segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Boas ideias com maus resultados
O técnico Fernando Diniz, demitido hoje pelo Fluminense, exibe uma condição profissional contraditória. Diniz é bafejado pela imprensa, que exalta suas ações inovadoras e o jogo propositivo praticado por seus times. Porém, se é verdade que os times de Diniz agradam pela ousadia e volume de jogo, os resultados negativos se acumulam. No Athletico Paranaense, em 2018, Diniz montou um time de futebol intenso e envolvente, mas uma sucessão de resultados ruins colocou o clube na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e ele foi demitido. Agora, no Fluminense, a história se repetiu. Ontem, o Fluminense empilhou chances de gol contra o CSA, mas não marcou e acabou sendo derrotado em pleno Maracanã. Com isso, o Fluminense entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão, e Diniz foi demitido. Visto pela imprensa como um técnico que rompe com a falta de ousadia dos medalhões da profissão, Diniz não consegue traduzir suas proposições em vitórias. Apresenta boas ideias com maus resultados. Se não conseguir compatibilizar suas propostas com a realização de boas campanhas, Fernando Diniz será mais um caso de uma promessa que não se cumpriu.
domingo, 18 de agosto de 2019
A volta de uma ideia nefasta
Aventada muitas vezes, e nunca concretizada, a ideia de transformar os clubes de futebol brasileiros em empresas está para ser novamente levantada pela Câmara dos Deputados com o projeto de lei 5.082/16, que institui a Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Em tempos de neoliberalismo galopante, essa possibilidade desperta o interesse de muitos, mas é a volta de uma ideia nefasta. Os clubes brasileiros são associações sem fins lucrativos, e foi sob essa condição que o futebol se desenvolveu no país. O torcedor brasileiro é, antes de tudo, um apaixonado, e não um cliente. Fatos que ocorrem com clubes europeus, que são adquiridos por milionários ou grupos econômicos estrangeiros não seriam tolerados no Brasil. Os métodos de administração dos clubes podem e devem ser modernizados, e isso está sendo feito, mas para tanto não é necessário que se transformem em empresas. Novos cargos remunerados foram criados pelos clubes há alguns anos, como os de gerente de futebol e CEO, dando uma face mais profissional na administração. Portanto, é possível modernizar a administração sem fazer com que os clubes se tornem empresas. No Brasil, os clubes tem forte relação com as suas comunidades, e dela retiraram a força para o seu crescimento. Os que querem a transformação dos clubes em empresas o fazem por pensar em obter lucros. O futebol tornou-se um negócio milionário, mas não se pode matar a paixão.
sábado, 17 de agosto de 2019
Tabu quebrado
Após um ano sem vencer jogos fora de casa pelo Campeonato Brasileiro, o Inter terminou com a escrita. O tabu quebrado ocorreu com a vitória por 1 x 0 sobre o Fortaleza, hoje, no Castelão. Com um time inteiramente reserva, diante dos titulares do Fortaleza, o Inter, depois de ser dominado e escapar de uma derrota parcial no primeiro tempo, voltou melhor no segundo, e alcançou uma importante vitória que o fez subir para o sexto lugar. O bom resultado, certamente, criará um ambiente de confiança para os jogos contra o Flamengo pelas semifinais da Libertadores.
