domingo, 5 de abril de 2015

Tropeço

O Grêmio não passou de um empate em 1 x 1 com o São José, hoje à tarde, no Cristo Rei, pelo Campeonato Gaúcho. Ainda que, mesmo ganhando, o Grêmio não pudesse obter o primeiro lugar na classificação geral, pois o Inter venceu o seu jogo e ficou fora de seu alcance, o tropeço diante do modesto São José é imperdoável. No primeiro tempo, o Grêmio marcou o seu gol cedo, e perdeu várias outras oportunidades de ampliar o placar. Poderia ter ido para o intervalo com uma goleada a seu favor. No segundo, no entanto, o time pareceu subestimar o adversário, como se pudesse ganhar o jogo na hora em quisesse, e o castigo não demorou. Veio o gol de empate, e por pouco o Grêmio não foi derrotado. O time que entrou em campo tinha apenas metade de seus titulares, mas isso já lhe dava qualidade suficiente para vencer o jogo, o que não ocorreu. O técnico do Grêmio, Felipão, também tem a sua parcela de culpa nesse mau resultado. Suas duas primeiras substituições foram muito ruins. Ao retirar Douglas e colocar Maicon em seu lugar, Felipão trocou um armador por um volante, e acabou com a criação de jogadas no meio de campo. Como Éverton mão fazia boa partida, o técnico resolveu substituí-lo, no que estava correto. Porém,.colocou em seu lugar Everaldo, um jogador que não tem a mínima condição de atuar num clube como o Grêmio. Sua insistência com esse jogador é incompreensível. Afora isso, vários jogadores estiveram abaixo do seu nível habitual, como Giuliano, que perdeu um gol feito, e Yuri Mamute. A consequência de tudo isso foi um empate indigesto, que deixa o torcedor do Grêmio com a pulga atrás da orelha em relação ao futuro imediato do time.

sábado, 4 de abril de 2015

A declaração de Noveletto

Poucas figuras são mais repugnantes e desprezíveis que o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto Neto. Noveletto ocupa o cargo há mais de 10 anos, e exerce, paralelamente, a condição de conselheiro do Inter. Uma instituição que deveria caracterizar-se pela isenção, é presidida, portanto, por um conselheiro em exercício de um de seus filiados. Se eu fosse me ocupar, nesse texto, de apontar todos os defeitos desse indivíduo, e relacionar todas as vilanias e torpezas por ele cometidas, levaria dias até que pudesse teclar o ponto final. Fiquemos, então, com a sua mais recente atrocidade. Ao ser informado de que há uma imagem de vídeo que mostra um torcedor do Inter dirigindo insultos racistas ao jogador Fabrício, durante o recente episódio do surto do lateral esquerdo na partida contra o Ypiranga, de Erechim, no Beira-Rio, Noveletto disse que ele os mereceu. Noveletto entende que os impropérios racistas foram consequência direta da revolta dos torcedores com a atitude intempestiva de Fabrício, que dirigiu-lhes gestos obscenos e jogou a camisa do Inter ao chão. Uma interpretação absurda dos fatos. Os torcedores poderiam vaiar, xingar, proferir palavrões e até devolver os gestos obscenos de Fabrício, mas, de modo algum, estariam autorizados a lhe insultar por ser negro. Afora demonstrar, mais uma vez, o quanto Noveletto é estúpido e ignóbil, sua fala deixa clara a intenção de desqualificar o ato de racismo, a fim de evitar que o Inter, clube do seu coração, venha a sofrer qualquer punição legal. Uma declaração asquerosa, que só poderia ter partido de uma pessoa execrável.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Onda neoconservadora

O Brasil está diante de uma onda neoconservadora. Defensores do medievalismo e do obscurantismo tentam fazer o país retroagir no campo político e nos costumes. Os sinais são mais do que evidentes. Manifestações contra o governo pedem a volta dos militares, o beijo entre duas personagens lésbicas numa novela de televisão gera reações iradas, e o projeto de redução da maioridade penal, há 20 anos parado, é tirado do arquivo e poderá ser aprovado. Essa situação não surgiu do nada, é uma consequência dos avanços sociais e civilizatórios que o Brasil vem tendo nos últimos anos, e que tiraram os privilegiados da sua zona de conforto. Os grupos que sempre foram hegemônicos na sociedade brasileira recusam-se a descer de seu pedestal. Sonham em fazer o mesmo que realizaram em 1964, quando um presidente legitimamente eleito e comprometido com reformas essenciais para o país foi derrubado por um golpe militar espúrio. Porém, de lá para cá, transcorreram 51 anos. O Brasil não é mais o mesmo daquela época, é um país mais evoluído e que já vive uma continuidade democrática há 30 anos. O avanço neoconservador não pode ser menosprezado, mas terá consequências inexpressivas. Os arautos do atraso estão fazendo muito barulho, mas pouco irão conseguir em termos práticos. O impeachment da presidente Dilma Rousseff não irá acontecer, a homofobia será derrotada e a maioridade penal se manterá nos moldes atuais. Para desalento dos que defendem medidas retrógradas, o Brasil continuará avançando, política e socialmente.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Redução da maioridade penal

