terça-feira, 7 de julho de 2015

Os 75 anos de Ringo Starr

Na data de hoje, Ringo Starr, o mais velho dos Beatles, completa 75 anos. Uma idade provecta, que ele atinge parecendo bem mais jovem. O segredo da boa forma talvez esteja na dieta rigorosa que mantém e na carreira a pleno vapor, sem nenhuma intenção de aposentadoria. Ringo lançou em março último, o seu mais recente disco, "Postcards From Paradise", e realiza turnês regulares pelo mundo, acompanhado pela All Starr Band. Considerado o menos talentoso dos Beatles, Ringo, no entanto, fez por merecer o seu lugar no panteão dos mitos do rock. Ringo não possui, é verdade, a mesma capacidade como compositor de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, mas isso não o impediu, por exemplo, de criar, em sua carreira solo, um clássico como "It Don't Come Easy". Ringo também realizou trabalhos como ator e, inclusive, seu segundo casamento, que já dura 34 anos, foi com a atriz e ex-Bondgirl, Barbara Bach. Em 2015, Ringo foi incluído no Rock'n Roll Hall Of Fame, de forma individual, sendo o último beatle a obter a distinção. Se não tinha o brilhantismo de seus companheiros de grupo, nunca faltaram a Ringo carisma e simpatia, o que lhe garantiu a visibilidade dentro dos Beatles. Só nos cabe desejar vida longa para Ringo, um ícone da música. Parabéns, Ringo!

A entrevista de D'Alessandro

Hoje pela manhã, o meio-campista D'Alessandro, maior ídolo da torcida do Inter na atualidade, concedeu uma entrevista coletiva. O fato, por si só, é rotineiro no futebol, e não mereceria ser objeto de uma análise neste espaço. Ocorre que o conteúdo do que disse D'Alessandro não pode passar em branco. Depois de reconhecer que a campanha do Inter no Campeonato Brasileiro não é boa, e que isso não permite que ele prometa ao torcedor a conquista do título, o jogador voltou suas baterias contra a imprensa. Certamente incomodado com as críticas que se avolumam contra o técnico do Inter, Diego Aguirre, cujo rodízio de escalações tem levado o clube a acumular maus resultados no Brasileirão, D'Alessandro aconselhou que os torcedores, até o dia da partida contra o Tigres, pelas semifinais da Libertadores, ouçam menos rádio e assistam pouca televisão, ocupando seu tempo em jogar Playstation com os filhos. D'Alessandro se utilizou, mais uma vez, de um recurso corriqueiro dos profissionais do futebol quando os resultados de campo são ruins, que é o de jogar a culpa na imprensa. No caso específico de D'Alessandro, essa prática, que é recriminável, torna-se ainda mais inaceitável, por se tratar de um jogador que, desde que chegou ao Inter, em 2008, tem sido incensado pela imprensa esportiva gaúcha, a qual, sabidamente, sempre foi majoritariamente colorada. Não é a primeira vez que D'Alessandro toma uma atitude desse tipo. Acostumado à bajulação, reage a qualquer crítica recebida. Habituado a "apitar" partidas, declarou, também, em sua entrevista, que as novas determinações da arbitragem, que punem as reclamações de jogadores com o cartão amarelo, são "um mal" para o futebol. Na verdade, D'Alessandro, mesmo já tendo 34 anos, é um jogador mimado, incapaz de conviver com a crítica. Não é de espantar que ele se porte assim. Alguns cronistas conseguiram ver na disparatada entrevista uma demonstração de liderança do jogador, chamando a torcida para cerrar fileiras em torno do clube. Diante de tamanha demonstração de parcialidade e sabujice por parte de profissionais de imprensa que deveriam primar pela criticidade e objetividade, é fácil entender por que D'Alessandro torce o nariz a qualquer comentário desfavorável para ele ou ao clube pelo qual joga.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Soberania

