sexta-feira, 26 de junho de 2015

Expectativa frustrada

Entre todos os jogos pelas quartas de final da Copa América o que parecia mais promissor quanto a um bom futebol era Argentina x Colômbia. Afinal, Messi e James Rodriguez estariam em campo, secundados por nomes como Di Maria e Cuadrado. No entanto, isso não se confirmou. Foi uma expectativa frustrada. O jogo, realizado hoje no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, terminou empatado em 0 x 0, no tempo normal e na prorrogação. Nos tiros livres da marca do pênalti, a Argentina venceu por 5 x 4. Messi esteve apagado, como costuma acontecer quando joga pela Argentina, em contraste com suas grandes atuações no Barcelona. James Rodriguez, da mesma forma, também não jogou bem. Não faltaram lances ríspidos e reclamações junto à arbitragem, mostrando que, no aspecto emocional, a partida teve um clima intenso. Porém, houve pouco futebol. A Argentina, agora, espera para saber quem será o seu adversário nas semifinais, Seleção Brasileira ou Paraguai. Tudo indica que teremos, mais uma edição do maior clássico das Américas, Brasil x Argentina. Caso isso se confirme, levando-se em conta os jogadores de ambos os lados, a Argentina será a favorita.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Confirmação

O Peru venceu a Bolívia por 3 x 1, hoje, em Temuco, pelas quartas de final da Copa América. A vitória do Peru foi, apenas, a confirmação de uma expectativa, já que a Bolívia, como ocorre costumeiramente, tem uma equipe muito fraca. O jogo foi tranquilo para o Peru, que já vencia por 2 x 0 antes dos 25 minutos do primeiro tempo. O grande nome do jogo foi o centroavante Guerrero, do Peru, que marcou todos os gols de sua equipe. Não bastasse sua capacidade comprovada como goleador, Guerrero ainda foi beneficiado por falhas defensivas gritantes da Bolívia. Nem mesmo o gol de Marcelo Moreno, em cobrança de pênalti, ensejou qualquer chance de reação para a Bolívia. Tendo feito dois gols cedo, o Peru administrou o jogo. Agora, o Peru, na segunda-feira, pelas semifinais, irá jogar contra o anfitrião da competição, o Chile. O Peru estará na condição de "zebra" absoluta. O favoritismo do Chile é amplo. Mesmo contando com um atacante tão eficiente como Guerrero, dificilmente o Peru poderá impedir a classificação do Chile para a decisão.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

No caminho do título

O Chile venceu o Uruguai por 1 x 0, hoje à noite, no Estádio Nacional, em Santiago, pelas quartas de final da Copa América, e segue no caminho do título. Até hoje, o Chile não venceu a competição. O máximo que conseguiu foram quatro vice-campeonatos. Porém, os chilenos acreditam que nunca estiveram tão perto de alcançar essa conquista. Não só por sediarem a disputa, o que já havia ocorrido outras vezes, mas por entenderem que a atual seleção é a melhor do país em todos os tempos. Até aqui, a campanha do Chile tem sido amplamente satisfatória, mesmo que tenha empatado como o México em 3 x 3, na segunda rodada da primeira fase. Afora esse jogo, foram três vitórias, uma delas de goleada, por 5 x 0, sobre a Bolívia. O adversário do Chile nas semifinais sairá do jogo Peru x Bolívia, o que é quase a garantia de que o anfitrião da Copa América se classificará para a decisão. Se tudo ocorrer dentro da lógica, o outro participante da decisão deverá ser Argentina ou Seleção Brasileira, que jogarão contra Colômbia e Paraguai, respectivamente, nas quartas de final. Seja qual for das duas seleções contra a qual tenha de decidir a competição, o Chile estará diante de uma tarefa bem mais árdua do que as que encarou até aqui. No entanto, é inegável que, para os chilenos, o sonho de obter essa conquista inédita nunca esteve tão próximo de se tornar realidade.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Desonestidade escancarada

