sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Prejuízos

O Grêmio continua sendo vítima do descritério com que é tratado nos jogos e tribunais. No jogo contra o Athletico Paranaense, quarta-feira, na Arena da Baixada, o Grêmio sofreu dois prejuízos. O primeiro foi um pênalti escandaloso cometido por Wellington Martins, logo aos quatro minutos de jogo, que não foi marcado mesmo depois que o árbitro verificou o lance no VAR. Lances semelhantes sempre resultam na marcação do pênalti, mas, dessa vez, isso não aconteceu. Caso o pênalti fosse confirmado pelo árbitro, a história do jogo poderia mudar inteiramente. O segundo prejuízo sofrido pelo Grêmio foi a decisão do STJD de não proceder a denúncia por injúria racial cintra uma torcedora do Athletico Paranaense que foi captada pelas câmeras da transmissão de tevê proferindo insultos racistas contra o jogador Matheus Henrique, do Grêmio. Embora a manifestação não seja audível, é facilmente perceptível pela leitura labial o que foi dito pela torcedora. Como se sabe, num caso análogo, em 2014, o STJD puniu o Grêmio com a eliminação da Copa do Brasil. O péssimo jogo realizado pelo Grêmio contra o Athletico Paranaense, fato que foi reconhecido pelo próprio clube, não ameniza os prejuízos sofridos. A lei é para ser cumprida, nos jogos e tribunais, de forma criteriosa e, principalmente, equidistante. Com o Grêmio, mais uma vez, isso não ocorreu.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sociedade inerte

O governo Jair Bolsonaro derrete como um sorvete exposto ao sol. O presidente toma medidas contrárias aos interesses da população, diz asneiras em série, ofende governantes estrangeiros, faz apologia da tortura. As pesquisas revelam que a popularidade de Bolsonaro está despencando. Porém, esse quadro ainda não repercutiu nas ruas. Está mais do que na hora de o povo sair às ruas para repudiar o desgoverno do ex-capitão. A sociedade inerte diante de tantos descalabros é incompreensível. Não há governo, por mais autoritário que seja, que fique incólume à voz das ruas. A maioria dos brasileiros, somados os votos de Fernando Haddad e dos demais candidatos, não escolheu Bolsonaro para presidente. Essa maioria, até aqui silenciosa, tem de se impor sobre a minoria ruidosa que apoia o governo fascista de Bolsonaro. Nada melhor para isso do que as comemorações do Sete de Setembro. A ideia de sair às ruas vestido de preto é excelente. Ela precisa ser encampada pela população em geral.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Passeio

O Inter era favorito para obter, hoje, no Beira-Rio a classificação para a decisão da Copa do Brasil diante do Cruzeiro, pelo fato de ter vencido o primeiro jogo, no Mineirão. O prognóstico se confirmou, mas com uma facilidade inesperada. O Cruzeiro até mostrou um bom futebol no primeiro tempo, mas desandou após sofrer um gol. Depois disso, foi um passeio do Inter, que goleou por 3 x 0. O técnico do Cruzeiro, Rogério Ceni, cometeu vários erros na escalação e nas substituições. O ambiente do Cruzeiro continua conturbado, mesmo após ter trocado de técnico. Pedro Rocha mostrou insatisfação ao ser substituído, e Thiago Neves criticou improvisações feitas por Rogério Ceni. O Inter decidirá a Copa do Brasil contra o Athletico Paranaense. O sorteio da ordem dos jogos poderá, ser decisivo, pois quem fizer a segunda partida em casa tem tudo para ser o campeão.

