quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Novo fracasso

O Flamengo não conseguiu reverter a derrota no primeiro jogo contra o Independiente, e perdeu a chance de conquistar a Copa Sul-Americana. O novo fracasso do Flamengo, num ano em que eles ocorreram com frequência, se deu num Maracanã lotado. O Flamengo lutou muito, e conseguiu abrir o placar aos 29 minutos do primeiro tempo. No entanto, pouco depois, cometeu um pênalti, que redundou no gol de empate do Independiente. A partir daí, o Flamengo tentou, de forma desorganizada, alcançar a vitória. O Independente soube explorar a ansiedade do Flamengo, e manteve o resultado que lhe favorecia. Pela segunda vez na história, o Independiente ganha um título em cima do Flamengo, num Maracanã com grande público. A outra foi na extinta Copa Mercosul, em 1999. Para o Flamengo fica o gosto amargo de mais uma decepção em 2017. A atual diretoria do Flamengo já provou sua competência administrativa, mas, em termos esportivos só conquistou, até agora, o título do campeonato estadual desse ano. Convenhamos, para um clube da grandeza do Flamengo, isso é muito pouco.

Lógica mantida

O que todos esperavam, aconteceu. O Real Madrid venceu o Al Jazira, e será o adversário do Grêmio na decisão do Campeonato Mundial de Clubes. Porém, o roteiro foi diferente do que se imaginava. O Al Jazira saiu ganhando e a vitória do Real Madrid foi por um magro 2 x 1, de virada, portanto. O jogo, hoje, no estádio Zayed Sports City, em Abu Dhabi, teve uma atuação espetacular do goleiro Al Khaseif, do Al Jazira, no primeiro tempo, com grandes defesas. O Real Madrid tinha mais posse de bola e concluía muito mais ao gol, mas foi o Al Jazira que abriu o placar, aos 40 minutos do primeiro tempo, com num gol de Romarinho. No entanto, no início do segundo tempo, Al Khaseif saiu lesionado, e logo a seguir, Cristiano Ronaldo empatou para o Real Madrid. No final, Bale, que acabara de entrar em campo, fez o gol da vitória. O Real Madrid, sem dúvida, é o favorito para a decisão do Mundial de Clubes. No entanto, pelo futebol que mostrou hoje, a possibilidade do Grêmio obter o título está longe de ser uma zebra.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Vitória suada

O futebol ruim demonstrado pelo Pachuca contra o Wydad Casablanca, parecia indicar que ele não ofereceria muita resistência ao Grêmio nas semifinais do Campeonato Mundial de Clubes. No entanto, o que se viu, hoje, no Hazza Bin Zayed Stadium, em Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos, foi um jogo muito equilibrado. O Grêmio obteve uma vitória suada, por 1 x 0, com um gol de Everton, aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação. Durante o tempo normal de jogo, o Grêmio não encontrou soluções para livrar-se da forte marcação exercida pelo Pachuca no meio de campo. O Grêmio sofreu alguns ataques perigosos, e Bruno Cortez destacou-se ao fazer dois desarmes precisos dentro da grande área. Com as entradas de Everton e Jael, o Grêmio destravou, e começou a atacar de forma mais insistente. Jael ainda não marcou gols com a camisa do Grêmio, mas foi aplicado e participativo, enquanto Lucas Barrios, a quem substituiu, teve, mais uma vez, uma atuação nula. O desafio de das semifinais já foi vencido e, agora, o Grêmio assistirá de camarote a definição do outro finalista, entre Real Madrid e Al Jazira. Se o Real Madrid, como todos esperam, classificar-se para a decisão, será dele a responsabilidade de jogar com a condição de favorito. Para o Grêmio, tudo o que vier é lucro. Dessa forma, ao contrário do jogo de hoje, o Grêmio poderá jogar sem a pressão de ter de confirmar um favoritismo, o que é bom em termos psicológicos. Porém, como expressa um ditado gaúcho, não está morto quem peleia. O sonho do segundo título mundial do Grêmio, seja qual for o seu adversário na decisão, está mais vivo do que nunca.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O valor de um diploma

