terça-feira, 13 de outubro de 2015

Alívio temporário

A Seleção Brasileira venceu a Venezuela por 3 x 1, hoje, no Castelão, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, e obteve um alívio temporário para o mau momento que vem atravessando. O gol de William logo aos 36 segundos do primeiro tempo facilitou o encaminhamento da vitória, e ajudou a despertar a torcida. O próprio William, que foi, sem dúvida, o melhor jogador em campo, faria o segundo gol. O terceiro foi marcado por Ricardo Oliveira. A torcida, que não lotou o estádio, mostrou insatisfação em alguns momentos. Um deles foi quando Oscar perdeu um gol feito, que poderia estabelecer 3 x 0 no placar. Outro foi quando, logo depois desse lance, a Venezuela marcou o seu gol de honra. Em ambas as vezes, os torcedores manifestaram-se com vaias. O terceiro gol da Seleção, no entanto, afastou a hipótese de a vitória ser por posta em risco. A vitória, por sinal, era obrigatória, pois a Seleção jogava em casa, contra um adversário fraco. Com três pontos conquistados em dois jogos pelas Eliminatórias, a Seleção Brasileira está, por enquanto, apenas em 5º lugar na classificação. O consolo dos torcedores é que a Argentina, maior rival da Seleção, ganhou somente um ponto em duas partidas, o que ameniza um pouco a frustração com o desempenho da equipe brasileira.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O desencanto com a Seleção

O desencanto do torcedor com a Seleção Brasileira não para de crescer. Nem mesmo o Nordeste, antes uma região que apoiava a Seleção de forma incondicional, fugiu à regra. Em Fortaleza, onde a Seleção jogará amanhã contra a Venezuela, pelas Eliminatórias da América do Sul, o assédio aos jogadores em nada lembrou o que acontecia no passado, e o treino da equipe foi visto por um numero reduzidíssimo de pessoas. A goleada de 7 x 1 para a Alemanha, o recente fracasso na Copa América, a derrota na estreia das Eliminatórias, e a ausência de Neymar, que está suspenso, são alguns dos fatores que explicam essa frieza da torcida, mas há outros. Os torcedores percebem que os jogadores já não tem o mesmo comprometimento com a Seleção que havia em gerações anteriores. Eles portam-se como estrelas arrogantes, mais preocupadas com os contratos milionários que possuem com seus clubes no exterior, e são pouco receptivos ao contato com o público. A CBF, instituição responsável pela Seleção, é dirigida por pessoas envolvidas em falcatruas, que a vêem, tão somente, como uma fonte de arrecadação de vultosas somas de dinheiro. Assim, o que já foi uma expressão de identidade nacional, vai perdendo força a cada dia. Recuperar o entusiasmo do torcedor pela Seleção não é, no entanto, uma tarefa impossível. Basta que se tomem as medidas certas. A primeira delas deveria ser o reconhecimento do erro que foi a contratação de Dunga para técnico, e proceder sua troca por um profissional mais qualificado. Um relacionamento mais acessível e afável dos jogadores com o público é outra atitude que deveria ser adotada. A Seleção Brasileira é um patrimônio do país. Sua desvalorização sistemática não pode ser assistida passivamente sem que se esboce uma reação.

