segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Cassação acachapante
O que a ética impunha, finalmente aconteceu, hoje. O deputado federal, e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi cassado. Cunha perdeu seus direitos politicos por oito anos, o que significa que só poderá concorrer novamente, de acordo com o calendário eleitoral, em 2026. A cassação de Eduardo Cunha se deu de modo acachapante, pois foram 450 votos a favor da medida, e apenas 10 contra. Por mais corrompida que esteja a política no Brasil, era impossível que Cunha não fosse cassado. As acusações contra ele eram numerosas e muito graves. A principal delas era a de manter dinheiro em contas não declaradas no exterior. Cunha, após a consumação do resultado, se colocou, mais uma vez, na condição de vítima, dizendo que era uma retaliação por ele ter dado a admissibilidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Aliás, entre tantas provas de que houve um golpe de Estado na deposição da presidente está o fato de que a sessão da Câmara dos Deputados que instaurou o processo de impeachment foi presidida por Cunha, cuja cassação todos sabiam ser inevitável. Cunha já deveria estar cassado há muito tempo, mas isso só foi feito depois que ele comandou a ação para tirar do cargo uma presidente legitimamente eleita. A cassação de Cunha, mesmo procrastinada, deixa o país um pouco menos sujo na esfera política. O que não representa muito, mas já é um avanço.
sábado, 10 de setembro de 2016
Grande jogo
Normalmente, os jogos pelos campeonatos nacionais europeus não me despertam maior entusiasmo, embora eles tenham a presença de grandes jogadores do mundo inteiro, contratados a peso de ouro. Não me disponho a, por exemplo, acordar bem cedo para assistir a uma dessas partidas. Hoje, no entanto, abri uma exceção, e não me arrependi. Como resistir ao apelo de um clássico como Manchester United x Manchester City, com o enfrentamento dos dois técnicos mais badalados do mundo, na atualidade, José Mourinho e Josep Guardiola? Dessa forma, liguei a tevê às 8h30min para assistir ao jogo. Fui plenamente recompensado. A partida, vencida pelo Manchester City, de Guardiola, por 2 x 1, teve belas jogadas, grandes falhas, gols desperdiçados, mas, sobretudo, fartura de emoções. O jogo, ao contrário do que acontece, muitas vezes, no futebol brasileiro, não caiu no marasmo em momento algum. Nada de toques laterais improdutivos, de tentar "amarrar" o jogo para garantir o resultado. A partida, do início ao fim, foi intensamente disputada, com os dois times visando sempre o gol. Um jogo que confirmou inteiramente a expectativa de que era precedido. Em resumo, um grande jogo, capaz de empolgar a todos os que o assistiram, e que reafirmou a força do futebol como um espetáculo que seduz multidões.
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Os 45 anos de Imagine
A data de hoje marca os 45 anos do lançamento de "Imagine", o melhor disco da carreira solo de John Lennon. Afora a faixa título, um clássico, o disco tem, pelo menos, outra composição extraordinária, "Jealous Guy", que, particularmente, considero a mais bela música de Lennon. O disco conta com a participação, em várias faixas, de George Harrison como guitarrista, o que é outro fato que o eleva. Na faixa "How do You Sleep", Lennon lança farpas contra seu ex-parceiro Paul McCartney. Essas músicas, somadas a outras boas composições como "Gime Some Truth" e "How" fizeram do disco um sucesso de público e crítica. Como grande obra que é, "Imagine" é atemporal. Suas composições soam permanentemente atuais. Aliás, essa é uma característica dos Beatles, seja como grupo ou em suas carreiras solo. Para quem já conhece, "Imagine" merece ser, sempre, revisitado. Para os mais jovens, é uma audição obrigatória de um disco de grande qualidade.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Apito amigo
