quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Os 50 anos do fim de um sonho

Na data de hoje, há cinquenta anos, os Beatles se apresentaram juntos pela última vez. O show foi no terraço do prédio da Apple, na Savile Row, em Londres. Durou 42 minutos, durante os quais foram tocadas cinco músicas, algumas delas mais de uma vez. São os 50 anos do fim de um sonho. Chegava ao final a trajetória pública do melhor grupo musical de todos os tempos. A partir dali, muitos sonharam que eles voltassem a tocar juntos, houve quem oferecesse fortunas para que acontecesse o reencontro, mas isso nunca ocorreu. Menos mal que há imagens desse show, com boa qualidade de áudio e vídeo. Onze anos mais tarde, com o assassinato de John Lennon, a ideia de reunir o grupo novamente tornou-se impossível. Resta o consolo de poder recorrer a todos os materiais gravados por eles ao longo da carreira.

A má fase prossegue

Ainda não foi dessa vez que o Inter conseguiu a sua reabilitação. O Inter empatou em 1 x 1 com o Veranópolis, hoje, no Antônio David Farina, pelo Campeonato Gaúcho e, portanto, a má fase prossegue. Tudo indicava que o Inter conseguiria ganhar hoje. Afinal, ficou com um homem a mais depois da expulsão de um jogador adversário, fez 1 x 0 aos 29 minutos do segundo tempo, e teve a chance de liquidar o jogo com um pênalti. Rafael Sóbis, no entanto, errou a cobrança, e o Veranópolis reagiu, e alcançou o empate. Foi mais uma atuação pobre do Inter. A vitória parcial não traduzia o que era o jogo, e o empate acabou sendo justo. Por mais explicações que sejam dadas, não é aceitável que o Inter ganhe apenas quatro pontos, em doze disputados, contra adversários modestos. A torcida já começa a mostrar inquietação. Os dirigentes do Inter, e o técnico Odair Helmann, afirmam que está tudo bem e que confiam no trabalho. Pode ser, mas se as vitórias não voltarem logo, esse quadro irá mudar. Não há trabalho, por mais sólido que seja, que resista a tropeços em série.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Brumadinho

O leitor desse espaço deve ter ficado intrigado. Afinal, os dias iam transcorrendo, e nada do crime ambiental de Brumadinho (MG) ser abordado. Foi uma opção, já que o assunto continua em evidência, não perdeu atualidade, e era preciso não ceder ao impulso natural de escrever um texto raivoso, diante de um acontecimento tão revoltante. O fato é que o rompimento da barragem em Brumadinho, que repete outro crime ambiental ocorrido há três anos em Mariana (MG), é extremamente emblemático do atual governo. O presidente Jair Bolsonaro e sua equipe são defensores de um capitalismo extremado, onde fiscalizações ambientais são tidas como um entrave ao desenvolvimento. Assim sendo, a Vale, a grande responsável pelo hediondo homicídio coletivo, sairá incólume do episódio, bem como seus principais diretores. Algumas arraias miúdas serão presas, temporariamente, mas depois tudo voltará ao normal, contando com o arrefecimento da indignação da opinião pública, que deverá vir com o tempo. Enquanto foi uma empresa estatal, a Vale nunca apresentou situações desse tipo. Porém, a empresa, num dos mais repugnantes exemplos de transferência de patrimônio público para mãos particulares, foi privatizada, por um preço muito abaixo de seu valor de mercado, pelo governo FHC. No Brasil, como sempre, e mais do que nunca, privatizam-se os lucros e socializam-se os prejuízos. Para a população, o que restará do acontecido em Brumadinho serão as dores irreparáveis das pessoas queridas que perderam suas vidas, e as sequelas ambientais terríveis que irão permanecer por décadas. Os criminosos que causaram o rompimento da barragem em Brumadinho ficarão impunes, fingindo-se pesarosos com o ocorrido, sob a proteção do bando de gangsters que governa o país.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Goleada em ritmo de treino

