segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Novo ano
Um novo ano se inicia hoje. Como sempre, trazendo expectativas e esperanças que quase nunca se confirmam. Afinal, é próprio do ser humano achar que a simples virada no calendário irá proporcionar que o que está ruim melhore, e que acontecimentos venturosos comecem a surgir. Nada há de mau em embarcar nessa ilusão. Ela é o fôlego necessário para que encerremos um ano e iniciemos outro. O problema é que, objetivamente, há muito pouco a esperar de bom em 2018, tanto no mundo quanto no Brasil. Com Donald Trump como presidente do mais poderoso país do mundo, os Estados Unidos, e o Brasil entregue a um governo golpista e ilegítimo, as perspectivas são desalentadoras. No Brasil, a demofobia deverá continuar a ser a tônica da ação do governo, destruindo conquistas históricas dos trabalhadores e aumentando o fosso social do país, que já é gigantesco. Confiar no futuro é bom, mas é preciso ter os pés no chão. Seja como for, um grande 2018 para todos!
domingo, 31 de dezembro de 2017
Contratações modestas
O período de férias do futebol brasileiro se aproxima do final, e Grêmio e Inter, até agora, fizeram contratações modestas para o reinício de suas atividades. O Grêmio contratou apenas um jogador, o Inter anunciou cinco novos nomes. Em comum, nenhum dos jogadores contratados causa impacto nas torcidas dos dois clubes. O único reforço do Grêmio, por enquanto, é o meia Thaciano, do Boa Esporte. Thaciano ainda é jovem, tem 22 anos, e fez dez gols no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão em 2016. São credenciais razoáveis, mas o jogador já esteve no Santos, onde não se destacou. O Inter buscou mais jogadores, mas apenas o centroavante Roger, vindo do Botafogo, tem uma trajetória mais relevante. Os outros contratados, os laterais direitos Ruan, do Boa Esporte, e Dudu, do Figueirense, e os volantes Gabriel Dias, do Paraná, e Patrick, do Sport, são apostas, o que é uma consequência da pouca condição financeira do clube, mas não dá o acréscimo técnico necessário para quem vem da Série B e precisa retomar o seu patamar tradicional de desempenho. As necessidades do Grêmio, que tem um time afirmado e vitorioso, são, naturalmente, menores que as do Inter, mas, ainda assim, é preciso contratar mais jogadores, tanto em quantidade, quanto, principalmente, em qualidade.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Sir Ringo
A rainha Elizabeth, da Inglaterra, concedeu, hoje, o título de "Sir" ao ex-beatle Ringo Starr. A honraria já foi dada, anteriormente, a outros grandes nomes da música como Paul McCartney, Mick Jagger, Elton John, Rod Stewart, e o produtor George Martin, chamado por muitos de "o quinto Beatle". A cantora Shirley Bassey possui o título de "Dame", equivalente feminino ao de "Sir". Hoje, foi agraciado, também, Barry Gibb, ex-integrante dos Bee Gees. A homenagem é justa, pois Ringo, embora subestimado por muitos, é um grande nome da música. Ringo foi o baterista do maior grupo musical de todos os tempos. Tem uma carreira solo consolidada, e, mesmo aos 77 anos, continua gravando discos com faixas inéditas. Ele também realiza turnês internacionais de forma constante. Agora, os dois ex-beatles ainda vivos ostentam a condição de ser um cavaleiro do reino. A lamentar, somente, que os outros dois integrantes dos Beatles não tenham recebido a distinção. John Lennon talvez não tenha sido agraciado por ter devolvido, alguns anos depois de a ter recebido, junto com os seus companheiros de grupo, a medalha de Membro do Império Britânico. Porém, o esquecimento do nome de George Harrison foi indesculpável. Seja como for, parabéns Sir Ringo!
