domingo, 16 de outubro de 2016

Agradável surpresa

O torcedor ficou sabendo de última hora que o Grêmio jogaria com o seu time reserva contra o Santos, a fim de poupar os titulares para o jogo decisivo contra o Palmeiras, quarta-feira, pela Copa do Brasil. O que poderia ser considerado uma temeridade acabou se revelando uma agradável surpresa. O Grêmio empatou em 1 x 1 com o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, jogando num estádio onde historicamente tem dificuldades, mesmo quando coloca em campo o que tem de melhor. Everton fez 1 x 0 para o Grêmio logo no início do jogo, mas o time não segurou o resultado por muito tempo, logo sofrendo o gol de empate. A partir daí, no entanto, o jogo foi marcado pelo equilíbrio e pela tentativa incessante dos times em vencer a partida. Everton teve a chance de marcar o gol que colocaria o Grêmio novamente na frente no placar, mas foi individualista e desperdiçou a oportunidade duas vezes no mesmo lance, quando poderia dar a bola para Bolanos, que estava livre na grande área, sem marcação. O resultado, ainda assim, foi bom, o que mantém a confiança do grupo em alta para os difíceis jogos que virão pela frente, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.

sábado, 15 de outubro de 2016

Candidaturas

Estão definidas as candidaturas ao cargo de presidente do Grêmio, cuja primeira etapa da eleição, no Conselho Deliberativo, ocorrerá ainda no mês de outubro. Como já era esperado, o presidente Romildo Bolzan Júnior concorrerá á reeleição. Com a mudança estatutária recentemente aprovada, caso vença, ficará mais três anos no cargo, não dois como ocorria até o atual mandato. O candidato que concorrerá pela oposição será Raul Mendes da Rocha, ex-jogador do clube nos anos 80. Chama a atenção, na chapa de Raul, o nome de Fábio Koff Júnior, filho do padrinho político de Romildo no Grêmio, o ex-presidente do clube, Fábio Koff. Na eleição para a renovação de metade do Conselho Deliberativo, há poucas semanas, a chapa que apoiava a atual administração foi vitoriosa. Esse dado, e o fato de que a oposição só anunciou um candidato na última hora, depois da recusa de nomes mais conhecidos, indicam que Romildo deverá ser reeleito, o que é preocupante. No futebol, razão de ser do clube, Romildo, até agora, só colheu fracassos. Sendo assim, dar-lhe mais três anos de mandato é uma temeridade. Por sinal, essa modificação estatutária é mais um dos atentados ao bom senso que tem caracterizado a política do Grêmio nos últimos anos, a exemplo do que aconteceu quando as eleições para presidente, que ocorriam no período de férias do futebol, foram antecipadas, realizando-se paralelamente às competições, desfocando o clube do seu objetivo primordial, que é a conquista de títulos. Não há razão para que o mandato de presidente tenha sido ampliado, nem para que a eleição deixasse de ser realizada após o encerramento dos jogos oficiais do ano. As pretensas vantagens de tais mudanças são mínimas, e os prejuízos causados por elas ao clube são por demais evidentes.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Prêmio Nobel de Bob Dylan

A escolha de Bob Dylan para receber o Prêmio Nobel de Literatura de 2016 causou surpresa em todo o mundo. Dylan é cantor e compositor, não um literato na acepção do termo. Como letrista, no entanto, Bob Dylan apresenta características muito próprias. Suas letras são longas, carregadas de mensagens e questionamentos, não um mero complemento para uma melodia. Algumas de suas composições tornaram-se hinos de várias gerações, como "Blowin in the Wind" e "Like a Rolling Stone". Sem dúvida, a qualidade e a profundidade de suas letras estão muito acima da média de outros compositores do pop e do rock. Evidentemente, não serão poucos os que irão se rebelar contra a premiação, pois a escolha fugiu ao convencional. Particularmente, acho um tanto discutível dar um prêmio de literatura para um compositor. Seja como for, Bob Dylan é um artista brilhante, um ícone. O Nobel é mais um prêmio que se soma a uma série de troféus ganhos por Dylan durante sua longa e prolífica carreira. Pelo alto nível de sua obra, a premiação pode ser inusitada, mas não é injusta.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Boa atuação

