quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ótima estreia

Foi melhor do que a encomenda. Na estreia de Tite como técnico da equipe, a Seleção Brasileira goleou o Equador por 3 x 0 no Olímpico Atahualpa, pelas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Golear, fora de casa, um adversário que está melhor colocado na tabela é um fato relevante. Depois de um primeiro tempo pouco inspirado, a Seleção Brasileira tomou conta do jogo no segundo. A equipe teve um bom desempenho coletivo, e alguns destaques individuais como Neymar e Gabriel Jesus, este último o grande nome do jogo. Gabriel Jesus sofreu o pênalti que Neymar cobrou para fazer 1 x 0, e marcou os outros dois gols. Para quem tem apenas 19 anos, e fazia seu primeiro jogo pela Seleção principal, foi um grande desempenho. Tite tem o apoio e a confiança dos brasileiros, e o resultado de hoje deverá entusiasmar ainda mais os torcedores. Foi uma ótima estreia de Tite como técnico da Seleção. A fase de descrédito da Seleção Brasileira começa a dar sinais de que ficará para trás.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Desafogo

Depois de quase três meses, o Inter voltou a vencer um jogo. Em sua estreia na Copa do Brasil, o Inter goleou o Fortaleza por 3 x 0, hoje, no Beira-Rio, e obteve um desafogo no período de crise que está vivendo. Foi um jogo fácil, contra um adversário descaracterizado. Nada garante que, no Campeonato Brasileiro, o Inter consiga a sua recuperação. O jogo de hoje não serve como parâmetro para as partidas bem mais duras que virão pela frente. Seja como for, o resultado serviu para pôr fim ao jejum de vitórias, e os dois gols marcados por Aylon, que andava esquecido, o credenciam como opção para o ataque. Nico López também marcou o seu gol. Como os atacantes que vinham sendo escalados não estavam marcando gols, a permanência de ambos no time é mais do que recomendável.

A consumação do golpe

Agora, é definitivo, Dilma Rousseff não é mais a presidente da República. Aconteceu a consumação do golpe. O impeachment foi determinado, no Senado, por 61 votos a favor e 20 contra. Numa outra tropelia ao que expressa o texto legal, fez-se uma outra votação, á parte, em que os direitos políticos de Dilma Rousseff foram mantidos. Se a lei fosse observada ao pé da letra, Dilma Rousseff, depois de efetivado o impeachment, deveria ficar inelegível por oito anos. O pior está por vir. Confirmado, definitivamente, como presidente, Michel Temer irá aplicar o seu saco de maldades. Direitos fundamentais dos trabalhadores serão pisoteados. A idade mínima para a aposentadoria será ampliada. O patrimônio público será entregue ao capital privado. Os programas sociais serão desativados. Os gastos com saúde; educação e segurança serão congelados. Em suma, o Brasil irá entrar num período de enorme retrocesso social. Resta saber quanto tempo levará até que os incautos que apoiaram o impeachment se dêem conta de que levaram o país a embarcar numa canoa furada.





terça-feira, 30 de agosto de 2016

Evasão

Amanhã se encerrará a janela europeia de contratações no futebol. Enquanto o prazo não se esgotar, a evasão de talentos do futebol brasileiro poderá prosseguir. Alguns dos jovens jogadores que se destacaram na Seleção Olímpica Brasileira ja tomaram o rumo da Europa. Gabriel Jesus foi negociado com o Manchester City, mas só irá se apresentar ao novo clube no próximo ano. Gabriel Barbosa, o Gabigol, já se despediu do Santos e foi para o Internazionale. Douglas Santos irá para o Hamburgo. Um jogador mais experiente, Elias, está prestes a voltar para a Europa, onde jogaria no Sporting. O futebol brasileiro virou um exportador de jogadores. O Brasil continua a revelar talentos no futebol numa proporção muito maior do que a de qualquer outro país, mas eles vão embora cada vez mais cedo. Para os brasileiros, lamentavelmente, os grandes jogadores só podem ser vistos pela televisão.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O ritual de uma farsa

O pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, hoje, no Senado, seguido por uma sessão de perguntas dos parlamentares, foi um exemplo de dignidade. O que se está vendo no Senado é o ritual de uma farsa sendo cumprido metodicamente, para tentar dar ares de legitimidade a um golpe espúrio. Ao contrário do que disseram muitos dos seus algozes, a ida de Dilma Rousseff ao Senado não significa um reconhecimento da legitimidade do processo a que foi submetida. A presidente compareceu ao Senado para reafirmar sua inocência e, com altivez, olhar de frente para os seus detratores. O que se assistiu no Senado foi, de um lado, uma governante honrada, vítima de um golpe, e, de outro, vis opositores que deixaram evidente toda a sua deformidade ética. Poucas situações podem ser mais patéticas e constrangedoras, por exemplo, do que ver na tribuna a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS) com uma vestimenta verde e amarela a tentar simbolizar o seu "patriotismo". Ana Amélia pertence ao PP, que nada mais é do que a Arena, partido de sustentação do regime militar, com outro nome. Ela é viúva de um senador biônico, ou seja, que não obteve um único voto nas urnas. Dilma Rousseff submeteu-se a ser confrontada por gente desse jaez. Sabia estar diante de um jogo de cartas marcadas. Seu comparecimento ao Senado não é uma aceitação do golpe, é a explicitação da manobra abjeta de que foi vítima. Ficou, mais uma vez, evidenciada a inconsistência dos motivos apresentados para justificar o impeachment da presidente. Numa frase antológica, Dilma Rousseff disse que a única morte que teme é a da democracia. Uma declaração que dá a medida da distância moral que a separa dos golpistas.

domingo, 28 de agosto de 2016

Longo drama

Parecia que o arrastado jejum de vitórias do Inter terminaria hoje, mas ainda não foi dessa vez. Os indícios eram todos favoráveis. O Sport abriu mão de jogar em seu próprio estádio, a Ilha do Retiro, e solicitou que a partida fosse realizada na Arena Pernambuco. O árbitro do jogo inventou um pênalti a favor do Inter aos seis minutos do primeiro tempo. O time do Sport mostrava muito esforço, mas um péssimo futebol. Nem com todos esses fatores lhe beneficiando o Inter conseguiu vencer. O 1 x 0 conseguido com o pênalti no início do jogo transformou-se num empate de 1 x 1 aos 44 minutos do segundo tempo. Com isso, o Inter já soma 14 jogos sem vencer, e o tão temido ingresso na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro acabou acontecendo. Um longo drama, que se agrava sem que se vislumbre o seu final.