domingo, 11 de outubro de 2015

Solução mágica

A Rede Sustentabilidade, o partido de nome estranho fundado pela ex-senadora Marina Silva, que, finalmente, obteve o seu registro, surge como uma solução mágica para muitos políticos brasileiros. Desejosos de se livrarem da condição de filiados a partidos envolvidos em denúncias de corrupção, muitos políticos pensam em abandonar suas atuais siglas para ingressarem na Rede. A imagem de pessoa impoluta da fundadora do partido se apresenta como extremamente conveniente para quem não quer ser associado aos malfeitos da cena política brasileira. Marina Silva já concorreu a presidente em duas eleições. Em 2014 planejava fazê-lo já por seu novo partido, o que não foi possível, pois, na ocasião, ele teve o seu registro negado. Marina, então, foi ser candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, do PSB. Com a morte dele durante a campanha, assumiu a candidatura a presidente. Em 2018, deverá concorrer novamente ao cargo. Marina Silva tem uma história de vida bonita, e uma trajetória política que merece respeito. Sua condição de evangélica, no entanto, limita seus horizontes. Num país laico, como é o Brasil, um presidente que seja condicionado pela visão de mundo tacanha e preconceituosa  dos evangélicos é algo extremamente indesejável. Afora isso, conforme referido no início do texto, a Rede é um partido de nome estranho. A começar pelo fato de que sua denominação exclui a palavra "partido", que, segundo foi admitido pelo seu coordenador  de Organização, Pedro Ivo Batista, não é muito benquista entre os militantes da sigla. A Rede se propõe a oferecer uma resposta concreta à crise ambiental mundial, defendendo o uso de fontes renováveis em toda a economia. Essa é uma bandeira muito simpática, mas não é original, pois opera na mesma linha que o Partido Verde. A Coordenadora do Grupo de Pesquisa de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais, professora Helcimara Telles, diz que é muito grave o fato de a Rede rejeitar qualquer menção a "partido" no próprio nome. Conforme Helcimara, na atual crise de representação, o que se precisa fazer é requalificar a importância dos partidos, e não negá-la. Como muito bem destaca a professora, uma democracia sem partidos não existe. Políticos e eleitores deveriam refletir sobre isso, antes de buscarem essa saída messiânica.

sábado, 10 de outubro de 2015

Prejuízo

Não bastasse o péssimo resultado na estreia das Eliminatórias, e a indiferença cada vez maior que recebe do público, a Seleção Brasileira ainda gerou um prejuízo ao Grêmio, que luta pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro. O goleiro Marcelo Grohe lesionou-se durante um treino, não recuperou-se a tempo de estar à disposição para o jogo de terça-feira contra a Venezuela, em Fortaleza, e foi cortado da Seleção. Dessa forma, deverá ser dúvida para o jogo Grêmio x Santos, quinta-feira, na Arena. Esse é um jogo importantíssimo para os dois clubes, pois será o enfrentamento do terceiro colocado do Brasileirão, o Grêmio, contra o quarto, o Santos. Ficar sem o seu goleiro titular num momento como esse seria muito ruim para o Grêmio, que tem nele um dos seus principais jogadores. O pior é que Marcelo Grohe lesionou-se num treino, e não jogando. Portanto, não teve oportunidade de mostrar o seu futebol, e ainda enfrentou o dissabor de se lesionar. Sua possível ausência contra o Santos poderá comprometer seriamente os objetivos do Grêmio no jogo e na competição. Caso isso ocorra, como se poderia reparar o dano causado ao clube? Entre as tantas modificações pelas quais precisa passar o futebol brasileiro, está a da relação da Seleção com os clubes. São os clubes que formam os jogadores, e arcam com os seus salários. Ter de cedê-los obrigatoriamente à Seleção, sem nenhum tipo de ressarcimento, e ainda, ocasionalmente, recebê-los de volta lesionados, privando-se de poder utilizá-los, é algo que não tem mais cabimento.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Os 75 anos de John Lennon

Se vivo fosse, John Lennon completaria, hoje, 75 anos. Lennon foi assassinado 59 dias depois de ter completado 40 anos. Mesmo após tanto tempo de sua morte, Lennon continua presente com sua música. Não é para menos, pois integrou o maior grupo musical de todos os tempos, os Beatles, e sua carreira solo também foi exitosa. Em parceria com Paul McCartney, ou só, John Lennon criou clássicos atemporais como "A Hard Days Night", "No Reply", "Eight Days a Week", " I Feel Fine","Help", "Ticket to Ride", "Norwegian Wood", "Nowhere Man", "I Am the Walrus", "Lucy and the Sky With Diamonds", "A Day in the Life", "Strawberry Fields Forever", "Revolution", "Give Peace a Chance", "Mother", "Imagine", "Jealous Guy", "(Just Like) Starting Over". Seus discos, tanto quanto os do grupo, continuam em catálogo, sempre com boa vendagem. Suas composições são constantemente regravadas. John Lennon é um dos maiores artistas de todos os tempos. Morreu precocemente, vítima do desatino de um desequilibrado, quando teria muito ainda para criar e encantar o público. Porém, a obra que deixou é grande e magnífica, o que fará com que nunca seja esquecido. Para os que acompanharam sua carreira, é uma saudade permanente. Para os mais jovens que tomam conhecimento de sua obra, um tesouro a ser desvendado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Um poço sem fundo