O técnico Renato está há pouco tempo no Grêmio, mas as marcas do seu trabalho vão ficando cada vez mais evidentes. O time adquiriu solidez defensiva e a bola aérea deixou de ser um terror. A adoção da marcação no jogador, e não por zona como fazia o técnico anterior, Roger Machado, certamente está por trás dessa evolução. O time também tornou-se mais vibrante e agudo. A deficiência nos chutes a gol permanece, é verdade, mas o nível do futebol apresentado tem melhorado. Foi o que se viu, hoje, quando o Grêmio venceu o Atlético Paranaense por 1 x 0, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O Grêmio foi superior durante todo o jogo, mereceu ganhar, e poderia tê-lo feito por um placar mais largo. A boa atuação de hoje lembrou a do jogo contra o São Paulo, também na Arena, ainda sob a orientação de Roger Machado. Naquela oportunidade, o Grêmio fez uma grande partida, criou várias chances de gol, mas venceu só por 1 x 0. Com o resultado obtido contra o Atlético Paranaense, o Grêmio permanece vivo na busca pela classificação para a Libertadores. Em pouco tempo, Renato conseguiu fazer um grupo de jogadores que estava desmobilizado reagir, e lutar por objetivos em duas frentes, no Brasileirão e na Copa do Brasil.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Sem sair do lugar

A rodada do Campeonato Brasileiro iniciou favorável ao Inter, já que, pela manhã, o Sport, jogando fora de casa, foi goleado por 3 x 0 pela Chapecoense. Com esse resultado, bastaria um empate contra o Botafogo para o Inter sair da zona do rebaixamento. Porém, mesmo jogando uma partida razoável, e equilibrando as ações com o Botafogo, o Inter voltou a perder, depois de duas vitórias consecutivas. A derrota, por 1 x 0, aconteceu com um gol de pênalti, aos 40 minutos do segundo tempo, o que a torna ainda mais dolorosa. O pênalti, no entanto, foi claro, não se justificando os protestos de jogadores, do técnico Celso Roth e de alguns cronistas quanto a marcação do mesmo. O Inter segue sem sair do lugar, o número de jogos vai diminuindo, e a necessidade de pontos aumenta. A situação do Inter é dramática, e o rebaixamento uma possibilidade cada vez mais próxima de se confirmar.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Liderança

Bastou a Seleção Brasileira ter um técnico de verdade para a sua situação mudar completamente. Antes da chegada de Tite, a Seleção estava em sexto lugar nas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, ou seja, fora da faixa de classificação. Em quatro jogos com Tite, a Seleção já pulou para a liderança. Hoje, a Seleção venceu a Venezuela por 2 x 0, em Mérida. Não foi uma grande atuação, mas isso pouco importa. Com quatro vitórias em igual número de jogos, não há o que reclamar da equipe sob o comando de Tite. Nem tudo é perfeito, claro, como, por exemplo, a insistência do técnico com Paulinho, um jogador que está abaixo das necessidades da Seleção, mas, na média, o trabalho de Tite é de alto nível. Cada vez mais, fica evidente que a Seleção teve dois anos jogados fora enquanto Dunga foi seu técnico. Se, antes, a possibilidade da Seleção, pela primeira vez na história, ficar fora de uma Copa do Mundo era considerável, agora não há mais dúvida de que ela estará na Rússia em 2018. O próximo jogo pelas Eliminatórias, em novembro, será contra a Argentina, no Mineirão. Se ganhar, e bem, da maior rival da Seleção, Tite obterá a sua afirmação definitiva. Antes sombrio, o horizonte da Seleção tornou-se risonho.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Perversidade

O Brasil está entregue à perversidade no campo político. Conquistas históricas dos trabalhadores estão prestes a serem dizimadas. Um governo ilegítimo, instaurado a partir de um golpe, assumiu o poder no plano federal. Para agravar a situação, o eleitorado, intoxicado por uma sórdida campanha antipetista, colocou em muitos governos estaduais, e agora em várias prefeituras, figuras comprometidas com o reacionarismo e o neoliberalismo. No governo do Rio Grande do Sul, os salários do funcionalismo público são pagos de forma parcelada. A previdência estadual foi desmontada, empresas estatais serão privatizadas. No entanto, mesmo submetido, desde o início de 2015, às atrocidades do mais inepto e incompetente governador do Estado em todos os tempos, o eleitor segue prestigiando os seus algozes, e levou para o segundo turno do pleito para prefeito de Porto Alegre dois candidatos de direita. O futuro político do país não poderia ser mais sombrio. Um retrocesso enorme se avizinha. O país irá voltar ao estágio social da República Velha. O pior ainda está por vir.

