segunda-feira, 14 de março de 2016
Aventura funesta
A tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff, afora ser uma ação golpista, caracteriza uma aventura funesta. Caso Dilma fosse retirada do cargo, o Brasil seria governado pelo vice-presidente Michel Temer, ou, caso toda a chapa fosse impugnada, por um novo mandatário, eleito de forma direta ou, mais remotamente, indireta. Todas essas opções seriam terríveis para o país. Raposa felpuda da política, Temer é um homem de bastidores e de conchavos, não possui atributos para o exercício de um cargo executivo de tamanha magnitude. No caso de uma nova eleição, que levasse ao cargo um nome da oposição, ele estaria diante do desafio de buscar uma recuperação econômica imediata, o que, obviamente, não é possível. Sem qualquer consistência jurídica, a tentativa de impeachment, caso alcançasse o seu objetivo, lançaria o país numa expectativa de soluções mágicas que, inevitavelmente, redundaria em enorme frustração. Um governo não pode ser derrubado por um suposto mau desempenho. Não há nada melhor do que respeitar as regras democráticas, com os governantes cumprindo integralmente os seus mandatos . Só as urnas podem, e devem, escolher os governantes. O melhor para o Brasil é a presidente Dilma Rousseff chegar até o final do seu período de mandato. Os candidatos e partidos que desejam o cargo devem esperar o tempo certo para concorrer a ele, ou seja, em 2018.
domingo, 13 de março de 2016
Adjetivação
Os apoiadores da tentativa de golpe de direita que visa derrubar um governo legitimamente eleito costumam, entre tantos outros recursos, abusar da adjetivação. Primeiramente, tacharam o mensalão de "o maior escândalo da história do país". Posteriormente, transferiram a mesma classificação para o escândalo da Petrobrás. Agora, diante das manifestações em favor do golpe ocorridas no dia de hoje, em várias cidades do Brasil, consideraram que elas foram "as maiores da história do país ". Conforme alguns, a concentração de pessoas superou o movimento das Diretas Já. Como a ação golpista é, basicamente, promovida pela mídia, essa grandiloquência retórica se impõe como verdade perante cidadãos ingênuos ou desavisados. No Rio de Janeiro, por exemplo, um milhão de pessoas teriam ido às ruas. Duvido muitíssimo desse número, mas vá lá que seja. O Rio de Janeiro, para quem não sabe, tem 7, 5, milhões de habitantes. Em Porto Alegre, 200 mil pessoas teriam participado da manifestação direitista. A cidade tem 1,450 milhão de habitantes. No total, calcula-se que cinco milhões de pessoas teriam saído às ruas, em todo o Brasil, para apoiar o golpe. Dilma Rousseff teve 54 milhões de votos nas eleições de 2014. Portanto, a "maior manifestação da história do país" é de uma inexpressividade numérica evidente. Um fato que nem os adjetivos mais grandiloquentes conseguem desmentir.
Empate inesperado
Contrariando quase todas as expectativas, o Inter empatou em 1 x 1 com o São Paulo, de Rio Grande, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho. Foi um empate inesperado ainda mais que o Inter fez 1 x 0 logo aos seis minutos do primeiro tempo. Com o decorrer do jogo, no entanto, o Inter foi desperdiçando as chances de gol que criava, e permitiu que o São Paulo igualasse o placar. Mesmo ainda dispondo de um tempo considerável para buscar o desempate, o Inter não conseguiu marcar outros gols, e amargou um resultado decepcionante. Por outro lado, para o São Paulo, o empate foi muito bom. Com ele, o São Paulo se manteve em quarto lugar na competição, uma posição acima do Inter. O técnico do Inter, Argel Fucks, em sua entrevista após o jogo, cobrou a contratação de reforços, pois sabe que, caso o time não engrene logo, será o primeiro a pagar por isso.
sábado, 12 de março de 2016
Dever cumprido
Depois de empatar os seus dois últimos jogos, ambos em casa, e um deles pela Libertadores, o Grêmio tinha a necessidade imperiosa de vencer o Cruzeiro, hoje, no Estádio do Vale, pelo Campeonato Gaúcho. O dever foi cumprido. O Grêmio venceu por 3 x 1, de virada, mesmo jogando com um time inteiramente reserva. Diante do lanterna absoluto da competição, o Grêmio não precisou ser brilhante para alcançar o seu objetivo. A fragilidade técnica do Cruzeiro fez com que não conseguisse sustentar nem por dois minutos a vantagem parcial de 1 x 0 no placar. A boa atuação de Lincoln evidenciou ainda mais o equívoco do técnico do Grêmio, Roger Machado, em não tê-lo relacionado para o banco de reservas no jogo contra o San Lorenzo, na quarta-feira. Lincoln foi decisivo para o resultado, cobrando a falta para a cabeçada de Bobô, no desempate, e marcando o gol de pênalti, que ele mesmo sofreu, para fazer 3 x 1. O Grêmio manteve-se em terceiro lugar na classificação, e, caso Juventude e São José empatem, amanhã, no Alfredo Jaconi, terá a possibilidade matemática de alcançar a liderança já na próxima rodada. Vencer sempre é bom, e o resultado de hoje servirá de estímulo para o dificílimo jogo que o Grêmio terá contra o San Lorenzo, terça-feira, no Nuevo Gasometro, pela Libertadores.
