sábado, 15 de julho de 2017

Um filme de terror

Após a vitória sobre o Ceará, fora de casa, o Inter, no entender de boa parte da crônica esportiva, tinha encontrado o seu time, e sua tendência seria crescer ainda mais. Como seu próximo jogo aconteceria, novamente, na condição de visitante, em que obtivera quatro de suas vitórias no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, o otimismo se fez sentir nos prognósticos. O Inter, previa-se, entraria no grupo dos quatro primeiros colocados, e dele não mais sairia. Nada ocorreu de acordo com o esperado. Os torcedores do Inter que assistiram ao jogo de hoje contra o CRB, no Rei Pelé, viram um filme de terror. O Inter perdeu o jogo por 2 x 0, não teve uma única chance de gol, e chegou a ouvir gritos de "olé" da torcida adversária. O resultado fez o Inter cair para o sétimo lugar na classificação. Pior que isso, das catorze rodadas da Série B disputadas até agora, o Inter só figurou na zona de classificação para a Primeira Divisão em quatro delas. A atuação do Inter foi constrangedora. Contra um adversário muito limitado, o Inter não teve nenhuma harmonia coletiva, nem destaques individuais. Em momento algum do jogo o Inter mostrou obstinação em busca do resultado positivo. Se as atuações contra Criciúma e Ceará davam indícios de um crescimento técnico do Inter, a de hoje foi de deixar o torcedor desalentado. O que parecia impossível, o Inter não subir para a Primeira Divisão, já é algo para ser, no mínimo, cogitado.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cenário aterrador

Diante de um presente tão pavoroso, o que se pode projetar para o futuro do Brasil? Nada de bom, por certo. Um cenário aterrador é o que está se desenhando. As eleições  de 2018 poderão dar a cadeira de presidente para nomes como Jair Bolsonaro e João Dória Júnior. Bolsonaro seduz incautos com a defesa da truculência e da repressão como formas de colocar o país "em ordem". Dória, numa época de repúdio aos políticos, apresenta-se como alguém que não pertence ao meio e que, portanto, não tem os seus vícios, o que é uma fraude, mas que é tida como verdade por desavisados. A esquerda precisa construir uma candidatura que lhe dê viabilidade eleitoral, se o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva não puder concorrer. O tempo até lá é curto, e por isso mesmo, há que agir rápido para não permitir que o projeto de demofobia da direita seja legitimado pelas urnas. A esquerda precisa de um plano B, para salvar não só a si mesma, mas ao próprio país. Se o futuro se apresenta tão ameaçador, é necessário, pelo menos, sustentar a esperança de que ele possa ser melhor. Essa tarefa, urgente e intransferível, é da esquerda brasileira.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Reabilitação

A derrota para o Avaí, em plena Arena, havia sido a terceira consecutiva no Campeonato Brasileiro, o que obrigava o Grêmio a buscar uma reabilitação na competição. Pois ela veio, de maneira grandiosa, com a vitória de 1 x 0 sobre o Flamengo, hoje, na Ilha do Urubu. O Grêmio fez seu gol ainda no primeiro tempo, marcado por Luan, e soube sustentar o resultado até o final, sob intensa pressão do Flamengo. A postura adotada pelo Grêmio após o gol foi arriscada, pois, no segundo tempo, se limitou, praticamente, a se defender para tentar manter o resultado. Ainda assim, Luan perdeu a chance de ampliar o placar, num rápido contra-ataque. A surpresa positiva do jogo foi o goleiro Léo, que fez duas grandes defesas, uma em cada tempo do jogo. Léo cometeu, também, um descuido incrível, que quase redundou no gol de empate do Flamengo, mas isso deve ser creditado á sua inexperiência, e não deslustra o seu bom desempenho. Com a vitória, o Grêmio retomou o segundo lugar isolado do Brasileirão. O Corinthians segue distanciado na liderança, com dez pontos e três vitórias a mais, mas o Grêmio voltou a ser o seu perseguidor mais direto. O Grêmio retornou ao caminho das vitórias, e segue com chances de título nas quatro competições que disputa.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um factóide de Moro

