 13, teria concordado com a proposta, o que legitimaria a posição do Sport. No aspecto estritamente jurídico, pode até ser. Porém, esportivamente, é um absurdo. Como pode um clube que enfrentou a elite do futebol do país ter de decidir o título de campeão brasileiro, em igualdade de condições com outro que venceu uma disputa com adversários de segundo e terceiro escalões? Para os amantes do futebol dentro do campo, não pode haver nenhuma dúvida de que o Flamengo é o campeão brasileiro de 1987 e que, portanto, ao ganhar o mesmo título em 2019, tornou-se sete vezes campeão brasileiro. Com os sete títulos, o Flamengo igualou o Corinthians, e ambos ostentam a condição de maiores vencedores da competição. Os que contestam esse fato o fazem por clubismo e inveja.
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Descida em queda livre
O Inter, ao que parece, desandou de vez. A derrota por 2 x 1 para o Goiás, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, indica uma descida em queda livre de um time que ainda não conseguiu se recuperar da perda do título da Copa do Brasil, ocorrida há mais de dois meses. O Goiás chegou a estar vencendo por 2 x 0, e o único gol do Inter aconteceu em função de um erro de arbitragem, pois resultou de um escanteio mal marcado. Afora os gols que fez, o Goiás teve dois outros anulados e uma bola que foi salva sobre a linha. Com a vitória, o Goiás se aproximou do próprio Inter, e entrou na briga pela classificação para a pré-Libertadores. Enquanto isso, o Inter se encaminha para um final de ano melancólico, em que poderá ter de se contentar com a classificação para a Copa Sul-Americana.
Repetição
Parecia um teipe do segundo jogo entre os dois clubes pelas semifinais da Copa do Brasil. A derrota do Grêmio por 2 x 0 para o Athletico Paranaense, hoje, na Arena da Baixada, pelo Campeonato Brasileiro, foi uma repetição daquele jogo, até no placar. O Grêmio, como ocorreu naquela ocasião, não viu a cor da bola, foi totalmente envolvido pelo adversário. O técnico do Grêmio, Renato, mais uma vez, custou a mexer no time. Como de costume, Renato não alterou o time no intervalo, mesmo com o Grêmio jogando mal. Só quando o placar já estava em 2 x 0, Renato resolveu fazer substituições, colocando Pepê e Darlan. Porém, quando eles entrariam, Diego Tardelli fez uma falta violenta em Nikão e foi expulso. Pepê entrou, mesmo assim, mas, com um jogador a menos, o Grêmio não conseguiu reagir, e o Athletico dominou a partida inteiramente. A derrota não deverá impedir a classificação direta do Grêmio para a Libertadores. No entanto, levar "banhos de bola" do mesmo adversário num espaço de dois meses é preocupante. Renato tem de rever alguns posicionamentos e ser mais ágil nas mudanças durante os jogos, buscando a reversão de maus resultados parciais. Afora isso, alguns reforços devem ser contratados com urgência. Um jogador como Galhardo, por exemplo, não pode vestir a camisa de um clube da grandeza do Grêmio.
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