sábado, 10 de junho de 2017
O festival de pênaltis
A vitória do Inter sobre o Náutico era mais do que previsível. Dessa forma, pouco haveria a destacar em Inter 4 x 2 Náutico, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. No entanto, dois fatos chamaram a atenção. O primeiro foi o Inter ter tomado dois gols, dentro de casa, do lanterna da competição. O jogo, no primeiro tempo, aliás, ficou no empate em 1 x 1. O segundo item a chamar a atenção foi o festival de pênaltis marcados na partida, quatro, todos em favor do Inter, com apenas dois tendo sido convertidos. Conforme a ESPN, que possui em seu arquivo mais de 31 mil jogos de futebol registrados, não foi verificada a ocorrência de quatro pênaltis marcados para o mesmo time em nenhuma outra partida. O que fica do jogo é a ascensão do Inter na tabela, ocasionada por duas vitórias consecutivas, e a preocupação com a fragilidade de sua defesa, que sofre gols em todos os jogos, por mais modesto que seja o adversário. Para os jogos que virão pela frente convém ao Inter mostrar um desempenho mais consistente. Afinal, serão poucos os adversários que conseguindo marcar dois gols sairão derrotados de campo, e é quase impossível que outro árbitro venha a lhe brindar com quatro pênaltis a favor numa mesma partida.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Vergonha
O Brasil viveu hoje mais um dia ultrajante. O chavão de ter chegado ao fundo do poço não se aplica à realidade brasileira. Simplesmente porque, no Brasil, o poço parece não ter fundo, pois sempre é possível descer um pouco mais. O que fez o Tribunal Superior Eleitoral, ao decidir não cassar a chapa Dilma-Temer é inominável. A decisão não tem qualquer amparo técnico e jurídico, é casuística e política. Tudo foi adredemente preparado. O julgamento foi marcado para um período em que o tribunal tem como presidente Gilmar Mendes, a mais infecta figura do meio jurídico brasileiro, e depois que dois de seus membros fossem nomeados por Michel Temer. A desfaçatez dos golpistas brasileiros não tem limites. Eles escarnecem de tudo, na certeza de que ficarão impunes por estarem agindo em consonância com os interesses da imprensa conservadora e da plutocracia brasileira. O futuro do país é, cada vez mais, sombrio e ameaçador. Não há nenhuma perspectiva de melhora. O único sentimento que o Brasil atual pode despertar em quem tenha um minimo de dignidade é a vergonha. Uma imensa e desconsolada vergonha.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
O melhor time do Brasil
Na teoria, o melhor time do Brasil deveria estar entre Palmeiras, Flamengo, ou Atlético Mineiro, conforme o pensamento de grande parte da imprensa esportiva do país. Na prática, a cada jogo, o Grêmio é que assumiu essa condição, de maneira inequívoca. Com exceção da partida contra o Sport, em que, absurdamente, escalou um time totalmente reserva, o Grêmio vence consistentemente todos os seus adversários, em diferentes competições, e, por vezes, proporciona um espetáculo em campo. Hoje á noite, na Arena Condá, o Grêmio goleou a Chapecoense por 6 x 3, pelo Campeonato Brasileiro. Foi um verdadeiro show do Grêmio, que começou com um golaço de Michel quase do meio de campo. O mesmo Michel faria o segundo gol, de cabeça. Um frango de Marcelo Grohe, que caiu com a bola dentro do gol, poderia ter complicado o jogo, mas o resultado se manteve até o final do primeiro tempo. Foi no segundo tempo, no entanto, com a entrada de Everton em campo, que o Grêmio pôs a Chapecoense na roda. Em apenas 1min21s, os dois primeiros toques na bola de Everton resultaram em gols. Foi, então, que o árbitro marcou um pênalti em favor da Chapecoense, depois de ter sonegado um para o Grêmio. A reação da Chapecoense mais uma vez, não ocorreu, pois Everton marcou outro gol. A Chapecoense descontou novamente, mas Luan fez o sexto gol do Grêmio e estabeleceu a goleada. Luan, por sinal, foi o melhor jogador em campo, seguido por Everton e Michel, nessa ordem. Marcelo Grohe foi o ponto negativo do Grêmio. O que ficou do jogo é que não há mais dúvida quanto ao fato de que o Grêmio é, no momento, o melhor time do Brasil.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Situação preocupante
O Vasco é um dos grandes clubes brasileiros. Possui uma história recheada de glórias e grandes títulos. Seu time do final dos anos 40, que ficou conhecido como o "Expresso da Vitória", foi um dos melhores já formados no país, em todos os tempos. Os últimos anos, no entanto, tem sido de aflição para a torcida do Vasco. Em menos de uma década, o clube foi rebaixado três vezes para a Segunda Divisão. Esse pesadelo insiste em não se afastar do Vasco. O Campeonato Brasileiro está apenas na sua quinta rodada, e o Vasco já vive uma situação preocupante, pois perdeu três jogos, nos quais marcou sete gols e sofreu catorze. A ameaça de um novo rebaixamento, portanto, já surge no horizonte do clube. Hoje á noite, o Vasco foi goleado pelo Corinthians por 5 x 2, em pleno São Januário. Na sua estreia no Brasileirão também sofreu uma goleada, de 4 x 0, para o Palmeiras, no Allianz Parque, a única vitória do clube paulista, até agora, na competição. Sucessivas más administrações, e a falta de recursos financeiros que permitam a formação de times fortes, colocaram o Vasco nessa triste condição. Um novo rebaixamento não seria ruim apenas para o clube, mas para o futebol brasileiro, que tem no Vasco uma das suas maiores expressões. O polêmico presidente do clube, Eurico Miranda, já deu grande contribuição ao Vasco, mas o peso dos anos, problemas de saúde, e o estilo personalista de administração, que não é compatível com o futebol atual, mostram que seu ciclo no poder precisa ser encerrado. Um Vasco enfraquecido não interessa a ninguém.