Hecatombe

No futebol, não se pode contar com a vitória antes do jogo. São muitos os exemplos de resultados que derrubam prognósticos. O maior deles foi a derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai na decisão da Copa do Mundo de 1950. Ainda assim, muitos clubes seguem praticando o erro de festejar antecipadamente. Por causa disso, o Grêmio viveu, hoje, uma hecatombe. Depois de ganhar o primeiro jogo contra o Athletico Paranaense por 2 x 0 na Arena, pelas semifinais da Copa do Brasil, o Grêmio perdeu pelo mesmo placar, hoje, na Arena da Baixada, e foi eliminado na cobrança de tiros livres da marca do pênalti. Um resultado absolutamente surpreendente, pois todos julgavam que o confronto seria facilmente vencido pelo Grêmio após a vantagem obtida na primeira partida. Foram muitas as razões para o desastre. A ausência de Everton, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, pesou muito, pois ele é o melhor jogador em atividade no Brasil. A escalação de Rômulo foi um equívoco. Ele fez uma boa partida contra o Palmeiras, quando entrou durante o jogo, mas foi uma exceção. Hoje, Rômulo voltou a ser o jogador ineficiente de sempre, que não protege a defesa. A lesão de Leonardo Gomes, ocorrida muito cedo, fez com que Galhardo entrasse em seu lugar. Sabidamente um jogador muito limitado, Galhardo foi um ponto fraco na defesa do Grêmio, por onde o Athletico Paranaense deitou e rolou. Nos tiros livres da marca do pênalti, Renato escolheu Pepê para a última cobrança, quando Thaciano seria muito mais indicado. Pepê errou a cobrança e causou a eliminação do Grêmio. Porém, por mais erros que o Grêmio tenha cometido, e mais acertos que tenha tido o seu adversário, o resultado teve forte influência da arbitragem. O jogo ainda estava nos seus primeiros minutos quando Wellington Martins, do Athletico Paranaense, cometeu um pênalti claríssimo. Mesmo depois de conferir o lance no vídeo, o árbitro Wagner Magalhães (RJ), não marcou o pênalti. Prejuízo irreparável para o Grêmio, pois o lance poderia mudar a história do confronto. Mais uma vez, o Grêmio foi vítima de erros de arbitragem, um fato tristemente comum na sua história gloriosa.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Os 30 anos de um título histórico

Na data de hoje, em 1989, o Grêmio conquistava, com uma vitória de 2 x 1 sobre o Sport, no Olímpico, o titulo da primeira edição da Copa do Brasil. Cercada de desconfiança por alguns sobre suas possibilidades de êxito, a Copa do Brasil foi se consolidando no gosto popular ao longo do tempo, e hoje é a competição, dentro do país, que paga a maior premiação. Ao contrário do que acontece em outros países que também realizam copas nacionais, a Copa do Brasil é mais valorizada pelos grandes clubes do que o Campeonato Brasileiro.  A fórmula da competição, com confrontos eliminatórios, a torna muito emocionante.  Portanto, completam-se, hoje, os 30 anos de um título histórico do Grêmio, abrindo a galeria de campeões da Copa do Brasil. O Grêmio, por sinal, ê o segundo maior vencedor da competição, com cinco títulos conquistados. Na semana em que o Grêmio irá buscar sua classificação para a decisão da Copa do Brasil pela nona vez, o que é um recorde dentro da competição, a evocação do título de 1989 é mais do que oportuna. O time do Grêmio, na época, tinha nomes como Mazaropi, Alfinete, Edinho e Cuca. O título foi conquistado de forma invicta. Foi mais uma conquista marcante na vida de um clube coberto de glórias.

domingo, 1 de setembro de 2019

O resgate do encanto perdido

O futebol brasileiro está vivendo um momento especial. O pragmatismo da busca do resultado, de "jogar por uma uma bola", priorizando a ação defensiva, está sendo, cada vez mais, rejeitado pelos torcedores e pela imprensa. Técnicos pragmáticos como Felipão e Mano Menezes já não conseguem os mesmos bons resultados de outros tempos, e sofrem enorme contestação. Mano Menezes saiu do Cruzeiro após uma série de maus resultados, e Felipão já balança no Palmeiras, cujo desempenho vem despencando. Enquanto isso, Grêmio e Flamengo estão realizando o resgate do encanto perdido no futebol brasileiro. Ambos jogam buscando a vitória, e exercendo a posse de bola em vez de apostar em contra-ataques. Contando com jogadores de grande técnica como Everton, Jean Pyerre, Matheus Henrique e Maicon, no Grêmio, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol, no Flamengo, os dois clubes estão trazendo de volta o prazer desse ver um futebol bem jogado. O reflexo disso é que os dois técnicos, Renato,  do Grêmio, e o português Jorge Jesus, do Flamengo, reivindicam para seus respectivos times a condição de o melhor futebol do Brasil. Desde já, há enorme expectativa pelo confronto dos dois clubes pelas semifinais da Libertadores, que ocorrerá em outubro. Mais do que partidas entre dois gigantes, será uma celebração do jogo técnico e ofensivo, que sempre foi a marca do futebol brasileiro, e que por tanto tempo andou esquecido.

