quinta-feira, 4 de junho de 2015
Sorte
Numa comprovação da fase extremamente favorável que está vivendo, o Inter, mesmo sem jogar uma boa partida,.empatou em 1 x 1 com o Palmeiras, hoje à noite, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, a sorte foi o fator preponderante para que o Inter não saísse de campo derrotado. Depois de um primeiro tempo morno, que terminou em 0 x 0, o Palmeiras voltou mais disposto no segundo e, mesmo com suas limitações técnicas, conseguiu abrir o placar. Porém, quando os indícios eram de que o Palmeiras iria garantir a vitória, o Inter empatou com um gol bizarro de Rafael Moura, em que a bola bateu nas suas costas, depois de uma defesa mal calculada do goleiro Fernando Prass. Rafael Moura já havia tido participação decisiva contra o Independente Santa Fé, no Beira-Rio, quando, ao pressionar um zagueiro após a cobrança de um escanteio, levou-o a fazer um gol contra que classificou o Inter para as semifinais da Libertadores. O Inter está atrasado na tabela do Brasileirão, mas a sorte impediu que fosse derrotado num jogo em que seu técnico optou por uma escalação equivocada. A fase do Inter, no entanto, é tão boa, que tudo acaba bem, ainda que tivesse todas as chances de dar errado.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Vitória empolgante
Foi, sem dúvida, muito melhor do que o mais otimista dos torcedores poderia esperar. O Grêmio venceu o Corinthians por 3 x 1, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Uma vitória empolgante. Com apenas quatro minutos de jogo, o Grêmio já ganhava por 2 x 0. Depois de ceder terreno ao Corinthians e permitir que ele diminuísse o placar aos 22 minutos, o Grêmio retomou o controle do jogo, e fez seu terceiro gol aos 38. No segundo tempo, embora o Corinthians tivesse mais posse de bola, o Grêmio soube administrar o resultado com competência. Foi uma belíssima atuação coletiva do Grêmio, mas, também, com vários destaques individuais. Walace, Giuliano e Marcelo Oliveira foram os melhores. Geromel e Rhodolfo, mais uma vez, tiveram boa atuação. Galhardo, novamente, foi uma surpresa positiva. Porém, o que mais chamou a atenção foi o desempenho coletivo do Grêmio. Em apenas dois jogos, o novo técnico do Grêmio, Róger Machado já deu uma outra cara ao time que, mesmo sem ainda contar com reforços, mostra um rendimento muito superior ao que tinha nos tempos de Felipão. O início do trabalho de Róger Machado é muito promissor, e dá um novo ânimo ao sofrido torcedor do Grêmio.
terça-feira, 2 de junho de 2015
A decisão de Blatter
Apenas quatro dias depois de ser reeleito presidente da Fifa para o quinto mandato consecutivo, Joseph Blatter surpreendeu o mundo, hoje, ao anunciar que estava colocando o seu cargo à disposição e convocando novas eleições. Um novo presidente da Fifa deverá ser eleito entre dezembro de 2015 e março de 2016. Blatter disse que, até que o novo presidente seja eleito, irá continuar a exercer o cargo, mas, na prática, sua decisão representa uma renúncia. Muitas especulações surgiram sobre qual teria sido o motivo de Blatter tomar uma atitude tão drástica menos de uma semana depois de ter sido reeleito. O medo de ser alcançado pelos tentáculos da operação contra a corrupção na Fifa que está sendo feita pelo FBI é uma hipótese. Na sua exposição, Blatter declarou que candidatou-se a mais um mandato de presidente da Fifa por entender que era o melhor para o futebol, mas que sentiu que não tem mais a confiança de torcedores, jogadores e clubes para levar adiante o seu trabalho. Seja como for, a saída de Blatter foi muito bem recebida no meio futebolístico. Na Europa, particularmente, a notícia foi recebida de forma quase eufórica. Há, até, quem já pense em se candidatar ao cargo, como é o caso do ex-jogador brasileiro Zico. A estrutura da Fifa, da maneira como se apresenta atualmente, não vai mudar da noite para o dia, mas o fim da era Blatter, sem dúvida, é um bom ponto de partida para a construção de novos e melhores tempos para o futebol mundial.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Arte reprimida
O futebol, o mais apaixonante dentre todos os esportes, tem sofrido duros golpes por força de medidas que visam domar a sua natural passionalidade e torná-lo um espetáculo bem comportado e aburguesado. Os estádios, em nome do "conforto", eliminaram os lugares mais populares. Agora, são construídos com menor capacidade e com cadeiras em todas as localidades, o que encarece o ingresso e inviabiliza a presença de pessoas de menor poder aquisitivo. Também o futebol dentro de campo vem sendo descaracterizado. O futebol arte, que sempre encantou multidões, hoje é visto como algo que ofende os adversários. O lance da "carretilha" de Neymar, no último sábado, na decisão da Copa da Espanha entre Atlhetic Bilbao e Barcelona, no Nou Camp, é um exemplo dessa inversão de valores. Os jogadores e a torcida do Atlhetic Bilbao sentiram-se ofendidos com o lance, o que gerou uma forte reação e um princípio de confusão. Destaque-se que a torcida do clube basco era maioria no estádio, já que o Atlhetic Bilbao exercia a condição de mandante, ainda que a partida tenha sido realizada no campo do Barcelona. O mais incrível é que o próprio técnico e alguns jogadores do Barcelona condenaram a jogada de Neymar. Até mesmo jornalistas brasileiros, que teriam todos os motivos para cultuar o futebol arte, fizeram críticas a Neymar, tachando o lance de provocativo e desnecessário. Houve quem se fixasse no fato de que o jogo já estava no fim e definido em favor do Barcelona, o que faria da carretilha de Neymar uma tentativa de humilhar o Atlhetic Bilbao. Em geral, os jornalistas brasileiros que se aliaram aos censores de Neymar tem pouca idade, e não testemunharam a era de ouro do futebol brasileiro, em que tais jogadas eram abundantes a cada partida. A arte no futebol, antes reverenciada, está sendo reprimida, em nome de uma boçalidade politicamente correta.
