quinta-feira, 14 de julho de 2016
Zebra simpática
A Libertadores terá, em sua decisão, a presença de uma "zebra" simpática, o Independiente del Valle, do Equador. Clube de pouca tradição até em seu próprio país, o Independiente del Valle foi construindo uma campanha sólida ao longo da competição, e chega com méritos á decisão. Hoje, o Independiente del Valle venceu o Boca Juniors por 3 x 2, em plena Bombonera. No primeiro jogo, em casa, o clube equatoriano já havia ganho por 2 x 1. O Independiente del Valle irá decidir a Libertadores com o Nacional de Medellín. Por ter feito uma campanha melhor, e já ter sido campeão da Libertadores; em 1989, o Nacional de Medellín é o favorito para o título, mas o Independiente del Valle, por tudo o que fez até aqui, não pode ter suas possibilidades descartadas. Será uma decisão inesperada, mas justa pelo que os dois clubes fizeram ao longo da disputa.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Desclassificação esperada
Com a derrota por 2 x 1 para o Nacional de Medellín, hoje à noite, no Atanasio Girardot, o São Paulo está eliminado da Libertadores. Dessa forma, não resta mais nenhum clube brasileiro na competição. Era uma desclassificação esperada, pois o São Paulo havia perdido o primeiro jogo, no Morumbi, por 2 x 0. O São Paulo chegou a abrir o placar, mas permitiu o empate logo depois, o que, praticamente, sepultou suas chances de classificação. Vindo da pré-Libertadores, o São Paulo estreou na competição com uma incrível derrota para o The Strongest, da Bolívia, em pleno Morumbi. Conseguiu recuperar-se na disputa e acabou sendo o clube brasileiro que foi mais longe na competição. Porém, isso de nada adianta. Pelo terceiro ano consecutivo, o futebol brasileiro está fora da disputa do título da Libertadores. Esse fato, somado ao traumático desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, demonstra o quanto o futebol brasileiro vem decaindo na sua qualidade.
terça-feira, 12 de julho de 2016
A volta de Falcão
Falcão é o novo técnico do Inter. Será a terceira vez que ocupará o cargo no clube. Nas outras duas vezes, não chegou a ser bem sucedido, ainda que, na mais recente, tenha sido campeão gaúcho. Claramente, Falcão não é uma convicção da atual diretoria do Inter. A exemplo de Diego Aguirre e Argel, os outros dois técnicos dessa administração, Falcão foi contratado depois de tentativas frustradas com outros nomes. Mais uma vez, Falcão tentará deslanchar em sua carreira como técnico, o que, até hoje, não conseguiu, tanto por ter realizado trabalhos fracos como pela falta de continuidade. Provavelmente, será sua derradeira chance de fazer um bom trabalho no clube do seu coração. Numa visão bem crítica, Falcão não parece ser o nome mais indicado para técnico do Inter nesse momento. Sua condição de ídolo do torcedor pode garantir um apoio inicial, mas só resultados positivos sustentam um técnico a médio e longo prazo.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
O desemprego relâmpago de Argel
O futebol brasileiro apresenta situações inusitadas. Um dia depois de ter sido demitido pelo Inter, o técnico Argel Fucks foi contratado pelo Figueirense. O desemprego relâmpago de Argel confirma o que o próprio técnico declarou na última sexta-feira. Perguntado sobre a possibilidade de ser dispensado pelo Inter, Argel disse que isso não o preocupava, pois não ficaria mais do que duas semanas sem emprego. A demissão, ainda ontem, de Vinicius Eutropio pelo Figueirense, já deve ter sido motivada pelo fato de que Argel, de grande prestígio no clube, havia ficado disponível no mercado. Não é crível que a derrota para o Grêmio, na Arena, tenha sido o fator decisivo para a saída de Eutropio, pois esse é um resultado normal e esperado. Argel volta para um clube onde é muito estimado, e que está mais adequado ao seu potencial como técnico. Seu estilo bronco, de falar a "língua do boleiro", funciona muito bem em clubes pequenos e médios. Em clubes grandes, como o Inter, o nível de exigência é bem maior, e acima das possibilidades de um técnico com o perfil de Argel.
domingo, 10 de julho de 2016
Agradável surpresa
Como se poderia esperar que a Seleção de Portugal, que havia perdido a decisão da Eurocopa de 2004, dentro de casa, para a modestíssima Grécia, pudesse vir a ganhar a mesma competição, doze anos depois, vencendo a França em seus domínios? A França havia vencido seus últimos dez jogos contra Portugal. Afora isso, possuía um titulo da Copa do Mundo e dois da Eurocopa, enquanto Portugal nunca ganhará uma competição. Se não bastasse tudo isso, a campanha da França na Eurocopa de 2016 era bem melhor que a de Portugal. Nada disso influiu no resultado final. Com um gol no segundo tempo da prorrogação, depois de um empate em 0 x 0 no tempo normal, Portugal alcançou o seu tão sonhado título. Um título ainda mais improvável porque foi ganho mesmo com a perda, por lesão, do seu único grande astro, Cristiano Ronaldo, logo no início do jogo. A conquista de Portugal foi uma agradável surpresa, que reafirma o encanto que torna o futebol o esporte mais popular do mundo. Parabéns, Portugal!
