sábado, 23 de maio de 2015
Vitória
O Grêmio venceu o Figueirense por 1 x 0, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro, num jogo em que a vitória era inadiável. Não foi um grande desempenho do Grêmio, mas a atuação foi segura, levando a um resultado merecido. Com um técnico interino, James Freitas, e em meio a uma crise no clube, o Grêmio conseguiu uma vitória indispensável, que irá acalmar seu ambiente. Marcelo Oliveira foi o melhor jogador em campo e, por mais incrível que pareça, Braian Rodríguez foi o autor do gol. A vitória fez o Grêmio subir para o oitavo lugar, posição provisória antes das partidas de amanhã. Agora, o Grêmio irá jogar contra o Goiás, no Serra Dourada, onde seu retrospecto não é favorável. A dúvida que se coloca é se, até lá, o Grêmio já terá contratado um novo técnico. Espera-se que sim, e que, principalmente, a escolha seja criteriosa.
Empate
O Inter empatou em 1 x 1 com o Vasco, hoje, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado até pode ser considerado bom, pois o Inter jogou com seu time reserva, mas, como saiu na frente no placar, ficou um certo gosto de frustração. O autor do gol do Inter foi Nilmar, o único titular escalado, de muito boa atuação, o que prova que a maior qualidade sempre faz a diferença e nunca há equivalência entre os integrantes do time principal e do reserva. O gol do Vasco só surgiu após o Inter ter Alan Ruschel expulso. Foi o quarto empate consecutivo do Vasco, sendo três deles em casa. Embora esforçado, o time do Vasco é muito limitado, e se não se reforçar, é candidato ao rebaixamento.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Sem rumo
A cada dia, firma-se mais a impressão de que o Grêmio é um clube sem rumo. Tudo é indefinição no clube. O técnico Felipão teve sua saída anunciada na terça-feira, e até hoje não foi contratado um substituto. Fala-se que o Grêmio terá um vice-presidente de futebol, mas segue a indefinição quanto ao ocupante do cargo. Não bastasse o mau início no Campeonato Brasileiro, um empate em casa e uma derrota fora, o Grêmio irá jogar na Arena, amanhã, contra o Figueirense, com um técnico interino, e mergulhado em incertezas. Afora o corte de gastos, o presidente Romildo Bolzan Júnior parece não ter nenhuma outra proposta para conduzir o clube. O mentor de sua candidatura, o ex-presidente Fábio Koff, está muito doente, e não pode auxiliá-lo. Sem vivência no clube e no futebol, Romildo mostra-se errático em suas ações, e os resultados de campo refletem isso. Em apenas cinco meses do presidente no cargo, o Grêmio já perdeu um Campeonato Gaúcho e está na zona de rebaixamento do Brasileirão. Essa situação faz o torcedor temer pelo pior, que seria uma terceira queda para a Segunda Divisão. O Grêmio vive uma prolongada agonia, e nada indica que o alívio ocorra em breve. No Grêmio atual, o que é ruim sempre pode ficar pior.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
A reação do presidente
O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, revoltou-se com o teor da coluna assinada pelo jornalista Leonardo Meneghetti na edição de ontem do jornal "Metro/RS". A reação de Romildo foi decidir não conceder mais entrevistas para os veículos do Grupo Bandeirantes, do qual o "Metro/RS" faz parte, por ter considerado que o texto do colunista era um ataque pessoal contra ele. Ao saber da atitude do presidente, busquei tomar conhecimento do conteúdo do comentário, pois não o havia lido. Antes de fazê-lo, pensei que o mesmo