quarta-feira, 1 de junho de 2016
Filme repetido
Os jogos do Inter tem apresentado um conteúdo repetitivo. São vitórias por placar escasso e, quase sempre, com falhas decisivas da arbitragem. Hoje, o quadro não foi diferente. O Inter venceu o Atlético Paranaense por 1 x 0, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a terceira vez consecutiva que o Inter venceu pelo escore mínimo. O gol do jogo foi irregular, pois antes de a bola chegar em Vitinho, que a colocou nas redes, Paulão fez falta sobre Cleberson, e ainda cometeu um toque. Mesmo assim, o gol foi validado. Dessa forma, o Inter dormiu como líder isolado, e permanecerá nessa condição se o Grêmio não vencer o Palmeiras, hoje, no Pacaembu. Em 2015, o Inter venceu sete jogos por 1 x 0 na mesma competição. Estamos assistindo, portanto, a um filme repetido.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Caos político
O Brasil vive um caos político. Um golpe foi praticado contra uma presidente legitimamente eleita. Em seu lugar, assumiu o cargo um homem sem legitimidade, nem credibilidade. Seu governo interino não está sendo reconhecido por uma série de países. Com apenas 19 dias no poder, dois de seus ministros já foram afastados em função de gravações comprometedoras. Na verdade, os escândalos do governo interino de Michel Temer vão se acumulando a cada dia. Esse quadro torna inviável a continuidade do governo. Se Michel Temer deixar a condição de interino para tornar-se presidente efetivo, o país irá mergulhar num poço sem fundo. Temer e seus auxiliares não tem idoneidade moral para conduzir o país. As gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com pessoas do meio politico, deixaram claro que o impeachment foi um golpe com o intuito de esvaziar a Operação Lava-Jato, e salvar o pescoço dos que nela estavam implicados. O Senado não pode lançar o país no abismo que seria a continuidade desse governo. Na votação definitiva do impeachment, o Senado há de restituir a presidente Dilma Rousseff ao cargo. O que virá a partir daí é uma incógnita. Dilma proporia um governo de pacificação do país, ou convocaria novas eleições? Seja como for, a única certeza que o noticiário nos leva a ter é a de que o governo Temer não tem como prosseguir, é insustentável.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Desgaste
A Seleção Brasileira, outrora um dos grandes orgulhos do país, está com um desgaste cada vez maior na sua imagem. Com uma sequência de maus resultados, um técnico que não inspira confiança, e uma safra de jogadores de escassa qualidade, a Seleção desperta pouco interesse do público, atualmente, um quadro que só tende a se agravar. O amistoso de ontem, contra o Panamá, em Denver (EUA), contribuiu ainda mais para isso. Contra um adversário que, em quatro jogos anteriores, havia sempre goleado, a Seleção venceu por apenas 2 x 0, com um gol no início e outro no final do jogo. A atuação da Seleção foi fraca e desinteressada. Foi um jogo que pouco ou nada serviu para a preparação da Seleção para a Copa América Centenário e a sequência das Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Recuperar a imagem da Seleção Brasileira será um trabalho duro. Para isso, no entanto, é indispensável uma mudança de rumos, começando pela troca do técnico.
Campanha surpreendente
Mesmo que tenha conquistado o hexacampeonato gaúcho, o Inter não tem um time que desperte grande entusiasmo. Faltam-lhe grandes talentos, há muitos jovens inexperientes sendo lançados, e seu técnico é limitado. Porém, mesmo com todos esses reparos, o Inter é o segundo colocado do Campeonato Brasileiro, com o mesmo número de pontos do líder Grêmio, estando atrás apenas, no saldo de gols. O Inter teve um empate frustrante, logo na estreia, com a Chapecoense, em pleno Beira-Rio, mas, no jogo seguinte venceu o São Paulo, no Morumbi. Após, venceu o Sport pelo escore mínimo, em casa. Ontem, ganhou do Santos tambem por 1 x 0, na Vila Belmiro, quebrando uma invencibilidade de 29 jogos do adversário nos jogos em casa, tornando-se o unico clube na competição a ter vencido duas partidas como visitante. A campanha do Inter, ate aqui tem sido surpreendente, seus próximos jogos serão contra adversários de menor porte, e o time ainda receberá reforços no decorrer da competição. Pelo menos de início, as perspectivas do Inter no Brasileirão parecem ser animadoras.