O Brasil vive, no momento, um ataque das forças reacionárias, que buscam tirar proveito de uma instabilidade circunstancial do governo, para tentar impor sua agenda fascistóide. Agora, a direita tenta tornar realidade uma de suas velhas aspirações, a redução da maioridade penal. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados considerou constitucional a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Isso é uma monstruosidade, um crime lesa-pátria! Essa barbaridade não pode ir adiante. Se vier a ocorrer, essa redução de nada servirá para resolver a questão da criminalidade, será, apenas, um instrumento para perseguir, espancar, prender e até matar jovens negros e pobres. A direita brasileira, durante algum tempo aparentemente adormecida, está num momento de fúria na defesa de seus indecentes privilégios. Ela quer derrubar o governo, pois não tolera o programa Bolsa-Família, o sistema de cotas nas universidades, nem nenhum meio que busque maior justiça social e menos desigualdade. Seus adeptos se autodenominam "pessoas de bem", em contraste com os demais cidadãos, que defendem os direitos humanos, que para eles são inaceitáveis. As forças democráticas, que são maioria no país, precisam se mobilizar para impedir a aprovação dessa PEC espúria e indecente. Redução da maioridade penal, jamais!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Boa vitória

O Grêmio estreou com vitória na Copa do Brasil. Venceu o Campinense, no Amigão, por 2 x 1. O primeiro tempo terminou em 0 x 0, embora com amplo domínio do Grêmio. Na volta do intervalo, o técnico Felipão, que por estar suspenso não ficou no banco, trocou Braian Rodriguez por Yuri Mamute, o que trouxe ao time as soluções ofensivas que não estava encontrando. Yuri Mamute foi o melhor jogador em campo, e o Grêmio, a partir de sua entrada, logo abriu o placar, com um gol de Douglas. O Campinense empatou de forma imerecida, após a marcação de um pênalti inexistente, mostrando que a perseguição das arbitragens ao Grêmio já ultrapassaram as fronteiras do Rio Grande do Sul. Porém, logo após, o Grêmio desempatou, com um gol de Luan. Como não venceu por dois ou mais gols de diferença, o Grêmio terá de jogar a segunda partida, na Arena. No entanto, isso não é ruim, pois a classificação deverá ser alcançada mesmo assim, e Christian Rodriguez poderá cumprir mais um dos quatro jogos de suspensão em competições nacionais. No todo, foi uma boa vitória.

O roteiro de sempre

O Inter, finalmente, cumpriu o jogo atrasado que tinha no Campeonato Gaúcho, contra o Ypiranga, de Erechim, no Beira-Rio. Agora, tendo o mesmo número de jogos de todos os outros clubes, o Inter assumiu a liderança do Gauchão, dois pontos a frente do segundo colocado, o Grêmio. A sorte do Inter já começou antes da partida, pois o mais destacado nome do Ypiranga, Paulo Baier, não teve condições de jogar, por estar lesionado. O roteiro da vitória foi o mesmo de sempre, extremamente previsível. Uma má atuação contra um adversário modesto que mostra alguma resistência, um pênalti a favor do Inter que não ocorreu mas que a "isenta" imprensa gaúcha jura ter acontecido. Para culminar, um gol do Ypiranga anulado "corretamente", segundo a mesma imprensa. Não bastasse isso, os isentos comentaristas não gostaram da expulsão dupla de Ânderson, do Inter, e Otacílio Neto, do Ypiranga, pois acharam que só o jogador do clube de Erechim merecia o cartão vermelho, o do Inter deveria receber, apenas, o amarelo. O campeonato estadual segue sendo como o de todos os outros anos. Nos jogos do Grêmio, gols legítimos são anulados em profusão. Contra o Novo Hamburgo, por exemplo, foram dois. Nos jogos do Inter, pênaltis a seu favor são marcados em todas as partidas. O de hoje foi, especialmente, providencial. Foi marcado logo após o Inter ter ficado com um jogador a menos, após a expulsão de Fabrício, impedindo que o Ypiranga tirasse proveito do fato. Nesse jogo de cartas marcadas será muito difícil o Grêmio quebrar a série de títulos estaduais do seu maior rival.

