sexta-feira, 24 de junho de 2016

Chororô

A repercussão dos jogos de Grêmio e Inter na noite de ontem teve a predominância do chamado "chororô", isto é, a imputação do resultado á arbitragem, tão somente. Não é verdade que tenha sido assim. A arbitragem, muitas vezes, prejudica seriamente os interesses de um clube, mas os tropeços de Grêmio e Inter na noite de ontem não se explicam por esse fator. Grêmio e Inter se encaminham para, mais uma vez, não conquistarem o título do Campeonato Brasileiro. Consumado o fato, utilizam-sé de uma série de desculpas, teorias conspiratórias, táticas diversionistas e desvios de foco. A fórmula do campeonato, os interesses da Rede Globo, as arbitragens, o STJD, e tantos outros, são apontados como algozes que impedem a tão sonhada conquista. Mesmo que, eventualmente, cada um desses agentes cause algum prejuízo aos dois maiores clubes do Rio Grande do Sul, não é isso que explica o longo jejum de títulos no Campeonato Brasileiro. Os times atuais de Grêmio e Inter possuem muitas limitações, seus técnicos ainda buscam uma afirmação. O técnico do Grêmio, Roger Machado, por exemplo, tem muito potencial, mas ainda comete muitos erros de avaliação e escalação. Também costuma substituir mal. O Inter não é diferente. Seu técnico, Argel Fucks, ainda busca consolidar seu nome no cenário do futebol, e seu time carece de uma melhor qualidade. Grêmio e Inter até podem, cirscunstancialmente, terem sofrido com erros de arbitragem, mas a razão dos seus tropeços constantes com clubes de menor porte não está no apito. Se ambos não conseguem alcançar o topo da classificação, a culpa está nos seus próprios erros.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Excursão fracassada

O Inter saiu para realizar dois jogos seguidos fora de casa pelo Campeonato Brasileiro. Por serem contra adversários de menor porte, Figueirense e Coritiba, o Inter projetava obter, pelo menos, quatro pontos nas duas partidas. Logo no primeiro jogo, essa projeção ficou inviabilizada. Ao perder para o Figueirense, o Inter ficou impossibilitado de atingir os pontos que almejava, mesmo que vencesse o Coritiba. Para piorar a situação, nem ao menos isso o Inter conseguiu. Hoje, o Inter empatou em 1 x 1 com o Coritiba, no Couto Pereira. Um resultado que se tornou mais amargo porque o Inter saiu na frente no placar, ainda no primeiro tempo. Porém, no segundo tempo, o Inter recuou demais, submeteu-se á pressão do Coritiba, e acabou cedendo o empate. Foi, portanto, uma excursão fracassada do Inter, com apenas um ponto ganho em seis disputados. O Inter já desperdiçou pontos contra Chapecoense, Vitória da Bahia, Figueirense e Coritiba. Para quem deseja alcançar um título que não ganha há 37 anos, esse desempenho não é nada recomendável.

Teimosia castigada

A teimosia, no futebol, costuma cobrar um preço alto. As lesões dos zagueiros Geromel e Wallace Reis fizeram com que o técnico do Grêmio, Roger Machado, resolvesse dar uma nova chance para Bressan. Zagueiro extremamente limitado no aspecto técnico, Bressan teve atuações comprometedoras nos dois jogos contra o Juventude que causaram a eliminação do Grêmio no Campeonato Gaúcho, e foi igualmente desastroso nas partidas contra o Rosario Central que resultaram na desclassificação do clube na Libertadores. Esse histórico terrível não foi o suficiente para que Roger Machado retirasse Bressan, definitivamente, de seus planos. A teimosia do técnico foi castigada na noite de hoje. O Grêmio perdeu por 2 x 1 para o Vitória da Bahia, em plena Arena, pelo Campeonato Brasileiro, um tropeço imperdoável para quem é postulante ao título da competição. Após o jogo, técnico, jogadores e dirigentes do Grêmio debitaram a derrota na conta do árbitro Sandro Meira Ricci, com quem o clube tem uma indisposição há muitos anos. Não é verdade. Sandro Meira Ricci pode ter cometido erros, mas o algoz do Grêmio no jogo foi Bressan. Ele falhou no lance do primeiro gol do Vitória, e cometeu o pênalti que resultou no segundo, o que acarretou na sua expulsão. Com dois gols contra si, e um jogador a menos ainda no primeiro tempo, o Grêmio não conseguiu evitar a derrota que, por ter sido em casa contra um adversário de menor expressão, terá reflexos muito ruins na sua campanha.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Decisão repetida