Liderança
Um dos motivos que fazem o futebol ser o mais popular dos esportes é a sua imprevisibilidade. Ao contrário de outros esportes coletivos, como o basquete e o vôlei, por exemplo, no futebol a realidade, muitas vezes, desmente os prognósticos que são feitos antes de a bola rolar. O Grêmio é mais uma prova disso, pois, quando a tabela do Campeonato Brasileiro foi divulgada, reservando-lhe jogos contra quatro grandes clubes nas cinco primeiras rodadas, um grande temor tomou conta da torcida. Afinal, nada poderia ser pior do que uma tabela tão exigente para um grupo que estava com sua autoestima abalada depois de três eliminações de competições em apenas 56 dias. Contrariando a expectativa geral, no entanto, o Grêmio lidera o Brasileirão, e ainda não sofreu um gol sequer na competição. Estreou empatando com o atual campeão brasileiro, o Corinthians, na casa do adversário, venceu o Flamengo, na Arena, e goleou o Atlético Mineiro, no Independência, em seus três primeiros jogos. Ontem, contra o Coritiba, novamente jogando em casa, venceu de forma confortável por 2 x 0. Ainda assim, não terá refresco, pois seu próximo jogo, na quinta-feira, será contra o Palmeiras, no Pacaembu. Logo depois, no domingo, jogará uma partida teoricamente mais tranquila, contra a Ponte Preta, na Arena. Porém, terá, depois, dois jogos dificilimos em sequência, ambos fora de casa, contra Fluminense e Chapecoense. Como se vê, a tabela segue sendo dura com o Grêmio, mas ele está revertendo as expectativas e, por isso, ocupa a liderança. Como a disputa ainda está no seu início, é cedo para se fazer previsões. Porém, a liderança obtida pelo Grêmio merece ser destacada, pela rápida retomada de rumo após tantos fracassos em tão pouco tempo.
sábado, 28 de maio de 2016
Lógica
Numa decisão de Champions League entre o recordista de títulos da competição e um clube que nunca a venceu, a lógica aponta para o favoritismo do primeiro. Não deu outra. Hoje, tendo por local o San Siro, em Milão, Real Madrid e Atlético de Madrid decidiram a Champions League 2015/2016. O Real Madrid conquistou seu decimo-primeiro título da competição. O Atlético de Madrid foi vice-campeão pela terceira vez em sua história, mas ainda não alcançou o título. Mais uma vez, a exemplo de 2013/2014, quando os mesmos clubes decidiram a Champions League, o Atlético de Madrid foi bravo, lutador, mas acabou não obtendo o título. Dessa vez, a derrota veio apenas nos tiros livres da marca do pênalti, depois de um empate em 1 x 1 no tempo normal que persistiu na prorrogação. Na vez anterior, também houve empate em 1 x 1, com um gol do Real Madrid no último minuto. Na prorrogação, o Real Madrid ampliou o placar para 4 x 1. Seja como for, mais uma vez, a lógica prevaleceu. Não é fácil enfrentar o recordista de títulos da Champions League, o maior clube do século XX escolhido pela Fifa. Seria uma tarefa árdua para qualquer adversário. Nem a rivalidade entre dois clubes da mesma cidade, que se enfrentam várias vezes por ano tornou a situação menos desfavorável para o Atlético de Madrid. Uma única cobrança errada nos tiros livres acabou sendo fatal para as suas pretensões. O pior, para o clube, é que não se sabe se uma outra chance surgirá tão cedo. Para o Real Madrid, dada a sua grandeza, é mais um título da Champions League de tantos outros que virão.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Sem rumo
A situação política em que o Brasil se encontra é por demais inquietante. O país parece estar sem rumo. Os que apostaram na queda da presidente Dilma Rousseff como solução para todos os males do país já estão constatando, em tempo recorde, que nada irá melhorar com o governo interino do golpista Michel Temer. O governo de Michel Temer não tem como dar certo. Ele é fruto de um golpe, e essa não é uma afirmação da esquerda brasileira, mas uma constatação de prestigiosos veículos da imprensa internacional. Temer carece de legitimidade e credibilidade. Se Dilma Rousseff sofreu um processo de impeachment mesmo tendo o respaldo de 54 milhões de votos, como imaginar que o país possa viver melhores dias governado por um conspirador e traidor, com uma equipe ministerial medíocre e envolvida em casos de corrupção? Michel Temer e sua tropa de choque agem para antecipar o desfecho do processo de impeachment no Senado, o que lhe retiraria a condição de presidente interino. Tornar-se presidente em definitivo, no entanto, não fortalecerá Temer, pelo contrário, poderá mergulhar o país no caos. A imprensa conservadora, que apoiou ostensivamente o golpe, não irá admitir, mas o governo Temer não tem forças para ir até o final de 2018. Os próximos dias serão preocupantes e estressantes. A confusão política em que o país mergulhou está longe de acabar, e ninguém parece saber como se poderá fazer isso.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Goleada
