segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
A volta de Felipe Massa
Confirmando o que já vinha sendo especulado, Felipe Massa retornou para a Fórmula 1. A volta de Felipe Massa ocorre menos de dois meses após o anúncio de sua despedida da categoria. Massa continuará na mesma equipe em que estava, a Williams, e o contrato será de apenas um ano. Massa só foi recontratado porque Valteri Bottas deixou a equipe e foi para a Mercedes. Como a Williams ficaria sem nenhum piloto experiente, trouxe Massa de volta. O acordo estava condicionado com a saída de Bottas. Se o piloto finlandês não fosse para a Mercedes, a contratação de Massa seria automaticamente desfeita. Não é um retorno grandioso, é é pouco provável que Massa obtenha bons resultados nas corridas. O lado bom do fato é de que o Brasil não ficará sem um representante na principal categoria do automobilismo mundial.
domingo, 15 de janeiro de 2017
A fase ruim de Guardiola
O meio futebolístico se caracteriza por despertar polêmicas e paixões em doses fartas. Também por idolatrias que, muitas vezes, tomam conta da imprensa. Esse é o caso do técnico espanhol Josep Guardiola. Seu trabalho no Barcelona fez com que muitos jornalistas o colocassem num pedestal, pois conquistou todos os títulos possíveis e imagináveis. Mais tarde, ao se transferir para o Bayern de Munique, continuou prestigiado, embora sem o mesmo desempenho. Agora, no Manchester City, Guardiola vive a sua pior fase como técnico. O seu time não consegue engrenar, os resultados ruins se sucedem. Tido por muitos como o melhor técnico do mundo, atualmente, Guardiola enfrenta seus primeiros revezes. Hoje, o Manchester City foi goleado pelo Everton por 4 x 0, em jogo válido pelo Campeonato Inglês. A expressão de Guardiola, sentado no seu reservado, era de total abatimento. A fase ruim de Guardiola talvez se explique pelo fato de que o Manchester City, embora dispondo de excepcional estrutura, não tem a grandeza histórica de Barcelona e Bayern de Munique. Nos seus dois clubes anteriores, Guardiola somou a sua capacidade com a vocação permanente para a conquista de títulos que eles reconhecidamente possuem. O Manchester City é um clube de poucas conquistas que subiu de patamar nos últimos anos, após ter sido adquirido pelo milionário russo Roman Abramovich. Dessa vez, Guardiola não tem o respaldo de uma camisa de peso, está num clube emergente. Precisa contar, fundamentalmente, com o próprio talento para que venha a obter êxito. Até agora, isso não tem se mostrado suficiente.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Urdidura maquiavélica
A cada dia fica mais evidente que o impeachment da presidente legitimamente eleita Dilma Rousseff foi um golpe, e que obedeceu a uma urdidura maquiavélica. Todas as peças vão se encaixando, demonstrando se tratar de uma ação orquestrada dos setores conservadores da sociedade, que foi cuidadosamente planejada. Não é coincidência, por exemplo, o fato de que o golpe tenha sido aplicado exatamente quando o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, foi alçado a condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Afinal, durante o mandato do atual presidente do órgão poderia ser julgada a anulação da chapa Dilma-Temer. Caso a chapa fosse invalidada, o presidente ilegítimo Michel Temer teria de deixar o cargo. Gilmar Mendes, como se sabe, é um antipetista raivoso e um permanente aliado da direita em suas causas. O conluio ficou explicitado, para algum incauto que ainda tivesse dúvida, com a "carona" aérea que Michel Temer concedeu a Gilmar Mendes no avião presidencial em sua viagem para Portugal. Absurdamente, um réu e seu julgador compartilham o mesmo vôo, a convite do primeiro. O despudor da situação só evidencia o quanto os agentes golpistas estão confiantes de que ninguém lhes tirará as rédeas do poder, que obtiveram por meio de uma usurpação. Com o apoio dócil e indecente da grande mídia, os salteadores que se adonaram do governo federal se sentem à vontade para implantar sua agenda carregada de demofobia. Outra prova dessa ação premeditada foi a contrapartida exigida pelo governo federal para renegociar as dívidas do Rio Grande do Sul com a União, de que três estatais gaúchas, cujas vendas dependem de um plebiscito que as autorize, sejam privatizadas. Essa exigência vem a calhar para o governo do Estado, que deseja privatizar as empresas, pois serviria de chantagem sobre os deputados estaduais para que aprovem a emenda que dispensa a necessidade da realização de um plebiscito para a venda das mesmas. O golpe em curso na política brasileira é ainda mais vil que o da ditadura militar, pois ao contrário da explicitude daquele, se disfarça sob uma capa de normalidade institucional. O país está entregue a um grupo de corruptos da pior espécie, travestidos de governantes. As perspectivas para o futuro do Brasil, a curto e médio prazo, são muito sombrias.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Retorno tímido
