sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Fase terrível

O momento de Grêmio e Inter é tão negativo que até em sorteio o resultado é o pior possível. Hoje pela manhã, na definição dos confrontos pelas quartas de final da Copa do Brasil coube a eles adversários muito difíceis. O Inter terá pela frente o Santos, um bom time que se mantém entre os postulantes ao título do Campeonato Brasileiro. O Grêmio, comprovando seu péssimo retrospecto em sorteios da Copa do Brasil, terá de enfrentar o Palmeiras, atual líder do Brasileirão. Para piorar, enquanto seu maior rival irá fazer o segundo jogo contra o Santos no Beira-Rio, o Grêmio começará o confronto com o Palmeiras na Arena, e decidirá sua classificação no Alianz Parque. A tendência é de que Grêmio e Inter sejam eliminados, pois são inferiores aos seus adversários. Porém, caso isso se confirme, as consequências serão bem distintas para cada um. Uma possível eliminação será até benvinda para o Inter, pois lhe permitirá concentrar-se apenas na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Para o Grêmio, uma desclassificação na Copa do Brasil significaria a perda da última chance de obter um título em 2016. O sorteio de hoje apenas deu prosseguimento, fora de campo, a fase terrível que Grêmio e Inter vivem dentro dos gramados.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O mau futebol de sempre

A classificação do Inter para as quartas de final da Copa do Brasil era, praticamente, uma certeza. Afinal, no primeiro jogo contra o Fortaleza, no Beira-Rio, o Inter havia goleado por 3 x 0. O que se esperava, foi confirmado, mas de uma maneira nada alentadora. O Inter perdeu para o Fortaleza por 1 x 0, hoje, no Castelao, ou seja, a classificação veio com uma derrota. Mais do que isso, o Inter mostrou, no jogo de hoje, o mau futebol de sempre. Com muitas modificações no time, optando por uma maioria de jogadores experientes, o Inter apresentou um futebol constrangedor no primeiro tempo, que poderia ter terminado com um placar mais amplo para o Fortaleza, que fez 1 x 0 logo aos 14 minutos. No segundo tempo, o Fortaleza caiu de produção, o que favoreceu ao Inter para administrar o resultado e confirmar sua classificação. Porém, o mau futebol apresentado, e a derrota para um clube da Terceira Divisão, não permitem que se vislumbrem boas perspectivas para o Inter, que luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Classificação dramática

Uma atuação horrorosa, um ambiente tenso. Assim pode ser descrito o desempenho do Grêmio e o humor do seu torcedor na derrota por 1 x 0 para o Atlético Paranaense, hoje, na Arena, pela Copa do Brasil. Como consequência, uma classificação dramática nos tiros livres da marca do pênalti. O jogo foi de péssima qualidade técnica. O Grêmio, coletiva e individualmente, jogou muito mal. Marcelo Grohe continua em má fase, e falhou grotescamente no gol do Atlético Paranaense. Edilson, mais uma vez, não foi bem. O meio de campo esteve, todo ele, muito mal. O ataque, novamente, inexistiu. Depois de um festival de cobranças de tiros livres erradas, o Grêmio se classificou para as quartas de final da Copa do Brasil. O Grêmio salvou-se de uma eliminação que seria trágica. O alívio, após tanta tensão, é compreensível, mas o futuro do Grêmio não é promissor. Renato vai ter muito trabalho para colocar o Grêmio nos eixos.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A comemoração da derrota

A cada ano, na data de hoje, o Rio Grande do Sul comemora uma derrota. O dia 20 de setembro é feriado estadual, em homenagem a chamada Revolução Farroupilha, um movimento ocorrido de 1835 a 1845 em que o Rio Grande do Sul proclamou-se independente do Brasil. Conhecida, também, como Guerra dos Farrapos, foi deflagrada por fazendeiros descontentes com os impostos sobre o charque e o sal estabelecidos pelo Império. Ao longo do tempo, a pretensa revolução foi sendo glamourizada, seus líderes transformados em heróis. Na verdade, o movimento nada tinha de idealismo. Seus deflagradores sequer eram autenticamente republicanos. Grandes proprietários de terras, sua revolta com o aumento dos impostos era em função, apenas, de seus interesses. Eram, até mesmo, proprietários de escravos. Após dez anos de refregas, os "revolucionários" capitularam, e assinaram um acordo com o governo imperial, pondo fim ao movimento. Os líderes da insurreição, ao negociarem sua rendição, garantiram a manutenção de suas patentes militares, e livraram-se de punições. A Revolução Farroupilha, portanto, nada tem da grandeza que lhe foi atribuída. Ainda assim, a bandeira da fracassada república tornou-se a oficial do Estado do Rio Grande do Sul. O Hino do Rio Grande do Sul reverencia, em sua letra, a data farroupilha. Há alguns anos, foi criado, num parque em pleno centro de Porto Alegre, o Acampamento Farroupilha, onde, durante o mês de setembro, festeja-se a citada revolução. Dessa forma, a reverência á Revolução Farroupilha vai se ampliando no decorrer dos anos, perpetuando uma mentira na qual se sustenta a tão propalada identidade do povo do Rio Grande do Sul. Um engodo histórico, estimulado por setores dominantes da sociedade, e ingenuamente absorvido por uma massa de incautos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Terra arrasada