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Desproporção
A notícia de que o Barcelona estaria disposto a deixar Arthur jogando por mais um ano no Grêmio e pagar metade do valor estipulado pela multa rescisória do jogador pode ser vista por alguns como uma boa proposta. Afinal, Arthur não sairia de imediato. Porém, o que essa oferta evidencia é a desproporção de tratamento dos clubes europeus nas transações entre si e nas que envolvem seus congêneres sul-americanos. Em transações entre clubes europeus, os valores pagos são astronômicos. No entanto, quando os clubes europeus se interessam por um jogador sul-americano tratam de regatear o preço. Essa maneira de agir aumenta cada vez mais o fosso entre o milionário futebol da Europa e o da América do Sul, que está combalido há vários anos. Tudo isso com a complacência da Fifa, que nada faz para que haja maior equilíbrio nas relações no futebol mundial. A proposta por Arthur não é vantajosa para o Grêmio. O clube possui apenas 60% dos direitos econômicos do jogador, e receber metade da multa rescisória estipulada não lhe seria vantajoso financeiramente. Arthur é um grande jogador, e o Barcelona dispõe de recursos financeiros para pagar o que é pedido para a sua venda. Os grandes jogadores surgidos na América do Sul não podem ir para a Europa a preço de banana.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
A continuidade do que não existe
O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, disse que os sete partidos da base decidiram lançar um candidato a presidente para dar continuidade ao governo Temer. Os possíveis candidatos que estão sendo cogitados são o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. O que chama a atenção na declaração do braço direito do presidente golpista e ilegítimo, também conhecido como "Eliseu Quadrilha", é que ele se refere a continuidade do que não existe, ou seja, o governo Temer. Fruto de um golpe abjeto, é um simulacro de governo, integrado por corruptos. Não há herança alguma de Michel Temer e seu bando que possa ser defendida numa campanha. O lugar dessas figuras desprezíveis e repugnantes, é no lixo da história.
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Equívoco repetido
Pelo que se noticia, o Grêmio, em 2018, vai deixar o Campeonato Brasileiro, novamente, em segundo plano. A Copa do Brasil pagará uma premiação milionária para o campeão, e a Libertadores é uma eterna obsessão do clube, o que fará com que o Grêmio, mais uma vez, desdenhe do Brasileirão. Se for confirmado esse posicionamento, será um equívoco repetido. Afinal, o Grêmio só não foi campeão brasileiro em 2016 por que não quis. Muitos jornalistas do centro do país, e até profissionais do futebol, consideram que se o Grêmio encarasse a competição com a devida seriedade, teria sido o campeão brasileiro, pois seu time jogou o melhor futebol no Brasil em 2017. Até por já ter ganho a Copa do Brasil e a Libertadores recentemente, o Grêmio deveria priorizar o Campeonato Brasileiro, que não conquista há 21 anos. Um fato absurdo é que o Inter, maior rival do Grêmio, mesmo sem conquistar o Brasileirão há 38 anos, ainda possui um título da competição a mais. Nenhum outro campeonato nacional tem 12 clubes grandes participantes como acontecerá no próximo ano, só o brasileiro. O Grêmio não pode se limitar a ganhar copas, tem que voltar a conquistar o Brasileirão. Enquanto clubes do eixo Rio-São Paulo já somam vários títulos da competição ao longo dos anos, o Grêmio continua com apenas dois, o que é inaceitável.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Clubes indefesos
O caso envolvendo o Inter e o meiocampista Anderson evidencia que a atual legislação do futebol favorece apenas um dos lados, o do jogador. Anderson chegou ao Inter em 2015, e assinou contrato por quatro anos, com um alto salário. No entanto, Anderson jamais correspondeu em campo, e o Inter não consegue se livrar dele. O jogador não pretende aceitar uma rescisão de contrato. Sua situação é cômoda, pois tem contrato em vigor, e o clube é obrigado a pagar o seu salário. O Inter, dessa forma, tem de continuar com um jogador que está fora dos seus planos, e que gera um alto custo mensal. Casos como esse mostram clubes indefesos, por conta de uma legislação que os penaliza de modo excessivo. As relações entre clubes e jogadores carecem de uma nova regulamentação. Os clubes são o cerne do futebol, despertam a paixão de milhões de pessoas. Eles não podem continuar a serem reféns de contratos mal feitos. Não havendo o acordo entre as partes, a lei deveria permitir o rompimento unilateral de contrato. Como está, a legislação premia jogadores desinteressados, e penaliza os clubes. Um quadro que não pode persistir.