Argentina e Chile farão a decisão da Copa América Centenário, no próximo domingo. Uma decisão repetida, pois foi a mesma da edição regular da Copa América, realizada em 2015. Na ocasião, o Chile foi o campeão, conquistando o título na cobrança de tiros livres da marca do pênalti. Agora, no entanto, a Argentina parece ser a favorita. No ano passado,  o Chile foi o país sede da competição, contando, portanto, com a vantagem do fator local. Na decisão de domingo, o local será neutro para ambas as equipes, pois a competição está sendo realizada nos Estados Unidos. Se, mesmo jogando em casa, o Chile precisou dos tiros livres da marca do pênalti para ser campeão, dessa vez à superioridade técnica da Argentina deverá se fazer sentir. O Chile tem, talvez, a sua melhor equipe de todos os tempos. Não há talentos extraordinários, mas existem bons jogadores em todas as posições. Porém, a Argentina tem o maior jogador do mundo na atualidade, Messi, e outros grandes nomes, como Di Maria e Higuain. Sem ganhar um ritulo desde 93, tudo indica que, dessa vez, a Argentina irá acabar com esse jejum.

terça-feira, 21 de junho de 2016

A janela

A chamada "janela" de transferências para a Europa está próxima de ser reaberta, e, com isso, o futebol brasileiro corre o risco de perder suas mais recentes revelações. Depois da criação da execrável Lei Pelé, o país tornou-se um mero exportador de mão de obra no futebol. Os jogadores deixam o Brasil cada vez mais jovens, sem dar o retorno técnico e em títulos que corresponda às expectativas dos torcedores. Nessa próxima janela, alguns dos destaques dos clubes que estão ocupando as primeiras posições do Campeonato Brasileiro poderão deixar o país. Um exemplo disso é Gabriel Jesus, do Palmeiras, que, hoje, marcou os dois gols com que seu clube venceu o América Mineiro por 2 x 0, no Allianz Parque, pelo Brasileirão. Um emissário do Barcelona estava no estádio para observa-lo. O Grêmio poderá perder Walace, que recentemente foi convocado para a Seleção Brasileira, e Luan, que vem sendo o seu jogador mais destacado nas últimas partidas. O Inter talvez se desfaça de Rodrigo Dourado e Eduardo Sasha. Caso todas eles saiam, representarão uma grande perda técnica para seus clubes, que poderão ver inviabilizada a possibilidade de conquistar o título da competição. Uma situação lastimável que desencanta o torcedor, e torna o futebol brasileiro cada vez mais carente de talentos em seus estádios.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Vai começar a era Tite

O que era esperado há dois anos, finalmente, aconteceu. Tite é o novo técnico da Seleção Brasileira. Seu nome era, praticamente, uma unanimidade para assumir o cargo logo após a Copa do Mundo de 2014, quando a Seleção sofreu a humilhante goleada de 7 x 1 para a Alemanha. Absurdamente, a CBF preferiu trazer Dunga de volta para ser o técnico da Seleção. O resultado, como não poderia deixar de ser, foi desastroso. Foram dois anos jogados fora, e, agora, Tite terá a tarefa de consertar o estrago. Tem tudo para se dar bem. Com sua contratação, o temor de a Seleção Brasileira ficar, pela primeira vez, fora de uma Copa do Mundo, começa a se dissipar. Tite é muito bom técnico, e conta com a simpatia da opinião pública, o que não acontecia com Dunga. Sua contratação poderá ser o início do resgate da relação da Seleção Brasileira com o torcedor, que,  atualmente, está muito desgastada. Vai começar a era Tite na Seleção Brasileira. A expectativa geral é de que ele seja muito bem sucedido.

domingo, 19 de junho de 2016

Objetivo cumprido

Era essencial para o Grêmio vencer o Cruzeiro, hoje, na Arena, para manter 100% de aproveitamento nos jogos em casa e permanecer nos primeiros lugares do Campeonato Brasileiro. O objetivo foi cumprido. O Grêmio venceu por 2 x 0, e segue sem perder pontos, nem sofrer gols, em seu estádio. O Grêmio não teve uma grande atuação, mas fez o suficiente para vencer. Luan, que marcou o primeiro gol e deu o chute cujo rebote foi aproveitado por Douglas para fazer o segundo, foi o grande destaque do jogo. Com mais um jogo, na sequência, em casa, contra o Vitória, o Grêmio tem tudo para vencer mais uma vez e, dependendo de resultados paralelos, voltar á liderança do Brasileirão. As lesões, no entanto, preocupam. Geromel e Wallace Reis correm o risco de ficarem fora do time por um tempo expressivo, em função de problemas musculares. Para um grupo que já tem carência de zagueiros, essa é uma péssima notícia.