A revelação de uma gravação, por escuta autorizada, de uma conversa entre o ex-presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA), Júlio Grondona, e Abel Gnecco, representante argentino na comissão de arbitragem da Conmebol, é a confirmação do quanto o futebol, o mais apaixonante dos esportes, está tomado pela sujeira, em todos os níveis. Desonestidade escancarada, sem disfarces. Grondona, falecido em 2014, e Gnecco, que participa da comissão de arbitragem da Copa América que está sendo jogada no Chile, dialogavam a respeito da atuação do paraguaio Carlos Amarilla no jogo em que o Boca Juniors eliminou o Corinthians nas oitavas de final da Libertadores de 2013. Fica claro na conversa que a arbitragem fora "encomendada". Na partida, Amarilla anulou dois gols legítimos do Corinthians e deixou de marcar um pênalti claro em favor do clube brasileiro, o que resultou na sua eliminação da competição, de cujo título, por sinal, era o detentor. Na mesma gravação, Grondona gabava-se de ter conseguido arranjar, também, a arbitragem de um jogo entre Independiente e Santos, em 1964, que resultou na eliminação do clube brasileiro da Libertadores. Há muitos outros casos semelhantes na Libertadores, lamentavelmente, ainda que sem uma gravação que evidencie a manipulação de resultados. Dois deles, ocorridos em Porto Alegre, são notórios. Em 2002, pelas semifinais da Libertadores, jogaram, no Olímpico, Grêmio e Olímpia. A decisão de quem se classificaria para a decisão foi feita nos tiros livres da marca do pênalti. Numa das cobranças, o goleiro do Grêmio, Eduardo Martini, fez uma grande defesa. O árbitro, no entanto, sem que tivesse havido nenhuma irregularidade no lance, mandou voltar a cobrança, que, então, foi convertida, eliminando o Grêmio da competição. O detalhe da situação é que o Olímpia, naquele ano, completava o seu centenário, e o presidente da Conmebol, Nicolas Leóz, paraguaio como o clube, se empenhou para que ele fosse campeão, o que acabou acontecendo. Em 2006, no Beira-Rio, ocorreu um dos exemplos mais escandalosos de resultado manipulado na Libertadores. Pelas oitavas de final da competição, jogaram Inter e Nacional, do Uruguai. O Nacional teve dois gols legítimos anulados. Caso os gols fossem consignados, e o Nacional vencesse por 2 x 0, ele teria eliminado o Inter da Libertadores. Com o esbulho praticado contra o clube uruguaio, o Inter foi adiante na competição, e acabou campeão. Nos dois casos citados, ficou por demais evidente que se tratavam de arbitragens "encomendadas". Só faltou uma gravação que confirmasse o que todos perceberam. O futebol, lastimavelmente, não é uma ilha. Assim como na sociedade, a corrupção espalha nele os seus tentáculos. Fatos como os aqui relatados, comprometem a credibilidade do futebol. Dentro e fora de campo, o esporte preferido da maioria precisa de uma faxina ética.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A regulação da mídia

Basta que se avente a hipótese de uma nova regulamentação da comunicação social no Brasil para que a chamada "grande imprensa" entre em alvoroço. Imediatamente, os maiores veículos de comunicação do país passam a exibir argumentos contra o que afirmam ser uma "ameaça à liberdade de expressão". A necessidade de uma nova regulação da mídia é flagrante no Brasil. A legislação que rege a comunicação social no país foi estabelecida em 1962, portanto, há 53 anos. De lá para cá, foram notáveis os avanços no campo da comunicação. Chama a atenção que os mesmos que clamam por mudanças no Código Penal Brasileiro, por ele ter sido elaborado nos anos 40, queiram cristalizar a legislação no setor comunicacional. Na verdade, a comunicação, no Brasil, nada tem de social. Ela reflete, somente, os interesses estratégicos e a visão de mundo das famílias proprietárias dos veículos. Como bem destacou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em plena era da TV Digital, a comunicação no Brasil está nas mãos de apenas nove famílias. O atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já disse que enquanto ele estiver no cargo nenhuma proposta de regulação da mídia irá sequer à votação. Em se tratando de tão ignóbil e desprezível figura, dá para se imaginar que tipo de interesses há em jogo nessa questão. Cunha é um defensor de tudo o que há de pior e mais atrasado no Brasil. Um aliado incansável das elites predatórias, homofóbico, adepto de um discurso moralista medieval e do obscurantismo religioso. A comunicação, no Brasil, não atende aos interesses da população, pois não lhe serve de canal de expressão. Oferece um prato feito, para ser despejado goela abaixo do público. Por que, por exemplo, as rádios não comerciais são tachadas de "piratas" e proibidas de operarem? Por que as tevês educativas não podem atrair anúncios comerciais, só o chamado "apoio cultural"? A justificativa brandida pelos grandes meios de comunicação é de que tais práticas constituiriam uma "concorrência desleal" com o setor privado, e, também, a de que a democracia estaria em risco com uma comunicação estatal forte, ou seja, é o velho e surrado fantasma da ameaça de "esquerdização" do país. O que os defensores do status quo comunicacional não explicam é como em países capitalistas ocidentais como a Inglaterra e a Itália, por exemplo, foi possível a convivência harmônica de gigantes estatais da comunicação como a BBC e a RAI com os veículos do setor privado. O que ocorre é que a mídia, no Brasil, sempre atendeu aos interesses dos proprietários dos veículos, em detrimento dos da sociedade. Certa vez, o empresário Sílvio Santos declarou que, para ele, televisão era um negócio como outro qualquer. Aí é que está o problema. Comunicação, seja TV, rádio, jornal, ou internet, jamais poderá ser "um negócio como outro qualquer". A natureza e extensão das mudanças é algo a ser amplamente discutido, até para que não se crie um monstrengo, mas o Brasil precisa de uma nova regulação de mídia "para ontem". Como está, defasada e anacrônica, é que não pode ficar.

