sexta-feira, 26 de abril de 2019

As atrocidades de Bolsonaro

A cada dia se avolumam os disparates e ações desastrosas do inepto e descerebrado presidente Jair Bolsonaro. As atrocidades de Bolsonaro vão se acumulando, e estarrecendo qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso. Só nas últimas horas, Bolsonaro declarou que o Brasil não pode se transformar num destino para o turismo gay, pois "temos famílias". Bolsonaro também se mostrou preocupado com o grande número de homens que tem o pênis amputado por falta de higiene. Como ponto culminante de suas falas e ações desastrosas, Bolsonaro anunciou que o governo diminuirá recursos das faculdades de Filosofia e Sociologia, aumentando o investimento em áreas como Medicina, Veterinária e Engenharia, que, no seu entender, são mais úteis para a sociedade. Por sinal, no que se refere á educação, Bolsonaro também acha que os alunos devem, apenas,  aprender a escrever e fazer contas, para que possam ter uma profissão de onde tirem o seu sustento. Fica claro o desprezo de Bolsonaro ao pensamento crítico, e a sua intenção de formar uma mão-de-obra barata para ser explorada pelas empresas. O Brasil ruma para o abismo, e isso não acontece por acaso. O golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff, legitimamente eleita, foi urdido pelas forças do imperialismo, e Bolsonaro segue o roteiro a risca. A parte consciente do povo brasileiro precisa reagir, antes que seja tarde demais.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Primeiro lugar

Um jogo de péssimo nível técnico. Esse foi o dado mais flagrante da vitória do Inter por 2 x 0 sobre o Alianza Lima, hoje, no Estádio Nacional de Lima, pela Libertadores. Porém, isso pouco importa para o Inter. Afinal, o resultado garantiu o primeiro lugar do grupo para o Inter que, assim, fará o segundo jogo das oitavas de final em casa. Guerreiro, muito badalado em seu país, teve uma atuação discreta e foi substituído no intervalo, por ter sofrido uma entorse no tornozelo. O Inter segue em alta na Libertadores, mesmo não sendo considerado um candidato ao título da competição antes do começo da disputa.

Seu Verardi

Dificilmente alguém que exerça uma função de suporte administrativo num clube de futebol torna-se conhecido do grande público e obtém reconhecimento da imprensa. Antônio Carlos Verardi, supervisor do Grêmio por 54 anos, é uma exceção a essa regra. Ele faleceu, hoje, aos 84 anos, vítima de câncer. Discreto, avesso à exposição pública, o "seu Verardi", como era conhecido, foi uma figura benquista por todos no Grêmio. Técnicos, jogadores, dirigentes e profissionais da imprensa sempre o tiveram como uma referência. Em 2018, foi lançado um livro contando a sua trajetória, o que lhe levou a conceder várias entrevistas para veículos de comunicação, o que, normalmente, raramente fazia. Granjeou respeito dentro e fora do Grêmio, como demonstra o fato do Inter ter tido representantes no velório e enviado uma coroa de flores. Os ex-técnicos do Grêmio, Felipão e Roger Machado, não contiveram a emoção ao falar do amigo que perderam. Foi uma vida inteira dedicada ao Grêmio. Desde já, Antônio Carlos Verardi deixa uma imensa saudade em todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Vitória fundamental

O Grêmio esteve ameaçado de ter uma eliminação precoce na Libertadores. A classificação para as oitavas de final ainda não foi garantida, mas o Grêmio obteve, hoje, uma vitória fundamental para alcançar esse objetivo, ao vencer o Libertad por 2 x 0, no Defensores del Chaco. Everton foi o grande nome do jogo, marcando dois golaços. Mateus Henrique e Paulo Victor também tiveram atuações estupendas. Geromel e Kannemann comprovaram que voltaram aos seus melhores tempos. Com tantos destaques positivos, a vitória do Grêmio era natural. O controle do jogo foi do Grêmio o tempo inteiro. O Libertad só levou perigo ao Grêmio depois que Maicon saiu para a entrada de Michel. Porém, quem destoou, mais uma vez, foi André, que, de novo, não chutou uma bola no gol. Agora, bastará ao Grêmio vencer a Universidad Católica, na Arena, para se classificar às oitavas de final, ou até mesmo um empate, caso o clube chileno não vença o Rosário Central, amanhã, no Gigante de Arroyto.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Liberdade restrita