A Grécia deu uma lição de soberania ao mundo. Mais de 60% dos votantes do referendo convocado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras foram contrários às medidas de aperto financeiro exigidas pela União Europeia para liberar ajuda financeira para o país, entre elas o aumento de impostos e a redução de benefícios previdenciários. Nem é preciso referir que a grande imprensa critica a decisão da Grécia. Fiel à visão de mundo neoliberal, a imprensa conservadora é uma defensora intransigente da aplicação de medidas de "austeridade" para que países com dificuldades financeiras possam regularizar suas contas. O problema é que a "austeridade" serve para garantir os interesses dos bancos e das grandes corporações, evitando que sejam submetidos a um calote, mas só piora a vida da população, que se torna ainda mais precária do que já é quando um país está em crise. O povo grego não se deixou levar pelos cenários catastrofistas elaborados pelos neoliberais e seus apoiadores na imprensa, prevendo um desastre para o país caso não se submetesse ao receituário conservador. As condições impostas pela União Europeia só iriam levar mais recessão e desemprego para a Grécia. Ao não ceder às chantagens dos países ricos da Europa e dos grandes bancos internacionais, o povo grego deu uma demonstração de altivez. Claro, grandes dificuldades se avizinham para a população da Grécia, pois o país vive uma grave crise econômica. Nada poderia ser pior, no entanto, do que capitular às exigências da União Europeia, que em nada melhorariam a vida dos habitantes da Grécia. A ideia de colocar as contas de um país em dia às custas do sacrifício da sua população nada tem de racionalidade econômica como defendem os arautos do mercado, é apenas uma atitude demofóbica. Os gregos se aperceberam disso. Tomara que, no futuro, outros países em situação semelhante adotem a mesma postura.

domingo, 5 de julho de 2015

Despencando

O Inter perdeu por 3 x 1 para o Atlético Mineiro, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, e segue despencando na tabela. Agora, o Inter já ocupa o 14º lugar no Brasileirão, com apenas três pontos a mais que o primeiro clube na zona de rebaixamento. Foi o segundo jogo consecutivo em que o Inter levou três gols. Aliás, o resultado só não foi o mesmo da partida contra o Sport porque, quando o placar já estava em 3 x 0 para o Atlético, uma falha grotesca do zagueiro Jémerson proporcionou que Lisandro López fizesse o gol de honra do Inter. A cada jogo, o Inter adia para o próximo a sua recuperação. Nem mesmo o jogo contra o Flamengo, de péssima campanha, na quarta-feira, novamente no Beira-Rio, pode ser tido como favas contadas em favor do Inter. Afinal, o Flamengo estará motivado pela estreia de Guerrero, sua maior contratação em 2015. A cada dia, a situação do técnico do Inter, Diego Aguirre, mostra-se mais arriscada. Ele está apostando tudo na conquista do título da Libertadores. Se não conseguir alcança-lo, terá de voltar suas atenções para uma competição em que está numa posição desconfortável na tabela e com remotas possibilidades de título. Colocar todas as fichas numa única possibilidade não é uma atitude de bom senso. Porém, não é a primeira vez que o Inter age assim. Se o Inter ganhar a Libertadores, os critérios do seu técnico serão considerados corretos, Em caso contrário, o Inter pode se preparar para ter de lidar com a inconformidade do torcedor.

No rumo da liderança

O Grêmio venceu o Santos por 3 x 1, hoje à tarde, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Foi apenas a terceira vez na história que o Grêmio venceu o Santos no acanhado e mítico estádio. O resultado levou o Grêmio aos mesmos 23 pontos de Atlético Mineiro e Sport. Pelos critérios, o Atlético é o líder, por ter melhor saldo de gols que o Grêmio que, por sua vez, está na frente do Sport por ter uma vitória a mais que o clube pernambucano. Como se vê, o Grêmio está no rumo da liderança do Brasileirão, que poderá ser sua já na próxima quarta-feira, caso ganhe da Chapecoense, em Chapecó, e Atlético Mineiro e Sport empatem, no Independência. A vitória do Grêmio foi fruto de uma boa atuação, em que o coletivo preponderou, mas na qual houve, também, destaques individuais, como Luan e Giuliano. Galhardo continua surpreendendo positivamente, e até gol marcou. Edinho, que tantos temores despertava, teve um bom desempenho e deu o passe para o terceiro gol. A aplicação tática e o sentido coletivo do time do Grêmio chamam cada vez mais a atenção. Ainda é cedo para manifestações de euforia, mas a campanha do Grêmio já suscita, justificadamente, ambições maiores para os seus torcedores.