Durante períodos de crise em clubes de futebol, costuma-se dizer que é preciso não fazer "terra arrasada". Porém, o Inter já não tem essa opção. A derrota do Inter por 1 x 0 para o América Mineiro, hoje, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro, mostrou que a terra já está arrasada. A atuação do Inter, mais uma vez, foi constrangedora. Num jogo de péssimo nível técnico, América Mineiro e Inter arrastavam-se num empate em 0 x 0 quando, aos 45 minutos do segundo tempo, Marcão fez o gol que definiu o jogo. Foi mais um capítulo do drama do Inter, que caminha aceleradamente para o rebaixamento. Afora uma ajuda da sorte, resta pouco para o Inter como esperança de escapar do. rebaixamento. A "SWAT", ou seja, o grupo de emergência formado para salvar o Inter do pior, não deu resultado. O carisma de vencedor e o amplo conhecimento de futebol do ex-presidente Fernando Carvalho não estão produzindo efeito. Ninguém sabe qual é o papel de Ibsen Pinheiro no grupo. A escolha de Celso Roth para técnico foi um desatino, tendo em vista os seus últimos trabalhos. A matemática ainda não está sendo cruel com o Inter, pois os adversários diretos na luta para evitar o rebaixamento, tem desperdiçado pontos. No entanto, o Inter não tem conseguido fazer a sua parte. A queda do Inter parece inevitável, pois a SWAT era
o último cartucho para reverter a situação aflitiva do clube, no Brasileirão. A ida do Inter para a Segunda Divisão está cada vez mais próxima.







domingo, 18 de setembro de 2016

Momento caótico

O Grêmio vive um momento caótico. A comprovação se deu com a derrota por 1 x 0 para o Fluminense, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Com muito maior posse de bola, o Grêmio praticamente emparedou o Fluminense no seu próprio campo, mas não penetrava na área, nem chutava em gol. As conclusões em direção ao gol eram sempre de fora da área. Luan foi, particularmente, irritante, pois mesmo em condição de chutar não o fazia. Como sempre, errou quase todos os passes, proporcionando contra-ataques para o adversário. Aliás, foi assim, num contra-ataque, que o Fluminense fez o seu gol, depois de um erro de passe de Ramiro. Por sinal, é incompreensível a insistência com Ramiro. Em queda livre, o Grêmio já ingressou na segunda página da tabela de classificação, e demonstra que seu novo técnico, Renato Portsluppi, vai ter muito trabalho pela frente.

sábado, 17 de setembro de 2016

Tentativa válida

Ainda não é oficial, mas tudo indica que, a partir de segunda-feira, o Grêmio terá Renato Portaluppi como técnico, e Valdir Espinosa como seu auxiliar. A escolha dos dois por parte do Grêmio já vem recebendo críticas a torto e a direito, que, no meu entender, são injustificadas. A contratação de um técnico pelo Grêmio, nesse momento, esbarra numa série de dificuldades. A duração do contrato tem de ser curta, a maior parte dos técnicos que poderiam interessar ao clube está empregada, é preciso uma solução rápida, pois não há tempo a perder. Nesse contexto, a tentativa com Renato e Espinosa é válida. Eles participaram, Renato como jogador e Espinosa na função de técnico, da maior conquista da história do Grêmio, a dó Campeonato Mundial de Clubes, em 1983. Renato, embora sem conquistar títulos, teve duas boas passagens, como técnico, pelo Grêmio, em 2010 e 2013, em ambas ficando entre os quatro primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. Renato é o maior ídolo da torcida do Grêmio. Espinosa tem ampla identificação com o clube, do qual sempre se declarou torcedor. Ninguém pode dizer que eles vão dar certo, mas o contrário também é verdadeiro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A fragilidade da vida