sábado, 31 de agosto de 2019

Vitória com os titulares

Contrariando as especulações de que escalaria reservas, o Inter obteve uma vitória com os titulares, hoje, no Beira-Rio, no seu primeiro jogo após ter sido eliminado da Libertadores. O Inter venceu o Botafogo por 3 x 2, pelo Campeonato Brasileiro, em uma partida muito disputada. O resultado serviu como uma recuperação imediata da desclassificação na Libertadores e uma injeção de ânimo antes do jogo contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. Foi uma boa  atuação do Inter, contra um adversário aguerrido, que não jogou a toalha em nenhum momento do jogo. O jogo foi agradável e movimentado, com os dois times buscando sempre o gol. Com o resultado, o Inter foi para o sétimo lugar no Brasileirão, mantendo-se próximo dos primeiros colocados. Sem dúvida, foi uma vitória que veio na hora certa, pondo fim ao abatimento pelo revés de quarta-feira.

Bom empate

O Grêmio jogou, mais uma vez, com os reservas, com exceção de Everton que está suspenso da partida de quarta-feira contra o Athletico Paranaense pela Copa do Brasil, e equilibrou o enfrentamento com o São Paulo, hoje, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado de 0 x 0 se constituiu num bom empate, já que o São Paulo jogava em casa e com os seus titulares. O goleiro do São Paulo, Tiago Volpi, foi bastante exigido, e o Grêmio poderia, até mesmo, obter a vitória. A posição do Grêmio na classificação, em décimo-primeiro lugar, não é digna da grandeza do clube, mas ainda é bem distante da zona de rebaixamento. Ao contrário de outros jogos, dessa vez os reservas do Grêmio tiveram empenho e foco. Sem dar saltos na tabela, o Grêmio se mantém numa posição intermediária no Brasileirão, enquanto permanece vivo em três competições, sendo o único clube grande do país a estar nessa condição, no momento. Depois que a Copa do Brasil, se encerrar, em meados de setembro, o calendário ficará menos apertado, e o Grêmio poderá partir em busca de melhores resultados no Campeonato Brasileiro.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Desgoverno

A situação vivida pelo Brasil, no momento, é desalentadora. O país sofre as consequências de um desgoverno, uma administração caótica que, em termos práticos, acabou menos de um ano depois de sua posse. Não há como imaginar qualquer futuro para o governo Jair Bolsonaro. O presidente é um desequilibrado que cria crises a cada declaração desastrada que faz. As medidas econômicas só aprofundam uma crise que parece não ter fim. A educação está sendo sucateada. O setor cultural é perseguido pelo governo. Um quadro assim justificaria a instauração de um processo de impeachment. Porquê, então, isso não acontece? Porque o conluio que levou Bolsonaro ao poder se nega a jogar a toalha. Seus integrantes estão a serviço dos interesses do grande capital, e tentam dar sustentação ao governo. Porém, é evidente que o Brasil caiu num abismo do qual não sairá sem a queda dos atuais ocupantes do poder. O prolongamento dessa situação só irá agravar o desastre, e fazer com que a ruptura, quando ocorrer, seja muito mais traumática do que já se desenha.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Um quarteto de gigantes

Hoje, ficaram definidos os quatro semifinalistas da Libertadores. Na busca do título, ficou um quarteto de gigantes. Em conjunto, Grêmio, Flamengo, River Plate e Boca Juniors já foram campeões da competição quatorze vezes.  A decisão da Libertadores desse ano será, forçosamente, um confronto entre Brasil e Argentina, já que Grêmio e Flamengo farão uma das semifinais e a outra será entre River Plate e Boca Juniors. Com quatro clubes de tão alto nível nas semifinais, já está garantido que a decisão da atual edição da Libertadores será uma das maiores da história. Não há um favorito que já possa ser antecipado, pois são todos clubes de muita tradição. Em termos de nomes, o Flamengo tem o melhor time, mas, entre os semifinalistas, é o clube que tem o retrospecto mais modesto na competição, com apenas um título conquistado. O Grêmio é um clube copeiro, recordista, entre os clubes brasileiros, em número de títulos e participações na Libertadores. Divide o primeiro item com Santos e São Paulo, com três títulos, e o segundo com São Paulo e Palmeiras, com dezenove participações. O River Plate é o atual campeão, e venceu a disputa por quatro vezes. O Boca Juniors foi vice-campeão na edição anterior, e é o segundo maior vencedor da Libertadores, com seis títulos. Com currículos tão expressivos, os quatro semifinalistas geram a expectativa de jogos espetaculares. A lamentar, apenas, que, a partir desse ano, a Libertadores seja decidida num jogo único, em campo neutro, numa ridícula e descabida imitação do que acontece na Champions League.