O Grêmio apresentou-se hoje para o início dos trabalhos de 2017. Foi um retorno tímido. A base do time foi mantida, mas, até o momento, não foram feitas contratações significativas. Apenas três novos jogadores foram acrescentados ao grupo, nenhum capaz de gerar entusiasmo no torcedor. São eles os laterais direitos Leonardo Moura e Léo Gomes e o volante Michel, todos em nível de grupo. O tão falado "fazedor de gols" ainda não chegou, pois as contratações de Kaike e Gabriel Fernandez, depois de encaminhadas, foram desfeitas. As lacunas do time do Grêmio seguem sem serem preenchidas. Afora o tão necessário goleador que tanta falta faz, é incompreensível que um lateral esquerdo para ser titular ainda não tenha sido contratado. O Grêmio terá um calendário muito cheio em 2017, no qual se destaca a Libertadores. Porém, sem agregar qualidade ao seu time, não poderá ambicionar grandes conquistas. As poucas contratações feitas são apostas. Para conquistar grandes títulos é preciso muito mais do que isso.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
O inchaço da Copa do Mundo
A Copa do Mundo, a partir de 2026, terá 48 seleções. A duração da competição, de um mês, é o número máximo de sete jogos para quem chegar até a fase decisiva da disputa não sofrerão alteração. O inchaço da Copa do Mundo, no entanto, não é positivo para o futebol, ainda que isso não implique numa ampliação do tempo de sua realização. O aumento no número de participantes levará a um aviltamento do nível técnico da Copa. A justificativa de que é preciso dar chance a um maior número de seleções de participar de uma Copa do Mundo encobre as verdadeiras razões, que são políticas e econômicas. Políticas porque compra a simpatia de africanos e asiáticos, que poderão retribuir com votos em futuras eleições da Fifa, e econômicas porque o futebol tornou-se um grande negócio e é preciso incentivar sua expansão por todos os cantos do Mundo. A contínua expansão do número de participantes da Copa, iniciada a partir de 1982, não é positiva tecnicamente. A medida tomada pela Fifa só demonstra, de forma clara, que, no futebol atual, os interesses financeiros estão em primeiro lugar.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
O abandono do Maracanã
O Brasil transformou-se, nos últimos meses, no país dos horrores, onde, a cada dia, novos fatos chocantes vão chegando ao conhecimento público. Esse quadro tende a anestesiar as pessoas, tantos são os acontecimentos negativos, mas alguns deles ainda causam espanto. O abandono do Maracanã se enquadra nessa situação. Como pode um estádio que é um símbolo e uma atração turística do país ser deixado indefeso à ação de vândalos? Um estádio que sofreu várias reformas nos últimos 25 anos, que sediou duas decisões de Copa do Mundo, que recebeu as cerimônias de abertura e de encerramento de uma Olimpíada é entregue a própria sorte pela indefinição de quem é o responsável pela sua manutenção! Para qualquer pessoa dotada de bom senso, era perceptível que a entrega dos grandes estádios públicos brasileiros ao controle de consórcios privados não daria certo. Estádios dificilmente dão lucro, que é o grande objetivo da iniciativa privada. O consórcio que assumiu a administração do Maracanã desistiu do negócio. O governo do Estado do Rio de Janeiro não quer o retorno do controle do estádio. Uma proposta que circula há algum tempo é a de que os clubes assumam a administração do Maracanã. Porém, enquanto isso não é decidido, o estádio vai se deteriorando. O Maracanã já foi o maior estádio do mundo, o que era motivo de justo orgulho do povo brasileiro. Na última reforma que sofreu, teve sua capacidade drasticamente diminuída, o que o descaracterizou. Agora, vem a receber mais um rude golpe. O Maracanã e o futebol brasileiro não merecem isso. Seja qual for a solução encontrada, é preciso preservar o mítico estádio.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Premissa falsa
Como se sabe, ao se partir de uma premissa falsa, se chegará a uma conclusão equivocada. Esse parece ser o caso do Grêmio. O clube ganhou a Copa do Brasil de 2016, é verdade, mas isso está longe de representar que possua um grande time. Cabe lembrar que o Grêmio ingressou na competição a partir das oitavas de final. Com isso, disputou, até o jogo do título, apenas oito partidas. Foram quatro vitórias, três empates e uma derrota, uma campanha não mais que razoável. Na verdade, para poder ambicionar outros títulos, como os do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, o Grêmio precisaria encorpar significativamente o seu time, acrescentando quatro ou cinco novos titulares. A diretoria do clube parece não pensar assim. Aparentemente convencida de que o Grêmio possui um time muito bom, mostra-se letárgica nas contratações. Até agora, só confirmou uma, modesta, a do volante Michel, do Atlético Goianiense. As especulações de novos contratados giram em torno de apostas, como o atacante uruguaio Gbriel Fernandez, do Racing (URU), ou um veteraníssimo jogador como Leonardo Moura, de 37 anos, que está sem clube depois que deixou o Santa Cruz, que foi rebaixado no Brasileirão. A letargia do Grêmio contrasta com a movimentação de clubes como o Palmeiras, por exemplo, que empilha novas contratações. A diferença de recursos financeiros em favor do clube paulista é um argumento a ser considerado, mas se o Grêmio tiver a ambição de ser campeão da Libertadores, competição que também terá a participação do Palmeiras, vai precisar acrescentar muito mais qualidade ao seu time.