domingo, 21 de junho de 2015

Os 45 anos de uma conquista inesquecível

Na data de hoje completam-se 45 anos de uma conquista inesquecível da Seleção Brasileira, a do terceiro título da Copa do Mundo, que deu ao futebol brasileiro, em definitivo, a posse da Taça Jules Rimet. Atualmente, com uma Seleção tecnicamente fraca, a evocação da Copa do Mundo de 1970 torna-se uma saudade ainda mais doída. Os que não viram aquela Seleção jogar, não sabem o que perderam. Muitos consideram que foi a melhor seleção da história, dentre todos os países. Particularmente, muito da minha paixão pelo futebol talvez advenha do fato de, com apenas oito anos, quando recém começava a entender melhor e me embrenhar no universo desse esporte, ter assistido, extasiado, pela tevê, aquela equipe magnífica. Numa mesma escalação, juntos, craques históricos como Pelé, o maior de todos os tempos, Tostão, Rivelino, Gérson, Jairzinho, Carlos Alberto. Como coadjuvantes de luxo, Brito, Piazza, Everaldo e Clodoaldo. Félix, o goleiro, era apenas mediano, mas não comprometia. Na reserva, jogadores do nível de Paulo César Caju, Marco Antônio e Edu. Nunca, em tempo algum, tantos talentos estiveram reunidos num mesmo grupo. Em seis jogos, a Seleção marcou 19 gols, uma média superior a três por jogo. Jairzinho fez gols em todas as partidas, num total de sete. Na decisão, para não deixar dúvidas, uma goleada de 4 x 1 sobre a Itália. Foi a última das quatro Copas do Mundo de Pelé pela Seleção. Uma Copa extraordinária, que teve a Itália de Albertosi e Fachetti, a Alemanha de Beckenbauer e Gerd Müller, o Uruguai, de Mazurckiewicz e Ancheta, o melhor Peru de todos os tempos, treinado pelo brasileiro Didi, com Cubillas, Chumpitaz, Mifflin, Sotil e Oblitas. Um título que se deve, sempre, reverenciar, com suas imagens sendo revistas pelos que o testemunharam, e apresentadas ás novas gerações para que elas possam tomar conhecimento do melhor futebol que o Brasil já produziu.

Primeiro lugar

A vitória por 2 x 1 sobre a Venezuela, hoje, no Monumental, em Santiago, classificou a Seleção Brasileira em primeiro lugar no seu grupo na fase inicial da Copa América. Agora, a Seleção vai jogar contra o Paraguai, no próximo sábado, pelas quartas de final. Como se vê, mesmo sem Neymar, seu único craque, a Seleção foi capaz de vencer e seguir adiante na competição. Os dois gols brasileiros foram bonitos. O primeiro, um chute de primeira de Thiago Silva no meio da grande área. O segundo, numa bela jogada de William pela esquerda concluída por um chute certeiro de Roberto Firmino. A atuação da Seleção, no entanto, mais uma vez deixou a desejar. A Venezuela descontou, e por pouco não empatou. Assim, aos trancos e barrancos, a Seleção segue adiante na disputa, mas deixando nos torcedores uma grande inquietação quanto ao seu futuro. Não há grandes jogadores para convocar e, com isso, não se pode formar uma equipe que seja mais do que mediana. Neymar é diferenciado, mas não pode carregar uma equipe sozinho. Na Seleção Brasileira Sub-20, vice-campeã mundial da categoria, há bons jogadores, mas nenhum craque. Resta torcer para que o futebol brasileiro, sempre tão fértil em revelações, possa, em breve, ver surgir uma nova geração de grandes jogadores. Se isso não acontecer, as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, serão extremamente difíceis. Dessa forma, até a hipótese, em outros tempos impensável, de a Seleção, pela primeira vez, não se classificar para a maior competição do futebol mundial, terá de ser considerada.