O ex-jogador Marcelinho Carioca acaba de se formar em Jornalismo. Marcelinho revelou que logo após estrear no time principal do Flamengo, em 1988, seu pai lhe disse que queria que ele obtivesse um diploma. Marcelinho pensou, então, como conseguiria conciliar a carreira de jogador com os estudos. Não lhe foi possível realizar o desejo do pai enquanto jogou futebol, mas, agora, Marcelinho conquistou o seu diploma, e não pôde conter as lágrimas pelo objetivo atingido. Dessa forma, Marcelinho se qualifica para trabalhar no jornalismo tendo recebido uma formação adequada para tanto, e não se escudando tão somente na condição de ex-jogador como fazem muitos que invadiram os meios de comunicação sem dar qualquer contribuição qualificada para a cobertura esportiva. A obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística foi derrubada, em 2009, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, atendendo a um antigo anseio dos proprietários de veículos de comunicação. Na ocasião, Gilmar Mendes comparou o ofício jornalístico com o dos cozinheiros. Para o ministro, assim como ninguém precisaria cursar uma faculdade para fazer uma comida saborosa, o mesmo se daria com os jornalistas em relação ao seu trabalho. Marcelinho Carioca não pensou assim. Ao formar-se em jornalismo, realizou o sonho paterno, e qualificou-se profissionalmente. Sua atitude reafirma o valor de um diploma, e preserva a dignidade de uma profissão nobre, mas sempre vilipendiada pelos arautos do obscurantismo.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Títulos

O fim de semana proporcionou ao Inter e seus torcedores um alento em meio ao momento ruim que vive o clube. O Inter conquistou dois títulos, o do Campeonato Gaúcho de Futebol Feminino e o do Brasileiro de Aspirantes. Não são competições de grande prestígio, mas as conquistas estão longe de serem desprezíveis. O título gaúcho feminino, obtido ontem, no Beira-Rio, foi ganho numa disputa em dois grenais, e isso, por si só, lhe concede relevância. O Inter havia perdido o primeiro Gre-Nal por 2 x 0, em Eldorado do Sul, o que dava ao Grêmio a condição de jogar por um empate na segunda partida para ser campeão. O Grêmio abriu o placar, mas o Inter virou e chegou aos 3 x 1. Com isso, a decisão foi para os tiros livres da marca do pênalti, e o Inter venceu por 2 x 1, o que lhe deu o título. Hoje, na Vila Belmiro, o Inter ganhou o Campeonato Brasileiro de Aspirantes, ao empatar com o Santos em 1 x 1, depois de ter vencido o primeiro jogo, no Beira-Rio, por 3 x 1. Foi a primeira edição da competição, o que reveste a conquista de um significado especial. Afora isso, seu maior rival, o Grêmio, foi eliminado ainda na primeira fase, na qual marcou apenas um ponto. As duas conquistas podem parecer pouco expressivas num momento em que o Grêmio ainda comemora o título da Libertadores e poderá ganhar o Campeonato Mundial. Porém, eles servem para dar ânimo ao torcedor, e demonstram que a vocação de um grande clube para ganhar taças é uma condição permanente, capaz de preponderar mesmo em momentos desfavoráveis como vive, atualmente, o Inter.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Adversários definidos

Grêmio e Real Madrid já estão com os seus adversários definidos para as semifinais do Campeonato Mundial de Clubes. O Pachuca, do México, que venceu, hoje, o Widah Casablanca, do Marrocos, por 1 x 0, na prorrogação, irá jogar contra o Grêmio. O Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, que venceu, também hoje, o Urawa Red Diamonds, do Japão, igualmente por 1 x 0, mas no tempo normal de jogo, enfrentará o Real Madrid. Pelo futebol exibido por ambos os times, tudo indica que Grêmio e Real Madrid não deverão ter maiores dificuldades para obterem a classificação para a decisão. O Pachuca, por exemplo, tem um goleiro de 44 anos, e apenas 1,72 metro de altura. Os dois times mostraram um futebol modesto, o que refletiu no placar escasso de suas vitórias. Só um Grêmio desatento e excessivamente autoconfiante poderia ser derrotado pelo Pachuca, mas isso não parece provável. Em relação ao Real Madrid, sua superioridade sobre o Al Jazira é tão flagrante, que não parece haver hipótese de vir a sofrer uma derrota. Assim, tudo se encaminha para uma decisão entre Grêmio e Real Madrid, na qual o clube espanhol entrará como grande favorito, mas com possibilidade de ser surpreendido.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A pré-candidatura de Miguel Rosseto

O PT lançou a pré-candidatura do ex-ministro Miguel Rosseto a governador do Rio Grande do Sul. A escolha não poderia ter sido mais acertada. Rosseto é um dos nomes mais autênticos do PT, pertence ao segmento mais orgânico do partido, que preza pela coerência ideológica e programática. Dessa forma, Rosseto não foi afetado por escândalos envolvendo o PT. Num momento em que o partido vive uma situação de descrédito, Rosseto é um nome adequado na busca da retomada dos seus ideais. A eleição não será fácil, mas se vier a ser efetivado como candidato, Rosseto se constituirá num osso duro de roer para seus adversários. O ex-ministro possui todos os atributos para um postulante ao cargo. Com sua cultura, preparo intelectual e sólido conhecimento político, Rosseto deverá ser um oponente indigesto nos debates. Houve quem cogitasse de o PT compor chapa com outro partido de esquerda, indicando, apenas, o candidato a vice-governador. A escolha de Rosseto evidencia que o PT não se conforma em ser coadjuvante, pois nasceu para o protagonismo.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A exagerada autoestima de Cristiano Ronaldo

