domingo, 29 de setembro de 2019

Resultado justo

O Inter empatou com o Palmeiras em 1 x 1, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Foi um resultado justo. Cada um dominou um tempo de jogo. No primeiro tempo, o domínio foi do Inter. No segundo, o Palmeiras é que se mostrou superior. O gol que daria a vitória para o Palmeiras foi corretamente anulado, apesar das reclamações do clube paulista. Houve uma mudança nas orientações da Fifa recentemente,  e num lance que resulte em gol, não pode haver nenhum toque de mão ou braço na bola, mesmo que seja involuntário, por parte de quem está atacando. Ainda que tenha saído, temporariamente, da zona de classificação direta para a Libertadores, o Inter segue bem colocado na disputa. Por jogar em casa, o Inter contava com a vitória, mas o empate, diante de um adversário de grande expressão, não chega a ser ruim.

Mais pontos jogados fora

O Grêmio vinha de quatro vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro, mas, hoje, voltou a jogar com uma escalação totalmente reserva, e perdeu por 2 x 1 para o Fluminense, no Maracanã. Foram mais pontos jogados fora. Afinal, o Fluminense é sofrível, e luta apenas para não ser rebaixado. Afora isso, foi para o jogo com um técnico interino.  Não há como aceitar que o Grêmio tenha perdido os dois jogos que fez com o Fluminense no Brasileirão. Pela diferença técnica, atualmente, entre os dois, o Grêmio é que deveria ganhar ambos os jogos. Por fatos como esse é que o Grêmio não chega ao título da principal competição do país. No caso específico do jogo de hoje, não havia necessidade de escalar apenas reservas, mesmo com a proximidade do jogo contra o Flamengo, pelas semifinais da Libertadores, quarta-feira, na Arena. A viagem para o Rio de Janeiro é curta, não gera desgaste. Afora isso, lesões ocorrem até em treinos, como aconteceu com Jean Pyerre num rachão. O pior é que essa postura equivocada se repete todos os anos, o que faz com que o Grêmio tire de seu torcedor qualquer esperança de voltar a ser campeão brasileiro.

sábado, 28 de setembro de 2019

O título não está decidido

O empate em 0 x 0 entre Flamengo e São Paulo, hoje, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, trouxe consigo uma boa notícia. Esse fato positivo é o de que o título não está decidido, ainda que o Flamengo seja um favorito destacado. Depois de oito vitórias consecutivas, o Flamengo não conseguiu derrotar o São Paulo, mesmo com o adversário vivendo uma crise e estreando um novo técnico que fora contratado dois dias antes do jogo. O Flamengo ter poupado alguns jogadores não serve como desculpa, pois a maioria de seus titulares estava presente. Afora isso, o Flamengo jogou como mandante num Maracanã lotado. A reclamação de que o São Paulo abusou do antijogo, fazendo "cera" e cometendo muitas faltas, feita pelo técnico do Flamengo, Jorge Jesus, é típica de quem não encontrou as soluções para alcançar a vitória. Faltam dezessete rodadas para o Brasileirão acabar. Numa competição de pontos corridos, é muito cedo para se apontar um campeão antecipadamente. O São Paulo mostrou que é possível parar o Flamengo, e isso servirá de estímulo para os demais adversários.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Episódio lamentável

