sexta-feira, 8 de abril de 2016
Surpresa positiva
O Inter teve negado, hoje, o pedido de efeito suspensivo para a punição aplicada ao lateral direito William, em função da cotovelada que desferiu no atacante Bolanos, do Grêmio, no Gre-Nal do dia 6 de março, na Arena. William foi suspenso por seis jogos, e já cumpriu o primeiro no domingo, na goleada de 3 x 0 contra o Glória, fora de casa. Caso o pedido fosse acolhido, William poderia jogar o restante do Campeonato Gaúcho, e talvez até, quem sabe, marcar o gol de um hipotético título do Inter. Seria algo escandaloso, já que Bolanos, em razão da torpe agressão praticada por William, fraturou a mandíbula em dois lugares, e ficará um total de 15 jogos afastado. Na verdade, como já referi nesse espaço, a punição de William foi branda. Sua suspensão deveria ser muito maior, e por tempo, não por número de jogos. A decisão de hoje do presidente do TJD da Federação Gaúcha de Futebol, Fabiano Bertolucci, de negar o efeito suspensivo da punição de William, foi uma surpresa positiva num ambiente, o do futebol do Rio Grande do Sul, historicamente viciado por ações de bastidores favoráveis ao Inter.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
A saúde de Pelé
Pelé é o maior jogador de futebol de todos os tempos. Afora sua inigualável técnica, sempre foi um atleta, na acepção da palavra, com excelente condição física. O tempo, no entanto, é implacável em sua ação. Em outubro, Pelé irá completar 76 anos. Portanto, é um homem idoso. Nos últimos anos, Pelé tem apresentado problemas de saúde. Hoje, reapareceu em público caminhando com dificuldade e se valendo do auxílio de uma bengala. Revelou que teve de refazer uma cirurgia no quadril, para reparar erros cometidos na primeira. A saúde de Pelé parece, a cada dia, mais frágil. O tempo não poupa ninguém, nem mesmo os mitos. Para quem assistiu, ao vivo ou em imagens gravadas, as jogadas excepcionais de Pelé, e pôde verificar, também, sua ótima capacidade física, ve-lo, agora, andar apoiado em uma bengala é uma imagem que abala. O homem que foi escolhido o Atleta do Século, ao fim dos anos 1900, não merece encerrar sua trajetória de vida abatido por enfermidades.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Goleada antes da viagem
Havia um certo temor entre os torcedores do Grêmio de que pudesse se repetir, hoje, o que acontecera da última vez que o clube entrou em campo pelo Campeonato Gaúcho horas antes de uma viagem para jogar pela Libertadores. Na ocasião, o Grêmio, em plena Arena, perdeu para o São José, por 2 x 0, poucas horas antes de embarcar para o México, onde estreou na Libertadores com derrota para o Toluca. Hoje, na mesma circunstância, o Grêmio tinha de jogar contra o Brasil de Pelotas, pelas quhartas de final do campeonato estadual, com o agravante de ser uma partida eliminatória. Até o árbitro, Leandro Vuaden, era o mesmo do jogo contra o São José. Porém, para alívio da torcida do Grêmio, a história não se repetiu. O Grêmio abriu o placar logo aos dois minutos do primeiro tempo, com um gol de Geromel. Depois, caiu de produção, permitindo que o Brasil de Pelotas crescesse no jogo, mas, mesmo assim, ampliou sua vantagem, com um gol de Bobô. Aos seis minutos do segundo tempo, o Brasil descontou, com um gol de Brock, mas o Grêmio não permitiu uma reação do adversário, e fez mais dois gols, estabelecendo uma goleada de 4 x 1. A goleada antes da viagem para o jogo contra a LDU, em Quito, classificou o Grêmio para as semifinais da competição, e, certamente, aumentou a autoconfiança do grupo de jogadores para a difícil partida contra a LDU. Sem priorizar nenhuma disputa, o Grêmio segue em duas competições paralelas, e com boas chances em ambas. Ainda que tenha mostrado um bom futebol em raras ocasiões, o Grêmio permanece vivo nas duas, e dá ao seu torcedor a perspectiva de conquistar ao menos um titulo em 2016, o que poria fim a um jejum torturante.