Golaço providencial
O Grêmio, jogando com os reservas diante de um time misto reforçado do Palmeiras, se encaminhava para mais uma derrota, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, o Grêmio começou o jogo mostrando pouca intensidade, e já aos 14 minutos do primeiro tempo, o Palmeiras abriu o placar. Embora tivesse maior posse de bola, o Grêmio era improdutivo e não criava chances de gol. O panorama seguiu inalterado até o intervalo. No segundo tempo, o Grêmio imprimiu um maior ritmo, mas o placar se mantinha. Foi só aos 43 minutos que um golaço providencial de David Braz determinou o empate em 1 x 1. Em termos de classificação, o Grêmio ganhou apenas quatro pontos nos últimos cinco jogos. Com o resultado de hoje, o Grêmio subiu uma posição, e está em décimo-segundo lugar, o que não é uma colocação digna da sua grandeza. Porém, ao evitar a derrota com um gol no final do jogo, o Grêmio afastou as repercussões negativas de um revés, e mantém a sua tranquilidade para os jogos decisivos que se avizinham pela Copa do Brasil e Libertadores. O Palmeiras é que tem mais motivos para preocupação. Afora ainda não ter vencido no Brasileirão após a parada para a realização da Copa América, o Palmeiras teve vários titulares contra um Grêmio inteiramente reserva. Para o jogo de terça-feira, na Arena, pelas quartas de final da Libertadores, o Grêmio parece viver uma condição anímica superior em relação ao Palmeiras.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Os 50 anos do festival de Woodstock
No dia de hoje, completam-se 50 anos do Festival de Woodstock. Durante três dias, numa zona rural de Bethel, no Estado de Nova York (EUA), 500 mil pessoas reuniram-se para assistir shows de grandes artistas e grupos, como Jimi Hendrix, Joe Cocker, Richie Havens, Jefferson Airplane e Grateful Dead, entre outros. Porém, Woodstock não foi apenas um festival de música. Foi o auge da contracultura e do movimento hippie com seu estilo de vida de sexo, drogas e rock'n roll. Uma ode ao amor livre, sem as amarras das convenções sociais. Com alto consumo de drogas, da maconha ao LSD, e muito sexo, com diferentes parceiros, os hippies propunham um mundo de paz e amor, e muita liberdade, em contraponto ao modelo opressor e hipócrita do capitalismo. Nos tempos atuais, dominados por um falso moralismo, não faltará quem aponte os hippies como "depravados". Na verdade, eles foram os arautos de uma nova sociedade, onde a busca da felicidade fosse o objetivo, e não o acúmulo de bens materiais. Afinal, como já diziam os Beatles em 1967, num de seus clássicos, "All You Need Is Love", tudo que você necessita é amor. Pena que, em 1970, John Lennon, um dos autores da música, tenha declarado que o sonho acabou. No entanto, Woodstock ficará para sempre como a doce memória de um tempo que não volta mais.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Vitória com grande atuação
O Grêmio confirmou o seu favoritismo no primeiro jogo contra o Athletico Paranaense, pelas semifinais da Copa do Brasil. Venceu por 2 x 0, hoje, na Arena, e encaminhou sua classificação para a decisão. Porém, isso não foi tudo. Foi uma vitória com grande atuação, e com vários destaques individuais. Matheus Henrique fez uma partida esplêndida, Geromel retornou ao seu melhor nível, Kannemann voltou a mostrar sua costumeira eficiência, Diego Tardelli, no pouco tempo que jogou, teve bom desempenho. Com o resultado, o Grêmio está virtualmente classificado para a decisão da Copa do Brasil. Caso o Inter também confirme o seu favoritismo, após ter vencido o primeiro jogo contra o Cruzeiro, acontecerão dois grenais para estremecer o Rio Grande do Sul. Como Grêmio e Inter também estão na Libertadores, emoção é o que não vai faltar no Rio Grande do Sul nos próximos dias.
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Manifestações prejudicadas pelo mau tempo
Hoje, em todos os estados do país e no Distrito Federal ocorreram, novamente, atos contra o desmonte da educação brasileira, que vem sendo perpetrada pelo governo Jair Bolsonaro. Lamentavelmente, foram manifestações prejudicadas pelo mau tempo em grande parte do país, o que diminuiu o número de participantes ou ocasionou a dispersão antecipada das concentrações de protesto. Os manifestantes também se posicionaram contra a Reforma da Previdência, já aprovada na Câmara dos Deputados, e que, agora, será analisada pelo Senado. Um governo, por mais autoritário e antidemocrático que seja, sempre sofre o efeito de manifestações de rua massivas. Porém, no Brasil atual, as grandes massas ainda não se mobilizaram contra a destruição do país que está sendo feita por Bolsonaro com o aval da elite. As seguidas manifestações de protesto que vêm sendo realizadas ao longo do ano não obtiveram a adesão maciça da população, quer seja por desencanto com a política ou por apatia. Nos atos de hoje, até às condições climáticas se mostraram adversas. No entanto, a luta tem de continuar. O Brasil caminha para o abismo, e não se pode permitir que isso aconteça sem que o povo se contraponha. A hora, mais do que nunca, é de despertar consciências e gerar mobilização contrária à destruição do país, antes que seja demasiadamente tarde.