sábado, 20 de junho de 2015

Atitude

O Grêmio venceu o Palmeiras por 1 x 0, hoje á noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma vitória muito importante, pois coloca o Grêmio em 5° lugar no Brasileirão, com o mesmo número de pontos do 4° colocado, o Atlético Mineiro, de quem só está atrás no saldo de gols. Afora isso, o adversário de hoje é um grande clube, de muita tradição. Porém, o resultado não foi fruto de uma atuação de alto nível. O que sobressaiu no Grêmio foi a atitude, a intensa aplicação, que tem sido uma marca do time depois que Róger Machado assumiu como técnico, com exceção do jogo contra o São Paulo. Dessa vez, os destaques individuais foram poucos. A rigor, só Walace, e Tiago, que fez duas grandes defesas, tiveram um desempenho mais saliente. Galhardo foi apenas razoável, Geromel e Rhodolfo não foram mal, mas estiveram abaixo de atuações anteriores. Marcelo Oliveira fez uma má partida. Maicon, mesmo marcando o golaço da vitória, teve uma atuação regular. Giuliano esteve apagado, e Luan, atrapalhado, como sempre. Douglas teve uma produção muito ruim. Pedro Rocha foi o mais fraco do time. A vitória, no entanto, abre boas perspectivas para o Grêmio na competição. O próximo jogo, contra o Avaí, na Ressacada, está longe de ser uma partida das mais difíceis, o que poderá permitir ao Grêmio o ingresso no grupo dos quatro primeiros colocados, e partir para a construção de uma grande campanha.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Dia do Cinema Brasileiro

São tantas as datas comemorativas existentes que muitas nem chegam ao conhecimento da maioria das pessoas. Só agora descobri que, a data de hoje é o Dia do Cinema Brasileiro. Muitas vezes, há homenagens que são excêntricas ou imerecidas. Não é esse o caso da data de hoje. O cinema brasileiro, historicamente, é menosprezado por uma parcela da população, que o considera ruim e tecnicamente deficiente. Portadoras do famoso complexo de vira-latas referido por Nélson Rodrigues, e colonizadas pelo cinema holywoodiano, essas pessoas praticam uma grande injustiça contra o cinema feito no Brasil. Nunca foi fácil fazer cinema no país. Os custos altos de produção sempre foram uma dificuldade a ser transposta, mas isso não impediu que, ao longo do tempo, uma cinematografia respeitável fosse construída no Brasil. O cinema brasileiro teve grandes sucessos de bilheteria, e também obras de alto nível artístico. Filmes como "O Cangaceiro", "O Pagador de Promessas", "Terra em Transe", "Dona Flor e Seus Dois Maridos", "Bye, Bye, Brasil" e "Central do Brasil", atestam a capacidade brasileira de fazer bons filmes. Particularmente, sempre gostei de assistir filmes brasileiros. No dia de hoje, tenhamos o justo reconhecimento para com atores, diretores, técnicos e produtores que jamais desistiram, mesmo diante dos maiores obstáculos, de manter a chama do cinema brasileiro acesa.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Marcando passo

O Inter empatou em 0 x 0 com o Figueirense, hoje à noite, no Orlando Scarpelli, e, com isso, continua marcando passo no Campeonato Brasileiro. Novamente, o time esteve bastante desfalcado, dessa vez não por opção, mas devido às muitas lesões. Seja como for, diante da qualidade inferior do adversário, e da sua necessidade imperiosa de obter uma vitória fora de casa, o Inter ficou devendo. A atuação do Inter não foi boa, e a melhor chance de gol da partida foi do Figueirense. Com o empate, o Inter, dependendo dos resultados paralelos, corre o risco de terminar a rodada em 16º lugar, ou seja, uma posição acima da zona de rebaixamento. Os próximos jogos não tendem a ser mais fáceis, pelo contrário. Serão contra o Santos, no Beira-Rio, e o Sport, na Ilha do Retiro. O Santos, mesmo fazendo má campanha no Brasileirão, é um grande clube, com uma camiseta de peso, e o Sport está com muto bom rendimento nos jogos em casa. Com o constante adiamento de sua recuperação, que sempre fica para a rodada seguinte, parece claro que não será em 2015 que o Inter quebrará seu jejum de títulos na competição.