terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Começou
Para os grandes clubes do país, o futebol valendo pontos, em 2017, começou hoje. A segunda edição da Primeira Liga teve início com o Fluminense vencendo o Criciúma por 3 x 2, de virada. Primeiro campeão da competição, o Fluminense saiu perdendo, mas virou o placar, ampliou o marcador e, depois, sofreu outro gol. Foi o começo das competições envolvendo os maiores clubes do país, que se intensificará, no fim de semana, com o início dos principais campeonatos estaduais. Depois das férias e da pre-temporada, chegou a hora do futebol para valer, como gostam os torcedores. O trabalho de formação dos grupos de jogadores, feito pelos dirigentes durante o período de recesso do futebol, será, a partir de agora, posto à prova. Para quem gosta de futebol, não faltarão emoções ao longo do ano, pois o calendário dos grandes clubes terá muitas disputas, e a Seleção Brasileira jogará suas últimas partidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Prepare o seu fôlego, e divirta-se.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
O fim da era Bernie Ecclestone
A Fórmula 1 está mudando. Seu controle foi adquirido pelo grupo americano Liberty Media. A primeira grande consequência da nova ordem foi anunciada hoje. Depois de 40 anos, é o fim da era Bernie Ecclestone na F1. Nesse periodo, ele foi o manda chuva da principal categoria do automobilismo mundial. Sob sua liderança, a F1 cresceu economicamente, expandiu suas fronteiras geográficas, aumentou o número de corridas do calendário, tornou-se um espetáculo global. Porém, nos últimos anos, a categoria tem perdido força. A escassez de grandes ídolos, e a pouca competitividade, com o predomínio de uma equipe sobre as demais, como ocorre atualmente com a Mercedes, fizeram o interesse do público pela Fórmula 1 decair. Uma série de mudanças nos carros e no regulamento ocorrerá já no campeonato de 2017. Bernie Ecclestone, de 86 anos, deverá ter um cargo honorífico na nova administração, mas não irá mais ditar os rumos da Fórmula 1. Uma mudança se fazia necessária para revitalizar a Fórmula 1. Ela já começou. Se será para melhor, só o tempo poderá revelar.
domingo, 22 de janeiro de 2017
Sem papas na lingua
Duas entrevistas de profissionais do Grêmio produziram impacto nos últimos dias. O zagueiro Geromel e o técnico Renato se mostraram sem papás na língua. O primeiro a se pronunciar foi Geromel. Ele cobrou dos dirigentes a formação de um grupo mais qualificado, e lembrou que o Grêmio perdeu o Campeonato Gaúcho e foi eliminado precocemente na Libertadores, em 2016, quando ficou sem alguns jogadores fundamentais e não tinha uma reposição a altura. Geromel destacou que, mesmo na Copa do Brasil, que acabou ganhando, o Grêmio enfrentou dificuldades na campanha, e que sua colocação final no Campeonato Brasileiro não foi boa. Renato, um dia depois, foi no mesmo tom. Revelou que, antes de sair de férias, deixou tudo "mastigadinho" para os dirigentes quanto às contratações a serem feitas. Entre as indicações de Renato estavam a de dois jogadores "top", que não vieram em razão das limitações financeiras do Grêmio. O técnico disse que todos os jogadores contratados até aquele momento tinham vindo com o seu aval, com exceção de Beto da Silva, que foi uma iniciativa da diretoria que ele abraçou. As declarações de Geromel e Renato colocam os dirigentes do Grêmio contra a parede. Eles agiram assim porque sabem que tem cacife para tanto. A verdade é que o departamento de futebol do Grêmio está deixando a desejar na sua política de contratações. Os torcedores esperavam por nomes de maior expressão, principalmente por ser um ano em que o clube disputará a Libertadores. O vice-presidente de futebol, Odorico Roman, até agora, não mostrou um desempenho compatível com o cargo. A velha cantilena da falta de recursos financeiros não pode mais servir de escudo para uma ação tão tímida na aquisição de reforços de qualidade. Os outros clubes brasileiros que participarão da Libertadores estão se mostrando bem mais ousados nas suas contratações. Se o Grêmio não modificar a sua postura quanto aos reforços, o único título ao seu alcance, em 2017, será o do Campeonato Gaúcho.
