domingo, 12 de abril de 2015

Vitória impositiva

O Grêmio obteve uma vitória impositiva sobre o Juventude, por 1 x 0, hoje à tarde, no Alfredo Jaconi, pelas semifinais do Campeonato Gaúcho. Sim, embora a vitória tenha sido pelo placar mínimo, o Grêmio não correu maiores riscos no jogo. O golaço de Giuliano ocorreu cedo e o Grêmio soube, a partir daí, administrar o resultado a seu favor. A atuação do Grêmio não foi exuberante, mas bastante segura. Alguns jogadores tiveram desempenho fraco, como Douglas e Luan, mas outros, como Geromel e Rhodolfo, brilharam. Braian Rodriguez teve importante participação no lance do gol, mas, no geral, mais uma vez, foi discreto. O importante, no entanto, é que, ao contrário do jogo único contra o Novo Hamburgo, em que quase foi eliminado, o Grêmio encaminhou uma classificação que poderá ser tranquila para a decisão do Gauchão. Como o segundo jogo contra o Juventude será na Arena, dificilmente ocorrerá uma reversão na tendência que foi estabelecida na partida de hoje.

sábado, 11 de abril de 2015

Empate tumultuado

Pouco futebol e muito tumulto. Esse foi o resumo do empate do Inter com o Brasil de Pelotas em 1 x 1, no Aldo Dapuzzo, hoje à tarde, pelas semifinais do Campeonato Gaúcho. Desde o início, o time do Brasil, cuja torcida era maioria no estádio, mostrou muita pegada, o que, em pouco tempo, resultou em jogadas ríspidas e discussões com os adversários e a arbitragem. O futebol jogado pelo Brasil, no entanto, era modesto, e o Inter, com um time misto, foi melhor e abriu o placar no último minuto. No segundo tempo, o Brasil buscou superar suas limitações técnicas com mais empenho, foi recompensado com o empate, e teve chances de virar o jogo. O resultado, todavia, não foi ruim para o Inter. No segundo jogo, no Beira-Rio, quando estará com o seu time completo, um simples empate em 0 x 0, já lhe dará a classificação para a decisão do Gauchão, pelo saldo qualificado. O jogo, infelizmente, não chamou a atenção apenas pelo que aconteceu dentro de campo. Uma briga entre torcedores, e a saída temporária da ambulância do estádio, fizeram com que o intervalo durasse 46 minutos. Com isso, o jogo terminou quase sem iluminação, pois os refletores não foram ligados e a noite já começava a cair sobre Rio Grande. Mais um exemplo no rol de episódios lamentáveis de uma competição fraca e mal organizada.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A lembrança de uma data triste

Na data de hoje, há 45 anos, Paul McCartney anunciava que os Beatles tinham chegado ao fim. Terminava, ali, o sonho de toda uma geração. Em apenas oito anos juntos, os Beatles construíram uma trajetória inigualável na história da música. Nunca antes, nem depois, um grupo criou tantos sucessos em sequência. Até mesmo quando se pretende relacionar apenas os seus maiores clássicos, chega-se a mais de 20 músicas. Nenhum outro grupo ou artista solo fez algo parecido. São, também, composições atemporais, que não envelhecem, o que faz com que todos os seus discos permaneçam, até hoje, em catálogo, sempre com expressivas vendagens. Mesmo pessoas muito jovens, que não viveram os anos inesquecíveis da Beatlemania, apreciam as criações do grupo. Músicas como "I Saw Her Standing There", "She Loves You", "I Want To Hold Your Hand", "All My Loving", "I Should Have Known Better", "IF I Fell", "And I Love Her", "I Feel Fine", "Help", "Ticket To Ride", "You're Going To Lose That Girl", "Yesterday", "Michelle", "In My Life", "Day Tripper", "Taxman", "Eleanor Rigby", "Here There And Everywhere", "Yellow Submarine", "For No One", "Penny Lane", "Strawberry Fields Forever", "With A Little Help From My Friends", "Lucy In The Sky With Diamonds", "When I'm Sixty Four", "A Day In The Life", "All You Need Is Love", "Hey Jude", "Revolution", "Ob-la-di, Ob-la-da", "While My Guitar Gently Weeps", "Blackbird", "Something", "Here Comes The Sun", "Let It Be", "The Long And Winding Road", "Get Back". Todas inesquecíveis, e que continuarão a atravessar o tempo, conquistando sucessivas gerações. A  lembrança que a data de hoje traz é triste, pela separação do maior grupo musical de todos os tempos. Porém, sua obra está ao nosso dispor, para nos encantar permanentemente.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sofrimento

