quinta-feira, 18 de abril de 2019

Os melhores do Campeonato Gaúcho

Como é tradição, no dia seguinte ao final do Campeonato Gaúcho é realizada a festa de entrega dos prêmios para os jogadores, técnicos, dirigentes, árbitros e bandeirinhas que mais se destacaram na competição. Não houve surpresas na lista que apontou os melhores do Campeonato Gaúcho. Campeão invicto, e tendo tomado apenas um gol em toda a disputa, o Grêmio teve seis jogadores na seleção do Gauchão. São eles o goleiro Paulo Victor, o lateral direito Leonardo Gomes, os zagueiros Geromel e Kannemann, o volante Matheus Henrique, e o atacante Everton. Matheus Henrique também foi escolhido o jogador revelação da competição. O Grêmio ainda obteve mais dois prêmios. Renato foi escolhido como o melhor técnico. O presidente Romildo Bolzan Júnior ganhou como o melhor dirigente. O Inter teve três jogadores entre os melhores, que são os volantes Rodrigo Dourado e Edenilson, e o atacante Nico Lopez. Os outros dois jogadores da lista dos melhores foram o lateral esquerdo Samuel Balbino e o meia Renato Gava, ambos do Caxias. Porém, mesmo com o amplo predomínio do Grêmio no número de premiações, coube ao Inter ter o melhor jogador do campeonato, que foi Nico Lopez. No geral, as escolhas dos premiados foram justas. Talvez o único ponto a ser discutido tenha sido o prêmio de  melhor jogador ter recaído sobre Nico Lopez em detrimento de Everton. Afora isso, a premiação não deu margem para maiores contestações.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Campeão invicto

Um feito que não ocorria há 54 anos. O Grêmio conquistou, hoje, na Arena, o título de campeão gaúcho, invicto, o que acontecera pela última vez, na história do clube, em 1965. O título de hoje deu ao Grêmio o bicampeonato gaúcho, o que não acontecia há 12 anos, desde a conquista de 2006/2007. O título foi obtido de uma forma mais sofrida do que era esperada. Depois de perder um pênalti no tempo normal, o Grêmio teve de decidir tudo nos tiros livres, com toda a sua carga de dramaticidade. Para tornar a situação ainda mais aflitiva, coube a André, o mesmo jogador que havia errado o pênalti durante a partida, fazer a última cobrança de tiro livre, que deu o título ao Grêmio. O técnico do Grêmio, Renato, ousou em demasia ao escolher André para bater o pênalti, e mesmo com o erro cometido, deu a ele a responsabilidade de cobrar o último tiro livre. Dessa vez, André acertou, e de vilão tornou-se herói. Porém, ainda que tenha vindo de uma disputa de tiros livres, depois de dois empates em 0 x 0 com o Inter, o título do Grêmio foi meritório. Afinal, um clube que em 17 jogos obteve onze vitórias e seis empates, marcou 38 gols e sofreu apenas um, teria que ser, obrigatoriamente, o ganhador da competição. Um campeão invicto, distinção rara de ser alcançada.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Uma democracia de fachada

A censura aos sites da revista "Crusoé" e "O Antagonista", determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, como parte da investigação de ataques contra o Supremo Tribunal Federal e seus integrantes, escancara o que já era por demais evidente, ou seja, o Brasil vive um simulacro de democracia. Desde o golpe que derrubou uma presidente legitimamente eleita, o Brasil apresenta uma democracia de fachada, que só pode ser aceita por pessoas muito ingênuas. O golpe foi uma ação praticada em conluio entre a direita, as Forças Armadas, o Poder Judiciário e a imprensa conservadora. A célebre gravação do ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) já deixava isso claro, ao falar de um grande acordo para por fim ao governo Dilma Rousseff que incluía o Supremo Tribunal Federal. A atitude de Alexandre de Moraes traz de volta a censura aos meios de comunicação, um instrumento típico das ditaduras. Ao contrário do que apregoam os apoiadores do golpe, o país não está com suas instituições em pleno funcionamento. A democracia que fora restituída com o fim do regime militar, voltou a ser rompida. O Brasil está sob um regime de exceção. Os brasileiros conscientes precisam se mobilizar para modificar esse quadro. O Brasil está, novamente, tomado pelas trevas do autoritarismo.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

