quarta-feira, 15 de julho de 2015

Vantagem escassa

O Inter venceu o Tigres por 2 x 1, hoje, no Beira-Rio, pelas semifinais da Libertadores. O resultado representa uma vantagem escassa do Inter para o segundo jogo, em Monterrey (MÉX), na próxima quarta-feira, já que uma vitória simples por 1 x 0 dará a classificação para o Tigres. O jogo de hoje apresentou muitas alternâncias. No começo da partida, o Inter foi avassalador, fazendo dois gols em dez minutos. Porém, depois do susto inicial, o Tigres conseguiu se assentar, diminuiu o placar e chegou a ser superior em campo. Ainda no primeiro tempo, o goleiro Alisson, do Inter, fez duas grandes defesas que impediram o Tigres de alterar o rumo do jogo. Afora isso, um pênalti claro em favor do Tigres não foi marcado. No segundo tempo, o Tigres continuou bem, e só não obteve um melhor resultado devido a expulsão de Ayala. A inferioridade numérica fez com que o Tigres tivesse de recuar para manter o placar, já que, mesmo com a derrota, o gol marcado fora lhe permite alcançar a classificação, no segundo jogo, com uma vitória simples, de 1 x 0. Os destaques individuais da partida, foram, no Inter,  Alisson e Rodrigo Dourado. No Tigres, Gicnac  e Aquino. Agora, na segunda partida, o Inter jogará por qualquer empate ou por derrotas por um gol de diferença, a partir de 3 x 2. A vantagem existe, mas é bem menor do que o Inter esperava.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Derrota indigesta

O Grêmio perdeu para o Criciúma por 1 x 0, hoje, na Arena, pela Copa do Brasil. Nenhuma derrota é satisfatória, obviamente, mas essa foi, particularmente, indigesta. Afinal, o Grêmio não perdia desde fevereiro em seu estádio, num total de 16 jogos. O técnico do Grêmio, Róger Machado, havia ganho todos os cinco jogos em que treinara o time na Arena. A quebra de tabus se deu contra um adversário modesto, que ocupa, no momento, um pálido 13º lugar no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O resultado poderia ter sido diferente, não fosse o fato de que o Grêmio teve um gol injustamente anulado, quando o jogo ainda estava empatado em 0 x 0. Ainda assim, não há justificativa para o revés sofrido pelo Grêmio pois havia tempo suficiente para obter uma vitória, mesmo depois de sofrer o gol. Ficou clara, mais uma vez, a necessidade de o Grêmio contratar um centroavante goleador. Sem essa figura, o time, no ataque, excede-se em toques de um lado para o outro na tentativa de abrir a defesa adversária. Ao contrário de outros jogos, o Grêmio não teve um grande desempenho coletivo, nem destaques individuais. A derrota compromete as chances do Grêmio na competição, pois, agora, será preciso buscar a classificação fora de casa, e qualquer empate servirá para o Criciúma. Para o Grêmio, será necessário vencer por dois gols de diferença, ou por um gol, a partir de 2 x 1. Não é impossível a classificação do Grêmio, é claro, mas ficou bastante complicada.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Contratação emblemática

A contratação de Ronaldinho pelo Fluminense é o que se pode definir como emblemática em relação ao atual momento do futebol brasileiro. Num cenário desolador, em que muitos ainda tentam encontrar explicações para a derrota de 7 x 1 sofrida pela Seleção Brasileira para a Alemanha, um grande clube resolve repatriar um jogador de 35 anos que, há muito tempo, deixou de encarar a sua atividade de modo profissional. O mais espantoso é que o Fluminense é o atual vice-líder do Campeonato Brasileiro, com um time em que se destacam vários jovens jogadores formados no clube. Porque, então, contratar um veterano mais interessado nos prazeres extracampo, e por um salário altíssimo? Não é à toa que o futebol brasileiro caminha, cada vez mais, para o fundo do poço. Enquanto os europeus levam nossas revelações ainda no nascedouro, e até jogadores medianos e mais maduros, aos clubes brasileiros tem restado repatriar os que fracassam lá fora, ou os que, pela idade muito avançada, já não interessam a outros mercados. O Fluminense não precisa de Ronaldinho. Sua contratação é muito mais uma ação de marketing do que uma escolha técnica, ou seja, é fruto de quem encara o futebol como um circo, e não um esporte.

domingo, 12 de julho de 2015

Desafogo

O Inter venceu o Joinville por 2 x 0, hoje à tarde, na Arena Joinville, pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma vitória que trouxe uma sensação de desafogo, pois, com os resultados de sábado, o Inter dormira na zona de rebaixamento. Ao vencer, hoje, no entanto, o Inter interrompeu uma série de três derrotas consecutivas, e subiu cinco posições na tabela. O fato ganha em importância porque, na quarta-feira, o Inter jogará a primeira partida das semifinais da Libertadores contra o Tigres, e fazê-lo pressionado por maus resultados não seria bom do ponto de vista psicológico. O que se viu em campo só confirmou a extrema fragilidade técnica do Joinville, lanterna do Brasileirão. Mesmo jogando com um time de reservas, o Inter não encontrou maior resistência por parte do Joinville. Ainda que jogasse em casa, o Joinville pouco pressionou o Inter. Afora a pouca qualidade do adversário, o Inter ainda contou com o auxílio da arbitragem. O pênalti que originou o seu segundo gol não existiu, o que causou grande revolta nos torcedores do Joinville, que, a partir daí, passaram a hostilizar o árbitro. Agora, para o Inter, tudo é Libertadores. O clube jogou todas as suas fichas nessa competição. Se conseguir vencê-la, tudo o que tenha sido feito de errado será desconsiderado. Caso contrário, se o título não vier, a frustração será enorme, e poderá resultar numa crise de grandes proporções.