A vida do torcedor do Grêmio não tem sido fácil. Depois de ver seu maior rival, o Inter, classificar-se para as semifinais do Campeonato Gaúcho por força de uma arbitragem facciosa, que marcou dois pênaltis inexistentes, os gremistas tiveram de suportar o sofrimento de uma disputa de tiros livres, e sentir a ameaça de uma eliminação. Sim, o Grêmio, hoje à noite, na Arena, empatou em 1 x 1 com o Novo Hamburgo, e se classificou para as semifinais do Gauchão na loteria dos tiros livres. No jogo, o Grêmio dominou o Novo Hamburgo desde o início, mas tomou um gol de falta, aos 28 minutos do primeiro tempo, que o desestabilizou. Na volta do intervalo, já com Yuri Mamute substituindo Braian Rodriguez, o Grêmio emparedou o Novo Hamburgo e poderia ter vencido se Douglas não desperdiçasse um pênalti, o segundo que ele errou na competição. A decisão da classificação foi dramática. Paulinho, do Novo Hamburgo, teve a definição em seus pés, mas desperdiçou a cobrança, levando a decisão para a segunda série, quando o Grêmio acabou vencendo. Com o empate no tempo normal, o Grêmio se manteve quatro pontos atrás do Inter na contagem geral. Se tivesse vencido com a bola rolando, teria diminuído essa diferença para dois pontos. Fora de campo, deve ser efusivamente exaltado o pronunciamento do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior. Ele expressou o que todos os gremistas queriam ouvir do clube sobre o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto Neto. Parabéns, presidente Romildo, é essa a postura que se exige de quem ocupa o mais alto cargo de um clube da grandeza do Grêmio.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Escândalo

Acompanho o futebol desde que tomei consciência de minha existência. Mais tarde, ainda na infância, comecei a frequentar estádios, o que faço há 44 anos. Em todo esse tempo verifiquei um mesmo quadro, que permanece imutável, e que é o favorecimento explícito das arbitragens ao Inter no Campeonato Gaúcho. Nada parece capaz de mudar essa situação. Hoje à noite, no Beira-Rio, tivemos mais uma demonstração disso, e que se constituiu num verdadeiro escândalo. O Inter perdia para o modesto, mas digno, Cruzeiro por 2 x 0, e estava sendo eliminado do Gauchão. O árbitro, então, marcou um pênalti em favor do Inter, que D'Alessandro cobrou para fora. Não satisfeito, o árbitro marcou um segundo pênalti para o Inter, dessa vez convertido por Lisandro López, e ainda expulsou o jogador do Cruzeiro que, supostamente, o cometeu. Mesmo assim, o Cruzeiro conseguiu manter o empate e levar a decisão da classificação às semifinais para os tiros livres da marca do pênalti. Ferido em seu moral, porém, pelos prejuízos sofridos por parte da arbitragem, o Cruzeiro sucumbiu nas cobranças e foi eliminado. Mais duro do que assistir ao assalto praticado contra o Cruzeiro, foi ouvir um "isento" comentarista de uma rádio de Porto Alegre, desqualificar o justo e magoado desabafo do técnico do clube, Luiz Fernando Zaluar. Para o comentarista em questão, vergonhosa não foi a atuação do árbitro, mas a reclamação do técnico, pois, afirmou, os dois pênaltis existiram. Ao ser lembrado de que o Inter em 20 jogos no ano, somando campeonato estadual e Libertadores, havia tido 11 pênaltis marcados a seu favor, declarou que se lembrava de cada um dos lances, e que todos aconteceram mesmo. Como se não bastasse toda essa sujeira nauseante, após o jogo, já se articulava a hipótese de que a primeira partida entre Brasil de Pelotas e Inter, pelas semifinais da competição, seja disputada em São Leopoldo. Com isso, o Brasil, que é o mandante do jogo, faria uma viagem mais longa do que o Inter, que é o visitante. Pode-se cogitar de algo tão absurdo e injusto? Sim, pode-se, pois o presidente da Federação Gaúcha de Futebol é conselheiro do Inter, e a imprensa acha tudo normal. Em suma, estamos presenciando uma disputa de cartas marcadas, pútrida, imoral, abjeta, indecente, nojenta, asquerosa, ignominiosa, repulsiva, pornográfica.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Constatação devastadora