A Seleção Brasileira perdeu por 2 x 0 para o Chile, hoje à noite, no Estádio Nacional, em Santiago, na sua estreia nas Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. O temor de muitas pessoas de que a Seleção fique de fora de uma Copa pela primeira vez na história, que parecia exagerado, ficou reforçado. A impressão que se tem é que a Seleção entrou num poço sem fundo, já que os fracassos se sucedem, com goleadas de 7 x 1 para a Alemanha e 3 x 0 para a Holanda, na Copa do Mundo de 2014, eliminação nas quartas de final da Copa América de 2015 para o Paraguai, e a desastrada estreia de hoje nas Eliminatórias. A troca de técnico em nada ajudou para a evolução da equipe. A escolha de Dunga foi um equívoco absoluto. Ele já havia passado pelo cargo, sem êxito, anteriormente. Começou seu trabalho como técnico exatamente na Seleção, não tinha nenhuma experiência anterior. Só teve um outro trabalho entre as duas passagens pela Seleção, no Inter, onde foi demitido antes do final de seu contrato. Com a saída de Felipão, logo que a Copa de 2014 terminou, havia o entendimento quase unânime de que Tite seria o novo técnico da Seleção. Ao contrário de Dunga, Tite tem um currículo sólido, com títulos em todos os níveis, estaduais, nacionais, continental e mundial, por grandes clubes brasileiros. O panorama atual da Seleção Brasileira é desolador. Pela primeira vez na história a Seleção foi derrotada numa estreia de Eliminatórias. A equipe só tem um jogador fora de série, Neymar, que, por estar suspenso, não pôde jogar contra o Chile e também ficará de fora da partida contra a Venezuela, terça-feira, em Fortaleza. Mesmo com tantos fatos negativos, a Seleção deverá se classificar para a Copa, pois é quase impensável que não consiga ficar pelo menos num quinto lugar nas Eliminatórias que lhe levaria para uma repescagem contra o representante da Oceania. Porém, para a Seleção retomar sua trajetória vitoriosa, e ter chances de título em 2018, a troca de técnico é imperiosa.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Temor inusitado

As Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, começarão amanhã, e, junto com elas, surge o temor inusitado de que, pela primeira vez na história, a Seleção Brasileira fique de fora da maior competição do futebol mundial. São dez seleções na disputa, classificam-se para a Copa as quatro primeiras colocadas, e a quinta ainda vai para uma repescagem contra o representante da Oceania. Fica difícil imaginar que, nessas condições, a Seleção Brasileira não conseguisse obter sua classificação, mas, ainda assim, há quem tema essa possibilidade. Esse sentimento, mesmo que possa parecer exagerado, não surgiu do nada. Ele é fruto do choque proporcionado pela goleada de 7 x 1 que a Alemanha impôs à Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, e aos rumos adotados para a recuperação do futebol do país desde então. A volta de Dunga ao cargo de técnico da Seleção Brasileira foi um anticlímax para o torcedor. Dunga  já havia passado pelo posto, e não deixara saudade. A "bola da vez" era Tite, atual técnico do Corinthians, reconhecido pela maioria como o melhor do Brasil no momento. A Seleção Brasileira é um patrimônio moral e afetivo dos brasileiros que está se desgastando a cada dia. A identificação dos brasileiros com o que antes era um orgulho do país diminui progressivamente. Urge recuperar a Seleção como um ícone da identidade brasileira. Mais que bons resultados de campo, para isso é necessário uma condução transparente dos assuntos da equipe, e a escolha de um técnico que transmita confiança aos torcedores por seu currículo e capacidade, o que Dunga não possui. A Seleção deverá, de uma forma ou de outra, se classificar para a Copa do Mundo de 2018, mas o resgate de sua imagem é uma tarefa bem mais árdua, que demandará grande esforço, e não se fará num curto espaço de tempo.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Figura emblemática

