domingo, 27 de maio de 2018
O retorno da sorte
No futebol, não há como um clube viver uma boa fase se não tiver a companhia da sorte. O Inter vivia momentos angustiantes, com escassez de vitórias e sem marcar gols. Foi, então, que veio a goleada sobre a Chapecoense, na segunda-feira. Hoje, contra o Corinthians, o Inter precisava tirar proveito de ter um segundo jogo consecutivo no Beira-Rio, e contra um adversário de peso, para obter mais uma vitória e buscar sua afirmação no Campeonato Brasileiro. Mesmo jogando melhor na maior parte do tempo, o Inter se encaminhava para um empate, depois de sofrer um gol logo aos quatro minutos do primeiro tempo e só ter igualado o placar no segundo. O jogo já estava nos acréscimos quando o retorno da sorte se fez sentir para o Inter. Numa bola lançada, sem nenhum perigo, para as proximidades da área do Corinthians, o lateral direito do clube paulista, Mantuan, tentou o domínio, mas ela escapou do seu controle e se ofereceu para Rossi fazer o gol da virada e da vitória do Inter por 2 x 1. Uma falha grotesca, que fez Mantuan sair de campo chorando e ser consolado por companheiros e adversários. Para o Inter foi um golpe de sorte quando o empate já parecia definitivo. Sem sorte, não se consegue nada na vida. Hoje, ela reapareceu para o Inter, o que pode servir de estímulo para que o clube prossiga numa sequência de bons resultados. Resta esperar para ver.
O gol que fez a diferença
Tudo parecia se repetir, de forma enfadonha. O Grêmio, mais uma vez se enredava na retranca de um adversário e não conseguia sair do 0 x 0. Caso o resultado permanecesse, se repetiria pela quarta vez em sete rodadas do Campeonato Brasileiro, o que seria inaceitável. O panorama era o mesmo dos jogos anteriores, com o Grêmio tendo maior posse de bola e trocando muito passes, sem, no entanto, criar oportunidades claras de gol. Porém, um jogador se destacava de todos os demais. Everton, que retornava ao time após a recuperação de uma lesão, mostrou-se agudo e insinuante, deixando claro que o caminho da vitória viria pelos seus pés. Não deu outra. Aos 36 minutos do segundo tempo, numa retomada de bola, Everton partiu desde o campo de defesa em alta velocidade. Ao chegar na entrada da grande área, pelo lado direito, cruzou a bola para o gol de Thony Anderson, de cabeça. Foi o gol que fez a diferença num jogo que se encaminhava para repetir os últimos tropeços do Grêmio.
sábado, 26 de maio de 2018
O vilão
Poucas vezes a derrota de um clube numa decisão teve um responsável tão claro. Na decisão da Champions League, hoje, no Estádio Olímpico de Kiev, o Real Madrid venceu o Liverpool por 3 x 1, mas o maior responsável pelo resultado não foi nenhum de seus jogadores. O vilão do jogo foi o goleiro Karius, do Liverpool. Ele concedeu dois gols ao Real Madrid. No primeiro, quando o jogo ainda estava 0 x 0, errou numa reposição de bola, permitindo que ela fosse interceptada por Benzema, que fez o gol. O Liverpool empatou logo depois, mas o Real Madrid fez 2 x 1 com um golaço de bicicleta de Bale, que havia entrado em campo pouco antes. O Liverpool tentava se reequilibrar no jogo quando aconteceu a pior falha de Karius que, num chute de fora de área de Bale, deixou a bola escorregar entre suas mãos e ir para as redes. O goleiro do Liverpool saiu de campo chorando e pedindo desculpas aos torcedores do clube. O Real Madrid chegou ao seu décimo-terceiro título da Champions League, um recorde absoluto. Porém, mesmo com o gol de bicicleta de Bale, os maiores destaques da partida foram as incríveis falhas de um goleiro que estava num dia extremamente desastrado.