pudesse ser um texto faccioso, dada a condição de torcedor do Inter confessada pelo colunista, no mesmo espaço, na semana anterior. Porém, é forçoso que se reconheça, o conteúdo do que li não traz nenhuma acusação infundada ou agressão gratuita contra Bolzan Júnior. O título do comentário, provocativo, pergunta quando Romildo Bolzan Júnior irá tomar posse. Provocativo, mas não descabido. Ao longo do texto, Meneghetti arrola todas as ações desastradas da administração de Romildo, que são consequência da total falta de um projeto para o clube. Sinto-me a vontade para discorrer sobre isso, pois, quando da constituição da chapa que acabou eleita para administrar o Grêmio, frisei o fato de que Bolzan Júnior não tinha uma história no clube que legitimasse sua candidatura. Na verdade, sua eleição se deu tão somente pela condição de candidato apoiado pelo ex-presidente Fábio Koff, que é um ícone para os gremistas. Romildo preside o Grêmio ao sabor dos ventos, sem um projeto definido de administração. Seu "samba de uma nota só" é a necessidade de cortar gastos. Em função dessa intenção, prometeu juvenilizar o time. Em apenas cinco meses, essa ideia foi deixada de lado, e o time titular atual só tem dois jogadores formados no clube, os demais são "cascudos", ou seja, nomes rodados. O Campeonato Gaúcho, que o goleiro Marcelo Grohe definiu como sendo uma "Copa do Mundo" para o Grêmio, foi perdido, mais uma vez. No Campeonato Brasileiro, em apenas duas rodadas, o Grêmio já ocupa a zona de rebaixamento. O clube não tem técnico, o time exibe terríveis lacunas, o discurso oficial é de que não há dinheiro para grandes contratações, a "compra" da Arena foi apenas um factóide eleitoral, pois o assunto segue em aberto, o desalento do torcedor é imenso. Diante desse quadro, Bolzan Júnior não tem o direito de se sentir ofendido com críticas. A única maneira de neutralizá-las é fazer o que não realizou até agora, isto é, ser um presidente a altura da grandeza do Grêmio.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Final amargo
O Inter perdeu para o Independiente Santa Fé, por 1 x 0, no El Campin, hoje à noite, pelas quartas de final da Libertadores. Foi um jogo de final amargo para o Inter, pois a partida se arrastava num 0 x 0 que lhe agradava, até que, aos 46 minutos do segundo tempo, o Independiente Santa Fé fez o gol da vitória. O jogo apresentou dois tempos bastante distintos. O primeiro tempo foi entediante e de baixo nível técnico. O time colombiano chutou apenas uma bola ao gol, e mostrou muitas limitações técnicas. Depois do intervalo, o Santa Fé voltou com mais disposição para buscar uma vitória. Antes de marcar seu gol, já havia colocado duas bolas no travessão. Nos últimos 15 minutos de jogo, o Inter parecia fisicamente esgotado em campo, e buscava apenas segurar o 0 x 0. Nico Freitas e Réver entraram para dar mais solidez defensiva ao time. Porém, com isso, o Inter atraiu ainda mais o adversário para o seu campo, e acabou sofrendo o gol nos acréscimos. As chances do Inter de se classificar para as semifinais ainda são amplas, afinal o segundo jogo será no Beira-Rio. No entanto, para isso, terá de vencer por dois ou mais gols de diferença. Se devolver o 1 x 0, a decisão irá para o loteria dos tiros livres da marca do pênalti. Se obtiver qualquer outra vitória por um gol de diferença, o Santa Fé é que será o clube classificado. O favoritismo ainda é do Inter, mas, agora, a tarefa de obter a classificação ficou bem mais árdua.