sábado, 4 de julho de 2015

Chile campeão

O Chile empatou em 0 x 0 com a Argentina, no tempo normal e na prorrogação, e venceu por 4 x 1 nos tiros livres da marca do pênalti, hoje, no Estádio Nacional, o que lhe deu, pela primeira vez, a conquista do título de campeão da Copa América. Foi um título merecido. A melhor campanha da competição foi do Chile. No jogo de hoje, enquanto a bola rolou, o Chile foi melhor do que a Argentina. Faltou uma maior incisividade nas conclusões para que o Chile saísse vencedor sem a necessidade dos tiros livres. Por sua vez, a Argentina decepcionou. Messi, mais uma vez, não brilhou em uma decisão. Di Maria saiu do jogo muito cedo, por motivo de lesão, e os demais destaques da equipe estiveram muito apagados. Depois de uma boa campanha na Copa do Mundo de 2014, o Chile confirmou a qualidade de sua atual equipe, onde se sobressaem nomes como Vargas, Vidal, Alexi Sanchez e Aranguiz. A conquista inédita da Copa América é mais um alento para a continuidade do bom trabalho do técnico do Chile, o argentino Jorge Sampaoli. Parabéns, Chile!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Racismo

As chamadas redes sociais deram a chance de se expressar a quem não tinha, rompendo com o monopólio dos meios de comunicação. Sem  dúvida, isso é positivo, pois democratiza a opinião, antes restrita ao comunicadores profissionais. Porém, por não serem submetidas a nenhum tipo de filtro ou política editorial, as redes sociais abrigam toda a espécie de disparates no conteúdo de suas postagens, e expõem, de uma maneira nunca vista anteriormente, o esgoto da sociedade. Um exemplo disso aconteceu, nessa semana, no Facebook, com as manifestações de racismo contra Maria Júlia Coutinho, a "moça do tempo" do "Jornal Nacional", da Rede Globo. Bonita e talentosa, Maria Júlia foi alvo de ofensas vulgares e grosseiras devido ao fato de ser negra. A sociedade brasileira insiste em não admitir que é racista, mas isso é inegável. O racismo, em qualquer circunstância, é algo abominável, mas, no Brasil, um país com tantos negros e mestiços, ele soa ainda mais absurdo. A repercussão das agressões á Maria Júlia Coutinho foi ampla, até pela visibilidade que a condição de contratada da Rede Globo lhe confere. O caso deverá ter desdobramentos jurídicos. Não é difícil punir os culpados, pois eles estão identificados nas próprias postagens. A partir do que aconteça nesse caso, um novo balizamento para o crime de racismo poderá vigorar no país. Chega de condescendência para com um crime tão ignóbil. Os culpados terão de responder por seus atos.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Manobras