sábado, 21 de janeiro de 2017
Retorno
Numa partida carregada de simbolismos, a Chapecoense fez, hoje, o seu retorno ao futebol, 52 dias depois do acidente aéreo em que morreram 19 jogadores do clube. O amistoso com o Palmeiras, na Arena Conda, terminou empatado em 2 x 2, mas isso pouco importa. A volta da Chapecoense aos gramados, num jogo em casa, diante da sua torcida, é o fato verdadeiramente relevante. O estádio, como não poderia deixar de ser, estava lotado. A emoção tomava conta do ambiente. Os três jogadores que sobreviveram ao acidente, Follmann, Neto e Alan Ruschel, estavam presentes. O radialista Rafael Henzel, outro sobrevivente do desastre, voltava a narrar um jogo da Chapecoense, pela emissora em que trabalha. A taça de campeã da Copa Sul-Americana foi entregue à Chapecoense. Familiares dos jogadores falecidos receberam medalhas. A dor pelas perdas sofridas no acidente permanece, mas a vida impõe que se siga em frente. A Chapecoense está de volta ainda ferida, mas com o estímulo de um futuro cheio de desafios pela frente.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Cem anos de samba
O dia de hoje marca o centenário do lançamento do disco "Pelo Telefone", composição de Donga e Mauro de Almeida, considerado o primeiro samba gravado no Brasil. Os cem anos de samba no Brasil merecem ser efusivamente festejados em todo o país. O samba sempre foi vítima do preconceito das pseudoelites brasileiras, mas está enraizado no gosto de camadas enormes da população, e exerce grande sedução nos estrangeiros. Ao longo do tempo, notáveis sambistas nos brindaram com magníficas composições. Nomes como Noel Rosa, Nélson Cavaquinho, Cartola, João Nogueira, Martinho da Vila, criaram clássicos do gênero. O samba possui várias vertentes. Há o samba-canção, o de enredo, o partido alto, o de breque, todos bons, dentro do seu estilo. Como expressa parte da letra de um clássico do gênero, quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé.
O pesadelo que se tornou realidade
Donald Trump tomou posse, hoje, como presidente dos Estados Unidos. O pesadelo que se tornou realidade é a melhor definição que se pode dar para esse fato. Trump é a expressão do que a política pode gerar de pior, pois é racista, xenófobo, machista e arrogante. Sua chegada ao poder representa um enorme retrocesso para a democracia de seu país, e é uma ameaça para o mundo. Mais uma vez, o estapafúrdio sistema americano, que se utiliza de um colégio eleitoral em vez da maioria simples de votos para eleger seu presidente, gera um resultado desastroso Trump teve menos votos totais que Hillary Clinton, mas venceu a eleição, repetindo o que ocorreu quando George Walker Bush se elegeu presidente, em detrimento de Al Gore. Na ocasião, Gore fez 500 mil votos a mais que o seu oponente, mas perdeu a eleição. Dessa vez, o descalabro foi ainda maior, pois Hillary Clinton fez três milhões de votos a mais que Trump. O exótico sistema eleitoral americano se sustenta na alegação de que busca evitar a escolha de um aventureiro ancorado no voto da maioria. Conversa fiada. O princípio que norteia um sistema como esse é o preconceito em relação às escolhas populares, o que põe por terra a ideia amplamente disseminada de que os Estados Unidos possuem a maior democracia do mundo. Tudo o que esse método consegue gerar é a eleição de energúmenos como George Walker Bush e Donald Trump, com consequências desastrosas para o mundo inteiro. Com a posse de Trump, convém se preparar para anos turbulentos e sombrios, dentro e fora dos Estados Unidos.
