quarta-feira, 25 de maio de 2016
Espetáculo deprimente
A política brasileira está num poço sem fundo. O que se assiste, atualmente, é um espetáculo deprimente, que piora a cada dia. A gravação de Romero Juca que escancarou que o impeachment foi um golpe está longe de ser o final dessa sucessão de fatos deploráveis. Novas gravações já surgiram, dessa vez envolvendo o ex-presidente José Sarney, e outras deverão vir á tona. Todas de conversas do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado com figuras proeminentes da política. Como se não bastasse isso, o ator pornô Alexandre Frota, foi recebido pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, dando sugestões para o ensino brasileiro! O nível de degradação da atividade política está se tornando insuportável. A política brasileira precisa de uma grande faxina. O panorama político brasileiro clama por uma renovação. A perspectiva, nesse sentido, no entanto, não é positiva. A tão ansiada reforma política dificilmente irá acontecer algum dia. Afinal, ela teria de ser feita pelo Congresso Nacional, e os políticos, que se beneficiam desse sistema viciado, não irão legislar contra os seus próprios interesses. Por mais que se tente, é difícil imaginar melhoras no horizonte político brasileiro a curto ou médio prazo. Costuma-se dizer que a esperança é a última que morre. No que tange á política brasileira, ela já está agonizante.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Os 75 anos de Bob Dylan
A data de hoje marca a passagem dos 75 anos de Bob Dylan. Não se trata, apenas, de um cantor e compositor famoso, como tantos outros. Dylan é um ícone. Foi o maior nome individual da cena musical dos míticos anos 60. Sim, porque no nível atingido por Dylan só se poderia colocar os Beatles e, talvez, os Rolling Stones, mas, nesse caso, são grupos musicais, não um artista solo. São de Dylan algum dos maiores clássicos da música em todos os tempos, como "Blow in The Wind" e "Like a Rolling Stone". Os Beatles nunca negaram sua admiração por Dylan. Ele, inclusive, compôs em parceria com George Harrison "I'd Love You Anytime" faixa de abertura do primeiro disco solo do guitarrista após a dissolução do grupo, "All Things Must Pass". No mesmo disco, George gravou "If Not for You", composição de Dylan. Bob Dylan também participou do megashow "Concert for Bangladesh", promovido por George em 1971. Os dois integraram, no início da década de 90, o grupo Travelling Wilburys", que contava, ainda, com Roy Orbison, Jeff Lyne e Tom Petty, que lançou dois discos, o segundo já sem Orbison, que havia falecido. Bob Dylan é a prova de que a genialidade se sobrepõe a algumas limitações. Sim, porque Dylan não é um cantor privilegiado. Tem uma voz anasalada e roufenha. Porém, a força de suas composições, de letras extensas e profundas, lhe garantiu um lugar no panteão dos maiores nomes da música em todos os tempos. Bob Dylan continua em plena atividade, realizando grandes turnês. Para satisfação dos amantes da música, tomara que prossiga assim por muito tempo.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Governo natimorto
O governo do presidente interino Michel Temer, na prática, terminou sem ter, efetivamente, começado. A revelação dos áudios comprometedores do ministro do Planejamento, Romero Juca, torna inviável a continuidade do governo fora de uma condição meramente formal. Na verdade, Temer é o mandatário de um governo natimorto. Uma administração ilegítima, resultante de um golpe, com vários ministros acusados de corrupção, não pode ter nenhum futuro. A imprensa conservadora se esforça ao máximo para dar sustentação ao governo Temer. Afinal, foi a grande avalista do golpe. Veículos como a nefanda revista "Veja" destacam a pretensa excelência da equipe econômica de Temer, pronta para despejar seu saco de maldades sobre os brasileiros. Uma imagem emblemática pôde ser vista na edição de hoje do não menos faccioso "Jornal Nacional", da Rede Globo. Nela, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, discursa num púlpito que tinha, na sua parte frontal, o logotipo da Editora Abril. Às costas do ministro havia um painel de "Veja". Não há força, no entanto, que torne viável o governo Temer. O escândalo envolvendo Romero Juca, que já resultou em sua exoneração, é, apenas, o princípio do fim. Foi o incrível caso de um dos homens fortes de Temer que se manteve como ministro por apenas dez dias. Se com um dos principais auxiliares de Temer aconteceu isso, imagine-se o que não virá pela frente. Agora, começou a contagem regressiva para o fim do governo Temer. Um governo que chegará ao final sem que tenha, verdadeiramente, iniciado.