Historicamente, sempre que vive momentos difíceis, o Inter conta com o auxílio do apito amigo. Hoje, não foi diferente. O Inter venceu o Santos por 2 x 1, de virada, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Uma atitude da arbitragem foi fundamental para que o Inter obtivesse o resultado. O jogo estava empatado em 1 x 1 quando o árbitro Rodrigo Raposo (DF) deu o segundo cartão amarelo para Lucas Lima, e, por conseguinte, o vermelho. Os dois cartões amarelos de Lucas Lima foram, ambos, por retardar o jogo. Convenhamos, dois cartões por algo tão pouco relevante é um excesso. No momento da expulsão, o jogo estava empatado em 1 x 1, e a desvantagem numérica acabou sendo decisiva para o Santos sofrer a virada. O resultado tira o Inter, temporariamente, da zona de rebaixamento, pelos critérios. A situação continua difícil, mas o alívio proporcionado por vencer uma partida, no Brasileirão, depois de quase três meses, e o auxílio prestimoso da arbitragem poderão tornar os próximos dias menos dramáticos para o Inter.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Catástrofe
Depois da desastrosa atuação contra o Botafogo, era difícil imaginar que o Grêmio pudesse proporcionar algo pior. Pois aconteceu. O Grêmio foi goleado por 4 x 0 pelo Coritiba, hoje à noite, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro, numa apresentação que pode ser definida como uma catástrofe. Mais uma vez, o Grêmio se mostrou amorfo, assistindo passivamente á ação do adversário, sem esboçar reação. Coletivamente, o time inexistiu. Algumas atuações individuais foram absolutamente calamitosas. Wallace Reis, que já tinha sido comprometedor contra o Botafogo, foi ainda pior, hoje. Marcelo Oliveira teve mais uma atuação horrorosa, sempre contando com o apoio incondicional do técnico do Grêmio, Roger Machado. Ramiro teve uma produção tão pavorosa que Roger Machado se viu obrigado a substitui-lo ainda no primeiro tempo. Jailson, depois de algumas boas atuações, esqueceu seu futebol em algum lugar. Douglas, cada vez mais, parece um ex-jogador. Luan foi péssimo. Henrique Almeida ainda não disse a que veio. O Grêmio está em queda livre. Em relação ao líder do Brasileirão, o Palmeiras, já está com dez pontos a menos. Não há mais chances, concretas, de ganhar o título. Algumas entrevistas dadas logo após o jogo, parecem indicar problemas no vestiário. A crise está instalada no Grêmio, e seu desfecho ainda é uma incógnita.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Confirmação
Depois da ótima estreia de Tite como técnico da Seleção Brasileira, com uma goleada sobre o Equador, fora de casa, havia uma grande expectativa para saber se, no jogo seguinte, a equipe repetiria o mesmo nível de atuação. A confirmação de que a Seleção Brasileira vive uma nova fase veio hoje. Ao vencer a Colômbia por 2 x 1, na Arena da Amazônia, pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a Seleção comprovou que já está num novo patamar técnico e tático. A Seleção voltou a ter uma boa atuação. Fez um gol cedo, teve chance de ampliar o placar, sofreu um empate inesperado, com um gol contra, viu a Colômbia subir de produção, não desanimou, e acabou vencendo, merecidamente. O jogo foi muito bom, e intensamente disputado. A Seleção Brasileira já vive um novo tempo. O carinho da torcida e o respeito dos adversários estão começando a voltar. A imagem da Seleção vai sendo reconstruída. Tite começou muito bem o seu trabalho na Seleção. O resgate da confiança foi alcançado. O futuro da Seleção se mostra promissor.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
A falácia da modernidade
Em época de eleições, somos submetidos expostos a uma série de clichês. São frases rasas, que nada expressam, mas que podem impressionar os incautos. A falácia da modernidade é o maior exemplo disso. Os candidatos defensores do neoliberalismo adoram usar esse termo. Os que estão no espectro ideológico contrário são tachados por eles de atrasados, superados, e outras definições semelhantes. Na prática, por trás desse discurso pretensioso, está a defesa de ideias conservadoras, ou seja, o oposto do sentido da palavra "modernidade". Afinal, o que há de moderno em privatizar estatais, implantar a "austeridade" na administração, praticar o arrocho salarial no funcionalismo público, reduzir investimentos em áreas essenciais? Na verdade, os que se dizem modernos são adeptos do estado mínimo, que favorece os grandes grupos econômicos em detrimento dos interesses da maioria da população. Resta esperar que o eleitor se mostre mais consciente, e não vote nesses lobos em pele de cordeiro.
