quinta-feira, 12 de setembro de 2019
A volta da CPMF
A intenção de fazer voltar a famigerada CPMF é mais uma das iniquidades do ministro da Economia, Paulo Guedes. Nada pode ser mais covarde do que uma "contribuição" compulsória. Ao taxar todo e qualquer saque ou depósito, o governo oficializa a tunga ao bolso bolso dos cidadãos, sem dó nem piedade, buscando, apenas, ampliar a sua arrecadação. O pior é que CPMF não é uma ideia exclusiva da direita. Governos de esquerda também já utilizaram esse recurso. Até que, um dia, ele foi, ainda bem, extinto. Pois, agora, Paulo Guedes quer a volta da CPMF, esse execrável imposto. Por sorte, a tendência é o Congresso rejeitar a medida. A motivação do ministro é, mais uma vez, tirar dinheiro do cidadão para favorecer os empresários. Durante a campanha presidencial, Jair Bolsonaro desmentiu que tivesse a intenção de recriar a CPMF. Agora, seu ministro da Economia defende o retorno desse imposto. A quebra do que foi prometido na campanha, em se tratando do governo Jair Bolsonaro, não deve ser motivo de espanto. Porém, essa o governo não deverá levar.
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
A aposta de sempre
Não houve novidade no comportamento do Inter, hoje, no primeiro jogo pela decisão da Copa do Brasil. Na Arena da Baixada, o Inter perdeu por 1 x 0 para o Athletico Paranaense, fazendo a aposta de sempre quando joga fora de cada, ou seja, buscando não ser derrotado ou, até mesmo, perder por um placar apertado. Tudo porque o Inter joga todas as suas fichas em que é capaz de fazer a diferença nos jogos no Beira-Rio. Até aqui, o roteiro tem dado certo. Resta saber se isso irá se repetir no segundo jogo da decisão, na próxima quarta-feira. O fato de que o Athletico Paranaense tem um retrospecto ruim nos jogos fora de casa serve de estímulo para que o Inter encare com otimismo a possibilidade de reverter o resultado de hoje e conquistar o título. Em termos objetivos, bastará ao clube paranaense um empate para ser campeão. Se perder por 1 x 0, ainda terá a chance de obter o título nos tiros livres da marca do pênalti. Ao Inter, se quiser evitar a loteria desse tipo de decisão, só servirá uma vitória por dois ou mais gols de diferença, o que é plenamente possível, mas não é uma tarefa fácil.
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Cinismo
As reações que se seguiram à declaração de Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, de que as mudanças que o país precisa não serão feitas pelas vias democráticas, são um exemplo da hipocrisia que tomou conta do Brasil. Pessoas que apoiaram abertamente a candidatura a presidente do ex-capitão se mostram, repentinamente, "chocadas" com a posição assumida por Carlos Bolsonaro. Por acaso, se poderia esperar que fosse diferente? Sabidamente, Jair Bolsonaro e seus filhos nunca foram defensores da democracia. Pelo contrário, são apologistas da ditadura e da tortura. Logo, o repúdio, por parte de quem votou em Bolsonaro, às afirmações de seu filho Carlos, são de um cinismo nauseante. Toda a trajetória parlamentar de Bolsonaro foi marcada pela defesa do golpe militar de 1964, pelo desprezo aos direitos humanos, por manifestações de machismo, racismo e homofobia. Portanto, não se poderia esperar dele, ou de seus filhos, que seguem a mesma cartilha do pai, qualquer compromisso com a democracia. Os que escolheram Bolsonaro sabiam o que lhes esperava. Fingem surpresa e indignação com a posição de Carlos porque não querem assumir o rótulo de adeptos do autoritarismo. Porém, é exatamente isso o que são.
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
O retorno do Juventude
O Juventude garantiu, hoje, a sua volta ao Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Com a goleada de 4 x 0 sobre o Imperatriz (MA), no Alfredo Jaconi, o retorno do Juventude à Série B foi alcançado apenas um ano após a queda para a Terceira Divisão. Para um clube que permaneceu na Primeira Divisão por treze anos, e que ganhou um título da Copa do Brasil, a Série C não é um lugar adequado. Se ainda não clubes doestá em condições de voltar à Primeira Divisão e fazer um bom papel, o Juventude tem condições de permanecer alguns anos na Série B até se estruturar para integrar novamente a elite do futebol brasileiro. Ypiranga e São José, os outros clubes do Rio Grande do Sul na Terceira Divisão, também estiveram na iminência de subir para a Série B, mas não conseguiram. Faltou-lhes, talvez, a experiência que o Juventude já detém há algum tempo em competições nacionais.