O fato de jogar contra um adversário que estava desfalcado de sete titulares era animador, mas, ainda assim, a goleada de 3 x 0 do Grêmio sobre o Atlético Mineiro, hoje, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro, não deixa de causar surpresa. Afinal, o Grêmio está longe de ser um time afirmado, pelo contrário, enfrenta um ano turbulento, com três eliminações de competições. Não faltavam jogadores de qualidade no time do Atlético Mineiro, mas o grande número de desfalques prejudicou o entrosamento e a mecânica de jogo. O Grêmio soube aproveitar-se disso, e com um jogo de toques envolventes, chegou á goleada. O Atlético Mineiro, mesmo jogando em casa, não esboçou reação. O goleiro do Grêmio, Marcelo Grohe, praticamente, não teve trabalho. Luan, que há muitos jogos não marcava gols, fez dois, o que lhe deu a condição de maior destaque da partida. Com uma tabela inicial ingrata no Brasileirão, o Grêmio não se curvou às projetadas dificuldades e, jogando contra três grandes clubes, Corinthians, Flamengo e Atlético Mineiro, manteve-se invicto e não sofreu gols. Destaque-se que dois desses três jogos foram fora de casa. Com sete pontos ganhos em nove disputados, o Grêmio é vice-líder da competição. Só está atrás do líder, o Santa Cruz, pelo saldo de gols. O que parecia improvável aconteceu, e o time começa a disputa do mais difícil campeonato do mundo encaminhando uma boa campanha.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Espetáculo deprimente
A política brasileira está num poço sem fundo. O que se assiste, atualmente, é um espetáculo deprimente, que piora a cada dia. A gravação de Romero Juca que escancarou que o impeachment foi um golpe está longe de ser o final dessa sucessão de fatos deploráveis. Novas gravações já surgiram, dessa vez envolvendo o ex-presidente José Sarney, e outras deverão vir á tona. Todas de conversas do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado com figuras proeminentes da política. Como se não bastasse isso, o ator pornô Alexandre Frota, foi recebido pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, dando sugestões para o ensino brasileiro! O nível de degradação da atividade política está se tornando insuportável. A política brasileira precisa de uma grande faxina. O panorama político brasileiro clama por uma renovação. A perspectiva, nesse sentido, no entanto, não é positiva. A tão ansiada reforma política dificilmente irá acontecer algum dia. Afinal, ela teria de ser feita pelo Congresso Nacional, e os políticos, que se beneficiam desse sistema viciado, não irão legislar contra os seus próprios interesses. Por mais que se tente, é difícil imaginar melhoras no horizonte político brasileiro a curto ou médio prazo. Costuma-se dizer que a esperança é a última que morre. No que tange á política brasileira, ela já está agonizante.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Os 75 anos de Bob Dylan
A data de hoje marca a passagem dos 75 anos de Bob Dylan. Não se trata, apenas, de um cantor e compositor famoso, como tantos outros. Dylan é um ícone. Foi o maior nome individual da cena musical dos míticos anos 60. Sim, porque no nível atingido por Dylan só se poderia colocar os Beatles e, talvez, os Rolling Stones, mas, nesse caso, são grupos musicais, não um artista solo. São de Dylan algum dos maiores clássicos da música em todos os tempos, como "Blow in The Wind" e "Like a Rolling Stone". Os Beatles nunca negaram sua admiração por Dylan. Ele, inclusive, compôs em parceria com George Harrison "I'd Love You Anytime" faixa de abertura do primeiro disco solo do guitarrista após a dissolução do grupo, "All Things Must Pass". No mesmo disco, George gravou "If Not for You", composição de Dylan. Bob Dylan também participou do megashow "Concert for Bangladesh", promovido por George em 1971. Os dois integraram, no início da década de 90, o grupo Travelling Wilburys", que contava, ainda, com Roy Orbison, Jeff Lyne e Tom Petty, que lançou dois discos, o segundo já sem Orbison, que havia falecido. Bob Dylan é a prova de que a genialidade se sobrepõe a algumas limitações. Sim, porque Dylan não é um cantor privilegiado. Tem uma voz anasalada e roufenha. Porém, a força de suas composições, de letras extensas e profundas, lhe garantiu um lugar no panteão dos maiores nomes da música em todos os tempos. Bob Dylan continua em plena atividade, realizando grandes turnês. Para satisfação dos amantes da música, tomara que prossiga assim por muito tempo.
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