sexta-feira, 11 de março de 2016
A entrevista de Dilma
Em entrevista dada no início da tarde de hoje, a presidente Dilma Rousseff afastou completamente a hipótese de renunciar ao cargo. Dilma disse que o próprio pedido de renúncia é uma prova de que nada há que possa ser provado contra ela que a levasse a perder o cargo. Dilma também declarou que não é uma pessoa que se resigne com as situações. As declarações de Dilma vem em muito boa hora. O governo parecia acuado pela crise política. Ao declarar que não renunciará ao cargo, Dilma sai de uma posição de passividade diante das críticas. Sua atitude desestimula os que pretendiam lhe constranger. Dilma mostra que não vai se deixar acuar. A entrevista ainda é mais importante por ter sido dada na antevéspera das manifestações contra o governo marcadas para domingo. Os golpistas podem tirar o cavalo da chuva. O governo não irá cair por pressão de seus detratores. A fala de Dilma mostra que o governo não é refém dos seus opositores. A tentativa de golpe não irá prosperar.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Sem mudanças
A cada ano, as esperanças da torcida do Grêmio de que o jejum de títulos chegará ao fim se renovam. Porém, recém iniciou-se o mês de março e já se percebe que não há mudanças. O Grêmio continua o mesmo, em 2016. Hoje, como o Fluminense venceu o Criciúma, o Grêmio foi eliminado da Copa Sul-Minas-Rio. Portanto, o ano nem bem começou e o Grêmio já foi alijado de uma competição. Restam, agora, no futuro mais imediato, o Campeonato Gaúcho e a Libertadores, sem que existam motivos para otimismo. No campeonato estadual, o Grêmio, com o maior público da história da Arena, não conseguiu sair de um empate em 0 x 0 com o Inter, no último domingo. Na Libertadores, o empate com o San Lorenzo, em casa, comprometeu muito as suas chances de classificação para as oitavas de final. A carência de títulos não dá sinais de que irá acabar. O sofrimento do torcedor gremista, tudo indica, não irá terminar tão cedo.
quarta-feira, 9 de março de 2016
George Martin
O meio musical perdeu, hoje, um de seus representantes mais notáveis. George Martin, que morreu aos 90 anos, ficou conhecido como o "quinto beatle" por seu trabalho como produtor do mítico grupo. Sua colaboração para o sucesso dos quatro garotos de Liverpool foi essencial. Após o fim dos Beatles, trabalhou com vários outros grandes nomes da música. Tornou a colaborar com Paul McCartney no excelente "Tug of War", disco da carreira solo do ex-beatle, de 1982. Foi agraciado com o título de "sir", uma grande honraria para um britânico. Seu nome ficará inscrito, para sempre, como um ícone da música.
Péssimo resultado
O empate em 1 x 1 do Grêmio com o San Lorenzo,h hoje, na Arena, pela Libertadores, foi um péssimo resultado. Vencer era essencial para o Grêmio, já que, praticamente, eliminaria o San Lorenzo da competição. Com o empate, o Grêmio terá de buscar os pontos perdidos, na terça-feira, fora de casa, contra o mesmo adversário. Será uma tarefa bem mais difícil. Nem mesmo a presença de 41 mil torcedores no estádio foi capaz de fazer o Grêmio ganhar o jogo. O Grêmio jogou mal, e, mesmo quando abriu o o placar, não fazia uma boa atuação. Ainda assim, poderia ter vencido, não fora mais uma chance de gol imperdível desperdiçada por Everton. Vários jogadores tiveram atuações de nível insatisfatório. O pior de todos foi Giuliano. A exemplo de outros jogos, ele não deu nenhuma contribuição efetiva para o time. Uma nulidade. Luan e Douglas estiveram muito apagados. Edinho se esforça muito, mas sua limitação técnica é constrangedora. A ausência de Bolanos, que na sua estreia já provará ser um acréscimo de qualidade para o time, pesou muito. A classificação do Grêmio para as oitavas de final ficou seriamente ameaçada, pois agora terá dois jogos, em sequência, fora de casa, e apenas mais um como mandante.