Uma pesquisa feita pela Fecomércio/RJ apurou que 70% dos brasileiros não leram um único livro em 2014. Essa é uma constatação devastadora. Não é por acaso que o Brasil possui um contingente alarmante de analfabetos funcionais, isto é, pessoas que aprenderam a ler, mas que não sabem interpretar um texto por mais simples e curto que seja. A leitura é fundamental para uma pessoa aumentar seu vocabulário, ampliar seus horizontes culturais, desenvolver seu raciocínio, traçar comparações, fazer análises, despertar seu senso crítico. Sem ela, as palavras tornam-se escassas, o pensamento mostra-se estreito, a criatividade fica embotada, os erros de ortografia tornam-se inevitáveis, o indivíduo fica indefeso diante de afirmações capciosas e de proselitismos de toda a espécie. Ler é fundamental para que se atinja uma condição de emancipação intelectual, aprendendo a pensar por conta própria, afirmando as próprias ideias. O histórico desprezo dos brasileiros pela leitura torna suas perspectivas de desenvolvimento pessoal extremamente limitadas. Como formar profissionais competentes, capazes de ocupar postos relevantes e de alta exigência curricular sem o devido apreço pela leitura? O Brasil precisa, urgentemente, de um programa de estímulo à leitura. O livro não pode ser visto como algo distante da realidade da população, o acesso a ele tem de ser facilitado, com o lançamento de obras a preços populares. Até mesmo a distribuição de livros, gratuitamente, pelo governo, é um recurso que deve ser utilizado, pois não seria uma despesa, mas um investimento no que o país tem de mais precioso, que é o seu material humano. O dado levantado pela pesquisa não pode ser apenas mais um a engrossar estatísticas sobre o Brasil. Ele exige medidas urgentes por parte do governo para reverter esse quadro desolador.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O desabafo de Fred

O atacante Fred, do Fluminense, após ser expulso no Fla-Flu de ontem, no Maracanã, fez um desabafo diante de câmeras e microfones das emissoras de rádio e televisão. Fred, que foi expulso injustamente, disse que o campeonato estadual do Rio de Janeiro tem de acabar. Ele entende que qualquer alternativa é válida, como a volta do Torneio Rio-São Paulo, ou uma disputa com os clubes do Sul do país. A manifestação de Fred vem se somar às críticas que o técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, fez à competição, e que lhe valeram uma suspensão por parte do TJD-RJ. Na verdade, essa situação não se limita ao campeonato do Estado do Rio de Janeiro. Todos os campeonatos estaduais estão agonizantes, e há muito tempo. São competições de baixo nível técnico em que grandes clubes se misturam com pequenos, o que não motiva os torcedores. A média de público dos campeonatos estaduais é muito pequena. Porém, mesmo assim, absurdamente, eles ocupam quase um semestre inteiro do calendário futebolístico. Só continuam existindo por força de interesses que nada tem a ver com a promoção do melhor futebol. Os protestos de Flamengo e Fluminense contra a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, somados às falas de Luxemburgo e Fred, podem ser o início de uma reação dos clubes contra esse panorama, e o começo do fim dos anacrônicos campeonatos estaduais. O presidente do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, já se mostrou solidário com Flamengo e Fluminense, e está disposto a engrossar o movimento para a formação de uma liga de clubes. Tomara que, finalmente, o futebol brasileiro saia da sua letargia e os clubes confrontem o poder das federações, pois essa é a única forma dele atingir novos e melhores tempos.