Desfecho inevitável
A queda do técnico do Inter; Argel Fucks, foi um desfecho inevitável de uma situação insustentável. Ao perder por 1 x 0 para o Santa Cruz, hoje, no Arruda, pelo Campeonato Brasileiro, o Inter conheceu sua quarta derrota consecutiva, a quinta nos últimos seis jogos. Com apenas um ponto ganho nos últimos dezoito disputados, Argel Fucks não tinha condições de permanecer no cargo. A confirmação de sua saída se deu pouco tempo depois do final do jogo. Não se sabe, ainda, quem será o novo técnico do Inter, mas era preciso fazer uma mudança para tentar recolocar o time nos trilhos. Por enquanto, resta aguardar para ver quem será o novo técnico.
Vitória emocionante
Mais uma vez, o Grêmio testou os nervos dos seus torcedores. A exemplo do que havia ocorrido contra a Ponte Preta e o Santos, o Grêmio fez o gol decisivo do jogo no final da partida. Contra um adversário modesto e mal colocado na tabela, o Figueirense, e apoiado por 36 mil pessoas na Arena, o Grêmio tinha a obrigação de vencer no jogo de hoje, pelo Campeonato Brasileiro. No primeiro tempo, no entanto, o Grêmio não jogou bem. Por sorte, marcou um gol aos 45 minutos, que lhe permitiu sair em vantagem no placar antes do intervalo. O Grêmio iniciou o segundo tempo com amplo domínio sobre o Figueirense, mas não soube traduzir isso em gols. O castigo viria com o gol se empate do Figueirense, quando o jogo já se aproximava do final. O gol sofrido abalou o Grêmio emocionalmente, e o Figueirense quase virou o jogo. Porém, Pedro Rocha e Bobô, que haviam entrado no time onze minutos antes, fizeram a jogada que levou o Grêmio a vencer o jogo e desafogar o seu torcedor, evitando um empate que seria muito ruim bem termos de classificação. Vitória emocionante, o que já está virando uma estressante rotina do Grêmio.
sábado, 9 de julho de 2016
A festa da tocha olímpica
A tocha olímpica está percorrendo todo o Brasil. Durante os últimos sete dias, esteve no Rio Grande do Sul. Em todos os lugares por onde passou, a tocha olímpica foi recebida com entusiasmo e emoção, numa prova de que o povo não se deixa contaminar pelo mau humor dos que criticam a realização no Brasil de uma competição com a magnitude da Olimpíada. As pessoas escolhidas para conduzir a tocha olímpica se mostravam muito gratificadas. Faltando menos de um mês para o início da competição, o chamado "espírito olímpico" começa a aparecer. A Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, haverá de ser um êxito, superando as falhas organizacionais e o momento social tenso que vive o país. A festa da tocha olímpica pelas ruas não está deixando dúvidas quanto isso. Mais uma vez, o mau humor será derrotado. Sediar uma Olimpíada é uma honra que suplanta qualquer aspecto negativo. A celebração iniciada nas ruas prosseguirá nos locais de competição. A turma do contra já fracassou na sua oposição á Copa do Mundo de 2014, e irá amargar uma nova frustração.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Os dois anos do 7 x 1
O tempo parece passar cada vez mais rápido, e, ainda que tenha-se a impressão de que tudo aconteceu ontem, completam-se, hoje, dois anos da fatídica goleada de 7 x 1 da Alemanha sobre a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 2014. O 8 de Julho acabou se constituindo no que se supunha ser impossível, ou seja, uma data que supera em dor e frustração ao 16 de julho, o dia do Maracanazo. Afinal, a derrota para o Uruguai, na Copa do Mundo de 1950, foi por um placar digno, 2 x 1. Os 7 x 1, no entanto, representam uma humilhação que nunca será esquecida pelos brasileiros. O pior é que o descalabro administrativo do futebol brasileiro, cujo reflexo foi esse resultado vexatório, em nada se modificou, pelo contrário. Logo após o desastre, a solução buscada foi a recondução de Dunga ao cargo de técnico da Seleção Brasileira. A medida, é claro, não podia dar certo. Dunga teve dois anos muito fracos na sua volta à Seleção, e acabou demitido. Foram, portanto, dois anos perdidos para a reconstrução da imagem da Seleção Brasileira. Agora, essa tarefa será de Tite, cercado de expectativa positiva da opinião pública. Técnico reconhecidamente competente, Tite tem boas chances de ter êxito no seu trabalho. Porém, a recuperação integral da imagem da Seleção Brasileira não se dará em pouco tempo. A reorganização do futebol brasileiro, há tanto tempo adiada, seria a melhor maneira de restituir à Seleção o seu antigo brilho. Uma nova CBF, sem os atuais dirigentes, atolados em denúncias de corrupção, é o primeiro e decisivo passo que deveria ser dado nesse sentido.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Favoritismo
Contrariando os que apostavam na pretensa superioridade da Alemanha, a França fez valer o fator campo e venceu por 2 x 0 o jogo de hoje pelas semifinais da Eurocopa. A grande desvantagem estatística da França nos jogos contra a Alemanha não pesou dessa vez. A França venceu com um gol em cada tempo, ambos marcados por Griezmann. O primeiro, em mais um pênalti infantil, dessa vez cometido por Schwainsteiger, que parece se encaminhar para a condição de ex-jogador. O segundo, numa falha do quase sempre eficiente goleiro Neuer, considerado por muitos o melhor do mundo em sua posição. Superado o seu maior obstáculo, a França tem tudo para conquistar o título, no domingo, contra Portugal. A superioridade técnica da equipe francesa sobre a portuguesa, e o fato dela jogar em casa, concedem-lhe o favoritismo para ganhar o título. Porém, nenhum jogo está ganho por antecipação, o que autoriza Portugal a sonhar com a conquista.
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