A condenação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão, determinada, hoje, pelo juiz Sérgio Moro, não vai dar vem nada. Ela é, apenas, um factóide de Moro, que precisa mostrar trabalho para a Rede Globo e seus fãs coxinhas. A própria sentença de Moro deixa isso claro, ao não ordenar a prisão imediata de Lula, permitindo-lhe aguardar em liberdade o resultado da apelação. Em todo o seu tempo de perseguição ao ex-presidente, Moro jamais encontrou provas que possam resultar na sua condenação. A atitude que Moro tomou hoje tem o único condão de manter intacto o seu prestígio junto aos fãs. Moro sabe que sua sentença será reformada em outra instância, provavelmente pelo mesmo TRF4 que inocentou o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, das acusações que sofreu. A diferença é que Vaccari chegou a ser preso. Lula não o será. Assim, quando tudo chegar ao final, e Lula for absolvido, Moro irá posar de herói, pois terá "feito a sua parte", e seus fãs colocarão a culpa do desfecho contrário às suas pretensões no Poder Judiciário. Moro poderá, então, até articular uma carreira política, posando de paladino da ética. Os inimigos de Lula não devem desperdiçar os seus foguetes. Seus apoiadores não tem razão para se preocupar. Simples assim.

Crime consumado

A reforma trabalhista foi aprovada no Senado. Um crime consumado. Conquistas históricas dos trabalhadores foram destruídas. As relações de trabalho voltaram para um estágio medieval e escravocrata. Os sonhos há muito tempo acalentados pela plutocracia brasileira se tornaram realidade. No Brasil atual, nada é tão ruim que não possa piorar. Cada dia apresenta fatos piores que o do dia anterior. O país mergulha, aceleradamente, num poço sem fundo. Não há perspectivas de melhora. O quadro que se apresenta diante dos brasileiros não se resolverá pelas vias normais. Cabe à população abandonar sua letargia e tomar as rédeas da ação politica. Só o rugido das ruas pode salvar o Brasil.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Vitória tranquila

Foi um jogo muito mais fácil do que se poderia supor. O Inter obteve uma vitória tranquila de 2 x 0 sobre o Ceará, hoje á noite, no Castelão, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O Inter marcou os dois gols logo no início do jogo, e até poderia ter ampliado o placar. O Ceará mostrou-se um time muito fraco tecnicamente, que em momento algum demonstrou ter capacidade para poder alcançar uma reação. Mesmo quando tentava pressionar de maneira mais intensa, o Ceará esbarrava na falta de qualidade, o que fez com que a defesa do Inter neutralizasse suas investidas. O resultado fez com que o Inter superasse um adversário direto na tabela, pois os dois clubes estavam empatados em pontos. O Inter, no entanto, não conseguiu ingressar no grupo dos quatro primeiros colocados. No sábado, o Inter jogará, novamente, fora de casa. Seu adversário será o CRB, que está uma posição abaixo da sua na classificação, e que ganhou quatro dos últimos cinco jogos. Mais um desafio para o Inter tentar provar que está melhorando o seu desempenho.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A repetição de um equívoco

O Grêmio autorizou, hoje, o meia Gata Fernandez a procurar outro clube para jogar. Gata Fernandez vinha demonstrando insatisfação por não vir sendo aproveitado, e o Grêmio, ao tomar tal atitude, sinaliza que o jogador estava, mesmo, fora dos planos do clube. O incrível é que Gata chegou ao Grêmio há apenas quatro meses. Na verdade, a contratação do meia argentino é, por parte do Grêmio, a repetição de um equívoco. Gata já está com 33 anos, e no seu último clube, a Universidad de Chile, não vinha tendo bom desempenho, o que o deixou em rota de colisão com a torcida. O Grêmio, no entanto, contratou o jogador com base no fato de que ele foi um dos destaques do Estudiantes de La Plata na conquista do título da Libertadores de 2009. Como se vê, o Grêmio ignorou o fato de que já transcorreram oito anos desde aquele feito do Estudiantes, e que o jogador já não tem a mesma performance que exibia na época. Em 2008, o Grêmio já cometera o mesmo erro quando contratou o volante Ottermann, do Olimpia, que havia se destacado no título da Libertadores de 2002, ganho pelo clube paraguaio. Ottermann teve uma trajetória opaca no Grêmio, e num rasgo admirável de sinceridade, disse que o clube o contratara pensando no jogador de 2002, mas que ele, seis anos depois, já não tinha o mesmo rendimento. O fascínio histórico do Grêmio por jogadores dos países sul-americanos, e o fato de que suas contratações são economicamente vantajosas, leva o clube a, vez por outra, cometer erros desse tipo. Tudo estava a indicar, antes da efetivação da contratação, de que Gata Fernandez não daria certo no Grêmio, o que acabou se confirmando. O futebol, com seu alto índice de profissionalização, não tem mais lugar para aquisições irrefletidas como essa. Contratar jogadores, mais do que nunca, é uma ação que exige muito critério.