domingo, 22 de maio de 2016
Sorte histórica
As previsões sobre as possibilidades do Inter contra o São Paulo, no Morumbi, não eram nada animadoras. Depois de apenas empatar, no Beira-Rio, com a Chapecoense, na estreia no Campeonato Brasileiro, o Inter foi para São Paulo cercado de descrédito. No entanto, para surpresa geral, venceu por 2 x 1. O Inter abriu o placar no primeiro tempo, e sustentou o resultado de 1 x 0 quase até o final do jogo. Sofreu o gol de empate nos minutos finais da partida, o que abate qualquer time. Porém, a sorte histórica do Inter apareceu mais uma vez, e, logo a seguir, veio o segundo gol. O Inter tem um time fraco, e um técnico limitado, mas, em termos de classificação, está com um bom início na competição, pois conseguiu quatro pontos em seis disputados. Resta saber até onde a sorte irá ajudá-lo.
Vitória inconvincente
Se forem levados em conta apenas os resultados, o Grêmio está tendo um desempenho satisfatório no início do Campeonato Brasileiro. Afinal, estreou empatando, fora de casa, com o atual campeão da competição, o Corinthians, e hoje venceu o Flamengo por 1 x 0, na Arena. Dessa forma, dos seis pontos que disputou, até agora, obteve quatro. Porém, tanto num jogo quanto no outro, a produção do Grêmio deixou muito a desejar. O time não demonstrou nenhuma mudança técnica ou anímica. O Grêmio continua a costurar demais as jogadas com toques excessivos, finaliza muito pouco, alterna a sua produção durante a partida, e mostra-se displicente em vários momentos. Vitória inconvincente é como se pode classificar o que alcançou o Grêmio no jogo de hoje. O torcedor, desconfiado, não foi em número significativo ao estádio. O público foi de apenas 17 mil pessoas, pouco para um jogo entre dois gigantes do futebol brasileiro. O torcedor não é bobo, ele já cansou desse Grêmio que vence partidas, mas não ganha títulos. Conquistar, novamente, a confiança do torcedor no time não será tarefa fácil.
sábado, 21 de maio de 2016
O recuo da raposa golpista
A decisão do presidente interino, Michel Temer, anunciada hoje, de recriar o Ministério da Cultura, que havia sido rebaixado para a condição de uma secretaria, é emblemática do seu modo de agir. O recuo da raposa golpista é típico de um político ardiloso, que não quis comprar briga com a classe artística, pois precisa de respaldo para o seu governo ilegítimo. Temer conta com a grande imprensa como aliada, mas sabe que isso não é o bastante. A repercussão de suas ações iniciais foi péssima, e seu governo enfrenta uma série de protestos espalhados pelo país e exterior. Afora isso, muitos paises estrangeiros não reconheceram o seu governo. O governo Temer está fadado ao fracasso. Ao desistir da extinção do Ministério da Cultura, Temer tenta diminuir a imagem negativa que pesa sobre sua administração, e evitar que a classe artística se torne sua forte opositora. A atitude não será suficiente para isso. Os artistas não vão se curvar pelo fato de o Ministério da Cultura ter sido mantido. O governo Temer não tem futuro. As manifestações contrárias, dentro e fora do país, irão se intensificar, as redes sociais continuarão bombardeando o governo ilegítimo. O golpe será interrompido.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
A força das redes sociais
Nesse momento delicado que vive o Brasil, a força das redes sociais tem sido um fator fundamental de defesa da combalida democracia do país. A chamada "grande imprensa" abdicou de praticar algo que seja sequer semelhante ao bom jornalismo. Tornou-se totalmente facciosa e panfletária, insuflando e justificando um ignóbil golpe para destituir uma presidente legitimamente eleita. Não fossem as redes sociais, não se ficaria sabendo dos vários protestos espalhados pelo mundo contra o golpe no Brasil. Os veículos conservadores da imprensa omitem essas informações, enquanto seguem a defender a ideia de que o governo ilegítimo de Michel Temer representa a salvação do país. Não é á toa que inúmeras tentativas de restringir a liberdade na internet tem sido aventadas por setores da direita. A imprensa conservadora insiste em transmitir a impressão de que o novo governo será um êxito. As redes sociais evidenciam que, desde o primeiro dia, ele é um fracasso, interna e externamente. Os tempos são outros. A internet fez a difusão da informação ser muito mais pulverizada. Não há mais uma relação passiva de transmissão das notícias. Os que apostam na reedição de 1964 vão ter uma grande frustração. O obscurantismo não prosperará.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Triste revelação
