sexta-feira, 23 de agosto de 2019
O mundo se levanta pela Amazônia
O absurdo da vez do governo Jair Bolsonaro são as queimadas na Amazônia. Produzindo fatos desastrosos em série, o governo do ex- capitão despertou, desde o seu início, a repulsa da opinião pública internacional. Não há, praticamente, um só dia sem que Bolsonaro seja alvo de declarações críticas, charges, protestos e manifestações públicas de todos os tipos em diversos países. As queimadas da Amazônia fizeram esse quadro se intensificar. A reação da comunidade internacional foi imediata, e o mundo se levanta pela Amazônia. O governo brasileiro está sob um fogo cruzado de autoridades de outros países e grandes personalidades estrangeiras que condenam o fato e exigem providências. Bolsonaro, pateticamente, tentou imputar a responsabilidade do ocorrido à ONGs que teriam a intenção de prejudicar a imagem do seu governo. A tresloucada iniciativa não surtiu efeito, e Bolsonaro começou a mudar o seu discurso, admitindo a necessidade de se tomarem providências para conter a expansão das queimadas. A verdade é que o Brasil vive o caos produzido por um governo descomprometido com os interesses do país e de sua população. O que está acontecendo na Amazônia é o exemplo mais impactante do quanto o governo é desastroso. Dessa vez, Bolsonaro mexeu num vespeiro. A preservação da Amazônia é uma causa abraçada no mundo inteiro, e a comunidade internacional não assistirá de camarote à sua destruição. Se tentar enfrentar a ira externa ao que ocorre na Amazônia, Bolsonaro colocará o Brasil num quadro de isolamento com graves consequências para o país. Não há blindagem interna que abafe os rugidos que vem do exterior. Ao pôr em risco a Amazônia, Bolsonaro está sentindo que dessa vez, como expressa a sabedoria popular, o furo é mais embaixo.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Ficou difícil
O fato de ser muito forte quando joga no Beira-Rio faz com que o Inter, nos confrontos eliminatórios em que realiza a segunda partida em casa, procure apenas empatar como visitante. Contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, deu certo, e o Inter devolveu a derrota por 1 x 0 do primeiro jogo, se classificando para as semifinais nos tiros livres da marvs do pênalti. Hoje, contra o Flamengo, no Maracanã, pelas quartas de final da Libertadores, o Inter tentou fazer o mesmo mas, dessa vez, sua retranca foi punida com uma derrota por 2 x 0. Como a Libertadores tem o critério do gol qualificado, o que não acontece mais na Copa do Brasil, a situação do Inter para o jogo da próxima quarta-feira ficou muito complicada. O Inter terá de ganhar por três gols de diferença para se classificar para as semifinais. Se vencer por dois gols de diferença levará a decisão para a loteria dos tiros livres da marca do pênalti. Se o Inter sofrer um gol, terá de marcar quatro. Nada é impossível no futebol, mas a classificação do Inter parece pouco provável. Se a eliminação do Inter vier a acontecer, será um justo castigo para o técnico Odair Hellmann, que buscou empatar em 0 x 0 para transferir a decisão para o segundo jogo, em casa. Essa não é uma opção inteligente, pois, se o jogo terminasse em 0 x 0 qualquer empate com gols na segunda partida classificaria o Flamengo. Ficou difícil para o Inter, que terá de se desdobrar para seguir adiante na competição, contra um adversário que obteve uma expressiva vantagem no primeiro jogo.
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Atuação frustrante
Uma reversão de expectativa. O grande público que esteve presente, hoje, na Arena, esperava bem mais do Grêmio no primeiro jogo pelas quartas de final da Libertadores, contra o Palmeiras. O Grêmio não soube superar o tradicional esquema de forte marcação do técnico do Palmeiras, Felipão. Como consequência, o Grêmio perdeu por 1 x 0. Foi uma atuação frustrante do Grêmio. Embora tenha tido muito maior posse de bola, o Grêmio não conseguiu criar chances claras de gol. No aspecto individual, Geromel e Kannemann mais uma vez, tiveram excelentes desempenhos. Porém, Matheus Henrique, Jean Pyerre e Everton, de quem muito se esperava, estiveram apagados no jogo. A derrota dificultou muito a possibilidade de classificação do Grêmio para as semifinais da Libertadores. Se quiser ter alguma chance de reverter a situação, o técnico do Grêmio, Renato, precisará encontrar um jeito de o time ser mais incisivo, sem se submeter à marcação adversária e, principalmente, terá que fazer com que os jogadores chutem mais a gol. No entanto, com o resultado de hoje, o São Paulo é o. grande favorito pra prosseguir na Libertadores. Só uma atuação estupenda do Grêmio poderá modificar essa tendência.