Num dia como o de ontem, muito tumultuado no futebol brasileiro, com a demissão de técnicos, um fato se sobrepôs aos demais pelo que apresentou de quebra dos mais básicos princípios de profissionalismo e civilidade. A atitude do jogador Paulo Henrique Ganso, do Fluminense, ao ser substituído, chamando o técnico Oswaldo de Oliveira de "burro para c... ", constitui-se num episódio lamentável, que evidencia, mais uma vez, a falta de profissionalismo no futebol brasileiro. Os clubes brasileiros dispensam um tratamento aos jogadores que favorece a que se comportem como meninos mimados, incapazes de administrar qualquer contrariedade. No caso particular de Paulo Henrique Ganso, seu comportamento, ao longo da carreira, é o de alguém que se julga muito melhor do que realmente é, e que, invariavelmente, tem frustrado os clubes que apostam no seu futebol. A reação de Oswaldo de Oliveira, chamando Ganso de "vagabundo", embora também seja pouco educada, justifica-se, em parte, pela agressão sofrida, e, em termos de conteúdo, não chega a faltar com a verdade. Ganso, afora o período inicial de sua carreira, no Santos, quando teve a companhia de Neymar, nunca mais voltou a exibir um grande futebol, mas comporta-se como se fosse um craque, embora seja um jogador lento e descomprometido. O gesto obsceno de Oswaldo de Oliveira em direção à torcida do Fluminense é deplorável, e talvez explique a sua demissão, ocorrida hoje. Porém, Paulo Henrique Ganso também deveria ser dispensado pelo Fluminense. Ao contemporizar com o jogador, o Fluminense colabora para a perpetuação da falta de profissionalismo no futebol brasileiro.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Os 50 anos de "Abbey Road"

A data de hoje marca os 50 anos de lançamento de "Abbey Road", o último disco a ser gravado pelos Beatles, e o penúltimo a chegar ao mercado. "Abbey Road" é mais uma obra prima do grupo. O disco traz clássicos como "Something", "Here Comes the Sun", "Come Togheter"e "Oh, Darling". "Something", aliás, composta por George Harrison, tornou-se a segunda música mais regravada dos Beatles, só perdendo para "Yesterday". Afora sua grande qualidade musical, "Abbey Road" marcou época por sua capa icônica, onde os quatro integrantes do grupo aparecem atravessando a rua homônima. Foi um encerramento de carreira em altíssimo nível. Os 50 anos de "Abbey Road" merecem uma efusiva comemoração. Edições especiais e de luxo do disco, remasterizadas, serão lançadas, como é costume nessas ocasiões. Uma ótima oportunidade para os fãs históricos revisitarem tão célebre obra, e para as novas gerações tomarem contato com ela, e também se encantarem com a sua notável qualidade.

Outra goleada

O Grêmio está, novamente, numa grande fase. Hoje, goleou o Avaí por 6 x 1, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Aos onze minutos, o Grêmio já vencia por 2 x 0. Foi outra goleada, a quarta consecutiva, com grande desempenho coletivo, e vários destaques individuais. Entre eles, Luan, que fez um gol e deu um passe de calcanhar para Luciano marcar outro. Faltando poucos dias para o primeiro jogo pelas semifinais da Libertadores contra o Flamengo, o Grêmio se mostra forte como ainda não se havia visto em 2019. O favoritismo para o confronto segue sendo do Flamengo, mas o Grêmio demonstra que tem condições de reverter essa tendência. O meio de campo ganhou solidez com a entrada de Michel, e o ataque obteve mais mobilidade com Diego Tardelli de centroavante. Na reta final do ano, o Grêmio, finalmente, encaixou.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Resultado previsível

O que todos esperavam, se confirmou. O Inter perdeu por 3 x 1 para o Flamengo, hoje, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo iniciando o jogo com quatro volantes, o Inter não conseguiu impedir a derrota. Foi, portanto, um resultado previsível. As queixas do Inter contra a arbitragem não são procedentes. O pênalti de Bruno sobre Gabigol foi bem marcado, e a expulsão do jogador do Inter foi, simplesmente, a correta aplicação do que determina a regra. A expulsão de Guerrero também foi justa, pois o centroavante do Inter protestou contra a arbitragem com palavrões e um gesto obsceno. O único lance discutível foi uma disputa de bola entre Rodrigo Caio e Guerrero que alguns interpretaram como um possível pênalti. A jogada que gerou a revolta de Guerrero, no entanto, um choque de cabeça com o mesmo Rodrigo Caio, nada teve de irregular. Ainda que estivesse com dois jogadores a menos, o Inter mostrou reação, e empatou a partida no início do segundo tempo, mas acabou sucumbindo ao melhor futebol do Flamengo e sofreu mais dois gols. Ganhou quem era o amplo favorito. Imputar a derrota do Inter a um possível pênalti não marcado é uma demasia. O resultado não pode ser debitado para o árbitro.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Discurso ultrajante

