quarta-feira, 20 de julho de 2016
Decisão indefinida
Após o primeiro jogo, a decisão da Libertadores está indefinida. Hoje, no Olímpico Atahualpa, Independiente del Valle e Nacional de Medellín empataram em 1 x 1. Favorito para o título, o Nacional de Medellín saiu vencendo com um gol de Berrio aos 38 minutos do primeiro tempo, e parecia que ia ganhar o jogo, pois o Independiente del Valle não demonstrava grande poder de reação. Porém, aos 43 minutos do segundo tempo, Mina empatou o jogo. Como nos jogos da decisão da Libertadores não há o gol qualificado, o empate com gol marcado fora de casa não representa nenhuma vantagem para o Nacional de Medellín. Se houver um novo empate no segundo jogo, o título será definido nos tiros livres da marca do pênalti. Como o jogo será realizado no Atanásio Girardot, o Nacional de Medellín segue sendo favorito, mas o Independiente del Valle já demonstrou que joga com naturalidade em qualquer campo, tanto que, nas semifinais, venceu as duas partidas contra o Boca Juniors. Diferentemente dos dois anos anteriores, em que a Libertadores foi ganha por clubes que fizeram uma campanha fraca na primeira fase, em 2016 a competição está sendo decidida por clubes que tiveram um desempenho sólido durante toda a disputa, o que garante que, seja quem for o campeão, será uma conquista justa.
terça-feira, 19 de julho de 2016
Reforços estrangeiros
No último dia da janela de contratação de jogadores vindos do exterior, o futebol brasileiro recebeu uma série de reforços estrangeiros. O Grêmio apresentou o zagueiro argentino Kennemann, que estava no Atlas, do México. O Inter, depois de um longo período de negociações, conseguiu a contratação do atacante uruguaio Nico López, que pertencia á Udinese, mas estava emprestado ao Nacional, do seu país de origem. O Fluminense trouxe o atacante argentino Aquino, do Independiente. O Atlético Mineiro contratou o meia venezuelano Otero, do Huachipato (CHI). O São Paulo anunciou a vinda do atacante argentino Chávez, do Boca Juniors. Como se vê, um grande número de jogadores estrangeiros está chegando para os clubes brasileiros, juntando-se a outros que já haviam vindo um pouco antes, como Bolanos, do Grêmio, Mancuello, do Flamengo, Cazares, do Atlético Mineiro, Seijas e Ariel, do Inter. Os clubes brasileiros recorrem aos jogadores estrangeiros porque é vantajoso economicamente, mas o futebol ganhador de cinco Copas do Mundo não deveria fazer isso com tanta constância. Não será dessa forma que o futebol brasileiro sairá da crise técnica em que se encontra, e que ficou escancarada com a goleada de 7 x 1 sofrida para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Até porque, os estrangeiros que tem vindo para cá, com honrosas exceções, como Bolanos, estão longe de serem jogadores de qualidades indiscutíveis. Para um futebol que precisa recuperar sua imagem desgastada, abastecer-se com jogadores estrangeiros não parece ser a melhor opção.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Sem evolução
O Grêmio não consegue superar suas limitações. Seu futebol está sem evolução. Com Roger Machado como técnico, o Grêmio apresenta uma mesma característica, desde que começou seu trabalho, em 2015. O time tem uma boa média de qualidade, mas tem lacunas técnicas importantes que não foram preenchidas, e sempre que se espera por um jogo de afirmação acaba fracassando. Foi assim, mais uma vez, ontem, na derrota por 4 x 2 para o Sport, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Brasileiro. Era um jogo fundamental para o Grêmio se afirmar na competição. Caso vencesse, o Grêmio assumiria a vice-liderança, a dois pontos do primeiro colocado, o Palmeiras. Com menos de dois minutos de jogo, Luan quase abriu o placar, chutando uma bola na trave. O Grêmio seguiu superior nos minutos seguintes, mas não marcou gols. Falhas defensivas, então, redundaram em dois gols para o Sport. O primeiro tempo terminou assim. Com menos de um minuto do segundo tempo, Geromel descontou. Aos 16 minutos, o mesmo Geromel empatou o jogo. A defesa, no entanto, voltou a falhar em dois lances, num deles cometendo um pênalti. Num jogo em que deveria vencer, o Grêmio sofreu uma derrota feia. Os dois clubes que estão á sua frente na classificação, Palmeiras e Corinthians, venceram o Sport na Ilha do Retiro. Essa é a diferença entre os que disputam o título e os que apenas fazem boa campanha. O Grêmio está no segundo caso. Com titulares injustificáveis, como Marcelo Oliveira, e outros que nada produzem mesmo tendo potencial, como Giuliano, o Grêmio esbarra em suas precariedades. Some-se a isso o fato de que seu técnico é bom mas ainda inexperiente, e se constata que o time não consegue transpor os seus limites. Com o atual técnico e a base de time mantida desde 2015, o Grêmio é capaz de fazer boas campanhas, mas não de ganhar títulos.