domingo, 31 de maio de 2015
Empate morno
O empate do Inter em 0 x 0 com o São Paulo, hoje à tarde, no Beira-Rio, foi o único jogo sem gols pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Esse fato dá bem a dimensão do que foi a partida. Ainda que os goleiros tenham feito algumas defesas importantes, Inter e São Paulo estiveram longe de fazer um jogo intensamente disputado como se poderia esperar de uma partida entre dois grandes clubes. Ao São Paulo, por jogar fora de casa, o empate se apresentava como um resultado interessante. Para o Inter, com muitos desfalques e a cabeça inteiramente voltada para a Libertadores, faltaram forças para obter uma vitória. Por ter jogado em casa, o Inter não pode considerar o empate morno de hoje como sendo um resultado muito bom. Se o Inter quiser, como diz o seu presidente, Vitório Píffero, ser campeão do Brasileirão, terá de melhorar sua campanha daqui para a frente, pois, até agora, em 12 pontos disputados, só ganhou cinco, um rendimento inferior a 50%.
Resultado injusto
O primeiro jogo de Roger Machado como técnico do Grêmio foi uma agradável surpresa. O empate do Grêmio em 1 x 1 com o Goiás, hoje à tarde, no Serra Dourada, pelo Campeonato Brasileiro, foi um resultado injusto. O Grêmio teve uma atuação qualificada e consistente, saiu na frente no placar e só cedeu o empate num erro da arbitragem, que não marcou uma falta sobre o goleiro Marcelo Grohe. Mesmo assim, o Grêmio poderia ter chegado à vitória, caso não perdesse dois gols feitos, um com Yuri Mamute, no início do jogo, e outro com Marcelo Oliveira, depois que a partida já estava empatada. O fato de ter marcado o primeiro gol do jogo, e do empate ter acontecido devido a uma falha da arbitragem, deixaram um gosto amargo para o Grêmio, pois ele merecia ter vencido. Porém, a boa atuação já na estreia do novo técnico abre para o torcedor a perspectiva de melhores dias. Agora, falta a diretoria providenciar os reforços prometidos, para que o Grêmio possa ter possibilidades de uma boa campanha no Brasileirão.