domingo, 24 de dezembro de 2017
Natal desfigurado
Não sou religioso, logo o Natal não é uma data de referência para mim. Porém, é inegável a expressividade da comemoração dessa data ao longo da história. No entanto, a mercantilização imposta pelo capitalismo a todas as ações humanas faz com que, atualmente, tenhamos um Natal desfigurado. O sentido religioso da data foi sufocado pelo apelo comercial. Boa parte das pessoas talvez nem saiba o que se comemora, de fato, no Natal. A figura de Jesus Cristo, o aniversariante do Natal, foi suplantada pela do Papai Noel. Lembro do tempo em que as pessoas frequentavam a Missa do Galo nas igrejas de suas cidades. Hoje, a maioria só tem como alternativa assistir a Missa do Galo pela tevê, direto do Vaticano. Semanas antes do Natal, somos bombardeados por anúncios comerciais que incitam a que se comprem produtos os mais variados para dar de presente no Natal. Se, em outros tempos, o Natal evocava um sentimento de paz, hoje é uma data estressante, em que a grande preocupação é a compra dos presentes e a forma como será aproveitado o feriadão. Num mundo ocidental em acelerado processo de secularização, o Natal deixou de ser uma data religiosa para de tornar um feriado a mais no calendário.
sábado, 23 de dezembro de 2017
Goleada reveladora
Uma semana após a decisão do Campeonato Mundial de Clubes, o Real Madrid foi goleado, hoje, por 3 x 0 pelo Barcelona, em pleno Santiago Bernabeu. O jogo foi válido pelo Campeonato Espanhol e, com o resultado, o Real Madrid ficou praticamente alijado da disputa pelo título da competição. Foi uma goleada reveladora. Ela escancarou o quanto faltou de ousadia ao Grêmio na decisão do Mundial. O Real Madrid não jogou bem, Cristiano Ronaldo e Benzema tiveram atuações fracas. O francês, inclusive, foi vaiado ao ser substituído. Portanto, a atuação do Real Madrid foi muito semelhante a que ele teve contra o Grêmio. A diferença foi que, enquanto o clube brasileiro pareceu conformado em perder de pouco, o Barcelona se aproveitou da atuação deficiente de seu maior rival, e o goleou ao natural. Para os torcedores do Grêmio que assistiram ao clássico espanhol, a sensação de frustração com o resultado da semana anterior deve ter se ampliado. O jogo de hoje deixou evidente que o Real Madrid não vive uma boa fase. Faltou atitude ao Grêmio para tirar proveito disso.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Resistência
Não tem sido fácil para os setores conscientes da sociedade brasileira enfrentar a sanha neoliberal e entreguista de administrações estaduais e do governo do presidente golpista e ilegítimo. A resistência, no entanto, e possível. Os arautos do atraso vêm sofrendo importantes derrotas nas casas legislativas. Mesmo atuando como um rolo compressor na busca de aprovação para a reforma da Previdência, o governo federal teve de adiar a votação da proposta. A medida foi tomada diante da evidência de que o projeto não seria aprovado. O esforço do governo e de seus aliados espúrios, o empresariado e a grande imprensa, segue intenso para que a proposta seja aprovada no novo prazo de votação, em fevereiro, mas é improvável que o intento seja alcançado. No Rio Grande do Sul, hoje, a oposição conseguiu impedir que a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal do governo federal fosse colocada em votação na Assembleia Legislativa. Uma nova tentativa será feita em janeiro, mas sem que o governo do Estado tenha garantia de êxito para as suas malévolas intenções. Esses dois acontecimentos, um no plano federal, outro no estadual, mostram que é possível resistir às forças do atraso. A guerra contra os neoliberais entreguistas é árdua, mas não está perdida.
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