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Vitória
Com um time misto, pois poupou seis titulares, o Inter obteve venceu o Figueirense por 2 x 1, hoje, no Orlando Scarpelli, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Uma vitória que, nesse momento, terá um efeito tranquilizador para um clube que está na iminência de uma crise. O técnico Guto Ferreira, que tomou a inusitada decisão de poupar jogadores mesmo com o Inter estando numa posição desconfortável na classificação, fica fortalecido no início do seu trabalho. O Inter abriu o placar, sofreu o empate pouco depois, suportou uma forte pressão do Figueirense e, já com o jogo próximo do final, alcançou o gol com que venceu a partida. A turbulência no Inter não irá acabar de uma hora para a outra, e bastará um novo tropeço para que o torcedor volte a protestar. Porém, pelo menos por enquanto, a tendência é de calmaria, já que o próximo jogo, contra o Náutico, no Beira-Rio, se prenuncia como um dos mais fáceis da competição, pois o clube pernambucano faz uma péssima campanha. Caso obtenha duas vitórias seguidas, o Inter deverá dar um salto na tabela, e afastar o mau humor e o pessimismo que vem rondando o clube nos últimos dias.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Decisão estranha
Não está fácil entender o que acontece no Inter. Algumas atitudes tomadas no clube são de difícil compreensão. Vivendo uma crise técnica, com o pior início de campanha de um clube grande na Segunda Divisão desde 2006, o Inter tomou uma decisão estranha para o jogo de amanhã contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli. Seis jogadores serão poupados, sob a alegação de que estão desgastados fisicamente pelo grande número de jogos que já disputaram no ano, até aqui. Com isso, o Inter irá jogar, praticamente, com um time misto contra o Figueirense. O meio de campo, por exemplo, não terá três titulares, pois Rodrigo Dourado, Edenilson e D'Alessandro serão poupados. Com isso, jogadores como Charles, encostado desde sua má atuação no Gre-Nal do Campeonato Gaúcho, e Roberson, que ainda não convenceu com a camisa do Inter, voltarão a ser escalados. Para um clube que precisa somar pontos que lhe tirem do constrangedor décimo lugar que ocupa na Série B, poupar titulares é uma medida que não parece adequada. A atual diretoria do Inter recebeu da anterior um clube rebaixado, e essa é uma herança dura para qualquer administração. Foi feita uma verdadeira varredura no grupo de jogadores, com muitas saídas e chegadas. Muitos bons jogadores foram adquiridos. No entanto, o time ainda não deslanchou em campo, e só produziu satisfatoriamente nos jogos contra grandes clubes como Grêmio, Corinthians e Palmeiras, quando o nível de motivação é muito alto. Sendo assim, a preservação de titulares num momento como esse é um "prêmio" á ineficiência. O Inter precisa firmar um time titular, o que ainda não fez em meio ano, e lhe dar o devido entrosamento para que possa obter bons resultados. Não será poupando jogadores que irá conseguir isso.
domingo, 4 de junho de 2017
Grande fase
A grande fase do Grêmio teve prosseguimento, hoje, com a vitória por 2 x 0 sobre o Vasco, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A atuação do Grêmio não teve o brilhantismo de outros jogos, mas foi segura, sem correr riscos. O Grêmio só abriu o placar aos 37 minutos do primeiro tempo, de pênalti, mas mantinha o jogo sob controle. Esse quadro não se alterou até o final, e o Grêmio ainda fez mais um gol, nos acréscimos. Não fosse o ğequívoco de colocar um time inteiramente reserva contra o Sport, na Ilha do Retiro, e o Grêmio poderia ser o líder do Brasileirão. No entanto, por estar em terceiro lugar na tabela, apenas um ponto atrás de Chapecoense e Corinthians, primeiro e segundo colocados, respectivamente, poderá atingir o topo da classificação já na próxima rodada. Para isso, o Grêmio terá de vencer a Chapecoense na Arena Condá, e o Corinthians não poderá conseguir mais do que um empate contra o Vasco, em São Januário. O jogo de hoje teve ainda dois dados estatísticos relevantes. Renato completou 150 jogos como técnico do Grêmio, somando as três vezes em que ocupou o cargo, e Luan se tornou o maior goleador do clube na Arena, com 29 gols. O Grêmio segue recebendo elogios da imprensa e está em lua de mel com o seu torcedor.