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Boas ideias com maus resultados
O técnico Fernando Diniz, demitido hoje pelo Fluminense, exibe uma condição profissional contraditória. Diniz é bafejado pela imprensa, que exalta suas ações inovadoras e o jogo propositivo praticado por seus times. Porém, se é verdade que os times de Diniz agradam pela ousadia e volume de jogo, os resultados negativos se acumulam. No Athletico Paranaense, em 2018, Diniz montou um time de futebol intenso e envolvente, mas uma sucessão de resultados ruins colocou o clube na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e ele foi demitido. Agora, no Fluminense, a história se repetiu. Ontem, o Fluminense empilhou chances de gol contra o CSA, mas não marcou e acabou sendo derrotado em pleno Maracanã. Com isso, o Fluminense entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão, e Diniz foi demitido. Visto pela imprensa como um técnico que rompe com a falta de ousadia dos medalhões da profissão, Diniz não consegue traduzir suas proposições em vitórias. Apresenta boas ideias com maus resultados. Se não conseguir compatibilizar suas propostas com a realização de boas campanhas, Fernando Diniz será mais um caso de uma promessa que não se cumpriu.
domingo, 18 de agosto de 2019
A volta de uma ideia nefasta
Aventada muitas vezes, e nunca concretizada, a ideia de transformar os clubes de futebol brasileiros em empresas está para ser novamente levantada pela Câmara dos Deputados com o projeto de lei 5.082/16, que institui a Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Em tempos de neoliberalismo galopante, essa possibilidade desperta o interesse de muitos, mas é a volta de uma ideia nefasta. Os clubes brasileiros são associações sem fins lucrativos, e foi sob essa condição que o futebol se desenvolveu no país. O torcedor brasileiro é, antes de tudo, um apaixonado, e não um cliente. Fatos que ocorrem com clubes europeus, que são adquiridos por milionários ou grupos econômicos estrangeiros não seriam tolerados no Brasil. Os métodos de administração dos clubes podem e devem ser modernizados, e isso está sendo feito, mas para tanto não é necessário que se transformem em empresas. Novos cargos remunerados foram criados pelos clubes há alguns anos, como os de gerente de futebol e CEO, dando uma face mais profissional na administração. Portanto, é possível modernizar a administração sem fazer com que os clubes se tornem empresas. No Brasil, os clubes tem forte relação com as suas comunidades, e dela retiraram a força para o seu crescimento. Os que querem a transformação dos clubes em empresas o fazem por pensar em obter lucros. O futebol tornou-se um negócio milionário, mas não se pode matar a paixão.
sábado, 17 de agosto de 2019
Tabu quebrado
Após um ano sem vencer jogos fora de casa pelo Campeonato Brasileiro, o Inter terminou com a escrita. O tabu quebrado ocorreu com a vitória por 1 x 0 sobre o Fortaleza, hoje, no Castelão. Com um time inteiramente reserva, diante dos titulares do Fortaleza, o Inter, depois de ser dominado e escapar de uma derrota parcial no primeiro tempo, voltou melhor no segundo, e alcançou uma importante vitória que o fez subir para o sexto lugar. O bom resultado, certamente, criará um ambiente de confiança para os jogos contra o Flamengo pelas semifinais da Libertadores.