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Desdobramentos
Ao contrário do que se poderia pensar, a greve dos caminhoneiros não cessou no dia de hoje, mesmo depois do anúncio, ocorrido ontem, de uma trégua firmada com o governo federal. A consequência disso foi a convocação, por parte do governo, das forças militares para desobstruir as estradas e garantir o abastecimento de combustíveis e produtos essenciais em todo o país. A greve está longe de ser verdadeiramente dos caminhoneiros, ela tem muitos elementos de locaute, isto é, de uma paralisação patronal, dos donos de transportadoras. Dessa forma, o que está sendo buscado não é o alívio no bolso dos motoristas transportadores de cargas, mas a diminuição dos custos das empresas de seus patrões. Seja como for, o interessante será acompanhar os desdobramentos de toda essa situação. O Congresso Nacional já aprovou a realização de eleições indiretas caso haja vacância dos cargos de presidente e vice depois de decorrida mais da metade do mandato. Sendo assim, caso o presidente golpista e ilegítimo Michel Temer venha a cair, um novo ocupante do cargo seria escolhido pelo Congresso Nacional, e não pelas urnas. Estaria aberto o caminho para uma solução antidemocrática, com a suspensão das eleições de outubro próximo. Conspirações e golpes são fatos constantes ao longo da história do país. Dessa forma, os próximos dias poderão trazer nuvens ainda mais carregadas no já nebuloso momento que vive o Brasil.
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Há algo um tanto estranho no ar
A greve dos caminhoneiros, que chegou ao seu quarto dia impactando fortemente a vida dos brasileiros, é um acontecimento que dá margem a várias interpretações. Em princípio, é um movimento justo de uma categoria em protesto pela alta constante dos preços do óleo diesel. Como o Brasil optou, em tempos idos, pelo rodoviarismo, relegando a um plano secundário outros modais de transporte, uma greve como essa pode paralisar o país, levando-o ao caos. Por isso, a greve pode não ser apenas o que parece. Há algo um tanto estranho no ar. Afinal, num momento político como o que vive o país, há quem deseje uma desordem social que servisse de pretexto para a suspensão das eleições de outubro e, até mesmo, a deflagração de uma intervenção militar. Não se deve esquecer que o golpe que derrubou o presidente do Chile, Salvador Allende, em1973, foi precedido por uma greve de caminhoneiros. Em se tratando de Brasil, não se pode duvidar de nada.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Vitória com pouca inspiração
Vencer era uma necessidade, para obter a segunda melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, e o Grêmio conseguiu. Porém, ao ganhar do Defensor (URU) por 1 x 0, hoje, na Arena, o Grêmio obteve uma vitória com pouca inspiração. O Grêmio repetiu as dificuldades para concluir que mostrou nos últimos dois jogos, e por pouco não amargou mais um empate em 0 x 0. Foi salvo por um gol de Luan, num chute de fora da área em que o goleiro saltou atrasado. Os muitos desfalques e a má condição do gramado da Arena servem de atenuantes para o parco futebol apresentado pelo Grêmio, mas não explicam tudo. O time está jogando de forma burocrática, sem verticalidade. No plano individual, Maicosuel teve uma nova chance e, mais uma vez, não correspondeu. Luan, mesmo tendo feito o gol do jogo, teve uma atuação sem brilho. Tony Anderson deu mais uma demonstração de que não sabe jogar como um falso centroavante. Os destaques do Grêmio no jogo foram Kannemann e Maicon. Kannemann foi um exemplo de combatividade, e Maicon se constituiu no melhor do time, pela qualidade técnica. Agora, o Grêmio só voltará a jogar pela Libertadores em agosto. Restam ao Grêmio antes da paralisação para a Copa do Mundo, seis jogos pelo Campeonato Brasileiro, e é fundamental melhorar a campanha na competição, saindo do modesto oitavo lugar, para voltar às primeiras posições e atravessar com tranquilidade o período sem partidas a disputar.
terça-feira, 22 de maio de 2018
O anúncio de Temer
O presidente golpista e ilegítimo Michel Temer declarou que não será candidato nas eleições de outubro. O anúncio de Temer é um dos fatos mais insólitos de que se tem notícia em muitos anos. Afinal, quem, em sã consciência, poderia cogitar a candidatura de um presidente recordista em impopularidade? Pelo visto, Temer entendia que isso era possível. Depois de revelar que não irá concorrer, Temer lançou o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como candidato do PMDB a presidente. As chances de Meirelles se eleger são tão factíveis quanto seriam as de Temer. Meirelles só exerceu cargos técnicos, não tem carisma, e fez parte do governo Temer, o que não favorece nenhum candidato. Por mais tempo de tevê que o PMDB disponha no horário eleitoral, e mesmo lançando mão de marqueteiros, não há como tornar Meirelles um candidato palatável para a maioria do eleitorado. Ainda bem, pois Meirelles, caso fosse eleito, seria um presidente voltado para os interesses do mercado, e alheio às necessidades da população. Depois de muitos anos em que não teve candidato próprio a presidente, o PMDB, ao que parece, vai ter o seu representante na eleição de 2018, mas só para marcar presença.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
Melhor do que o esperado
A vitória era inadiável. Afinal, o Inter não vencia nem marcava gols há cinco jogos. Devido aos demais resultados da rodada do Campeonato Brasileiro, o Inter ingressara na zona de rebaixamento. Assim, o jogo contra a Chapecoense, hoje, no Beira-Rio, era envolto pela ansiedade em pôr fim ao jejum de gols e vitórias. Porém, em campo, não houve sofrimento. Tudo foi melhor do que o esperado. O Inter goleou a Chapecoense por 3 x 0, ao natural, sem fazer muito esforço. O resultado fez o Inter subir sete posições na classificação, chegando ao décimo lugar. Resta saber se o Inter venceu apenas por ter enfrentado um adversário mais fraco em relação ao jogos anteriores, ou se o resultado de hoje será o início de uma fase mais positiva. O próximo jogo, contra o Corinthians, no Beira-Rio, poderá ser um forte indicativo na busca para solucionar essa dúvida.