sábado, 30 de maio de 2015
O fim da reeleição
A aprovação do fim da reeleição para cargos executivos, que caso venha a ser efetivada já valerá para as eleições de 2018, é mais um dos tantos equívocos em que incorre a política brasileira. Há argumentos consideráveis contra o instituto da reeleição, o principal deles é de que o governante, ao se eleger, já prioriza a continuidade no cargo por mais um mandato, em vez de priorizar as ações administrativas. No entanto, democracias maduras há muito tempo adotam a reeleição, sem que isso seja considerado danoso. Estados Unidos e França são dois bons exemplos nesse sentido. Cabe lembrar que a reeleição, no Brasil, é algo recente. Foi instituída no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, em proveito do próprio, o que, por si só, é escandaloso, pois o proponente de uma medida dessa ordem jamais poderia dela se beneficiar, já que a mesma só deveria ter efeito para futuras administrações. Porém, ainda que tenha sido implantada no país de uma maneira torta, a reeleição é muito recente no Brasil para que já se pense em aboli-la. Seria preciso um tempo maior até que se concluísse pela conveniência de sua extinção. Sem a reeleição, administrações exitosas não teriam a oportunidade de uma desejável continuidade. O argumento em contrário não é válido, pois uma administração fracassada seria naturalmente rejeitada pelos eleitores, não conseguindo renovar o seu mandato. Mais uma vez, os políticos, em nome de interesses pouco nobres, buscam meios de cercear a ação do eleitor, impedindo-o, se assim o desejar, de reeleger um governante.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
O inimigo público número um
Expressão que era usada com frequência, no passado, para designar pessoas ou situações de caráter vilanesco e atentatório ao interesse público, a frase do título acima cai como uma luva para o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Sem nenhuma dúvida, Eduardo Cunha é, hoje, o inimigo público número um da democracia e da moralidade na política. Com uma manobra sórdida, conseguiu que, depois de rejeitado, o financiamento empresarial de campanhas fosse incluído na reforma política. Cunha está a serviço das piores causas, sempre em favor das elites predatórias e dos arautos do obscurantismo. Não é à toa que uma das figuras mais execráveis da imprensa brasileira, Reinaldo Azevedo, já tenha saído em sua defesa, escrevendo que quem odeia Cunha tem o mesmo sentimento em relação à democracia. O Brasil vive dias sombrios. Aproveitando-se das dificuldades conjunturais que atravessa o governo, Cunha e a direita tentam impor ao país uma agenda retrógrada, impedindo a aprovação de medidas importantes, como a taxação das grandes fortunas, e barrando a votação de questões polêmicas que se contraponham aos conceitos medievais dos evangélicos. Momentaneamente enfraquecido, o governo tem engolido as provocações e atitudes de Cunha. Porém, por mais que pareça estar com o controle da situação, Cunha precisa ter seu poder neutralizado. Não por ser um adversário do governo, mas porque, com sua abjeta conduta, é o maior inimigo dos que querem um Brasil mais digno e justo, que contemple o interesse de todos os cidadãos, e não apenas de privilegiados.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
O escândalo da Fifa
O escândalo causado pela prisão, por parte de agentes do FBI, de altos dirigentes da Fifa, escancara o que de há muito se sabia, isto é, o de que a instituição que comanda o futebol mundial é um ninho de corrupção. A partir da chegada do brasileiro João Havelange ao cargo de presidente da Fifa, em 1974, o futebol se tornou, cada vez mais, um grande negócio, e foi perdendo o seu lado romântico. Enquanto os torcedores continuam a encarar o futebol com paixão, alguns o vêem como um meio de enriquecimento ilícito, com o recebimento de propinas. A retirada do nome de José Maria Marin da fachada da sede da CBF, no Rio de Janeiro, logo após a prisão do dirigente, é, ao mesmo tempo, um gesto patético e uma confissão de culpa. Aliás, a CBF é exemplar no que se refere aos novos tempos do futebol. Durante décadas, sua sede foi num prédio modesto no centro do Rio de Janeiro, junto ao Saara, zona de comércio popular da cidade. A sede acanhada da confederação não impediu que, nesse período, a Seleção Brasileira ganhasse cinco Copas do Mundo. Em pouco mais de 10 anos, no entanto, a CBF já trocou duas vezes de sede, sempre em instalações luxuosas no refinado bairro da Barra da Tijuca. Por sinal, curiosamente, a partir daí, a Seleção só colheu fracassos nas Copas. Tomara que as prisões anunciadas ontem não acabem em "pizza". Há muito tempo, o futebol, tanto na esfera mundial quanto no Brasil, precisa receber uma faxina nas suas instituições.. Pode ter chegado a hora tão esperada. Espera-se que não seja uma expectativa frustrada.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Classificação suada
Foi mais difícil do que muitos esperavam, mas o Inter venceu o Independiente Santa Fé por 2 x 0, hoje à noite, no Beira-Rio, e está classificado para as semifinais da Libertadores. Foi uma classificação suada. O primeiro gol, marcado logo aos dois minutos de jogo, fez com que muitos pensassem que a vitória seria fácil, talvez com uma goleada, mas o tempo passava e a partida foi ficando equilibrada, e o placar permaneceu sem ser alterado até a ida para o intervalo. No segundo tempo, o Inter voltou com maior ímpeto, tentando emparedar o adversário. O Independiente Santa Fé não conseguiu reagir à pressão, permanecendo em seu campo e apenas se defendendo, dando a entender que gostaria de manter o resultado e decidir tudo nos tiros livres da marca do pênalti. Ainda assim, o gol do alívio para o Inter só veio no final do jogo, depois que o adversário teve dois jogadores expulsos. O gol foi marcado por Rafael Moura, que entrara pouco antes na partida, e é um jogador considerado descartável por boa parte da torcida e da imprensa, numa prova de que o Inter vive uma maré de sorte. Agora, a Libertadores para, e só retornará daqui há um mês e meio, depois da Copa América. Nas semifinais, o Inter irá jogar contra o Tigres, com dois fatores adversos, já que a segunda partida será fora de casa e implicará numa longa viagem até Monterrey, no México. Porém, por enquanto, a caminhada do Inter na competição segue sendo risonha.
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