A manutenção de Dunga
A CBF decidiu, ontem, que Dunga continuará sendo o técnico da Seleção Brasileira, pelo menos até o final da Copa América Centenária, que acontecerá no meio do ano, nos Estados Unidos. Se não for bem nessa competição, Dunga poderá ser demitido. A manutenção de Dunga no cargo não faz nenhum sentido. A Seleção foi muito mal na Copa América, em 2015, e vem fracassando nas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, estando apenas em sexto lugar na classificação. Dunga já deu mostras de que seu trabalho não está rendendo bons frutos. Não há porque lhe conceder uma nova chance para tentar se firmar. A decisão de ontem fará apenas que se perca tempo antes da inevitável demissão de Dunga. Postergar uma medida tão necessária poderá fazer com que a Seleção, pela primeira vez em sua história, não obtenha a classificação para uma Copa do Mundo. Seria lamentável, e o pior é que pode, mesmo, acontecer.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Solução absurda
A decisão das autoridades de Segurança Pública de São Paulo de que os clássicos entre os grandes clubes paulistas terão torcida única até o final do ano é mais um crime lesa-futebol. A crescente violência, dentro e fora dos estádios, não pode ser combatida com medidas tão toscas. Um dos aspectos mais fascinantes dos clássicos é, justamente, o espetáculo proporcionado pelas torcidas rivais. Houve um tempo em que estádios brasileiros recebiam, nos clássicos, públicos fantásticos, que chegavam, em alguns casos, a mais de 150 mil pessoas. Hoje, isso não é mais assim. Os estádios diminuíram de capacidade, o preço do ingresso se elevou muito e, em consequência, o encanto desse tipo de jogo diminuiu bastante. A medida anunciada hoje é simplista, e prejudica o futebol. Ela demonstra a falência da segurança pública. Afinal, cabe às autoridades responsáveis garantir segurança para todos os que frequentam estádios. Proibir a presença de torcedores do clube visitante num clássico é inaceitável. As autoridades de segurança tem de combater a violência no futebol, mas sem prejudicar os torcedores, que são a sua razão de ser, com uma solução absurda.
domingo, 3 de abril de 2016
Facilidade
O Glória precisava vencer o Inter para evitar o rebaixamento e, como jogava em casa, a partida se prenunciava como dura e muito disputada. Nada mais falso. No jogo de hoje, no Altos da Glória, pelo Campeonato Gaúcho, o Inter goleou por 3 x 0. O primeiro gol saiu logo aos cinco minutos de partida. O placar poderia até ter sido maior, pois o Inter desperdiçou um pênalti. O Inter se manteve em terceiro lugar na competição, e o Glória foi rebaixado. Assim, retornará para a Segunda Divisão, onde estava em 2015. A facilidade encontrada pelo Inter no jogo, evidencia a fragilidade do Glória, que precisará, novamente, trilhar o árduo caminho de quem tenta subir para a Primeira Divisão.
Os descuidos de sempre
O Grêmio vive um longo jejum de títulos. São quinze anos sem um título de expressão, e quase seis sem ganhar sequer o Campeonato Gaúcho. Porém, isso não acontece por acaso. O clube costuma negligenciar aspectos que acabam comprometendo as suas campanhas. Os descuidos de sempre se fizeram presentes, mais uma vez, hoje, no empate em 2 x 2 com o Juventude, na Arena. Vencer era muito importante para o Grêmio, pois o colocaria numa condição extremamente favorável nas fases eliminatórias, e, praticamente, garantiria que o segundo jogo da decisão da competição ocorresse na Arena. O técnico do Grêmio, Roger Machado, no entanto, resolveu poupar alguns titulares. Ainda assim, o Grêmio abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo. Talvez por achar que venceria com facilidade, o Grêmio foi diminuindo o seu ímpeto, e permitindo o crescimento do Juventude. Mesmo assim, poderia ter ampliado o placar antes de sofrer o primeiro gol, pois tinha desperdiçado boas oportunidades. Só Bobô, por exemplo, perdeu dois gols feitos. O fato é que o Juventude, que também não estava completo, virou o jogo, e só não venceu porque, no último lance da partida, Luan fez um golaço de falta. Ganhar dos clubes do interior, jogando em casa, é uma obrigação para um clube como o Grêmio. Os pontos que deixaram de ser obtidos, hoje, poderão fazer falta mais adiante.