sábado, 3 de junho de 2017
Novo tropeço
Nem mesmo a estreia de seu novo técnico, Guto Ferreira, foi capaz de fazer o Inter se reabilitar no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Em um novo tropeço, o Inter chegou a abrir o placar, mas apenas empatou em 1 x 1 com o Juventude, hoje, no Beira-Rio. Depois de estrear, fora de casa, com uma goleada de 3 x 0 sobre o Londrina, o Inter não venceu mais na competição. Nos jogos seguintes, empatou, em casa, com o ABC, em outra partida em que saiu na frente no placar, e perdeu para o Paysandu, em Belém. Em dois jogos no Beira-Rio, ainda não venceu. Hoje, mais uma vez, chamou a atenção o contraste entre a disposição mostrada pelo Inter em jogos contra clubes grandes como Grêmio, Corinthians e Palmeiras, onde teve bom desempenho, e as partidas pela Segunda Divisão, onde ainda não alcançou uma boa produção. A consequência disso é um constrangedor décimo lugar na tabela de classificação. Continua sendo impensável que o Inter não suba para a Primeira Divisão, mas o clube precisa, de uma vez por todas, aceitar o fato de que foi rebaixado, e mostrar foco na luta por esse objetivo.
Superioridade
O favoritismo do Real Madrid na decisão da Champions League foi confirmado com a goleada de 4 x 1 sobre o Juventus, hoje, em Cardiff. Confesso que estou entre os que acreditavam ser possível a conquista do título por parte do Juventus. Afinal, embora o Real Madrid tenha um time com maior número de estrelas, o Juventus possuj bons jogadores em todas as posições e uma grande solidez defensiva. Nada disso, no entanto, adiantou. O Real Madrid tem Cristiano Ronaldo, e ele faz a diferença. Foi dele o primeiro gol do jogo. O Juventus ainda reagiu, com um golaço de Mandzukic. O primeiro tempo terminou empatado em 1 x 1, dando a impressão de que o jogo seria muito equilibrado. Nada mais falso. No segundo tempo, o Real Madrid tomou conta do jogo e chegou á goleada. O brasileiro Casemiro fez o gol de desempate. Cristiano Ronaldo marcou o terceiro, o gol de número 600 em sua carreira. No final da partida, numa grande jogada de Marcelo, Asensio estabeleceu a goleada. O Real Madrid comprovou sua superioridade de maneira indiscutível. Foi, também, um jogo cheio de outras marcas relevantes. Cristiano Ronaldo marcou dez gols nos últimos cinco jogos pela Champions League. O Real Madrid obteve o bicampeonato da competição, e alcançou doze títulos da Champions League, da qual é o recordista de conquistas. Seu mais próximo perseguidor, o Milan, tem sete títulos. O Juventus, que ganhou a Champions League por três vezes, é o clube com mais vice-campeonatos da competição, num total de sete. O que era para ser um jogo duramente disputado, acabou se constituindo num passeio do Real Madrid.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
A janela
Todo ano repete-se a mesma situação. Ao final do primeiro semestre, a chamada "janela" de contratações do futebol europeu surge como uma ameaça aos interesses do torcedor brasileiro. O grande poderio econômico do futebol europeu, aliado a permanente dificuldade financeira dos grandes clubes brasileiros, faz com que haja a saída prematura de jovens talentos do futebol do país. Luiz Araújo, um atacante que recém começa a se destacar no São Paulo, já está vendido para o Lyon. Outros dois jogadores do clube, Júnior Tavares e Thiago Mendes, também podem estar a caminho da Europa. Arthur, que ainda não completou dez jogos como titular do Grêmio, já é alvo da cobiça de clubes europeus. O pior é que os valores pagos pelos jogadores brasileiros são irrisórios se comparados aos das transações internas do futebol europeu. O Brasil continua revelando bons jogadores numa escala não alcançada em nenhum outro país, mas a desigualdade econômica o transformou num fornecedor de matéria-prima para o futebol do exterior, principalmente da Europa. Sem grandes ídolos para ofertar ao torcedor, resta aos grandes clubes brasileiros a força de suas trajetórias históricas para seduzir as novas gerações.
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