domingo, 9 de julho de 2017

Derrota desastrosa

Não há desculpa aceitável para a derrota que o Grêmio sofreu, hoje. O Grêmio perdeu por 2 x 0 para o Avaí, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a terceira derrota consecutiva do Grêmio pela competição, sendo duas delas em casa. Desde o início do jogo, o Grêmio dominou o Avaí, e criou chances de gol que foram sendo desperdiçadas. No início do segundo tempo, surgiu a oportunidade para o Grêmio terminar com a ansiedade pela falta de um gol, mas Edílson errou a cobrança de um pênalti. A partir daí, a pressa tomou conta do time, e o Avaí se aproveitou para fazer dois gols em contra-ataques. O goleiro do Avaí, Douglas, teve grande atuação, é verdade, mas isso não ameniza a incompetência do Grêmio. Foi uma derrota desastrosa, que fez o Grêmio cair para o terceiro lugar no Brasileirão, com dez pontos e duas vitórias a menos que o líder Corinthians. Para piorar, o próximo jogo será contra o clube que lhe tirou do segundo lugar, o Flamengo, na Ilha do Urubu. Afora isso, dos próximos cinco jogos do Grêmio, três serão fora de casa. Se antes o Grêmio era um dos favoritos para o título, agora começa a perder rendimento na competição. Por mais que o técnico do Grêmio, Renato, tente minimizar o resultado de hoje, ele foi comprometedor para a campanha do clube, e diminui muito suas chances dentro da disputa.

sábado, 8 de julho de 2017

Crise interminável

O drama do Inter se arrasta. Uma crise interminável abala os alicerces do clube. O Inter empatou em 1 x 1 com o Criciúma, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Foi mais um jogo sem vitória do Inter em seu estádio. Pior que isso, o Inter saiu atrás no placar logo aos seis minutos do primeiro tempo, e só empatou aos 47 do segundo. Com sete novidades no time em relação ao jogo anterior, o Inter, dessa vez, criou várias chances de gol, mas não conseguia concluir com eficiência. O Criciúma, de sua parte, resistia bem à pressão exercida pelo Inter. Num raro lance em que perdeu uma disputa de bola aérea, o Criciúma sofreu o gol de empate. A torcida do Inter, no entanto, não se contentou com o empate. Os mesmos distúrbios ocorridos no jogo anterior, na derrota para o Boa Esporte, repetiram-se depois da partida, com arremesso de pedras, quebra de vidraças, e muita confusão. O Inter realizou quatro jogos consecutivos no Rio Grande do Sul, sendo três no Beira-Rio, nos quais esperava obter de dez a doze pontos. Fez, apenas, cinco. A única partida dessa série que o Inter venceu foi, justamente, a que jogou fora de casa, contra o Brasil de Pelotas. Até agora, o Inter só ganhou uma partida em seu estádio, contra o Náutico, lanterna absoluto da competição. Os próximos dois jogos do Inter serão como visitante, condição em que obteve três vitórias. Porém, isso nada garante, é, somente, um dado estatístico. Atualmente, o Inter não inspira nenhuma confiança.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Entre o ruim e o pior

O caos político brasileiro não dá sinais de arrefecimento. Pelo contrário. O desastroso governo do golpista e ilegítimo Michel Temer está por chegar ao fim a qualquer momento, mas, caso isso se confirme, deverá ser substituído por uma administração encabeçada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Como se vê, o Brasil está entre o ruim e o pior. Rodrigo Maia é um político da mesma baixa extração de Temer. Se vier a se tornar presidente, já sinalizou que manterá a equipe econômica de Temer, o que significa que o assalto aos direitos dos trabalhadores irá continuar. Na verdade, as forças que apoiaram o golpe não abrem mão de verem as reformas trabalhista e previdenciária aprovadas. Maia no poder representaria a continuidade na aposta das reformas, que teriam efeitos deletérios para os trabalhadores brasileiros. A queda de Temer é imperiosa, e já deveria ter ocorrido. Porém, ela teria que ser o princípio de uma reconstrução do país, e não o fim do estágio inicial de sua destruição. Rodrigo Maia como presidente significaria o agravamento do que já é pavoroso. Não basta trocar o presidente, é preciso pôr fim a estrutura de poder atual, oriunda de um golpe, e restituir a democracia no país. Para isso, é fundamental que as ruas se manifestem vigorosamente. O povo brasileiro não pode assistir passivamente á destruição do seu futuro.