Num dia, o financiamento privado de campanhas é rejeitado pela Câmara dos Deputados, no seguinte a mesma matéria é novamente votada, e, dessa vez, aprovada. O mesmo ocorre, semanas mais tarde, com a redução da maioridade penal, rejeitada num dia e aprovada no seguinte. Os parlamentares derrotados por tais manobras, apontam, com razão, a irregularidade de se votar a mesma matéria em  tão curto espaço de tempo. Os apoiadores do artifício, valendo-se do "juridiquês", argumentam não haver nenhuma impropriedade no procedimento. Por trás de tudo, a execrável figura do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Conhecedor profundo dos aspectos regimentais que envolvem o exercício da função legislativa, Cunha se aproveita de cada brecha legal disponível para levar adiante seu projeto de causar derrotas ao governo e favorecer os interesses sombrios que representa. Aproveitando-se do momento de instabilidade vivido pelo governo, Cunha busca impor sua agenda medieval ao país, consentânea com sua condição de evangélico e de defensor do grande capital. Algo precisa ser feito. O país não pode ficar a mercê desse energúmeno. O que está em jogo é a democracia brasileira, tão duramente conquistada. O mandato de presidente da Câmara dos Deputados, obtido por Cunha, não pode lhe servir como um cheque em branco, que lhe permita submeter o país ao atendimento dos seus interesses e aos dos grupos que apoia. Se Cunha, por meio do estudo dos regimentos legislativos, consegue embasamento para levar adiante suas manobras, o mesmo método deverá ser usado para detê-lo e, se possível, defenestrá-lo do cargo que ocupa. Cunha foi eleito deputado federal por uma fração do eleitorado do seu Estado. Elegeu-se para ser integrante de uma das casas parlamentares do país e, escolhido por seus pares, tornou-se presidente da mesma. Porém, entre suas atribuições não estão as de chefe do Poder Executivo. Até agora, Cunha tem "pintado e bordado". Não pode continuar sendo assim. As mentes mais lúcidas e responsáveis do país precisam fazer um esforço, sair da sua postura acomodada, e, usando os meio legais existentes, neutralizar as ações de Cunha. Essa é uma tarefa para ser cumprida o quanto antes, em defesa do país.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Afirmação

O Grêmio venceu o Cruzeiro por 1 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi a quarta vitória consecutiva do Grêmio, que segue no processo de afirmação do seu time. A vitória foi magra, e obtida com um gol de pênalti, mas isso pouco importa. O que é relevante é que o Grêmio já está na zona de classificação para a Libertadores, de onde não sairá até o final da rodada, que será concluída amanhã. No jogo de hoje, o Grêmio apresentou um bom volume de jogo, perdendo boas chances de gol, o que poderia ter lhe dado um placar mais folgado. Não chegou a ser uma grande atuação do Grêmio, mas foi o suficiente para ganhar um clássico nacional, contra o atual bicampeão brasileiro. O Grêmio, que ao fim da segunda rodada era o 18º colocado no Brasileirão, resultado que redundou na queda do técnico Felipão, agora já está em 3º lugar na tabela. O técnico Roger Machado operou uma notável transformação no time, que apresenta enorme disposição e aplicação em campo, superando suas limitações e o fato de não contar com um goleador nato. Ainda é muito cedo para se fazerem projeções muito ambiciosas quanto á colocação final do Grêmio na competição, mas, com o que já realizou até aqui, o clube vem recuperando sua tão abalada autoestima e conquistando a confiança do torcedor.

Não poderia ser diferente

O Inter foi goleado por 3 x 0 pelo Sport, hoje, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Brasileiro. A derrota, e até mesmo a goleada, era previsível. Não poderia ser diferente. Para jogar contra o líder do Brasileirão, que ganhara todos os jogos como mandante e era o único clube invicto no Brasileirão, o Inter escalou um time quase inteiramente reserva e, até mesmo, com uma improvisação. O pior é que essa mutilação não foi causada por suspensões ou lesões, mas por vontade do técnico do Inter, Diego Aguirre, que insiste em manter um rodízio de escalações. Em termos práticos, o único resultado da esdrúxula medida vem sendo a perda de pontos pelo Inter, afastando-o da possibilidade de conquistar o título da competição. Está claro que o Inter aposta todas as suas fichas na conquista do título da Libertadores. Afinal, para chegar à conquista da competição continental faltam quatro jogos. Porém, ainda que o Inter possa até ser considerado favorito, em futebol não se ganha por antecipação. Se não ganhar a disputa que elegeu como a prioritária no ano, o Inter terá de encarar um restante de Campeonato Brasileiro em larga desvantagem na tabela e com um ambiente de vestiário desanimado. Se assim ocorrer, não poderá culpar ninguém, só à sua própria imprevidência.