terça-feira, 12 de junho de 2018

Uma overdose de futebol

O futebol é um esporte fascinante, e é o mais popular dentre todos. Porém, hoje é, antes de tudo, um negócio milionário. A avidez própria do capitalismo também invadiu o futebol. Com isso, os calendários, no mundo inteiro, são insanos, com jogos em excesso e sobreposição de competições. As consequências são o esgotamento físico dos jogadores, e a saturação dos torcedores. Por mais bem preparado fisicamente que seja, nenhum jogador suporta tamanha maratona de jogos. Os torcedores, por mais que gostem de futebol, se vêem sufocados por tantos jogos e competições. No caso do futebol brasileiro, a situação é ainda pior. O Campeonato Brasileiro terá rodadas até a véspera da abertura da Copa do Mundo. No dia seguinte à decisão da Copa, já serão realizados jogos atrasados. A Segunda Divisão prosseguirá durante a Copa. Uma overdose de futebol. O excesso de oferta desvaloriza qualquer produto. Onde há muita quantidade, compromete-se a qualidade. Ainda assim, a Copa do Mundo está por começar, e, mesmo com todos os senões que se possam fazer, essa é uma competição imperdível.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Uma Seleção sem povo

Talvez nunca tenha se visto tão pouca conexão entre a Seleção Brasileira e o torcedor às vésperas de uma Copa do Mundo. As redes sociais e as interatividades dos veículos de comunicação registram muitas manifestações contrárias à Seleção. Também não são poucos os que afirmam que não estão nem aí para a Copa. No caso específico da relação da Seleção com a torcida, as razões para o atual quadro são muitas, e já vem de algum tempo, sem que os responsáveis pelo futebol brasileiro façam nada para que ele seja alterado. O estopim da situação teve início, provavelmente, com o comportamento da Seleção na Copa de 2006, na Alemanha. Na ocasião, a Seleção era considerada, dentro e fora do país, como a franca favorita para ganhar o título. Afinal, a Seleção era a detentora do título e havia sido finalista das três Copas anteriores. Afora isso, a base da equipe campeã em 2002 tinha sido mantida, e acrescida de revelações de alta qualidade. Porém, houve uma enorme reversão de expectativa. Os principais jogadores da Seleção se mostraram displicentes e sem foco, e encararam a Copa com pouco profissionalismo. Não mostraram dedicação, cometeram excessos extracampo. Ronaldo, o maior destaque da Seleção na Copa anterior, e Adriano, a grande revelação surgida no período pós-título, disputaram a competição na Alemanha muito acima do seu peso ideal. Na eliminação para a França, nas quartas de final, Roberto Carlos ajeitava as meias enquanto o lance do gol que desclassificaria a Seleção se desenrolava. De lá para cá, a relação do torcedor com a Seleção não foi mais a mesma, e outros fatores contribuem para uma indiferença crescente. A Seleção joga pouco no Brasil, com exceção das Eliminatórias. A maioria de seus amistosos são realizados na Europa, onde atuam quase todos os jogadores convocados. Alguns jogadores da Seleção jamais atuaram no futebol brasileiro e, portanto, não tem identidade com o torcedor. São os casos de Ederson e Roberto Firmino, por exemplo. Para piorar, os atuais responsáveis pela Seleção nada fazem para reverter esse distanciamento. Pelo contrário, a Seleção tem se esquivado do contato com o público durante todo o período de preparação para a Copa. Acrescente-se a isso o fato de o maior destaque da equipe, Neymar, não ter empatia nem carisma, e tudo se complica ainda mais. Se em 1970 eram todos ligados na mesma emoção, conforme a letra da marchinha "Pra Frente Brasil", de Miguel Gustavo, hoje há um divórcio entre a Seleção e o torcedor brasileiro. Uma Seleção sem povo, voltada para o seu próprio umbigo.