A história em chamas

Um incêndio sempre é uma ocorrência chocante, mas alguns abalam mais do que outros. Esse é o caso do de hoje na Catedral de Notre-Dame, em Paris. Não se trata de uma catedral como outra qualquer, mas de um templo cuja construção começou em 1163! Portanto, o que se viu hoje foi a história em chamas. A estrutura da construção foi preservada, depois de oito horas de combate ao fogo, mas a torre foi destruída. O presidente da França, Emanuel Macron, prometeu fazer a reconstrução, e disse que, para isso, irá mobilizar forças dentro e fora do país. Certamente, não faltará colaboração para essa tarefa. A Catedral de Notre-Dame, por seus referenciais históricos, não é um patrimônio apenas dos franceses, mas do mundo inteiro. Ela recebe expressivo número de visitantes vindos de todas os continentes. Superado o susto inicial, há que se saudar o fato de que não houve vítimas, e de que a destruição, embora expressiva, foi parcial. A catedral irá recuperar todo o seu esplendor, pois não é apenas um local de oração dos católicos, mas um atrativo histórico mundial.

domingo, 14 de abril de 2019

Empate

O primeiro Gre-Nal da decisão do Campeonato Gaúcho não deixou nenhum clube em vantagem. O empate em 0 x 0, hoje, no Beira-Rio, fez com que tudo seja definido no segundo jogo, quarta-feira, na Arena. A partida de hoje foi de cuidados de ambos os lados. O Grêmio, claramente, considerava o empate um bom negócio, pois transferia a decisão para a Arena. O Inter, embora devesse ser mais ousado por jogar em casa, preferiu não se arriscar para evitar o risco de uma derrota que encaminhasse o título para o Grêmio. O resultado é bem mais favorável ao Grêmio, pois o segundo jogo será no seu estádio, com presença majoritária da sua torcida. O Inter não soube tirar proveito do fato de jogar no Beira-Rio, com sua torcida em maior número no estádio. A chance maior do Inter parece ter sido desperdiçada. O favorito para ser campeão é o Grêmio.

sábado, 13 de abril de 2019

Os superministros não tem tantos poderes

O governo Jair Bolsonaro vendeu a ideia de que teria dois superministros, Paulo Guedes, da Economia, e Sérgio Moro, da Justiça e Segurança. Prepotentes e vaidosos, Guedes e Moro acreditaram totalmente na afirmativa. A realidade, no entanto, mostrou-se diferente. A reforma da Previdência elaborada por Guedes terá de modificar alguns itens, ou não será aprovada no Congresso. O pacote anticrime de Moro ainda não avançou no parlamento. Afora isso os dois "superministros" enfrentam outros percalços. Guedes foi surpreendido pela retenção dos preços do óleo diesel determinada por Bolsonaro à Petrobrás, uma medida considerada "intervencionista" no receituário do liberalismo defendido pelo ministro da Economia. Moro, que parecia gozar de amplo prestígio público, teve sua imagem arranhada pelos escorregões cometidos contra o idioma pátrio, ao falar "conge" em vez de cônjuge, e "rugas", quando desejava dizer rusgas. Há poucos dias, na Câmara dos Deputados, Guedes perdeu o controle ao ser chamado de "tchutchuca". As pesquisas indicam que o governo, apenas três meses depois de empossado, apresenta bauxis índices de aprovação. Os "superministros" não tem tantos poderes como era esperado pelos bolsonaristas. O "mercado" mostra contrariedade com algumas medidas do governo, como a já referida intervenção de Bolsonaro nos preços do óleo diesel. Não será de se estranhar se Guedes, frustrado pela dificuldade de impor sua agenda na íntegra, vier a saltar do barco. Moro deverá se agarrar ao cargo com unhas e dentes, mas seu desgaste é perceptível. O exercício prático da política não se submete a projetos determinados previamente.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Cem dias de fiascos