Na estreia do time titular em 2019, o Grêmio nem precisou jogar com muita intensidade. Grêmio 3 x 0 Juventude, hoje, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho, foi uma goleada em ritmo de treino. Nos três gols, a defesa do Juventude cometeu falhas que facilitaram a ação dos jogadores do Grêmio. Aliás, o Juventude, que foi rebaixado para o Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão, em 2018, corre o sério risco de cair, também, no Gauchão. O time do Juventude é muito fraco, e terá dificuldades para reagir na competição, onde ganhou apenas três pontos em nove disputados. No Grêmio, o destaque foi Jael, autor de dois gols. Outro jogador que se salientou foi Maicon, que, mais uma vez, foi o maestro do meio de campo, e colaborou na frente dando a bola para o segundo gol, e fazendo o terceiro. O Grêmio é líder do Campeonato Gaúcho, com o mesmo número de pontos do Caxias, mas com vantagem no saldo de gols. Pela amostragem vista até agora, o atual campeão gaúcho não deverá ter muitos obstáculos para alcançar o bicampeonato.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Sequência inquietante

As desculpas para os tropeços do Inter seguem sendo muitas, mas a torcida já começa a se irritar. No terceiro jogo pelo Campeonato Gaúcho, o Inter, com os reservas, perdeu por 2 x 0 para o São José, hoje, no Passo D'Areia. Foi a segunda derrota consecutiva do Inter no Gauchão. Sem dúvida, é uma sequência inquietante. Na quinta-feira, jogando com os titulares, o Inter perdeu, de virada, para o Pelotas, em pleno Beira-Rio. Em seu primeiro jogo, também com os reservas, como hoje, o Inter venceu o São Luiz por 1 x 0, no 19 de Outubro, com um frango do goleiro adversário, e sem jogar bem. Após o final do jogo contra o São José, torcedores do Inter entoaram: "Vergonha, vergonhaaaaa, time sem vergonha"! Mais que a derrota, em si, a torcida se revoltou com a apatia demonstrada pelo Inter, que em momento algum levou perigo ao São José. O Inter caiu para o oitavo lugar na classificação. Se o Grêmio vencer o Juventude, amanhã, na Arena, assumirá a liderança. O ano está apenas começando. Nada está ganho ou perdido, mas a torcida do Inter, que, como se sabe, nunca morreu de amores pelo técnico Odair Hellmann, já começa a querer a sua saída do clube.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Michel Legrand

A morte do compositor francês  Michel Legrand, aos 86 anos, ontem ocorrida, marca o desaparecimento de um ícone da música. Legrand foi um grande compositor, autor de cerca de 150 trilhas sonoras de filmes. Para se ter uma ideia da qualidade de seu trabalho, basta dizer que ganhou três Oscars. Também recebeu cinco prêmios Grammy. Particularmente, a morte de Legrand me toca por que é de sua autoria a trilha sonora que considero a mais bonita da história do cinema, a do filme "Houve Uma Vez Um Verão", de 1971. O filme é belíssimo, e a trilha se encaixa nele como uma luva. Por ela, Legrand ganhou um de seus três Oscars. Claro, Legrand não se limitou ao cinema. Foi um compositor prolífico, gravado por grandes intérpretes. Compôs, também, concertos. Foi um talento musical grandiloquente. Porém, para mim, a música tema de "Houve Uma Vez Um Verão" será sempre a lembrança mais vívida do talento de Legrand. Se você nunca a ouviu, procure fazer isso o quanto antes. Você vai se encantar, pode ter certeza.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Dia Nacional da Bossa Nova

Existem datas comemorativas aos magotes, algumas muito exóticas. Porém, não é o caso de uma data comemorada hoje, o Dia Nacional da Bossa Nova. Por ser a dia de nascimento de Tom Jobim, o 25 de Janeiro foi escolhido para celebrar a Bossa Nova.  Movimento musical brasileiro, a Bossa Nova teve amplo reconhecimento no exterior. Mais célebre composição do gênero, "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, se tornou um standard da música internacional. Afora Tom e Vinicius, a Bossa Nova teve outros grandes compositores, como Newton Mendonça, Baden Powell, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Carlinhos Lyra. Seu intérprete mais icônico foi João Gilberto, que revolucionou o modo de cantar com seu estilo sussurrado, em contraste com o vozeirão dos seresteiros, tão apreciados até então. Outras vozes se destacaram como intérpretes da Bossa Nova, casos de Elizeth Cardoso, Nara Leão, Wanda Sá, Dick Farney. Mesmo tendo nascido posteriormente à eclosão do movimento, Leila Pinheiro é outra grande intérprete da Bossa Nova. A Bossa Nova é muito apreciada fora do Brasil. No seu próprio país, muitas vezes, não tem o devido reconhecimento. Ao contrário do que possam pensar alguns, a Bossa Nova não envelheceu. Merece ser constantemente revisitada, e descoberta pelas novas gerações.