sábado, 7 de janeiro de 2017
Cortes
Realizar cortes de gastos parece ser a única preocupação dos políticos de direita. Em nome da propalada "austeridade", os administradores neoliberais negam a existência de recursos para as mais diversas finalidades. O novo prefeito de Porto Alegre, Nélson Marchezan Júnior, por exemplo, declarou que não há dinheiro para que seja repassada a verba da prefeitura para o Carnaval. Um anúncio desse tipo às vésperas da realização dos desfiles carnavalescos praticamente os inviabiliza. A parcela numerosa de imbecis que apoia esse tipo de atitude haverá de dizer que num país com sérios problemas em áreas essenciais como saúde e segurança não se pode gastar dinheiro público com Carnaval. Esse discurso é falso na sua essência, e extremamente hipócrita. Afinal, a "austeridade" nos gastos, sempre que aplicada, nunca trouxe melhorias nos serviços ofertados à sociedade, pelo contrário, apenas os precarizou. Depois do governador José Ivo Sartori iniciar o processo de destruição do Rio Grande do Sul, agora é Porto Alegre que viverá a mesma situação com Nélson Marchezan Júnior. Há um ditado que expressa que quem corre por gosto não cansa. Os eleitores do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre não irão esquecer disso por um longo tempo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Apelando para os veteranos
O futebol brasileiro segue exportando suas grandes revelações ainda em tenra idade, e apelando para os veteranos quando quer se reforçar. O Palmeiras é um exemplo claro disso. Vendeu Gabriel Jesus, uma revelação fulgurante, de apenas 19 anos, para o Manchester City, e contratou Felipe Melo e Michel Bastos, ambos de 33 anos. O clube já havia adquirido outro veterano, o meia Guerra, de 31 anos, venezuelano que jogava no Nacional de Medellín. No grupo de jogadores do clube paulista já estavam Ze Roberto, de 42 anos, Fernando Prass, de 37, e Alecsandro, de 35. Os demais clubes brasileiros seguem pelo mesmo caminho. O Cruzeiro trouxe Thiago Neves, de 31 anos. O Flamengo contratou Conca, de 33 anos. Todos os jogadores citados são de boa qualidade, e tiveram grandes momentos em suas carreiras, mas dificilmente poderão reproduzir o que já fizeram no mesmo nível, pois a idade cobra o seu preço. Porém, diante da crônica falta de recursos dos clubes brasileiros, essa política de contratações deverá prosseguir por um bom tempo, ainda. Para assistir às revelações, o torcedor brasileiro terá que continuar recorrendo ao aparelho de tevê.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Desacerto benéfico
A divulgação feita hoje pelo Grêmio de que desistiu da contratação do atacante Kayke é o que se pode chamar de um desacerto benéfico. Ele tem 28 anos e marcou poucos gols em sua carreira. Nada indica de que seria um bom reforço para o Grêmio. As divergências contratuais que levaram a não concretização do negócio constituem uma forma transversa de corrigir um equívoco. A lentidão do Grêmio na aquisição de reforços inquieta a sua torcida, mas não se pode contratar sem critério. O time do Grêmio precisa de reforços de qualidade para poder ambicionar a conquista de grandes títulos. Não será com jogadores do porte de Kayke que irá melhorar seu nível técnico.
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