domingo, 8 de setembro de 2019
Grande recuperação
A eliminação na Copa do Brasil para o Athletico Paranaense abalou o Grêmio, como não poderia deixar de ser. Porém, apenas quatro dias depois da desclassificação, o Grêmio obteve uma grande recuperação. Hoje, no Independência, o Grêmio goleou o Cruzeiro por 4 x 1, pelo Campeonato Brasileiro, com uma belíssima atuação. Everton comprovou que sua ausência por suspensão no jogo contra o Athletico Paranaense foi fatal para o Grêmio. A exemplo do que fizera contra o Palmeiras no Pacaembu, Everton foi o melhor jogador em campo, sendo decisivo para a vitória do Grêmio, e marcando dois golaços. O resultado alivia a dor pelo ocorrido na Copa do Brasil e é importante para o Grêmio tentar iniciar uma nova fase dentro do Brasileirão. O Grêmio jogou bem coletiva e individualmente. As entradas de Michel e Diego Tardelli nos lugares de Rômulo e André, respectivamente, também foram decisivas para que o Grêmio tivesse uma atuação tão qualificada. Os dois atuaram muito bem, e mostraram o quanto a teimosia do técnico Renato em escalar alguns jogadores resulta em tropeços do Grêmio que poderiam ser evitados. Resta esperar que o Grêmio não necessite sofrer outro tombo para fazer uma atuação de tão alto nível como a de hoje.
sábado, 7 de setembro de 2019
Caricatura
O São Paulo é um dos maiores clubes do Brasil, mas há muito tempo não consegue montar bons times. Desde 2012, não ganha um título de expressão. As recentes contratações de Daniel Alves e Juanfran sinalizavam para uma mudança nesse quadro. Porém, depois de cinco vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro, única competição que lhe restou para disputar, o São Paulo caiu de produção, novamente, e, nos últimos três jogos, teve duas derrotas e um empate. Hoje, contra um time misto do Inter, no Beira-Rio, o São Paulo perdeu por 1 x 0, e foi uma caricatura. Nada se viu de positivo na sua atuação. Faltou criatividade no meio de campo e agressividade no ataque. O futebol do São Paulo foi burocrático e fez com que o Inter crescesse de produção ao longo do jogo. O pênalti que deu a vitória ao Inter foi, apenas, a pá de cal sobre um São Paulo sem intensidade. Com esse resultado, o Inter cresce no Campeonato Brasileiro no mesmo momento em que irá decidir a Copa do Brasil. Em contraste, o São Paulo segue caindo na única competição que tem para disputar. Dois clubes grandes, mas que vivem situações muito distintas.
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
Prejuízos
O Grêmio continua sendo vítima do descritério com que é tratado nos jogos e tribunais. No jogo contra o Athletico Paranaense, quarta-feira, na Arena da Baixada, o Grêmio sofreu dois prejuízos. O primeiro foi um pênalti escandaloso cometido por Wellington Martins, logo aos quatro minutos de jogo, que não foi marcado mesmo depois que o árbitro verificou o lance no VAR. Lances semelhantes sempre resultam na marcação do pênalti, mas, dessa vez, isso não aconteceu. Caso o pênalti fosse confirmado pelo árbitro, a história do jogo poderia mudar inteiramente. O segundo prejuízo sofrido pelo Grêmio foi a decisão do STJD de não proceder a denúncia por injúria racial cintra uma torcedora do Athletico Paranaense que foi captada pelas câmeras da transmissão de tevê proferindo insultos racistas contra o jogador Matheus Henrique, do Grêmio. Embora a manifestação não seja audível, é facilmente perceptível pela leitura labial o que foi dito pela torcedora. Como se sabe, num caso análogo, em 2014, o STJD puniu o Grêmio com a eliminação da Copa do Brasil. O péssimo jogo realizado pelo Grêmio contra o Athletico Paranaense, fato que foi reconhecido pelo próprio clube, não ameniza os prejuízos sofridos. A lei é para ser cumprida, nos jogos e tribunais, de forma criteriosa e, principalmente, equidistante. Com o Grêmio, mais uma vez, isso não ocorreu.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Sociedade inerte
O governo Jair Bolsonaro derrete como um sorvete exposto ao sol. O presidente toma medidas contrárias aos interesses da população, diz asneiras em série, ofende governantes estrangeiros, faz apologia da tortura. As pesquisas revelam que a popularidade de Bolsonaro está despencando. Porém, esse quadro ainda não repercutiu nas ruas. Está mais do que na hora de o povo sair às ruas para repudiar o desgoverno do ex-capitão. A sociedade inerte diante de tantos descalabros é incompreensível. Não há governo, por mais autoritário que seja, que fique incólume à voz das ruas. A maioria dos brasileiros, somados os votos de Fernando Haddad e dos demais candidatos, não escolheu Bolsonaro para presidente. Essa maioria, até aqui silenciosa, tem de se impor sobre a minoria ruidosa que apoia o governo fascista de Bolsonaro. Nada melhor para isso do que as comemorações do Sete de Setembro. A ideia de sair às ruas vestido de preto é excelente. Ela precisa ser encampada pela população em geral.