O autoritarismo típico das ditaduras continua a se fazer presente no país. Em Ouro Preto, cidade histórica de Minas Gerais, uma parte dos tradicionais tapetes de serragem confeccionados para a Semana Santa no leito das ruas foi destruída com os pés por guardas municipais, pois fazia uma homenagem a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em 2018. O fato, por si só revoltante e escandaloso, tornou-se ainda pior ao ser admitido pela guarda municipal de Ouro Preto em nota oficial, na qual alega que "a liberdade de expressão não é absoluta". A liberdade restrita dos cidadãos é uma velha bandeira dos regimes autoritários, sempre sob a alegação da defesa de valores, o que também acontece na nota em questão. O Brasil vive um enorme retrocesso no campo político, com a direita chegando ao poder pelo voto, mas aplicando suas receitas democraticidas sem nenhum pudor. Fatos como esse exigem resistência da cidadania. Os brasileiros conscientes não podem se deixar intimidar pelas forças da repressão. Não cabe a nenhum órgão oficial determinar quando se pode fazer uma manifestação de cunho político, e muito menos restringir a liberdade de expressão. Mais do que nunca, é preciso resistir ao obscurantismo.

domingo, 21 de abril de 2019

Campeões

Não houve surpresas nas decisões dos campeonatos estaduais nesse fim de semana. Os campeões, em sua maioria foram os clubes que eram considerados favoritos. A exceção foi o Atlético Goianiense, que venceu o favorito Goiás. A goleada de 3 x 0 no primeiro jogo, praticamente inviabilizou uma reação do Goiás, e o Atlético ganhou novamente, hoje, por 1 x 0, confirmando a conquista do título. Nós demais campeonatos de destaque, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Bahia, Sport, Athletico Paranaense,  Fortaleza, Avaí e Remo confirmaram o seu favoritismo. Em comum, os campeonatos estaduais mostraram um baixo nível técnico e deixaram claro que terão de ocupar um tempo menor no calendário do futebol. Agora, no próximo domingo, começará o Campeonato Brasileiro, a competição mais importante do país, por ser em pontos corridos e proporcionar o enfrentamento entre grandes clubes em quase todas as rodadas. Um dia, ele haverá de ser tratado com o respeito que merece, e ser disputado ao longo de nove meses, como acontece com os campeonatos nacionais europeus. Outras competições podem ser mais emocionantes, como a Copa do Brasil, ou de maior relevância, característica da Libertadores, mas nenhuma e tão expressiva como o Campeonato Brasileiro, pois não há outro país no mundo que possua doze grandes clubes.

sábado, 20 de abril de 2019

Um recurso mal aplicado

O Brasil é um país onde as melhores ideias e iniciativas se desfiguram, pois quase sempre elas são deturpadas. No texto anterior, nesse espaço, manifestei minha convicção de que o VAR é um avanço no futebol, e que a alegada perda de dinâmica do jogo é um fator menor diante da maior lisura que ele proporciona em relação aos resultados das partidas. Porém, o que se viu hoje, no segundo jogo da decisão do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, foi um prato cheio para quem é contra o VAR. O jogo foi paralisado várias vezes para a consulta do árbitro de vídeo, travando excessivamente o andamento da partida. A impressão que se tinha era que, em vez de ser um elemento auxiliar da arbitragem, o VAR é que estava tomando as decisões sobre o que acontecia no jogo. O árbitro parecia ter renunciado à sua tarefa de apitar o jogo, transferindo o ônus da decisão sobre os lances mais polêmicos da partida para quem estava na cabine de vídeo. Para piorar, o pênalti marcado em favor do Cruzeiro, que acabou sendo decisivo para que o clube conquistasse o título, foi muito discutível. Não foi para ser usado assim que o VAR foi criado. No jogo de hoje, ele foi um recurso mal aplicado.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