domingo, 10 de junho de 2018

Com a ajuda do apito amigo

Ao longo de sua história, o Inter teve muita sorte com as arbitragens. São muitos os casos em que o club contou com a ajuda do apito amigo para obter vitórias e, até mesmo, títulos. Hoje, não foi diferente. O Inter venceu o Santos por 2 x 1, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, e a arbitragem foi decisiva para isso. O primeiro gol do Inter saiu de um pênalti inexistente. No início do segundo tempo, também com um pênalti, o Santos chegou ao empate. Logo depois, o Inter desempata e a arbitragem toma uma atitude decisiva para que o Santos não conseguisse reagir. Revoltado por ter supostamente sofrido uma carga faltosa de Victor Cuesta, autor do segundo gol do Inter, Lucas Verissimo protestou fortemente com um dos bandeirinhas. Foi denunciado para o árbitro, que decidiu pela sua expulsão. Um exagero, que foi fundamental para o Inter garantir a vitória. Não foi a primeira vez que a arbitragem beneficiou o Inter no Brasileirão. No Gre-Nal, na Arena, por exemplo, três pênaltis em favor do Grêmio não foram marcados. Certamente, não será a última, como a história do Inter demonstra fartamente.

O fim do jejum

Depois de quatro jogos seguidos sem marcar gols na Arena, com três empates e uma derrota, o Grêmio voltou a marcar um gol numa partida em casa. O fim do jejum veio com um gol de Everton, que recebeu um lançamento magistral de Cícero. Foi o gol da vitória do Grêmio por 1 x 0 sobre o América Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado foi importante, por quebrar a série de jogos sem gols e vitórias na Arena, e por ter devolvido o Grêmio ao grupo dos quatro primeiros colocados na classificação do Brasileirão. Porém, foi uma vitória escassa, com uma atuação que esteve muito longe de entusiasmar. Aos 46 minutos do segundo tempo, o América Mineiro quase empatou o jogo. Afora isso, Everton, autor do único gol da partida e o melhor jogador do Grêmio atualmente, levou o terceiro cartão amarelo e não estará em campo contra o Sport, fora de casa, na última rodada antes da Copa do Mundo. O Grêmio corre o sério risco de ficar atrás do Inter na classificação, antes da parada para a Copa, o que seria constrangedor, dada a imensa diferença de qualidade entre os dois times.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Maria Esther Bueno

Com a morte de Maria Esther Bueno, hoje, aos 78 anos, vítima de câncer, o Brasil perde um dos seus maiores ícones do esporte. Não foram poucos os feitos de Maria Esther. Num país onde o futebol ofusca as demais modalidades esportivas, atingiu a fama como tenista. Sobrepôs a histórica dificuldade das mulheres em obter visibilidade no meio esportivo. Sua carreira ostenta números impressionantes. Ganhou um total de 589 títulos internacionais. Somando decisões de simples e de duplas, conquistou 19 titulos de Grand Slam. No mais célebre torneio de tênis do mundo, o de Wimbledon, foi campeã de simples por três vezes. Em outro torneio de primeiro nível, o Aberto dos Estados Unidos, obteve quatro títulos de simples. Em 1960, num feito notável, foi campeã de duplas dos quatro torneios de Grand Slam, que incluem, afora os já referidos, o Aberto da Austrália e Roland Garros. Elegante dentro e fora das quadras, afável no trato pessoal, Maria Esther Bueno foi um mito do esporte, e um ser humano admirável. Sua trajetória deve servir como um farol para todos os que façam do esporte uma escolha para a vida.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Flamengo começa a disparar

O Campeonato Brasileiro vinha mostrando, até agora, um grande equilíbrio, com um perde e ganha constante, o que resultava numa classificação embolada, sem que nenhum clube obtivesse uma grande diferença de pontos sobre os demais. Porém, esse quadro se modificou. Terminada a décima rodada do Brasileirão, o Flamengo, líder da competição, já livrou cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado, com duas vitórias a mais. Num campeonato de pontos corridos esses números são expressivos. O Flamengo começa a disparar na liderança. Some-se a isso a enorme tradição do clube, o fato de ser o segundo maior vencedor da competição, junto com o São Paulo, com seis títulos, e a grande qualidade do seu grupo atual de jogadores, e pode estar se desenhando o favorito para ser o campeão. Embora ainda faltem 28 rodadas para o final da disputa, a vantagem obtida pelo Flamengo já é significativa. Resta saber como ficará o Flamengo após a janela de transferências para o exterior. Se não sofrer grandes perdas no seu grupo, o Flamengo se tornará, para todos que pretenderem o título brasileiro, o time a ser batido.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Decepção