Carlos Alberto Silva
O Brasil perdeu hoje um dos seus grandes técnicos de futebol, Carlos Alberto Silva, que faleceu aos 77 anos. Ele era um ilustre desconhecido do grande público quando, em 1978, aos 38 anos, levou o Guarani de Campinas ao título de campeão brasileiro, o único de um clube do interior até os dias de hoje. Montou um time de grande qualidade, com destaques como o veterano volante Ze Carlos, os meias Renato "Pé Murcho" e Zenon, e um dos maiores centroavantes brasileiros de todos os tempos, Careca, então com apenas 17 anos. Depois dessa fulgurante aparição, Carlos Alberto Silva trabalhou em grandes clubes brasileiros como São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras e Atlético Mineiro. Teve uma passagem exitosa pelo Porto, num raro caso de sucesso de um técnico brasileiro no exterior. Na Seleção Brasileira foi vítima de uma grande injustiça, pois fazia um trabalho muito bom que foi interrompido com a sua demissão após perder a disputa da medalha de ouro nas Olimpíadas de 1988, em Seul. Seu substituto, Sebastião Lazaroni, era de capacidade muito inferior, e levou a Seleção a um desempenho decepcionante na Copa do Mundo de 1990. Carlos Alberto Silva deixa uma trajetória digna e bem sucedida no futebol.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Suspeitas
A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, ocorrida hoje na queda do avião em que viajava próximo a Paraty (RJ) despertou, imediatamente uma série de suspeitas. Muitos estão convencidos de que sua morte foi uma "queima de arquvo", pois Zavascki era o relator da Operação Lava-Jato no STF, e preparava-se para homologar a delação premiada de ex-executivos da construtora Odebrecht. O ministro pretendia, inclusive, antecipar o ato, do início de fevereiro para o final de janeiro. Com o falecimento de Zavascki, o processo sob sua guarda terá de ser redistribuído para outro membro da corte, ou ficará com o magistrado que vier a substitui-lo. Nesse último caso, seria uma situação extremamente conveniente para o presidente Michel Temer, que poderia postergar por um longo tempo a indicação do novo ministro, afora o fato que o nome escolhido deverá ser o de alguém afinado com os seus interesses, um dos quais é o de abafar a Lava-Jato. O Brasil vive um momento político muito delicado, e a morte de Zavascki, pelas suspeitas que desperta, contribui para colocar mais lenha na fogueira. Se a queda do avião não tiver sido um acidente, estaremos no pior dos quadros. Seria a confirmação de que o poder no país foi tomado por corruptos inveterados e criminosos. No Brasil dos tempos atuais nada é tão ruim que não possa piorar.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Solução modesta
Para quem alardeou que traria um "fazedor de gols", a contratação de Jael, hoje anunciada pelo Grêmio, é uma solução modesta. Afinal, Jael é um jogador rodado, de 28 anos, e cujo último clube, o Joinville, foi rebaixado para o Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão. A contratação foi feita a pedido do técnico do Grêmio, Renato, que treinou Jael no Bahia. Seja como for, a média de gols de Jael ao longo da sua carreira é satisfatória. Diante de tantos nomes de jogadores estrangeiros que vem sendo especulados, todos eles quase anônimos, a vinda de Jael é uma opção por um jogador bastante conhecido no mercado brasileiro. Não é um nome capaz de empolgar a torcida, mas seus números são, no mínimo, razoáveis. Como jogador de grupo, poderá ser útil.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Exportando talentos
O futebol brasileiro, nos últimos anos, vem exportando talentos de forma constante, que saem do país ainda muito jovens. Sem conseguir competir com as fortunas pagas pelo futebol europeu, os clubes brasileiros perdem suas grandes revelações e, o que é pior, por quantias muito abaixo do que verdadeiramente valem. O midiático futebol da Europa obtém sua força usando esse expediente vil proporcionado pela globalização econômica, levando, ainda em tenra idade, os melhores jogadores não só do Brasil, mas também de outros países sul-americanos como Argentina, Uruguai, Colômbia e Peru. Valendo-se do seu poderio econômico, cumprimenta com o chapéu alheio. Algo precisaria ser feito para pôr fim nessa situação, que desequilibrou o futebol mundial. Porém, isso é improvável, pois a Fifa tem sua sede na Suíça , e desde a saída do brasileiro João Havelange do cargo, vem sendo presidida por europeus. Os presidentes da Fifa só levam em conta os interesses financeiros que giram em torno do futebol, pouco se importando com o que não se relacione com a possibilidade de obter muitos ganhos. A maior revelação do futebol brasileiro nos últimos anos, Gabriel Jesus, deixou o país com apenas 19 anos para jogar no Manchester City. Agora, Vinicius, grande talento surgido no Flamengo, de apenas 16 anos, já vem sendo assediado por clubes espanhóis e ingleses. Os clubes brasileiros, enquanto isso, tem repatriado veteranos para se reforçar. Não é a primeira vez que abordo o tema nesse espaço. Por certo, também não será a última. Não aceito passivamente esse descalabro. Algo precisa ser feito para modificar esse quadro. O dinheiro não pode ser o único balisador das relações, no futebol ou fora dele.
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