O VAR é um avanço

O VAR, sigla que designa o árbitro de vídeo, tornou-se o centro das discussões sobre futebol. Tudo porque, em vários jogos recentes, tanto no Brasil quanto no exterior, o recurso de auxílio à arbitragem alcançou um protagonismo que incomodou muitas pessoas. Nessa semana, dois lances decididos pelo VAR geraram polêmica. Em Manchester City x Tottenham, pela Champions League, a anulação de um gol, determinada pelo árbitro de vídeo, mudou a história do confronto. O jogo já estava nos acréscimos quando o Manchester City fez 5 x 3 no placar, resultado que lhe daria a classificação para as semifinais. Porém, após a verificação do lance pelo VAR, o gol foi anulado, o que resultou na classificação do Tottenham. Logo surgiram às críticas dos que não gostam do árbitro de vídeo alegando, por exemplo, que ele quebra a dinâmica do jogo, por paralisar a partida por vários minutos até que se tome uma decisão sobre um lance. O outro lance que foi muito discutido aconteceu no segundo jogo da decisão do Campeonato Gaúcho, em que o Grêmio teve um pênalti marcado em seu favor após uma verificação do árbitro de vídeo, o que gerou protestos furiosos pir parte do Inter. Muitos cronistas esportivos consideraram que o pênalti não deveria ter sido marcado. Ainda que muitos resistam, o VAR é um avanço do futebol, e já deveria ter sido implantado antes. Nada pode ser pior no futebol do que um resultado determinado por erros de arbitragem. O VAR surgiu para diminuir a incidência desses erros. Aspiração de todos que prezam pela lisura nos resultados dos jogos de futebol, o VAR veio para ficar. No dinâmico futebol atual, a arbitragem necessita do recurso do VAR para lances que o olho humano não consegue visualizar devidamente. A justiça de um resultado é muito mais importante do que o fato de o árbitro de vídeo quebrar a dinâmica do jogo ao parar a partida por alguns minutos até que a decisão seja tomada. Esse é um aspecto irrelevante diante do benefício proporcionado pelo VAR ao corrigir decisões erradas do árbitro de campo.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Os melhores do Campeonato Gaúcho

Como é tradição, no dia seguinte ao final do Campeonato Gaúcho é realizada a festa de entrega dos prêmios para os jogadores, técnicos, dirigentes, árbitros e bandeirinhas que mais se destacaram na competição. Não houve surpresas na lista que apontou os melhores do Campeonato Gaúcho. Campeão invicto, e tendo tomado apenas um gol em toda a disputa, o Grêmio teve seis jogadores na seleção do Gauchão. São eles o goleiro Paulo Victor, o lateral direito Leonardo Gomes, os zagueiros Geromel e Kannemann, o volante Matheus Henrique, e o atacante Everton. Matheus Henrique também foi escolhido o jogador revelação da competição. O Grêmio ainda obteve mais dois prêmios. Renato foi escolhido como o melhor técnico. O presidente Romildo Bolzan Júnior ganhou como o melhor dirigente. O Inter teve três jogadores entre os melhores, que são os volantes Rodrigo Dourado e Edenilson, e o atacante Nico Lopez. Os outros dois jogadores da lista dos melhores foram o lateral esquerdo Samuel Balbino e o meia Renato Gava, ambos do Caxias. Porém, mesmo com o amplo predomínio do Grêmio no número de premiações, coube ao Inter ter o melhor jogador do campeonato, que foi Nico Lopez. No geral, as escolhas dos premiados foram justas. Talvez o único ponto a ser discutido tenha sido o prêmio de  melhor jogador ter recaído sobre Nico Lopez em detrimento de Everton. Afora isso, a premiação não deu margem para maiores contestações.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Campeão invicto

Um feito que não ocorria há 54 anos. O Grêmio conquistou, hoje, na Arena, o título de campeão gaúcho, invicto, o que acontecera pela última vez, na história do clube, em 1965. O título de hoje deu ao Grêmio o bicampeonato gaúcho, o que não acontecia há 12 anos, desde a conquista de 2006/2007. O título foi obtido de uma forma mais sofrida do que era esperada. Depois de perder um pênalti no tempo normal, o Grêmio teve de decidir tudo nos tiros livres, com toda a sua carga de dramaticidade. Para tornar a situação ainda mais aflitiva, coube a André, o mesmo jogador que havia errado o pênalti durante a partida, fazer a última cobrança de tiro livre, que deu o título ao Grêmio. O técnico do Grêmio, Renato, ousou em demasia ao escolher André para bater o pênalti, e mesmo com o erro cometido, deu a ele a responsabilidade de cobrar o último tiro livre. Dessa vez, André acertou, e de vilão tornou-se herói. Porém, ainda que tenha vindo de uma disputa de tiros livres, depois de dois empates em 0 x 0 com o Inter, o título do Grêmio foi meritório. Afinal, um clube que em 17 jogos obteve onze vitórias e seis empates, marcou 38 gols e sofreu apenas um, teria que ser, obrigatoriamente, o ganhador da competição. Um campeão invicto, distinção rara de ser alcançada.