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é uma figura emblemática da política brasileira, e traduz como poucos a filosofia adotada há muitos anos por seu partido. Jucá atuou como líder do governo no Senado nas administrações de Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.  Em entrevista às páginas amarelas da edição dessa semana da revista "Veja", Jucá defende o rompimento do PMDB com o governo Dilma. O senador entende que o seu partido é o único capaz de protagonizar a transição em caso de impeachment, e já desenha cenários para um Brasil sem Dilma. Como se vê, Jucá é a cara do PMDB, um partido que, há muito tempo, desistiu de lançar candidatos a presidente, contentando-se em aliar-se ao detentor do poder de momento. Esse é um meio mais cômodo de se chegar ao poder, pois não é preciso ganhá-lo pelo voto. Agora, o PMDB prepara-se para tentar chegar ao ápice nesse seu "pragmatismo" político, isto é, obter o cargo de presidente para si sem passar pelas urnas, pela via do impeachment. Romero Jucá é uma figura do mesmo nível ético de Eduardo Cunha e de Renan Calheiros. Não por acaso, todos se abrigam no mesmo partido, o PMDB. Assim como Cunha e Calheiros, Jucá soma uma série de acusações contra si. No seu caso específico, elas consistem em desvio de verbas, compra de votos, uso de funcionários públicos em campanha eleitoral e abuso do poder econômico. Enquanto os cargos mais relevantes do Congresso Nacional continuarem a ser ocupados por figuras dessa extração, o Brasil não avançará no campo político.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Uma crise de civilidade

A principal crise por que passa o Brasil, ao contrário do que possa parecer, não é a econômica. O país atravessa uma crise de civilidade, gerada pelo clima de radicalização política. Durante o transcurso do velório do ex-presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, em Belo Horizonte, cartazes com frases como "Petista bom é petista morto"  foram jogados em frente ao local onde a cerimônia fúnebre se realizava. Também em frente ao local, um homem e duas mulheres gritavam palavras de ordem contra o PT. O respeito aos mortos sempre esteve presente em todas as culturas. Regozijar-se com a morte de alguém por causa de sua filiação partidária, e utilizar o seu velório para atacar sua sigla, é algo abjeto e repugnante. Esse tipo de atitude revela o grau de imbecilidade que caracteriza a direita. Os adeptos dessa visão política são fascistas, demofóbicos, defensores do arbítrio e da violência. Escondem sua torpeza por baixo de uma capa de moralidade. Nada justifica atos desse tipo num local em que um corpo está sendo velado. O morto, seus parentes e amigos merecem ser tratados com o devido respeito numa hora como essa. A instabilidade política que o país vive está trazendo à superfície o esgoto da sociedade brasileira. São pessoas assim que sonham com a volta da ditadura, e apoiam energúmenos como o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ). Antes de se tornar plenamente desenvolvido, o Brasil tem de obter a condição de um país civilizado. Atos como os ocorridos no velório de José Eduardo Dutra mostram que esse estágio ainda está longe de ser alcançado.

domingo, 4 de outubro de 2015

Empate insosso

O Grêmio empatou em 0 x 0 com o Cruzeiro, hoje, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Foi um  empate insosso. Nenhum dos times realizou um grande jogo. As chances de gol foram escassas. Mesmo que tenha acertado a trave em duas oportunidades, o Cruzeiro não somou méritos para vencer a partida, o empate foi o resultado mais justo. No Grêmio, o grande destaque foi Geromel. Ausente dos últimos seis jogos do Grêmio, por lesão, voltou como se nada tivesse acontecido, e teve uma grande atuação. Se tivesse retornado ao time quatro dias antes, contra o Fluminense, na Copa do Brasil, a sorte do clube na competição poderia ter sido outra. Por outro lado, Luan e Douglas tiveram péssimas atuações, e foram substituídos no segundo tempo. Pedro Rocha esteve apagadíssimo, e também foi substituído. Em termos de classificação, o resultado permite diferentes leituras. Por um lado, foi ruim, pois a distância para o líder, o Corinthians, se manteve em nove pontos, e para o segundo colocado, o Atlético Mineiro, aumentou para quatro. Porém, o empate de hoje também foi bom, ao consolidar o Grêmio em terceiro lugar, a uma confortável distância de seis pontos para o quarto colocado. Por sinal, o quarto colocado, agora, é o Santos, que é o próximo adversário do Grêmio, na Arena. Caso vença o Santos, o Grêmio abriria nove pontos de vantagem sobre ele, e ficariam faltando apenas mais oito rodadas para o final da disputa. Outro aspecto a ser destacado é que, tendo sofrido o baque da eliminação na Copa do Brasil, era importante para o Grêmio não perder, e isso foi alcançado. O título, para o Grêmio, é cada vez mais improvável, mas a classificação para a Libertadores está, praticamente, garantida.