Estreia frustrante
A estreia de Falcão no Inter foi frustrante. Sabia-se que, em poucos dias, Falcão não conseguiria imprimir modificações significativas na produção do time. Porém, havia a esperança de que o entusiasmo pela chegada de um novo técnico, especialmente sendo ele um dos maiores ídolos da história do clube, pudesse fazer com que o Inter vencesse o Palmeiras pela condição anímica, interrompendo a série de maus resultados e, a partir daí, ter tranquilidade para desenvolver um trabalho. A realidade se mostrou diferente. O Inter jogou uma má partida. A rigor, não teve nenhuma chance clara de gol. O Palmeiras marcou o seu gol cedo, numa falha da defesa do Inter. Antes, já tinha perdido uma grande chance. Após o gol, teve outra oportunidade clara de marcar. Portanto, o placar em favor do Palmeiras poderia ter sido muito mais amplo que o 1 x 0 final. Agora, o Inter terá de enfrentar a crise que se instalou no clube. O grande desafio do Inter será o de recuperar a confiança. Não será fácil. Os próximos jogos, até o final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro serão difíceis. Com apenas um ponto ganho nos últimos vinte disputados, o Inter já acende no seu torcedor o temor do rebaixamento. Uma hipótese que não deverá se confirmar no final da competição, mas que mostra o quanto a torcida do Inter está desencantada com o time.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Liberalismo econômico
Numa palestra realizada recentemente num jantar com lideranças médicas gaúchas, promovido pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega mostrou toda a perversidade do liberalismo económico. Mailson defende as mudanças na legislação trabalhista que o governo golpista de Michel Temer pretende implementar. Para o ex-ministro, tem que valer o contrato, pois o trabalhador não pode duvidar do seu poder de negociação. Mailson considera que a Justiça do Trabalho não reúne condições para criar regras. O que está por trás das palavras de Mailson é a busca da precarização do trabalho. Seu desejo é de que as garantias e conquistas trabalhistas sejam suprimidas, com patrões e empregados negociando diretamente, numa relação que é sabidamente desigual. O caradurismo de Mailson não parou por aí, e se estendeu para a área da saúde. Mais uma vez, ele critica a interferência da Justiça que, ao intervir na saúde, agrava a crise do país. Mailson afirma que nenhum país reúne condições de atender toda a sua população na área da saúde. Com um desempenho desastroso como ministro da Fazenda do governo do ex-presidente José Sarney, quando a inflação atingiu níveis estratosféricos, Mailson é tido como uma grande autoridade no campo econômico. Não mostrou competência quando exerceu o cargo de ministro, mas defende ideias que soam como música aos ouvidos da classe empresarial. Seus argumentos, envoltos em termos como austeridade, responsabilidade e outros semelhantes, apenas tenta encobrir a intenção de retroceder ao medievalismo nas relações de trabalho. Em relação á saúde, quer desobrigar o governo de cumprir o seu papel de prover o atendimento á toda a população, o que obriga a busca dos cidadãos por planos privados. Como se vê, o liberalismo econômico é socialmente cruel. Se essas ideias forem levadas à prática em breve, o Brasil estará caminhando para um retrocesso absurdo. Resistir é preciso.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Zebra simpática
A Libertadores terá, em sua decisão, a presença de uma "zebra" simpática, o Independiente del Valle, do Equador. Clube de pouca tradição até em seu próprio país, o Independiente del Valle foi construindo uma campanha sólida ao longo da competição, e chega com méritos á decisão. Hoje, o Independiente del Valle venceu o Boca Juniors por 3 x 2, em plena Bombonera. No primeiro jogo, em casa, o clube equatoriano já havia ganho por 2 x 1. O Independiente del Valle irá decidir a Libertadores com o Nacional de Medellín. Por ter feito uma campanha melhor, e já ter sido campeão da Libertadores; em 1989, o Nacional de Medellín é o favorito para o título, mas o Independiente del Valle, por tudo o que fez até aqui, não pode ter suas possibilidades descartadas. Será uma decisão inesperada, mas justa pelo que os dois clubes fizeram ao longo da disputa.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Desclassificação esperada
Com a derrota por 2 x 1 para o Nacional de Medellín, hoje à noite, no Atanasio Girardot, o São Paulo está eliminado da Libertadores. Dessa forma, não resta mais nenhum clube brasileiro na competição. Era uma desclassificação esperada, pois o São Paulo havia perdido o primeiro jogo, no Morumbi, por 2 x 0. O São Paulo chegou a abrir o placar, mas permitiu o empate logo depois, o que, praticamente, sepultou suas chances de classificação. Vindo da pré-Libertadores, o São Paulo estreou na competição com uma incrível derrota para o The Strongest, da Bolívia, em pleno Morumbi. Conseguiu recuperar-se na disputa e acabou sendo o clube brasileiro que foi mais longe na competição. Porém, isso de nada adianta. Pelo terceiro ano consecutivo, o futebol brasileiro está fora da disputa do título da Libertadores. Esse fato, somado ao traumático desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, demonstra o quanto o futebol brasileiro vem decaindo na sua qualidade.