terça-feira, 19 de maio de 2015
A queda de Felipão
O inevitável aconteceu, e Felipão não é mais o técnico do Grêmio. A situação do técnico no clube se tornava, a cada dia, insustentável, e sua queda era uma questão de tempo. As vaias dirigidas à Felipão no aeroporto, no retorno da delegação de Curitiba, talvez tenha sido o fator que demonstrou que era a hora de se fazer a mudança. Até então, Felipão era, praticamente, uma unanimidade junto à torcida. A prova disso é que, nos jogos na Arena, seu nome era sempre o mais ovacionado quando anunciado pelos alto-falantes. O episódio do aeroporto deixou claro que o torcedor do Grêmio, há tantos anos sofrendo com os maus resultados, não tem mais paciência para novos fracassos, e nem mesmo ídolos como Felipão escapam de sua ira. A entrevista do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, hoje pela manhã, também deixou evidente sua frustração com o trabalho do técnico. Bolzan Júnior referiu o fato de que o Grêmio, no Brasileirão de 2014, após golear o Inter e vencer o Criciúma, subiu para o 3º lugar na tabela, mas depois perdeu para Cruzeiro e Corinthians, e teve uma derrota que classificou de "emblemática" para o Bahia, terminando a competição em 7º lugar, e fora da Libertadores. O presidente prosseguiu em sua análise, e citou o mau início no Gauchão, a recuperação dentro da competição com algumas contratações e que o Grêmio chegou como favorito na decisão contra o Inter, por jogar por empates. A perda do título, acrescentou, acarretou um abalo psicológico, e os dois maus resultados no começo do Brasileirão, então, levaram à necessidade de mudança. Saber se Felipão pediu para sair ou se foi o Grêmio que o demitiu é uma questão sem importância. A versão oficial, de que foi Felipão que tomou a iniciativa da saída, pode ser apenas um meio de preservar a imagem de um profissional renomado. As informações dão conta de que Cristóvão Borges deverá ser o novo técnico do Grêmio. Se isso for confirmado, o Grêmio terá contratado um bom técnico, ainda carecendo de uma maior afirmação. Cristóvão já foi jogador do Grêmio, deixando excelente impressão como profissional e cidadão. Se vier, mesmo, para o Grêmio, só resta lhe desejar boa sorte.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Início sofrível
As duas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro mostraram que o futebol do país vive um momento técnico de baixa qualidade. O início do Brasileirão está sendo sofrível, com jogos fracos e poucos gols. A honrosa exceção nesse panorama é o Atlético Mineiro, que, mesmo após ter sido eliminado da Libertadores na quarta-feira, mostrou disposição e bom futebol, goleando o Fluminense por 4 x 1. Na primeira rodada, mesmo com um time reserva, obteve um empate com o Palmeiras no Allianz Parque. Nos demais grandes clubes brasileiros, o quadro não é animador. O Grêmio ganhou apenas um ponto em dois jogos contra adversários modestos, Ponte Preta e Coritiba, e já está na zona de rebaixamento. O Inter, dando prioridade à Libertadores, tem jogado com os reservas. Foi goleado pelo Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, e ganhou "com as calças na mão" do Avaí, no Beira-Rio. O São Paulo, depois de vencer o Flamengo na estreia, perdeu para a Ponte Preta, jogando muito mal. O Palmeiras tem mais quantidade que qualidade no seu grupo de jogadores, e empatou suas duas partidas, até agora. O Santos faz uma campanha razoável, com um empate e uma vitória, mas sem um futebol que impressione. O Corinthians, líder isolado do Brasileirão com seis pontos, ganhou seus dois jogos por 1 x 0, mas com atuações de pouco brilho. Os clubes cariocas estão longe de entusiasmar. O Flamengo obteve apenas um ponto em dois jogos. O Vasco empatou suas duas partidas em 0 x 0. O Fluminense, depois de uma vitória magra, na primeira rodada, contra o Joinville, foi goleado pelo Atlético Mineiro. O Cruzeiro, que também prioriza a Libertadores, é o lanterna da competição, com zero ponto. Na medida em que a disputa for avançando, deverá ocorrer uma melhora, mas que ninguém espere que ela seja das mais significativas. O futebol brasileiro vive um momento de escassez de grandes valores, o que resulta num baixo nível técnico. Os jogos da maior competição futebolística do país estão, apenas, evidenciando essa condição.