Após receber mais uma "Bola de Ouro", prêmio dado pela revista francesa France Football ao melhor jogador da temporada na Europa, empatando com Messi no número de vezes em que recebeu o troféu, cinco, Cristiano Ronaldo disse que é o maior jogador de futebol da história. Na verdade, ele está muito longe disso. A exagerada autoestima de Cristiano Ronaldo não lhe deixa perceber que ele sequer é melhor do que Messi, com quem rivaliza em premiações. O português é um brilhante atacante, sem dúvida, mas o argentino é um jogador mais completo, não apenas um fazedor de gols. Messi, ele sim, se inscreve entre os maiores jogadores de todos os tempos, embora também não seja o melhor. Só o desconhecimento da história do futebol mundial pode justificar que, a todo o momento, alguém queira conferir a um jogador da atualidade a condição de o melhor de todos os tempos. Esse posto é, e continuará sendo, de Pelé. Em segundo lugar, longe de ameaçar o primeiro, está Maradona. A partir daí, uma série de grandes nomes se seguem, e a classificação de cada um na seleção dos melhores pode sofrer variações. São nomes como Garrincha, Cruyff, Puskas, Beckenbauer. Messi pertence a essa turma. Cristiano Ronaldo, não. Ele está num outro grupo de grandes jogadores, mas que não chegaram ao ápice dos citados acima, como Rivelino e Zico, por exemplo. Afirmações em contrário só servem para alimentar conversa de boteco.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Resultado reversível

O Flamengo conta, na decisão da Copa Sul-Americana, com a torcida de três clubes que estão interessados em que ele seja o campeão. São eles o Vasco, o Atlético Mineiro e o Sport. Caso o Flamengo venha a ser o campeão da competição, o Vasco iria direto para a fase de grupos da próxima Libertadores, o Atlético Mineiro se classificaria para a fase prévia da competição, e o Sport estaria incluído na Copa Sul-Americana. O primeiro jogo da decisão não foi favorável a todas essas pretensões, pois o Flamengo perdeu por 2 x 1, de virada, para o Independiente, hoje, no Libertadores de América. A boa notícia é que se trata de um resultado reversível. No segundo jogo, no Maracanã lotado, o Flamengo tem condição de dar o troco em seu adversário e ficar com o título. Na partida de hoje, o Flamengo saiu na frente, mas não sustentou a vitória, o que talvez tenha ocorrido pelo cansaço da maratona de compromissos, pois o time teve que entrar em campo três dias depois de ter jogado em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro. Agora, com uma semana inteira só para treinos, o Flamengo poderá retomar seu fôlego. Para o futebol brasileiro, seria muito bom, sem dúvida, ganhar as duas competições sul-americanas no mesmo ano. O Flamengo perdeu a primeira batalha, mas ainda pode vencer a guerra.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A legitimação dos títulos

Nada pode ser mais absurdo, no futebol, do que se tentar alterar a legitimidade de um resultado obtido no campo de jogo. A legitimação dos títulos tem estado em evidência, ultimamente,  e duas notícias que circularam hoje trouxeram o assunto novamente para as rodas de conversa e redes sociais. Uma postagem no Twitter da Fifa referindo que o Grêmio irá disputar o seu primeiro mundial em Abu Dhabi gerou revolta entre seus torcedores. Como se sabe, em outubro, a Fifa, a partir de uma solicitação da Conmebol, reconheceu as disputas anteriores ao atual formato por ela promovido, como sendo, igualmente, a do título mundial de clubes. A postagem, portanto, representa uma gafe, que gerou a compreensível reação de repúdio dos torcedores do Grêmio. Também hoje, o Superior Tribunal de Justiça considerou, mais uma vez, que o campeão brasileiro de 1987 foi o Sport. A decisão leva em conta tecnicalidades jurídicas, mas qualquer pessoa com um mínimo de discernimento sabe que o verdadeiro campeão foi o Flamengo. Afinal, o clube carioca enfrentou os clubes da primeira linha do futebol brasileiro, enquanto o Sport teve por adversários clubes de Segunda Divisão. Não havia razão para que o Flamengo aceitasse decidir o título com o Sport, ainda que houvesse um acerto firmado entre os clubes dos diversos módulos da competição de que isso acontecesse. A verdade é que o Grêmio é o campeão mundial de 1983, e o Flamengo foi o ganhador do Brasileirão de 1987. Eles foram vencedores dentro de campo, e não serão medidas administrativas de gabinete ou tribunais acarpetados que irão mudar isso. A legitimação dos resultados se dá dentro do campo, não fora dele.