domingo, 9 de outubro de 2016

Classificação heróica

A volta do Juventude ao Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão teve um tom de dramaticidade. Foi um classificação heróica. No Castelao, com um público superior a 63 mil pessoas, o Juventude empatou com o Fortaleza em 1 x 1, e obteve o seu retorno á Série B. Depois de um primeiro tempo em que resistiu a pressão do Fortaleza, para quem só vencer servia, o Juventude abriu o placar logo no início do segundo. O tempo ia correndo em favor do Juventude, até que, aos 22 minutos, o Fortaleza conseguiu o empate. A partir daí, o jogo se tornou um teste para os nervos. Roberson ainda perdeu um gol feito para o Juventude que teria definido a partida. O Fortaleza foi para cima, e Elias, o goleiro do Juventude, tornou-se o herói do jogo, com uma série de grandes defesas. O Rio Grande do Sul, que durante muitos anos ficou sem representantes na Série B, já contou, em 2016, com o Brasil de Pelotas, e, agora, terá, também o Juventude. Sem dúvida, é uma boa notícia para o futebol do Estado.

sábado, 8 de outubro de 2016

O drible virou humilhação

O jogador Duk, da Bolívia, que atingiu Neymar com uma cotovelada na goleada de 4 x 0 que a Seleção Brasileira impôs sobre a sua equipe, na Arena das Dunas, deu uma declaração que é muito esclarecedora quanto ao porquê do futebol dos tempos atuais ser tão menos encantador do que o de épocas anteriores. Duk afirmou que não teve a intenção de atingir Neymar, mas revelou que ele e outros jogadores ficam revoltados com a atitude dele de tentar driblar todos os adversários. No entender de Duk, Neymar faz isso para humilhar seus oponentes. Não são raros os jornalistas que também tecem críticas a jogadores que driblam em "excesso", preferindo a brilhatura técnica em detrimento da objetividade. Esses argumentos são absurdos. O futebol brasileiro sempre encantou o mundo por sua técnica superior, nunca igualada nos demais países. O que seria de Garrincha, se jogasse hoje, diante de tais conceitos? Seus dribles desconcertantes seriam penalizados? Exibir uma condição técnica superior não é humilhar ninguém. O politicamente correto vem causando danos sensíveis para a sociedade. Deixem o futebol fora disso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Seriedade abalada

O Campeonato Brasileiro se encaminha para o final, de forma emocionante. São várias disputas dentro da mesma competição. Há a busca do título, a da classificação para a Libertadores, que ampliou o número de vagas de quatro para seis, e a fuga do rebaixamento. Com exceção de Santa Cruz e América Mineiro, os dois últimos colocados, cuja queda para a Segunda Divisão parece irreversível, os demais 18 participantes do Brasileirão estão lutando por algum objetivo. Porém, esse quadro estimulante está sendo deslustrado. A seriedade da competição foi abalada pela mudança de local dos jogos América Mineiro x Palmeiras e Santa Cruz x Corinthians. Sem ter mais o que fazer no campeonato, América Mineiro e Santa Cruz aceitaram transferir seus jogos para Londrina e Cuiabá, respectivamente, em troca de compensação financeira. Essa atitude gera desequilíbrio técnico na competição, pois fará com que Palmeiras e Corinthians tenham maioria de torcedores em jogos nos quais, mantidos os locais originais, isso não aconteceria. Os clubes que disputam o título com o Palmeiras, e os que concorrem com o Corinthians por vagas na Libertadores, são prejudicados por essas alterações. O calcanhar de Aquiles do futebol brasileiro continua sendo o fator extracampo. Sem lisura nos aspectos administrativos, nenhuma competição garante a indispensável isonomia entre os participantes.