domingo, 17 de maio de 2015
Vitória com pouco futebol
O Inter conseguiu o que precisava, e venceu o Avaí por 1 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. A vitória era indispensável, pois o Inter estreara com derrota por goleada no Brasileirão. Mais uma vez, o Inter jogou com seu time reserva, e, novamente, mostrou pouco futebol. Antes que Vitinho fizesse o gol da vitória no seu primeiro toque na bola, ao entrar no segundo tempo, o Avaí já perdera várias oportunidades de gol. Mesmo após o gol sofrido, o Avaí seguiu pressionando o Inter, e por pouco não empatou. Foi uma partida em que o Inter jogou pouco, mas conseguiu o que buscava, que era vencer. Com o resultado o Inter subiu do 20º para o 12º lugar, e obteve a tranquilidade necessária para focar sua atenção no importante jogo contra o Independiente Santa Fé, quarta-feira, pela Libertadores.
sábado, 16 de maio de 2015
Desastre
A atuação do Grêmio na derrota por 2 x 0 para o Coritiba, hoje, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro, foi um desastre. Diante de um adversário que vive um péssimo momento, o Grêmio foi inteiramente dominado, e, com falhas gritantes de sua defesa, entregou os dois gols para o Coritiba. O segundo gol chegou a ser ridículo. Matias Rodriguez tentou afastar a bola com um chutão, mas ela bateu em Erazo, subiu e encobriu o goleiro Marcelo Grohe. Erazo, por sinal, teve uma atuação comprometedora, falhando nos dois gols. Ele foi escalado de última hora, devido a um desconforto muscular sentido por Rhodolfo. Matias Rodriguez, depois de alguns jogos de boa qualidade, voltou à sua mediocridade habitual, e até Geromel, de tantos excelentes desempenhos, esteve longe de seus melhores dias. O Grêmio vive um momento muito preocupante. O time titular segue indefinido, o técnico se escora, apenas, num passado glorioso mas já distante, e a diretoria parece sem reação, justificando sua inação pela falta de recursos. Diante de um quadro como esse, não é exagero pensar que o Grêmio corre sérios riscos de rebaixamento no Brasileirão.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Crueldade
O anúncio do governo do Rio Grande do Sul, feito hoje, de que irá parcelar os salários de parte do funcionalismo público, é uma atitude com requintes de crueldade. Exatamente num momento em que a economia do país se encontra em retração e com inflação em alta, servidores públicos cuja remuneração já é baixa receberão os seus parcos salários de forma parcelada. A justificativa é sempre a mesma, isto é, a de que o Estado está quebrado, não tem dinheiro. Curiosamente, tal alegação, acompanhada de odiosas medidas, como a que foi divulgada hoje, sempre surge em governos de nítida orientação neoliberal, casos de Antônio Britto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB). As categorias atingidas pelo parcelamento já se mobilizam para a possível deflagração de greves, o que causaria prejuízos na prestação de serviços à população. Porém, esse é um argumento que não se sensibiliza os defensores da "austeridade" nas contas públicas. Fiéis ao figurino neoliberal, sua preocupação é cortar gastos, ainda que às custas de servidores e da população em geral. A administração do governador José Ivo Sartori está apenas começando, mas a sociedade já está sentindo o alto preço de se eleger para um cargo dessa importância uma figura tão inepta e desqualificada. A maioria dos eleitores do Rio Grande do Sul deixou-se levar por um marketing de campanha enganoso e por uma sórdida campanha midiática contra o ex-governador Tarso Genro, que buscava a reeleição, e escolheu Sartori. Bastaram poucos meses para que o caráter desastroso da escolha ficasse evidenciado. O pior de tudo é que, mesmo que esses eleitores viessem a se arrepender, nada pode ser feito. Uma nova eleição para governador só ocorrerá em 2018. Ate lá, resta, tanto aos eleitores de Sartori quanto aos que votaram em outros candidatos, suportar um governo sem ideias e projetos, que se propõe tão somente a cortar gastos, mesmo que isso implique, por exemplo, a sucatear as polícias civil e militar, expondo a população a uma situação de total insegurança. Os três anos que faltam até a próxima eleição para governador serão insuportavelmente longos. Tomara que, depois de mais essa experiência fracassada, o eleitor do Estado atinja um esclarecimento suficiente para nunca mais apostar no PMDB como solução. Afinal, errar é humano. No entanto, persistir no erro é burrice.
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