Golaço providencial
O Grêmio, jogando com os reservas diante de um time misto reforçado do Palmeiras, se encaminhava para mais uma derrota, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, o Grêmio começou o jogo mostrando pouca intensidade, e já aos 14 minutos do primeiro tempo, o Palmeiras abriu o placar. Embora tivesse maior posse de bola, o Grêmio era improdutivo e não criava chances de gol. O panorama seguiu inalterado até o intervalo. No segundo tempo, o Grêmio imprimiu um maior ritmo, mas o placar se mantinha. Foi só aos 43 minutos que um golaço providencial de David Braz determinou o empate em 1 x 1. Em termos de classificação, o Grêmio ganhou apenas quatro pontos nos últimos cinco jogos. Com o resultado de hoje, o Grêmio subiu uma posição, e está em décimo-segundo lugar, o que não é uma colocação digna da sua grandeza. Porém, ao evitar a derrota com um gol no final do jogo, o Grêmio afastou as repercussões negativas de um revés, e mantém a sua tranquilidade para os jogos decisivos que se avizinham pela Copa do Brasil e Libertadores. O Palmeiras é que tem mais motivos para preocupação. Afora ainda não ter vencido no Brasileirão após a parada para a realização da Copa América, o Palmeiras teve vários titulares contra um Grêmio inteiramente reserva. Para o jogo de terça-feira, na Arena, pelas quartas de final da Libertadores, o Grêmio parece viver uma condição anímica superior em relação ao Palmeiras.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Os 50 anos do festival de Woodstock
No dia de hoje, completam-se 50 anos do Festival de Woodstock. Durante três dias, numa zona rural de Bethel, no Estado de Nova York (EUA), 500 mil pessoas reuniram-se para assistir shows de grandes artistas e grupos, como Jimi Hendrix, Joe Cocker, Richie Havens, Jefferson Airplane e Grateful Dead, entre outros. Porém, Woodstock não foi apenas um festival de música. Foi o auge da contracultura e do movimento hippie com seu estilo de vida de sexo, drogas e rock'n roll. Uma ode ao amor livre, sem as amarras das convenções sociais. Com alto consumo de drogas, da maconha ao LSD, e muito sexo, com diferentes parceiros, os hippies propunham um mundo de paz e amor, e muita liberdade, em contraponto ao modelo opressor e hipócrita do capitalismo. Nos tempos atuais, dominados por um falso moralismo, não faltará quem aponte os hippies como "depravados". Na verdade, eles foram os arautos de uma nova sociedade, onde a busca da felicidade fosse o objetivo, e não o acúmulo de bens materiais. Afinal, como já diziam os Beatles em 1967, num de seus clássicos, "All You Need Is Love", tudo que você necessita é amor. Pena que, em 1970, John Lennon, um dos autores da música, tenha declarado que o sonho acabou. No entanto, Woodstock ficará para sempre como a doce memória de um tempo que não volta mais.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Vitória com grande atuação
O Grêmio confirmou o seu favoritismo no primeiro jogo contra o Athletico Paranaense, pelas semifinais da Copa do Brasil. Venceu por 2 x 0, hoje, na Arena, e encaminhou sua classificação para a decisão. Porém, isso não foi tudo. Foi uma vitória com grande atuação, e com vários destaques individuais. Matheus Henrique fez uma partida esplêndida, Geromel retornou ao seu melhor nível, Kannemann voltou a mostrar sua costumeira eficiência, Diego Tardelli, no pouco tempo que jogou, teve bom desempenho. Com o resultado, o Grêmio está virtualmente classificado para a decisão da Copa do Brasil. Caso o Inter também confirme o seu favoritismo, após ter vencido o primeiro jogo contra o Cruzeiro, acontecerão dois grenais para estremecer o Rio Grande do Sul. Como Grêmio e Inter também estão na Libertadores, emoção é o que não vai faltar no Rio Grande do Sul nos próximos dias.
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Manifestações prejudicadas pelo mau tempo
Hoje, em todos os estados do país e no Distrito Federal ocorreram, novamente, atos contra o desmonte da educação brasileira, que vem sendo perpetrada pelo governo Jair Bolsonaro. Lamentavelmente, foram manifestações prejudicadas pelo mau tempo em grande parte do país, o que diminuiu o número de participantes ou ocasionou a dispersão antecipada das concentrações de protesto. Os manifestantes também se posicionaram contra a Reforma da Previdência, já aprovada na Câmara dos Deputados, e que, agora, será analisada pelo Senado. Um governo, por mais autoritário e antidemocrático que seja, sempre sofre o efeito de manifestações de rua massivas. Porém, no Brasil atual, as grandes massas ainda não se mobilizaram contra a destruição do país que está sendo feita por Bolsonaro com o aval da elite. As seguidas manifestações de protesto que vêm sendo realizadas ao longo do ano não obtiveram a adesão maciça da população, quer seja por desencanto com a política ou por apatia. Nos atos de hoje, até às condições climáticas se mostraram adversas. No entanto, a luta tem de continuar. O Brasil caminha para o abismo, e não se pode permitir que isso aconteça sem que o povo se contraponha. A hora, mais do que nunca, é de despertar consciências e gerar mobilização contrária à destruição do país, antes que seja demasiadamente tarde.
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