Derrota justa

Muitas vezes, as declarações após um jogo descrevem uma partida inteiramente diferente daquela que ocorreu em campo. Foi o que aconteceu com o jogo Figueirense 3 x 2 Inter, hoje, no Orlando Scarpelli, pelo Campeonato Brasileiro. O Figueirense venceu com justiça, e merecia ter feito um placar maior, pois colocou duas bolas na trave. Se isso não aconteceu, se deve à arbitragem, que não sinalizou a saída da bola pela linha de fundo no cruzamento que originou o segundo gol do Inter. Naquele momento, o Figueirense vencia por 3 x 1, com ampla superioridade em campo. A pressão final do Inter, com duas grandes chances perdidas, foi consequência dessa falha de arbitragem que freou o ímpeto do Figueirense. Após o jogo, o vice-presidente de futebol do Inter, Carlos Pelegrini, culpou a arbitragem pelo resultado, alegando que o pênalti em favor do Figueirense que abriu o placar não existiu. O dirigente foi mais longe, e levantou suspeitas sobre o fato de um árbitro paulista ter apitado o jogo num momento em o Inter disputa a liderança da competição com um clube do Estado de São Paulo. Não fez nenhuma menção, evidentemente, ao gol irregular do Inter. Alguns repórteres fizeram eco às declarações de Carlos Pelegrini. Porém, a derrota do Inter foi justa. Falta ao Inter e aos seus defensores na imprensa perceberem que o Brasileirão não é o mundo encantado do Campeonato Gaúcho, cujos árbitros vivem a cometer "erros humanos" em favor do clube.

sábado, 18 de junho de 2016

Um placar nem tão inusitado

Não é comum um time marcar sete gols num jogo de futebol. Os placares, nesse esporte, tendem a ser bem menos dilatados. No entanto, isso está deixando de ser uma verdade absoluta. Depois do tristemente célebre 7 x 1 da Alemanha sobre a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 2014, a Copa América Centenário, que está sendo realizada nos Estados Unidos, apresentou, até agora, dois jogos em que uma equipe marcou sete gols. O primeiro foi o inócuo 7 x 1 da Seleção Brasileira sobre o Haiti. Hoje, o Chile alcançou um surpreendente 7 x 0 sobre o México. A competição não tem a magnitude de uma Copa do Mundo, o Chile está longe de poder ser comparado com a Alemanha, e o México está mais distante ainda de qualquer equivalência com a Seleção Brasileira, mas o resultado é impactante, e terá repercussão internacional. Chile e México são seleções medianas, historicamente, no cenário do futebol. O Chile, atualmente, conta com uma boa equipe, mas que não é extraordinária, nem tão superior à do México. Portanto, o resultado é totalmente inesperado. Seja como for, um placar com sete gols em favor de um dos times já não está sendo tão inusitado, mas o peso dele sobre o derrotado continuará terrível, como sempre foi.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A destruição da CLT

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) talvez seja o maior dos muitos legados do presidente Getúlio Vargas para o país. Ela garante aos trabalhadores uma série de direitos, como a jornada diária de oito horas, férias de 30 dias remuneradas, entre outros. Os empresários, desde sempre, combateram a CLT, e sempre desejaram flexibiliza-la ou, até mesmo, extingui-la. Agora, essa ameaça aos interesses dos trabalhadores está próxima de se concretizar. O ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, quer acabar com a CLT, para, alegadamente, aumentar a "competitividade" da economia. Os empresários odeiam a CLT porque, dizem, ela dificulta as contratações. Tudo porque a CLT estabelece direitos a serem pagos quando da dispensa de um empregado que inibem as demissões. O desejo da classe empresarial é que ocorra a supressão desses direitos. Dessa forma, demitir se tornaria mais fácil, o que, de uma forma perversa, facilita as contratações pela precarização do trabalho e pela rotatividade da mão-de-obra. Padilha é uma das figuras mais nefandas da política brasileira, que integra um governo ilegítimo e golpista. Um governo que chegou ao poder para fazer o serviço sujo com que a direita brasileira sempre sonhou. Resta á sociedade organizada impedir que a destruição da CLT, uma monstruosidade, venha a se concretizar.