Os erros de sempre

Um desempenho irritantemente repetitivo. Assim foi o Grêmio que se viu no empate em 1 x 1 com o Atlético Mineiro , hoje á tarde, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, o time criou várias chances de gol, e marcou apenas um. Novamente, seu técnico, Roger Machado, realizou uma substituição desastrosa, retirando Douglas, um jogador habilidoso que estava cansado, e colocando em seu lugar o intragável Ramiro, de futebol defensivo e tosco. Roger Machado pretendia, claramente, preservar o resultado parcial de 1 x 0 em favor do Grêmio. Acabou por entregar o empate ao Atlético Mineiro, e por pouco não sofreu a virada. Cometendo os erros de sempre, o Grêmio permaneceu em sexto lugar na classificação. Agora, em relação ao Palmeiras, líder do Brasileirão, o Grêmio tem sete pontos, três vitórias e nove gols de saldo a menos. O título virou uma miragem.

sábado, 27 de agosto de 2016

Alcindo

O Grêmio perdeu, hoje, Alcindo, o maior goleador da da sua história. Centroavante típico, Alcindo marcou 264 gols com a camisa do Grêmio, sendo 13 em grenais. No total, fez 636 gols em sua carreira. Alcindo também jogou no Santos, com Pelé, e na Seleção Brasileira que disputou a Copa de Mundo de 1966, na Inglaterra. Foi, sem dúvida, um dos grandes centroavantes do futebol brasileiro em todos os tempos. Há algum tempo, vinha sofrendo com problemas de saúde resultantes do diabetes, que acabaram sendo fatais. Ele faleceu com 71 anos. Deixa uma enorme saudade nos que tiveram a oportunidade de ve-lo jogar, e o respeito de gremistas de todas as gerações, por ter sido um dos grandes ícones do clube.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Descalabro

O caos vivido na segurança pública no Rio Grande do Sul é uma consequência natural de um governo que, desde o seu início, mostrou ser um descalabro. Não poderia dar certo o que já começou errado. A escolha de José Ivo Sartori para ser o governador do Rio Grande do Sul foi um equívoco monstruoso do eleitorado. Deixando-se influenciar por uma imprensa facciosa e atrelada aos mais vis interesses das classes privilegiadas e do grande empresariado, o eleitor negou a reeleição ao então governador Tarso Genro, político talentoso e um intelectual de alto nível. Sartori é, sem nenhuma dúvida, o governador mais inepto e incapaz da história do Rio Grande do Sul. Com uma política marcada pela demofobia, defensor dos interesses do grande capital, Sartori, sob a alegação da falta de recursos financeiros, está procedendo a destruição do Rio Grande do Sul. Os salários do funcionalismo estadual são pagos de forma parcelada, a previdência será modificada em prejuízo de aposentados e pensionistas, saúde e educação estão sendo sucateadas. O mais chocante de todo esse rol de atrocidades, no entanto, é a segurança pública. O Rio Grande do Sul se tornou uma terra de ninguém, onde pessoas são assassinadas a qualquer hora, em todos os lugares, dos muito pobres aos mais refinados. Defensor do estado mínimo, Sartori só se preocupa em cortar recursos. Com isso, a população fica desassistida em suas necessidades essenciais, e entregue a própria sorte no que diz respeito a segurança. O clamor social que se verificou  em função da escalada galopante da criminalidade levou o secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini, a pedir demissão. Porém, isso ainda é pouco. O Brasil está prestes a afastar, por meio do impeachment, uma presidente que nada fez para merecer a deposição, num dos mais sórdidos golpes políticos da história do país. Para o impeachment de Sartori sobram motivos, mas as forças conservadoras não permitiriam que um movimento nesse sentido prosperasse. Sendo assim, resta á população do Rio Grande do Sul pagar pelo erro de eleitores desatinados, que, ao escolherem Sartori para governador, a jogaram numa aventura de trágicas consequências.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A dura volta à realidade

Competições como a Copa do Mundo e as Olimpíadas são extremamente envolventes, tanto para quem tem o privilégio de assisti-las presencialmente, quanto para os que vêem pela televisão. O público se vê tomado pela sucessão de jogos e recordes, e pelo desempenho de grandes nomes do esporte. Porém, como expressa o ditado, o que é bom dura pouco. Depois de 16 dias de Olimpíadas, a vida retorna ao normal. A dura volta à realidade traz no "cardápio" a farsa do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a criminalidade galopante, o desemprego crescente, a demofobia do governo golpista de Michel Temer, a impunidade do canalha Eduardo Cunha, a justiça seletiva de Sérgio Moro, entre tantas outras iniquidades. Não é fácil enfrentar tantos fatos negativos. As eleições para prefeito e vereadores poderão, quem sabe, tornar esse quadro menos sombrio. Basta, para isso, que o eleitor dê sua resposta a esse conjunto de atrocidades, votando em candidatos e partidos comprometidos com a justiça social.