O auto-exílio de Jean Willys

O Brasil sob o governo de Jair Bolsonaro é uma usina permanente de produção de péssimas notícias. Entre as mais recentes, nada pode ser mais repugnante e estarrecedor do que o anunciado auto-exílio de Jean Willys, deputado federal pelo PSOL-RJ. Reeleito para seu terceiro mandato, Jean, que se encontra em férias no exterior, não irá retornar ao país. Renunciará ao seu mandato e permanecerá fora do Brasil por medo das ameaças que foram feitas a ele e seus familiares. Jean Willys teme perder a vida, como aconteceu com a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, em março de 2018. Assim como Jean, Marielle era integrante da comunidade LGBT, que vive tempos duros num país que foi tomado pela homofobia. Um deputado federal ter de se auto-exilar para preservar a própria vida é um fato inacreditável em pleno século 21. Demonstra o nível de retrocesso civilizatório que caracteriza a era Bolsonaro. O Brasil caiu num poço sem fundo. A cada dia, o país se vê diante de situações constrangedoras e humilhantes, causadas por um governo inepto. Um governo que não completou sequer o seu primeiro mês. Pela amostra que já deu em tão pouco tempo, resta saber até onde o país poderá resistir aos desmandos dos atuais ocupantes do poder. Por mais que se sinta escudado pelo apoio das Forças Armadas, do Poder Judiciário, da imprensa e das igrejas evangélicas, que participaram do conluio que promoveu um golpe no país, o governo Bolsonaro não está a salvo de uma interrupção do mandato, antes do tempo previsto para o seu final. Afinal, como expressa o ditado popular, não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Derrota

No futebol, há resultados que derrubam todos os prognósticos, dado o favoritismo escancarado de um dos disputantes de um jogo. Esse é o caso da derrota do Inter por 2 x 1 para o Pelotas, de virada, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho. O Inter estreava seu time titular em 2019, e havia ganho o seu primeiro jogo no Gauchão com os reservas, fora de casa. O Pelotas, jogando como mandante, estreara com derrota. Tudo indicava uma vitória do Inter, mas ela não ocorreu. A abertura do placar aconteceu cedo, com um gol contra, em favor do Inter. A tendência de vitória do Inter começava a se confirmar. Porém, num lance confuso, o Pelotas empatou. No segundo tempo, veio a virada. O Pelotas se defendia muito bem, o Inter pressionava, sem proveito. O ponto negativo do jogo foi a arbitragem que, sem nenhuma justificativa, deu sete minutos de acréscimo no final do jogo. Mesmo com essa atitude absurda da arbitragem, o Pelotas conseguiu manter o resultado. De um lado, o Inter perdeu a chance de se tornar líder isolado da competição. De outro, o Pelotas conseguiu pontos que serão fundamentais para que faça uma boa campanha e afaste o risco de rebaixamento. No ano em que será, efetivamente, testado em sua capacidade, o técnico do Inter, Odair Helmann, começou em baixa.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Tropeço

O jogo era fora de casa, e o Grêmio, mais uma vez, entrou em campo com apenas um titular, o goleiro Paulo Victor. Ainda assim o empate do Grêmio com o Aimoré em 1 x 1, hoje, no Cristo Rei, pelo Campeonato Gaúcho, foi um tropeço. O Grêmio saiu na frente com mais um gol do lateral esquerdo artilheiro, Juninho Capixaba, mas cedeu o empate, ainda no primeiro tempo, numa cobrança de falta, e não conseguiu obter a vitória. O técnico do Grêmio, Renato, estranhamente, começou o jogo com Vico, que não justificou a oportunidade recebida. Rômulo, novamente, teve uma atuação fraca. Leonardo Gomes melhorou em relação a si mesmo, mas ainda não tem bola para jogar num clube como o Grêmio. André é uma insistência que não faz mais sentido. Cabe ao Grêmio assimilar que a contratação de André não deu certo. Pepê não repetiu a boa atuação da goleada contra o Novo Hamburgo, mas oscilações são normais em jogadores jovens. O resultado não trará maiores problemas ao Grêmio em termos de classificação, mas nem por isso deixa de ser insatisfatório e frustrante.