domingo, 5 de abril de 2015

Rotina

O Inter venceu o Passo Fundo por 2 x 0, hoje à tarde, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho, e prosseguiu com a sua rotina de vitórias. O primeiro tempo terminou empatado em 0 x 0, mas no segundo o Inter fez dois gols e o resultado aconteceu ao natural. Com isso, o Inter confirmou o primeiro lugar na classificação geral da primeira fase do Gauchão, e tem amplas possibilidades de, caso chegue até lá, fazer o segundo jogo da decisão da competição no Beira-Rio. Foi, portanto, um jogo sem surpresas. Por outro lado, a derrota custou caro ao Passo Fundo, pois, com o a vitória do Novo Hamburgo sobre o Caxias, com um gol aos 45 minutos do segundo tempo, o clube do Vale dos Sinos tomou o seu lugar entre os classificados para as quartas de final. Sem ter entusiasmado, até aqui, no campeonato estadual e na Libertadores, o Inter faz boa campanha nas duas competições.

Tropeço

O Grêmio não passou de um empate em 1 x 1 com o São José, hoje à tarde, no Cristo Rei, pelo Campeonato Gaúcho. Ainda que, mesmo ganhando, o Grêmio não pudesse obter o primeiro lugar na classificação geral, pois o Inter venceu o seu jogo e ficou fora de seu alcance, o tropeço diante do modesto São José é imperdoável. No primeiro tempo, o Grêmio marcou o seu gol cedo, e perdeu várias outras oportunidades de ampliar o placar. Poderia ter ido para o intervalo com uma goleada a seu favor. No segundo, no entanto, o time pareceu subestimar o adversário, como se pudesse ganhar o jogo na hora em quisesse, e o castigo não demorou. Veio o gol de empate, e por pouco o Grêmio não foi derrotado. O time que entrou em campo tinha apenas metade de seus titulares, mas isso já lhe dava qualidade suficiente para vencer o jogo, o que não ocorreu. O técnico do Grêmio, Felipão, também tem a sua parcela de culpa nesse mau resultado. Suas duas primeiras substituições foram muito ruins. Ao retirar Douglas e colocar Maicon em seu lugar, Felipão trocou um armador por um volante, e acabou com a criação de jogadas no meio de campo. Como Éverton mão fazia boa partida, o técnico resolveu substituí-lo, no que estava correto. Porém,.colocou em seu lugar Everaldo, um jogador que não tem a mínima condição de atuar num clube como o Grêmio. Sua insistência com esse jogador é incompreensível. Afora isso, vários jogadores estiveram abaixo do seu nível habitual, como Giuliano, que perdeu um gol feito, e Yuri Mamute. A consequência de tudo isso foi um empate indigesto, que deixa o torcedor do Grêmio com a pulga atrás da orelha em relação ao futuro imediato do time.

sábado, 4 de abril de 2015

A declaração de Noveletto

Poucas figuras são mais repugnantes e desprezíveis que o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto Neto. Noveletto ocupa o cargo há mais de 10 anos, e exerce, paralelamente, a condição de conselheiro do Inter. Uma instituição que deveria caracterizar-se pela isenção, é presidida, portanto, por um conselheiro em exercício de um de seus filiados. Se eu fosse me ocupar, nesse texto, de apontar todos os defeitos desse indivíduo, e relacionar todas as vilanias e torpezas por ele cometidas, levaria dias até que pudesse teclar o ponto final. Fiquemos, então, com a sua mais recente atrocidade. Ao ser informado de que há uma imagem de vídeo que mostra um torcedor do Inter dirigindo insultos racistas ao jogador Fabrício, durante o recente episódio do surto do lateral esquerdo na partida contra o Ypiranga, de Erechim, no Beira-Rio, Noveletto disse que ele os mereceu. Noveletto entende que os impropérios racistas foram consequência direta da revolta dos torcedores com a atitude intempestiva de Fabrício, que dirigiu-lhes gestos obscenos e jogou a camisa do Inter ao chão. Uma interpretação absurda dos fatos. Os torcedores poderiam vaiar, xingar, proferir palavrões e até devolver os gestos obscenos de Fabrício, mas, de modo algum, estariam autorizados a lhe insultar por ser negro. Afora demonstrar, mais uma vez, o quanto Noveletto é estúpido e ignóbil, sua fala deixa clara a intenção de desqualificar o ato de racismo, a fim de evitar que o Inter, clube do seu coração, venha a sofrer qualquer punição legal. Uma declaração asquerosa, que só poderia ter partido de uma pessoa execrável.