Uma pesquisa identificou que 44% dos brasileiros não costumam ler, e que 30% nunca comorou um livro. Sem dúvida, é uma triste revelação, e explica muito do que acontece no país. O desprezo pela leitura impede a formação de uma visão crítica da realidade, e torna os brasileiros presas fáceis para uma imprensa mancomunada com os interesses das classes dominantes. Não é á toa que existam apoiadores das ideias fascistas do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Os que gostariam da volta da ditadura também são resultado da falta de uma apreciação crítica dos fatos. Num país com um índice de leitura tão baixo, a extinção do Ministério da Cultura é uma medida trágica. O Brasil precisa de um grande programa de incentivo á leitura. Enquanto a falta de leitura persistir, o país terá milhões de analfabetos funcionais e imbecis políticos.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Extinção emblemática
A anunciada extinção do Ministério da Cultura, e sua absorção pela pasta da Educação, é emblemática em relação aos propósitos do governo do presidente interino Michel Temer. Num governo que optou pelo obscurantismo de maneira flagrante, acabar com o Ministério da Cultura é bem coerente. Um governo que chega ao poder pela via de um golpe, sem o respaldo das urnas, não pode, mesmo, ter nenhum apreço pela cultura. Para governos como o de Temer, o senso crítico representado pela cultura é uma ameaça constante. Afora isso, fiel ao figurino neoliberal, o governo de Temer prioriza o "pragmatismo" político e econômico, no qual uma área como a cultura é considerada supérflua. A repercussão da extinção do ministério foi extremamente negativa junto á classe artística. Declarações e protestos de artistas surgiram em grande volume. Surpreendido pelo impacto negativo da medida, Temer já cogita a sua revogação. Porém, o estrago já está feito. O governo Temer mal começou e já criou áreas de atrito com vários segmentos da sociedade. Se prosseguir assim, com ações desastradas em pouco tempo, sua duração poderá ser muito breve.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Fracasso imediato
O governo do presidente interino Michel Temer conseguiu a façanha de mostrar-se um fracasso imediato. Com menos de duas semanas no poder, avolumam-se os protestos nas ruas, as críticas na imprensa Internacional, o anúncio de vários países de que não reconhecerão o novo governo, as recusas de muitos convidados para ocuparem cargos. Uma série de medidas impopulares estão sendo anunciadas, por parte de um governo que não teve o respaldo das urnas. Os tempos são outros, e a população não se dispõe a aceitar passivamente um golpe. O início do novo governo é tão desastrado que gera a curiosidade de como conseguirá evitar que sua duração seja meteórica. Os protestos do último domingo, durante a exibição de uma entrevista de Michel Temer ao programa "Fantástico", da Rede Globo, deixam evidente que muitos dos que queriam a queda da presidente Dilma Rousseff não desejavam sua simples substituição pelo vice-presidente. Para essas pessoas, a solução seria a realização de novas eleições. Pressionado dentro e fora do país, Michel Temer terá de tirar vários coelhos da cartola para que seu governo não acabe antes que tenha, efetivamente, começado. O apoio servil e lacaio da imprensa conservadora não é o bastante para isso. Será preciso muito mais.
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