sábado, 2 de abril de 2016
Estupidez em grau máximo
A atual radicalização política no Brasil está fazendo com que nos deparemos com fatos estarrecedores. Movidas pelo ódio político, muitas pessoas adotam atitudes que, em outros tempos, seriam impensáveis. O caso, ocorrido em Porto Alegre, em que uma pediatra recusa-se a continuar atendendo uma criança pelo fato de sua mãe ser petista é um exemplo disso. A atitude da pediatra é o que se pode chamar de estupidez em grau máximo. O mais chocante nesse caso, que vem sendo amplamente repercutido, nem é a postura da pediatra, mas que existam pessoas que defendam a sua decisão. O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul defendeu o "direito" da profissional de agir assim por "razões de consciência", e o mesmo fez um colunista de jornal conhecido por suas posições reacionárias. Chegamos ao cúmulo do radicalismo, em que se tenta justificar uma atitude vil alegando que um médico não é obrigado a prestar serviços que "contrariem os ditames de sua consciência". Se esse tipo de posicionamento prosperar, em breve teremos médicos negando atendimento a um paciente por que ele torce para um clube rival do seu. Em vez de ser defendida pelo presidente do seu sindicato, e apoiada por um colunista de jornal, a pediatra deveria ser severamente punida, inclusive com a suspensão temporária do exercício profissional. Porém, no Brasil, as atitudes mais torpes são tratadas com indiferença por muitos, e apoiadas por outros tantos. Dessa forma, a vítima vira réu, e o algoz é inocentado.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Uma punição muito branda
A suspensão do lateral direito William, do Inter, por seis jogos, pela cotovelada que desferiu no atacante Bolanos, do Grêmio, no Gre-Nal do dia 6 de março, na Arena, foi muito branda. O lance foi uma agressão covarde de William, que ocasionou uma dupla fratura de maxilar em Bolanos. Só o cinismo pode levar alguém a sustentar que William não teve a intenção de atingir Bolanos. Na verdade, uma agressão tão brutal não poderia ser enquadrada numa suspensão por número de jogos, mas sim por tempo. Uma atitude tão torpe mereceria uma suspensão de pelo menos seis meses. Por ter sido uma punição por mais de três jogos, cabe recurso, e até que o mesmo seja julgado, é possível solicitar o efeito suspensivo. No Brasil, a justiça esportiva, assim como a comum, é muito leniente com as infrações praticadas. Dessa forma, não se faz justiça, e se estimula a impunidade. O Grêmio também irá recorrer, para que haja um aumento da pena. Faz muito bem. Pena que, provavelmente, não terá êxito em sua intenção. No Brasil, a impunidade é a regra.
quinta-feira, 31 de março de 2016
A resistência ao golpe
O dia de hoje foi alvissareiro para os que defendem a manutenção da ordem democrática no país. Artistas e intelectuais estiveram no Palácio do Planalto para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff diante da sórdida tentativa de golpe que vem sendo engendrada pelos setores conservadores da sociedade. Paralelamente, milhares de brasileiros saíram as ruas para defender o governo e a presidente Dilma, numa demonstração inequívoca de força dos que lutam pela democracia. No exterior, tambem ocorreram muitas manifestações em favor do governo, que foram ignoradas pela imprensa. Os efeitos pretensamente danosos da saída do PMDB do governo ainda não se fizeram sentir. Muitos ministros resistem em deixar seus cargos, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL ) já declarou que a decisão foi tomada de modo precipitado. A imprensa brasileira tenta difundir a ideia de que o impeachment é iminente. Não é verdade, e o tempo vai mostrar isso. A luta é ardua, mas o governo está longe de ser derrotado. A resistência ao golpe é um fato.
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