sábado, 11 de julho de 2015

Recuperação imediata

O Grêmio venceu o Vasco por 2 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Com isso, obteve uma recuperação imediata no Brasileirão, poi vinha de uma derrota, por 1 x 0, para a Chapecoense, fora de casa. A torcida mostrou estar animada com a campanha e o desempenho do time, comparecendo em grande número ao estádio. Próximo ao final do jogo, os torcedores começaram a gritar, em coro, o nome do técnico Roger Machado, numa demonstração do entusiasmo que já começam a ter com o trabalho por ele desenvolvido. Em campo, o Grêmio não encontrou soluções, no primeiro tempo, para furar o sistema de marcação do Vasco. Todas as tentativas de incursões pelo meio eram neutralizadas. Na saída para o intervalo, os jogadores destacavam o fato e diziam ser necessário abrir o jogo pelos lados. Roger Machado também apercebeu-se disso, e, mesmo mantendo a escalação do time para o segundo tempo, modificou sua postura. Os lados do campo passaram a ser explorados com mais constância. O placar foi aberto, justamente, por um chute cruzado de Galhardo do flanco direito que resultou num gol contra de Anderson Salles. O gol trouxe a tranquilidade que o time e a torcida esperavam, e o Grêmio ainda fez mais um, num lançamento primoroso de Giuliano para Pedro Rocha chutar para as redes. Por sinal, Pedro Rocha, de atuação apagadíssima contra a Chapecoense, foi um dos grandes destaques do Grêmio no jogo, junto com Galhardo, Geromel e Luan. A vitória levou o Grêmio de volta para o segundo lugar na tabela até amanhã, quando o Fluminense jogará com o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada. Para o Grêmio manter a posição, é preciso que o Fluminense não vença. Agora, o Grêmio desviará sua atenção, momentaneamente, para a Copa do Brasil, competição que retomará, depois de uma longa interrupção, na terça-feira, contra o Criciúma, na Arena. A perspectiva é de que a fase positiva continue, com o Grêmio mantendo campanhas exitosas nas duas competições.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Desgoverno

O Rio Grande do Sul vive um dos piores momentos de sua história. Há caos na saúde e na segurança pública, e grande insatisfação do funcionalismo. O Estado está entregue a um desgoverno. Sim, o Rio Grande do Sul está com um governo acéfalo, resultado da escolha insensata da maioria dos eleitores, que colocaram no poder um homem inepto e despreparado. A intensa campanha midiática contra o ex-governador Tarso Genro, que buscava a reeleição, levou o eleitorado a devolver o maior cargo do Estado aos partidos de extração conservadora, cujas políticas, é bem sabido, são sempre demofóbicas. O tão alardeado déficit financeiro do Estado é verdadeiro, ninguém contesta. A situação financeira do Rio Grande do Sul é crítica há décadas, atravessando vários governos, de diferentes correntes ideológicas. A diferença está em como encarar o problema. O governo anterior tinha o entendimento, correto, de que o enfrentamento da dívida não pode se dar com o atraso no pagamento do funcionalismo e o sucateamento dos serviços públicos fundamentais. O atual governador do Estado, José Ivo Sartori, é adepto da solução única do corte de gastos. Tudo o que resultou de concreto dessa postura foi a absoluta precarização da saúde e da segurança pública, cujos serviços são um dever do Estado para com os cidadãos e contribuintes. O governo de Sartori apenas cumpriu o seu primeiro semestre. Há, ainda, mais três anos e meio pela frente, até o seu encerramento. Os que votaram em massa num candidato tão incapaz, devem estar profundamente arrependidos. Tomara que aprendam com a experiência mal sucedida, e votem com mais consciência em eleições futuras, sem se deixar influenciar pela imprensa conservadora. Porém, solução imediata não existe. Será preciso aguentar um longo período de sofrimento até o final dessa administração ruinosa. Um duro preço a ser pago por todos, inclusive pelos que não votaram no atual governador.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Esquecimento

Não é à toa que se costuma dizer que o Brasil é um país sem memória. Passou batido pelos meios de comunicação, mas, na data de hoje, completam-se 35 anos da morte de Vinícius de Moraes. O esquecimento da imprensa atinge um dos maiores poetas brasileiros, e compositor de clássicos imortais da nossa música, em parceria com nomes da expressão de Tom Jobim, Carlinhos Lyra, Baden Powell e Toquinho. Foi também diplomata. Na vida pessoal, casou-se várias vezes, e teve muitos filhos. A vida de Vinícius foi intensa, em todos os sentidos. Para os padrões atuais, morreu relativamente cedo, aos 66 anos. As marcas de seu talento permanecem, indeléveis. Seus poemas seguem sendo recitados, suas composições são, constantemente, regravadas. Por tudo isso, é espantosa a quase total ausência de registro dos 35 anos de seu falecimento. Numa época em que a música brasileira caracteriza-se por uma pobreza estética assustadora, a lembrança de Vinícius é ainda mais obrigatória.