A morte do ator Domingos Montagner, ontem ocorrida, mostrou, mais uma vez, a fragilidade da vida. Domingos era um ator de fama tardia e êxito meteórico. Com origem no circo e no teatro, chegou à televisão com quase 50 anos. Seu sucesso, no entanto, foi imediato. Desde sua primeira aparição na tevê, emendou um trabalho no outro, sempre com boa acolhida do público e da crítica. Mais que um excelente ator, Domingos era um grande ser humano. Simples, simpático, sem nenhum vestígio de estrelismo. Esse profissional talentoso e homem de grandes qualidades pessoais, morreu, ontem, tragicamente, afogado nas águas do rio São Francisco. Ele havia gravado cenas da novela "Velho Chico" e, no início da tarde de ontem resolveu tomar um banho no rio. A atriz Camila Pitanga o acompanhou. Ela percebeu a forte correnteza no local onde estavam, e alertou Domingos, dizendo que eles deveriam retornar. Camila conseguiu vencer a correnteza e chegar à margem. Domingos, no entanto, não teve a mesma sorte. Sua morte trágica e repentina comoveu o país e demonstrou que a vida é frágil e fugaz. Domingos Montagner  era um dos protagonistas de "Velho Chico", novela que está no seu final. Deixa uma grande saudade no público, e um exemplo de integridade pessoal e profissional.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Desespero

A ameaça de rebaixamento era encarada pelos torcedores do Inter como um fato constrangedor, mas que não iria se concretizar. Agora, não é mais assim. O Inter perdeu por 1 x 0 para o Vitória, hoje, em pleno Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, e o que era preocupação tornou-se desespero. Afinal, o Vitória é um adversário direto na luta para escapar da queda para a Segunda Divisão. Depois de um primeiro tempo morno, que terminou com um empate em 0 x 0 que já era insatisfatório, o Inter tomou um gol logo no início do segundo, e não teve forças para reagir. Com isso, o Inter foi ultrapassado pelo próprio Vitória, e caiu para o antepenúltimo lugar na classificação. Por ironia, a derrota do Inter, hoje, se deu no jogo em que Argel Fucks fez sua estreia no Vitória, logo ele que era o técnico do clube quando a queda livre de rendimento na competição se iniciou. Para piorar ainda mais esse quadro já tão assustador, os dois próximos jogos do Inter pelo Brasileirão serão fora de casa. O efeito da "Swat" que assumiu no Inter, ou seja, o grupo de emergência formado pelo vice-presidente de futebol Fernando Carvalho, o assessor Ibsen Pinheiro, o técnico Celso Roth e o gerente Newton Drummond, está se mostrando bem menos eficaz do que se esperava. A perspectiva do rebaixamento está crescendo a cada dia, e não há mais soluções de efeito para alterar essa tendência.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Derrocada

A exemplo do que havia ocorrido nos jogos contra Botafogo e Coritiba, o Grêmio foi um time desastroso e sem atitude em campo, hoje á noite, no Moisés Lucarelli, onde foi goleado pela Ponte Preta por 3 x 0, pelo Campeonato Brasileiro. Por mais problemas técnicos que tenha o time, nada justifica tamanha passividade. Ainda que se saiba que a índole do grupo de jogadores do Grêmio não é combativa, a indolência que tem demonstrado em campo é inaceitável. Era óbvio que, a derrocada técnica do time teria que gerar consequências, e elas vieram, em doses fartas. O técnico Roger Machado pediu demissão, e o departamento de futebol deverá ser inteiramente reformulado. Era perceptível que o atual projeto de futebol do Grêmio havia chegado ao seu limite, pois Roger Machado não conseguia acrescentar mais nada ao que já fizera. Seu pedido de demissão é um reconhecimento disso. O Grêmio mergulhou numa crise de desdobramentos imprevisíveis. Faltando dois meses e meio para terminar o ano, terá de contratar um novo técnico. Cabe lembrar que, para evitar o rebaixamento, um clube precisará de 46 pontos. O Grêmio está com 37 pontos. Ainda faltam nove, portanto. Parece fácil, mas na atual situação do Grêmio, todo cuidado é pouco.