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
O início da reviravolta
O resultado das eleições primárias na Argentina trouxe uma nova e alentadora realidade na política sul-americana. A vitória ampla do candidato peronista Alberto Fernandez caiu como uma bomba sobre os defensores do presidente direitista Maurício Macri, que pleiteia a reeleição. Se repetir o desempenho das primárias nas eleições de outubro, Fernandez ganhará no primeiro turno, e se tornará o novo presidente da Argentina. A repercussão do fato no Brasil foi imediata. A imprensa brasileira, defensora do neoliberalismo, procurou, mais uma vez, associar a esquerda argentina à corrupção, da mesma maneira que faz em seu próprio país. Dessa forma, desvia o foco do que é essencial, isto é, a economia. As medidas econômicas neoliberais, inevitavelmente, causam desemprego e miséria. Não foi diferente no governo de Macri, muito saudado pela direita brasileira quando assumiu o cargo de presidente. Hoje, durante o cumprimento de agenda no Rio Grande do Sul, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro lamentou o resultado eleitoral do país vizinho. Bolsonaro disse que se Fernandez ganhar de forma definitiva, o Rio Grande do Sul se tornará uma nova Roraima, pois será invadido por argentinos que deixarão o seu país, como fazem os venezuelanos. As declarações fascistóides de Bolsonaro buscam fugir do cerne da questão, que é o efeito desastroso das medidas neoliberais sobre a economia argentina. A tendência é que as primárias da Argentina representem o início da reviravolta no panorama político sul-americano, com as forças democráticas retomando o seu espaço. O demagógico discurso anticorrupção dos direitistas vai perdendo força, diante dos efeitos desastrosos do modelo neoliberal sobre a economia. A Argentina de hoje será o Brasil de logo mais adiante.
domingo, 11 de agosto de 2019
Empate insosso
Esperava-se muito mais do que Inter e Corinthians apresentaram no jogo de hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. O empate em 0 x 0 traduz bem o que foi o jogo, que se mostrou muito escasso em emoções. No final do jogo, o técnico do Inter, Odair Hellmann, abriu o time na tentativa de ganhar a partida. O técnico do Corinthians, Fábio Carille, ao contrário, foi fiel ao seu defensivismo, e colocou jogadores de contenção para garantir o empate, com o qual estava satisfeito. Na prática, o resultado não foi bom para nenhum dos clubes. O Corinthians não conseguiu se aproximar da ponta da tabela de classificação. O Inter caiu mais algumas posições. O empate insosso frustrou a expectativa geral, e principalmente das 36 mil pessoas que foram ao estádio, de ver um bom jogo. Sem dúvida, Inter e Corinthians ficaram devendo uma melhor exibição.
sábado, 10 de agosto de 2019
Derrota previsivel
No futebol, há resultados que são quase óbvios. O Grêmio, jogando com os reservas, perdeu para o Flamengo por 3 x 1, hoje, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, e comprovou isso. O que se poderia esperar de diferente num jogo em que o Grêmio não tinha nenhum titular, diante de um Flamengo quase completo, com mais de 50 mil pessoas no. Maracanã? Foi uma derrota previsível. Embora tenha chegado a empatar o jogo, após o Flamengo abrir o placar, o Grêmio foi derrotado ao natural, e pagou o preço pelo desdém com que encara o Brasileirão. Tendo desperdiçado pontos nos seus dois jogos anteriores pela competição, contra CSA e Chapecoense, o Grêmio se afasta cada vez mais dos clubes que estão nas melhores colocações, e se mantém pouco acima da zona de rebaixamento. O caminho escolhido pelo Grêmio é extremamente arriscado. No pior dos cenários, o Grêmio poderá ser eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, e encerrar o Campeonato Brasileiro numa má colocação. Nesse caso, o Grêmio ficaria fora da Libertadores em 2020, o que teria um forte impacto negativo para o clube, em termos anímicos e financeiros. Ao apostar tudo nas competições eliminatórias o Grêmio joga com a sorte de uma maneira perigosa, e pode acabar pagando caro por isso.
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