domingo, 4 de setembro de 2016
Atuação vergonhosa
Uma atuação vergonhosa. Essa é a única definição cabível para o desempenho do Grêmio na derrota por 2 x 1 para o Botafogo, hoje, no Luso-Brasileiro. Desde o começo do jogo notava-se o contraste entre a disposição do Botafogo e a apatia do Grêmio. Para um time que precisava vencer para voltar para a zona de classificação da Libertadores, o comportamento do Grêmio em campo foi simplesmente incompreensível. Coletivamente, o Grêmio foi horroroso. No aspecto individual; todos foram muito mal. Alguns, como Marcelo Oliveira e Walace, foram desastrosos Mais uma vez, o Grêmio perdeu a chance de retornar para o G4 do Campeonato Brasileiro. A queda de rendimento do Grêmio em relação ao primeiro turno é visível, da mesma forma como aconteceu em 2015. O técnico Roger Machado parece ter atingido o seu limite. Ele não consegue acrescentar nada ao que já fez. Escala mal o time, insistindo com o comprometedor Marcelo Oliveira, por exemplo, e não sabe fazer a leitura do jogo, realizando substituições equivocadas. O rendimento do time fora de casa, onde só obteve duas vitórias até agora, é ridículo. As possibilidades de título tornaram-se meramente teóricas. A classificação para a Libertadores também está se tornando pouco provável. O Grêmio vive um marasmo que, no caso de um clube que não ganha um grande título há 15 anos, é extremamente angustiante para o seu torcedor.
sábado, 3 de setembro de 2016
Aposentadoria anunciada
Durante a semana, o piloto brasileiro Felipe Massa revelou que as oito corridas que restam do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2016, a começar pelo Grande Prêmio da Itália, amanhã, serão as suas últimas na mais importante categoria do automobilismo. A aposentadoria anunciada de Massa põe um ponto final a uma carreira digna, mas que poderia ter tido um êxito maior. Massa, a exemplo de Rubens Barrichello, venceu 11 corridas na Fórmula 1, um feito nada desprezivel, mas, da mesma forma que ele, não obteve o titulo. Em 2008, seu melhor ano, foi vice-campeão. Estava conquistando o título, vencendo o Grande Prêmio do Brasil, quando Lewis Hamilton, faltando uma curva para a linha de chegada, pulou do sexto para o quinto lugar, e tornou-se o campeão. Depois de ter vibrado ao receber a bandeirada, certo de que conquistara o título, Massa chorou no pódio ao ver o seu sonho frustrado. A partir daí, sua carreira nunca mais foi a mesma, e não venceu mais nenhuma corrida. Em 2009, sofreu um grave acidente durante um treino, ao ser atingido, na cabeça, por uma mola do carro de Barrichello, e chegou a correr risco de vida. Retornou às corridas, mas seu desempenho decaiu. Depois de muitos anos na Ferrari, correu, nos últimos três, pela Williams. Felipe Massa é um bom piloto e um grande ser humano, que cumpriu uma bonita trajetória na Fórmula 1. Faltou-lhe o título, mas isso não desmerece a sua capacidade. Ele honrou a tradição brasileira na Fórmula 1. Merece o reconhecimento dos brasileiros.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Acinte
A escolha do prefeito de Santa Maria, César Schirmer (PMDB) para ser o novo secretário de Segurança do Rio Grande do Sul é um acinte. Schirmer teve sua imagem irremediavelmente comprometida com o incêndio da Boate Kiss, uma tragédia que teve 242 mortos. Como prefeito, ele teve a sua parcela de responsabilidade na tragédia, embora, é claro, tenha saído impune do episódio. O governador José Ivo Sartori disse que Schirmer foi escolhido por que não pesa sobre ele qualquer condenação. Sartori, o governador do Rio Grande do Sul mais inepto e incapaz de todos os tempos, parece provocar a sociedade a cada nova atitude. Demonstra ter prazer em contrariar a opinião pública, e administra de costas para a sociedade. Parcela salários do funcionalismo, sucateia os setores essenciais de saúde, educação e segurança. Por todas as medidas desastrosas que já tomou, sobram motivos para que se encaminhasse um processo de impeachment contra Sartori. Porém, nesse caso, a grande imprensa não estimula a ideia. Pelo contrário, é justamente por saber que pode contar com a conivência da imprensa que Sartori faz o que bem entende. A nomeação de Schirmer é um exemplo disso. Até onde a população irá aguentar tanta desfaçatez? A sociedade organizada precisa reagir, pois Sartori ultrapassou todos os limites.
Assinar:
Postagens (Atom)