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, hoje, na Assembleia Geral da ONU, superou as piores expectativas. Foi um discurso ultrajante, capaz de fazer corar um frade de pedra. Bolsonaro, em vez de falar para o mundo, disse o que os seus ensandecidos admiradores apreciam ouvir. Negou o desmatamento da Amazônia, declarou que não fará novas demarcações de reservas indígenas, reafirmou sua defesa do espúrio golpe militar de 1964, alegando que foi por meio dele que o Brasil foi salvo do "socialismo", atacou os governos anteriores ao seu, que teriam disseminado a corrupção e afrontado os valores religiosos do país. Foi uma torrente de disparates e asneiras que envergonham o Brasil perante o mundo. Não se poderia esperar nada diferente vindo de Bolsonaro. O ex-capitão tenta se sustentar no cargo agradando a sua plateia, e ignorando a opinião pública mundial. O que espanta não é que Bolsonaro faça um discurso desastroso em plena ONU, cobrindo o país de vergonha. O incompreensível é que ainda não tenha sido articulado o seu impeachment. O Brasil não pode ser governado por um desequilibrado mental. Deixar tudo como está levará o país a uma guerra civil. Não é possível esperar a próxima eleição. Bolsonaro tem de ser removido do cargo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Cheque em branco para o caos

O assassinato da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de apenas oito anos, no Rio de Janeiro, por tiros de fuzil disparados por PM's, expõe o nível de barbárie institucionalizada a que chegou o Brasil. A boçalidade de uma grande parte do eleitorado brasileiro levou ao poder, no governo federal e em alguns estados, apologistas da violência, que zombam dos direitos humanos e querem a liberação da compra de armas pela população. Eleitores inconsequentes e irresponsáveis, que votam movidos por ódios irracionais, insuflados por uma imprensa mancomunada com os setores economicamente privilegiados do país, permitiram que o Brasil chegasse ao atual estágio de horrores desde as posses dos novos governantes, em janeiro. Foi um cheque em branco para o caos, cujo preço já está sendo duramente pago por todos. O pior é que o pesadelo está apenas começando, pois os mandatos do presidente e dos governadores que são alinhados com sua visão ideológica só tiveram decorridos oito meses de um total de quatro anos. O pior dos desatinos eleitorais é que seus efeitos não se fazem sentir só sobre os imbecis que os cometem, eles vitimam a todos. Historicamente alienada e retrógrada, a classe média brasileira não se cansa de causar males ao país, apoiando golpes, como fez em 1964, ou elegendo truculentos, a exemplo do que ocorreu nas mais recentes eleições. O preço a pagar, mais uma vez, já está sendo muito alto. Tomara que não sejam necessários vinte um anos para pôr fim ao atual quadro de horrores, como ocorreu quando do golpe militar, pois nada restaria do país.

domingo, 22 de setembro de 2019

Só valeu pelo resultado

Ainda abalado pela perda do título da Copa do Brasil, o Inter voltou a jogar hoje. Num jogo de péssimo nível técnico, o Inter ganhou da Chapecoense por 1 x 0, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo se encaminhava para um empate em 0 x 0, depois de dois gols do Inter terem sido anulados, quando veio o desafogo e a vitória. Porém, para o Inter, o jogo só valeu pelo resultado. O desempenho do Inter foi fraquíssimo e sem nenhum destaque individual. O gol de Rodrigo Lindoso no final da partida salvou o Inter de uma possível crise e manteve o clube na zona de classificação para a Libertadores. A Chapecoense, por sua vez, parece condenada ao rebaixamento. Sua atuação foi de baixíssimo nível técnico, não demonstrando perspectivas de uma reação. O alívio do Inter, no entanto, pode ser temporário. Se não melhorar muito o seu futebol, o Inter tende a perder posições e deixar escapar a classificação para a Libertadores.