terça-feira, 8 de março de 2016
Postura asquerosa
As declarações concedidas ontem á imprensa pelo presidente do Inter, Vitório Piffero, ironizando e rebatendo as reclamações do Grêmio em relação ao lance criminoso em que William desferiu uma cotovelada que causou uma dupla fratura na face de Bolanos, caracterizam uma postura asquerosa, que se soma com o conteúdo da entrevista do vice-presidente de futebol, Carlos Pelegrini, dada ainda na Arena, no domingo. No caso de Piffero, é o ápice de um comportamento repetido ao longo dos anos. O presidente do Inter é um boquirroto, prepotente, inconsequente e irresponsável. Porém, dessa vez, ultrapassou todos os limites. Costumeiramente, Piffero faz declarações provocativas ao Grêmio, de forma compulsiva. Mesmo nas ocasiões mais inadequadas, não perde a chance de fustigar o seu maior rival. Piffero age assim porque sabe que tem as costas quentes, por estar respaldado por uma imprensa que defende docilmente os interesses de seu clube, e pelo fato de que a Federação Gaúcha de Futebol é um feudo do Inter. A fala de Piffero foi repugnante, vil, nojenta, torpe, ultrajante. Sua atitude em nada colabora para acalmar os ânimos entre os dois clubes, pelo contrário, só faz aumentar a indignação por parte do Grêmio, plenamente justificada. Só falta, agora, transformar-se a vítima em réu, culpando o Grêmio por ter externado uma revolta legítima pelo lance criminoso que irá lhe privar de sua maior contratação em 2016 por um período superior a um mês. O que aconteceu, domingo, na Arena, não pode ficar por isso mesmo. Há que se punir William, de forma exemplar, aplicando a suspensão máxima prevista na legislação esportiva. O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, adotou, desde a sua posse, uma conduta de inconformidade com o status quo do futebol do Rio Grande do Sul, em que o Inter, há décadas, manobra os bastidores de acordo com os seus interesses. Ao contrário de administrações anteriores do Grêmio, Romildo não pretende aceitar passivamente essa situação, o que já gerou reações contrárias na imprensa e no clube rival, comprovando o acerto de sua atitude. Não esmoreça, presidente Romildo, e prossiga na tarefa de lutar pela tão necessária faxina na infecta estrutura do futebol do Rio Grande do Sul.
segunda-feira, 7 de março de 2016
Atitude criminosa
O lance em que o atacante Bolanos, do Grêmio, foi atingido por uma cotovelada desferida pelo lateral direito William, do Inter, no Gre-Nal de ontem, na Arena, foi uma atitude criminosa, de extrema violência e covardia. Em consequência, Bolanos sofreu duas fraturas na mandíbula. Logo após o jogo, William, cinicamente, pediu desculpas a Bolanos, e alegou ter sido um lance normal de jogo. Não foi. Levantar os braços acima do ombro não é uma atitude normal, quanto mais não seja porque futebol não se joga com as mãos. Afora isso, William é reincidente específico, pois já cometeu agressões idênticas em outro Gre-Nal, no Beira-Rio, quando atingiu Pedro Rocha, e num jogo contra a Chapecoense, em Chapecó, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. Portanto, William é um jogador desleal, não um inocente. O pior é que o imenso prejuízo do Grêmio com a perda, por um mês, da sua principal contratação de 2016, não terá nenhuma reparação. A péssima atuação de Anderson Daronco apenas legitimou o pedido do Grêmio para que o jogo tivesse um árbitro de fora. Daronco marcou falta de Bolanos no lance, e não expulsou William. Mais tarde, ignorou um pênalti claro, também de William sobre Bolanos. Há decadas o Grêmio vem sendo prejudicado pelas arbitragens no Campeonato Gaúcho. As justas reclamações do clube, no entanto, são desqualificados pela crônica esportiva, historicamente comprometida com a defesa dos interesses do Inter. Esse quadro, por sinal, é, particularmente revoltante. Tudo muda no mundo, aceleradamente. Só o que não se altera é a condição de feudo do Inter por parte da Federação Gaúcha de Futebol, e as arbitragens facciosas em favor do clube, sempre com a conivência da imprensa. O Grêmio não pode se encolher diante desse quadro. Mais do que nunca, o clube deve partir para o confronto com a Federação. A grandeza do Grêmio assim o exige.
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