Só mesmo adeptos fanáticos podem defender o governo Jair Bolsonaro. Completado o clássico período inicial de qualquer governo, o que se tem são cem dias de fiascos. Não houve redução do índice de desemprego, pelo contrário. O ministro da Educação já foi trocado. Antes dele, o secretário geral da Presidência já havia sido substituído. Bolsonaro e alguns de seus ministros, como Damares Alves, Ernesto Araújo e Sérgio Moro, geram muitos "memes" nas redes sociais, em função de declarações disparatadas e agressões ao idioma pátrio. Não há uma só ação do governo que mereça ser elogiada. O presidente é um parvo, cercado por um ministério que reúne entreguistas, arrivistas e tresloucados. Não há a mínima possibilidade de uma administração como essa dar certo. O governo Bolsonaro não tem projeto e, por conseguinte também carece de rumo. A popularidade de Bolsonaro é a mais baixa de um presidente nos cem primeiros dias de mandato. O governo não tem futuro, nada poderá lhe levar a ter êxito. Resta saber quanto tempo o país terá de suportar até que ocorra o inevitável, ou seja, o fim antecipado de um governo desastrado, que flerta permanentemente com o ridículo.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Privatizações desenfreadas

O pesadelo gerado pelas administrações de direita no Brasil está longe de acabar. Privatizações desenfreadas começam a ser propostas, até mesmo em áreas que antes eram impensáveis para essa finalidade. Nesse aspecto, nada pode ser mais nauseante e abjeto do que a possibilidade de concessão à iniciativa privada de parques e praças municipais, que foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, e a proposição do governo federal de fazer o mesmo com reservas ambientais. Nem mesmo os espaços públicos de lazer e as áreas de preservação ambiental ficam a salvo da ganância dos que só pensam em obter ganhos financeiros. O Brasil está sendo trucidado em todas as áreas. O país se encaminha para a total destruição do patrimônio público, pois tudo é tido como passível de ser vendido. A estupidez de parcelas do eleitorado, que colocaram a direita no poder, propiciou esse quadro aterrador, em que as pessoas terão de pagar para frequentar parques e praças, e reservas ambientais serão entregues ao apetite voraz dos tubarões do mercado. No Brasil atual, nada é tão ruim que não possa ficar ainda pior. Em pouco tempo, o país estará aniquilado, não restará nenhum bem público a ser preservado. A cegueira ideológica jogou o Brasil num poço sem fundo.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Uma noite em que tudo deu certo

O Grêmio conseguiu o melhor dos quadros entre as possibilidades que lhe restavam na Libertadores. Ao vencer o Rosario Central por 3 x 1, hoje, na Arena, fez a sua parte, e foi beneficiado pela vitória do Libertad sobre a Universidad Católica por 3 x 2, no San Carlos de Apoquindo. Era o melhor cenário possível entre os que se projetavam antes dos dois jogos. Portanto, foi uma noite em que tudo deu certo para o Grêmio. Jean Pyerre e Leonardo Gomes foram os grandes destaques do Grêmio. O meia abriu o placar e teve mais uma grande atuação, e o lateral direito, afora mostrar seu bom futebol habitual, marcou dois gols. Everton também jogou muito bem, mas exagerou no preciosismo, o que fez com que perdesse boas oportunidades de gol. André fez uma boa partida, sendo muito participativo, embora não tenha marcado gols. Beneficiado pela derrota da Universidad Católica, o Grêmio, agora, só depende de si para se classificar para as oitavas de final da Libertadores. Se ganhar os dois jogos que lhe restam na fase de grupos, o Grêmio se classificará. Uma mudança e tanto para quem parecia praticamente eliminado, e que traz um novo ânimo para a disputa dos grenais da decisão do Campeonato Gaúcho.


terça-feira, 9 de abril de 2019

Classificação antecipada

Emocionante até o último minuto. Assim foi o jogo em que o Inter venceu o Palestino, por 3 x 2, hoje, no Beira-Rio, pela Libertadores. Nada indicava que isso fosse acontecer, pois aos 22 minutos, o Inter já ganhava por 2 x 0. Porém, a exemplo do que ocorreu contra o River Plate, o Inter levou um gol no final do primeiro tempo e cedeu o empate no segundo, o que tornou a partida muito disputada. Num lance de descuido da defesa do Palestino, o Inter fez o seu terceiro gol, que acabou por lhe dar a vitória. O resultado garantiu ao Inter a classificação antecipada para as oitavas de final da Libertadores, faltando ainda duas rodadas para o término da fase de grupos. O grande destaque do Inter foi Guerrero, que marcou dois gols. Em apenas dois jogos pelo Inter, Guerrero já fez três gols, e se encaminha para, rapidamente, se tornar o maior ídolo dos torcedores dentre os jogadores do atual grupo.