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
Passeio
O Inter era favorito para obter, hoje, no Beira-Rio a classificação para a decisão da Copa do Brasil diante do Cruzeiro, pelo fato de ter vencido o primeiro jogo, no Mineirão. O prognóstico se confirmou, mas com uma facilidade inesperada. O Cruzeiro até mostrou um bom futebol no primeiro tempo, mas desandou após sofrer um gol. Depois disso, foi um passeio do Inter, que goleou por 3 x 0. O técnico do Cruzeiro, Rogério Ceni, cometeu vários erros na escalação e nas substituições. O ambiente do Cruzeiro continua conturbado, mesmo após ter trocado de técnico. Pedro Rocha mostrou insatisfação ao ser substituído, e Thiago Neves criticou improvisações feitas por Rogério Ceni. O Inter decidirá a Copa do Brasil contra o Athletico Paranaense. O sorteio da ordem dos jogos poderá, ser decisivo, pois quem fizer a segunda partida em casa tem tudo para ser o campeão.
Hecatombe
No futebol, não se pode contar com a vitória antes do jogo. São muitos os exemplos de resultados que derrubam prognósticos. O maior deles foi a derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai na decisão da Copa do Mundo de 1950. Ainda assim, muitos clubes seguem praticando o erro de festejar antecipadamente. Por causa disso, o Grêmio viveu, hoje, uma hecatombe. Depois de ganhar o primeiro jogo contra o Athletico Paranaense por 2 x 0 na Arena, pelas semifinais da Copa do Brasil, o Grêmio perdeu pelo mesmo placar, hoje, na Arena da Baixada, e foi eliminado na cobrança de tiros livres da marca do pênalti. Um resultado absolutamente surpreendente, pois todos julgavam que o confronto seria facilmente vencido pelo Grêmio após a vantagem obtida na primeira partida. Foram muitas as razões para o desastre. A ausência de Everton, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, pesou muito, pois ele é o melhor jogador em atividade no Brasil. A escalação de Rômulo foi um equívoco. Ele fez uma boa partida contra o Palmeiras, quando entrou durante o jogo, mas foi uma exceção. Hoje, Rômulo voltou a ser o jogador ineficiente de sempre, que não protege a defesa. A lesão de Leonardo Gomes, ocorrida muito cedo, fez com que Galhardo entrasse em seu lugar. Sabidamente um jogador muito limitado, Galhardo foi um ponto fraco na defesa do Grêmio, por onde o Athletico Paranaense deitou e rolou. Nos tiros livres da marca do pênalti, Renato escolheu Pepê para a última cobrança, quando Thaciano seria muito mais indicado. Pepê errou a cobrança e causou a eliminação do Grêmio. Porém, por mais erros que o Grêmio tenha cometido, e mais acertos que tenha tido o seu adversário, o resultado teve forte influência da arbitragem. O jogo ainda estava nos seus primeiros minutos quando Wellington Martins, do Athletico Paranaense, cometeu um pênalti claríssimo. Mesmo depois de conferir o lance no vídeo, o árbitro Wagner Magalhães (RJ), não marcou o pênalti. Prejuízo irreparável para o Grêmio, pois o lance poderia mudar a história do confronto. Mais uma vez, o Grêmio foi vítima de erros de arbitragem, um fato tristemente comum na sua história gloriosa.
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