domingo, 20 de maio de 2018
Empate inadmissível
O terceiro empate em 0 x 0 em seis rodadas do Campeonato Brasileiro. Esse foi o resultado obtido pelo Grêmio, hoje, contra o Paraná, no Durival Brito. Com isso, em dezoito pontos disputados no Brasileirão, até agora, o Grêmio fez apenas nove, e está num nada honroso oitavo lugar na classificação. Foi um empate inadmissível, pois o Grêmio jogou contra o lanterna absoluto da competição, que só ganho um ponto até então. O Grêmio teve o domínio do jogo e a posse de bola na maior parte do tempo, como de costume, mas não conseguiu criar chances de gol contra um adversário fraquíssimo. O problema não é novo, já havia aparecido uma semana antes, no Gre-Nal. Contra o Atlético Paranaense, sobraram chances para marcar, mas faltou qualidade nas conclusões. A ineficiência ofensiva do Grêmio começa a preocupar. Os últimos gols marcados pelo Grêmio, contra o Monagas, na terça-feira, resultaram de um chute sem muita força, de fora da área, que o goleiro aceitou, e de um pênalti. André, centroavante que chegou carregado se expectativas, ainda não disse a que veio. Os dois únicos gols que marcou foram bolas em que ele apenas completou para as redes, sem maior esforço. No Gre-Nal, perdeu um gol feito. A alegação do técnico Renato, de que os times estão jogando regravados contra o Grêmio, é risível. Cabe a ele arrumar soluções para furar essas retrancar. Mais uma vez, o Grêmio está jogando fora um Campeonato Brasileiro que poderia vencer até com tranquilidade, o que é lamentável .
sábado, 19 de maio de 2018
Nada mudou
O quadro de deterioração política que vive o país deveria ensejar uma tentativa, mesmo que tímida, de uma mudança que pudesse dar aos eleitores uma mínima perspectiva de tempos melhores. Afinal, teremos eleições em outubro. Porém, na movimentação de partidos e pré-candidatos, percebe-se que nada mudou, e que a política continua sendo marcada por projetos pessoais dissociados do interesse público. Os partidos não tem nenhuma coerência ideológica, são meros balcões de negócios, com raras exceções. Um exemplo dessa triste situação ocorre no Partido Socialista Brasileiro - PSB. O partido só é socialista no nome, e faz composições políticas com partidos conservadores sem o menor pudor. Uma situação vivida pelo partido no Rio Grande do Sul exemplifica isso. O ex-prefeito de Porto Alegre José Fortunati ingressou no PSB com a promessa de concorrer a senador pelo partido nas próximas eleições. O fato gerou a ira do ex-deputado federal Beto Albuquerque, que pretende concorrer ao mesmo cargo e não admite perder a vez para um recém chegado na sigla. Ocorre que, nas eleições desse ano, serão eleitos dois senadores em cada unidade da federação. Sendo assim, porque não se candidatam ambos? Porque o partido, de olho no aumento de suas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados precisa fazer alianças com outras siglas, e ocupar as duas candidaturas a senador torna isso inviável. Beto Albuquerque não abre mão de sua candidatura e chegou a alertar José Fortunati de que se ele fazia questão de concorrer a senador deveria se filiar a um outro partido. Se Fortunati insistir em seu propósito, Albuquerque irá forçar a realização de uma prévia. Fortunati, por sua vez, não admite essa hipótese, pois ingressou no PSB por lhe ter sido prometido que concorreria a senador pelo partido. Essa briga por espaço partidário e composições de chapas mostra que a política, no Brasil, continua a ser feita para atender aspirações individuais e conluios partidários, sem compromissos ideológicos nem preocupações com o interesse público. Um triste panorama, que não irá mudar tão cedo.
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