terça-feira, 12 de julho de 2016
A volta de Falcão
Falcão é o novo técnico do Inter. Será a terceira vez que ocupará o cargo no clube. Nas outras duas vezes, não chegou a ser bem sucedido, ainda que, na mais recente, tenha sido campeão gaúcho. Claramente, Falcão não é uma convicção da atual diretoria do Inter. A exemplo de Diego Aguirre e Argel, os outros dois técnicos dessa administração, Falcão foi contratado depois de tentativas frustradas com outros nomes. Mais uma vez, Falcão tentará deslanchar em sua carreira como técnico, o que, até hoje, não conseguiu, tanto por ter realizado trabalhos fracos como pela falta de continuidade. Provavelmente, será sua derradeira chance de fazer um bom trabalho no clube do seu coração. Numa visão bem crítica, Falcão não parece ser o nome mais indicado para técnico do Inter nesse momento. Sua condição de ídolo do torcedor pode garantir um apoio inicial, mas só resultados positivos sustentam um técnico a médio e longo prazo.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
O desemprego relâmpago de Argel
O futebol brasileiro apresenta situações inusitadas. Um dia depois de ter sido demitido pelo Inter, o técnico Argel Fucks foi contratado pelo Figueirense. O desemprego relâmpago de Argel confirma o que o próprio técnico declarou na última sexta-feira. Perguntado sobre a possibilidade de ser dispensado pelo Inter, Argel disse que isso não o preocupava, pois não ficaria mais do que duas semanas sem emprego. A demissão, ainda ontem, de Vinicius Eutropio pelo Figueirense, já deve ter sido motivada pelo fato de que Argel, de grande prestígio no clube, havia ficado disponível no mercado. Não é crível que a derrota para o Grêmio, na Arena, tenha sido o fator decisivo para a saída de Eutropio, pois esse é um resultado normal e esperado. Argel volta para um clube onde é muito estimado, e que está mais adequado ao seu potencial como técnico. Seu estilo bronco, de falar a "língua do boleiro", funciona muito bem em clubes pequenos e médios. Em clubes grandes, como o Inter, o nível de exigência é bem maior, e acima das possibilidades de um técnico com o perfil de Argel.
domingo, 10 de julho de 2016
Agradável surpresa
Como se poderia esperar que a Seleção de Portugal, que havia perdido a decisão da Eurocopa de 2004, dentro de casa, para a modestíssima Grécia, pudesse vir a ganhar a mesma competição, doze anos depois, vencendo a França em seus domínios? A França havia vencido seus últimos dez jogos contra Portugal. Afora isso, possuía um titulo da Copa do Mundo e dois da Eurocopa, enquanto Portugal nunca ganhará uma competição. Se não bastasse tudo isso, a campanha da França na Eurocopa de 2016 era bem melhor que a de Portugal. Nada disso influiu no resultado final. Com um gol no segundo tempo da prorrogação, depois de um empate em 0 x 0 no tempo normal, Portugal alcançou o seu tão sonhado título. Um título ainda mais improvável porque foi ganho mesmo com a perda, por lesão, do seu único grande astro, Cristiano Ronaldo, logo no início do jogo. A conquista de Portugal foi uma agradável surpresa, que reafirma o encanto que torna o futebol o esporte mais popular do mundo. Parabéns, Portugal!
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