Mais uma vez, o Grêmio frustrou o seu torcedor num jogo em casa. Numa partida cercada de grande expectativa, o Grêmio perdeu por 2 x 0 para o Palmeiras, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi um jogo disputado de forma intensa, e a vitória do Palmeiras foi justa. O grande nome do jogo foi William, que marcou os dois gols da partida, e ainda colocou duas bolas na trave. Se William fez a diferença para o Palmeiras, alguns dos principais jogadores do Grêmio tiveram um desempenho muito abaixo do habitual. Everton, que vinha sendo o principal jogador do time, teve uma atuação apagadas. Luan, novamente, jogou mal. Maicon e Arthur estiveram muito inferior ao seu nível costumeiro. O Grêmio é o quarto pior mandante no Brasileirão, ganhou apenas uma partida em casa, até agora. Para um time que é apontado como o melhor do Brasil, essa campanha se constitui, inegavelmente, numa decepção.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Péssimo futebol

Alguns jogos dão a dimensão do quanto é precária a qualidade atual do futebol brasileiro. Hoje, no Morumbi, aconteceu um jogo exemplar nesse sentido. São Paulo e Inter empataram em 0 x 0, pelo Campeonato Brasileiro, jogando um péssimo futebol. O fato é ainda mais marcante por se tratar de uma partida entre dois grandes clubes brasileiros. Os dois times não conseguiam trocar três passes sem perder a bola. As chances de gol foram escassas. Com exceção de uma grande defesa de Danilo Fernandes num chute de fora da área de Reinaldo, os goleiros não foram exigidos. Depois de um primeiro tempo insosso, o segundo apresentou um pouco mais de intensidade dos dois times. O Inter chegou a ter um certo predomínio durante um período, mas não a ponto de fazer com que merecesse vencer. O 0 x 0 no placar foi uma tradução do que se viu em campo. Um jogo para ser esquecido.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Caminho favorável

O Grêmio, mais uma vez, não tem o que se queixar de um sorteio da Libertadores. Depois de pegar um grupo fraco na primeira fase, o Grêmio irá enfrentar o Estudiantes de La Plata nas oitavas de final da competição, conforme ficou definido em sorteio realizado hoje na sede da Conmebol. Claro que adversários como Cerro Porteno, que já enfrentou na primeira fase, Atlético Tucumán e Colo-Colo seriam teoricamente bem mais fáceis para o Grêmio, mas o Estudiantes, mesmo tendo sido quatro vezes campeão da Libertadores, está longe de assustar. A Argentina, atualmente, não possui nenhum time de grande qualidade. Seus grandes clubes se valem muito mais da tradição do nível do futebol que praticam. Como o segundo jogo será na Arena, o Grêmio é favorito destacado para seguir adiante na disputa. Caso se classifique para as quartas de final, o Grêmio enfrentará o vencedor do confronto entre Atlético Tucumán e Nacional de Medellín, o que sinaliza um adversário mais fácil do que o das oitavas de final. Entre os possíveis adversários no caso de classificação para as semifinais, só o Palmeiras teria a vantagem do segundo jogo em casa num confronto com o Grêmio. Se chegar à decisão, portanto, o Grêmio fará a segunda partida na Arena. Portanto, é um caminho favorável o que espera o Grêmio na sequência da Libertadores. O quarto título, que tornaria o Grêmio o maior vencedor brasileiro da competição, é um possibilidade bem viável.

domingo, 3 de junho de 2018

Melhor fora do que em casa

Um visitante incômodo e um mandante que sente dificuldades com as retrancas dos adversários. Essa é a definição que pode ser aplicada ao Grêmio, até aqui, no Campeonato Brasileiro. Hoje, na Arena Fonte Nova, o Grêmio venceu o Bahia por 2 x 0, e chegou ao terceiro lugar na classificação. Foi a terceira vitória do Grêmio fora de casa, num total de quatro que obteve, até o momento, no Brasileirão. Portanto, o Grêmio está se mostrando melhor fora do que em casa. O Grêmio não chegou a jogar bem, mas fez o suficiente para ganhar. Afora os dois gols, o Grêmio teve várias outras chances para marcar, enquanto o Bahia chegou a exercer uma pressão em dado momento do jogo, mas sem conclusões perigosas. Cabe destacar que, novamente, o Grêmio jogou bastante desfalcado, o que valoriza ainda mais o resultado. O próximo jogo do Grêmio será contra o Palmeiras, na Arena, na quarta-feira. Uma partida para lotar o estádio, na qual o Grêmio buscará se consolidar nos primeiros lugares, para poder desfrutar da parada que haverá na competição, durante a Copa do Mundo, com tranquilidade.