Comemorações bizarras

A data de hoje, 9 de julho, é intensamente comemorada no Estado de São Paulo. Ela marca a passagem de mais um aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, quando os paulistas tentaram derrubar o governo de Getúlio Vargas, iniciado com um golpe de Estado em 1932. Entre os acontecimentos que, anualmente, marcam a efeméride, está, até mesmo, a principal prova do ciclismo brasileiro, denominada "Nove de Julho". O curioso, no entanto, é que, assim como a chamada "Revolução Farroupilha", de 1835, também muito festejada no Rio Grande do Sul, o movimento paulista fracassou. Separadas no tempo, considerando-se o seu início, por 97 anos, ambas as insurreições contra o poder central foram derrotadas. Porém, o orgulho bairrista de gaúchos e paulistas faz com que eles, até hoje, reverenciem as ditas "revoluções". São, portanto, comemorações bizarras, que brindam com feriados e atividades as mais diversas movimentos que não atingiram os seus objetivos. Esse bairrismo exacerbado, que festeja até iniciativas derrotadas, talvez explique, ao menos em parte, porque o Brasil não consegue se constituir numa nação. Falta sentido de unidade, de pertencimento. Não pode existir, em nenhuma unidade da federação, o sentimento de "somos nós contra eles". O Brasil somos todos nós, de norte a sul do país.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Derrocada

O Inter perdeu para o Flamengo por 2 x 1, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a terceira derrota consecutiva do Inter no Brasileirão, com oito gols sofridos e apenas dois marcados, o que caracteriza uma derrocada do time às vésperas de disputar os jogos pelas semifinais da Libertadores. Em vez de usar o período de paralisação da Libertadores, interrompida em função da realização da Copa América, para se preparar melhor para a fase decisiva da competição, o Inter parece ter perdido o rumo. O presidente do clube, Vitório Píffero, reconheceu que o planejamento do Inter para o período de parada da Libertadores não deu certo, e creditou o fato à preocupação dos jogadores em se preservarem para a competição continental. Píffero foi adiante, e decidiu que, até o final da Libertadores, o Inter não usará o seu time principal no Brasileirão. O detalhe é que o Inter já está em 16º lugar na tabela, a última posição antes da zona de rebaixamento. O presidente do Inter desdenhou da hipótese de o clube cair, numa postura típica da arrogância que sempre exibiu, mas essa é uma possibilidade concreta. Na verdade, quem melhor exprimiu a realidade vivida pelo Inter foi o zagueiro Ernando, que disse que é preciso ganhar a Libertadores para salvar o ano. No espaço de uma semana, até a próxima quarta-feira, o Inter começará a definir a sua sorte em 2015. Se conquistar o título da Libertadores, todos os erros serão varridos para debaixo do tapete. Se for eliminado da disputa que elegeu como prioritária no ano, entrará numa crise técnica e financeira de proporções imprevisíveis.

Tropeço

O Grêmio perdeu por 1 x 0 para a Chapecoense, hoje, na Arena Condá, pelo Campeonato Brasileiro. Ainda que a Chapecoense faça uma boa campanha no Brasileirão, o resultado só pode ser encarado como um tropeço, e dos mais indesejáveis. Mesmo com a derrota, o Grêmio se manteve, temporariamente, em segundo lugar na tabela, mas poderá ser ultrapassado por Fluminense e Corinthians, caso eles vençam seus jogos amanhã. No primeiro tempo, o Grêmio teve uma boa atuação, e criou oportunidades de gol. Num mesmo lance, o Grêmio acertou a trave, e depois o travessão. Na volta do intervalo, no entanto, o time não mostrou o mesmo rendimento. O jogo se encaminhava para um empate quando, numa cobrança de falta, um gol de cabeça decidiu a partida em favor da Chapecoense. O técnico do Grêmio, Roger Machado, mais uma vez, mostrou ter dificuldades em fazer substituições. Na primeira que realizou, retirou Luan para colocar Yuri Mamute. A entrada de Mamute foi correta, mas o jogador que deveria ser substituído era Pedro Rocha, que teve um mau desempenho durante todo o jogo. Mais tarde, Pedro Rocha deu lugar a Fernandinho, mas aí o erro já havia sido cometido. Porém, o dado principal que fica dessa derrota do Grêmio é a evidência de que, se o clube tem pretensões de disputar o título, a contratação de um centroavante goleador é indispensável. Por mais que haja uma intensa movimentação e troca de posições na linha de frente, a presença de um especialista em fazer gols é imprescindível. Por mais que os modernosos do futebol digam o contrário, essa figura, num time de futebol, ainda é insubstituível.