terça-feira, 31 de março de 2015

Privatizações

Mais cedo ou mais tarde, era inevitável que chegasse a notícia de que o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) iria realizar privatizações. Só os tolos que embarcaram na campanha midiática antipetista e votaram em Sartori na esperança de "dias melhores" podem ter sido surpreendidos. Os que conhecem a biografia de Sartori e da escumalha que o cerca sabiam que esse era o propósito maior do seu governo. Sartori, o mais despreparado e incompetente governador da história do Rio Grande do Sul, tratou de, desde a campanha, pintar um cenário catastrofista das finanças do Estado. Uma cantilena da direita que todos conhecem, e que é seguida pelo anúncio de que espaços e orgãos públicos serão privatizados. Por sinal, quem divulgou a decisão nesse sentido foi o vice-governador José Paulo Cairoli (PSD), sem dúvida a figura mais indicada para isso. Cairoli é um empresário, típico representante da direita, que abomina direitos trabalhistas, por exemplo. O primeiro orgão que deverá ser privatizado será o Zoológico de Sapucaia do Sul. Para os defensores do mercado e do Estado mínimo, torrar patrimônio público é sempre a melhor solução para enfrentar a "crise financeira". Esse é o governo que a maioria do eleitorado, iludida e manipulada pela imprensa conservadora, escolheu. Um governo que diz que irá atrasar salários do funcionalismo e que pretende se desfazer de patrimônio público, entregando-o para a iniciativa privada. Esse filme já foi visto antes, em outros governos, como os de Antônio Brito e Yeda Crusius. O incrível é que os eleitores continuem a cair na mesma armadilha, e escolham, como solução para administrar o Estado, aqueles que sempre foram, e continuam sendo, os seus algozes.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Vaias para o retrocesso

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sentiu, nos últimos dias, como é a vida fora da "ilha da fantasia" de Brasília. Acostumado aos rapapés e salamaleques recebidos por quem exerce o seu cargo, e reverenciado com recente matéria de capa pela revista "Veja" por seu furor antigovernista, Cunha teve de enfrentar uma recepção com fortes vaias e cartazes contra si ao pronunciar-se nas Assembleias Legislativas de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Engana-se quem pensa que isso foi uma manifestação restrita de grupos "radicais" e de defensores intransigentes do governo. A população brasileira não é uma massa de descerebrados manipuláveis como desejam alguns. As "multidões" que saíram às ruas no dia 15 de março, em algumas cidades, protestando contra o governo e pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff, na verdade, representam, quantitativamente, uma fatia pouco expressiva da população do país. São integrantes de grupos mais ruidosos que numerosos. As pessoas com um mínimo de discernimento sabem que Cunha é a expressão do que há de pior na cena política brasileira. Homofóbico e defensor dos restritos códigos morais dos evangélicos, Cunha é, afora isso, a favor da manutenção do financiamento privado de campanhas, principal fator de disseminação da corrupção no país. Tanto em São Paulo quanto no Rio Grande do Sul, Cunha foi recepcionado, também, com a demonstração de beijos gays. A sociedade, com atitudes como essa, dá o claro recado de que não aceita caminhar para trás, que o obscurantismo não irá se impor como já fez anteriormente, pois os tempos, agora, são outros. São vaias contra o retrocesso, carregadas de civismo.

domingo, 29 de março de 2015

Dever cumprido

A dupla Gre-Nal cumpriu com o seu dever, hoje, no Campeonato Gaúcho. Grêmio e Inter eram francos favoritos contra os seus adversários, e confirmaram. O Inter jogou primeiro, contra o União Frederiquense, em Frederico Westphalen. A vitória foi por um magro 1 x 0, diante de um adversário fraquíssimo, que, com o resultado, foi rebaixado para a Segunda Divisão. Mais uma vez, o Inter, que jogou com vários reservas, não fez uma boa partida. Ainda assim, poderia ter obtido um placar maior, não fosse a grande atuação do do União Frederiquense, Lúcio, que até um pênalti, cobrado por Alex, defendeu. Porém, no essencial, nada mudou, isto é, o Inter continua alcançando bons resultados, mas sem conseguir jogar bem. Mais tarde, o Grêmio venceu o São Paulo, de Rio Grande, na Arena, por 2 x 0. O time mostrou, novamente, suas deficiências ofensivas. Num jogo em que o adversário só chutou uma bola no gol em todo a partida, numa cobrança de falta, o Grêmio não soube traduzir no placar a sua imensa superioridade. Os gols só saíram aos 23 e 25 minutos do segundo tempo, ambos marcados por Luan. Braian Rodriguez, mais uma vez, teve uma atuação modestíssima, o que fez com que o técnico do Grêmio, Felipão, após o intervalo, o substituísse por Éverton, com ganhos visíveis para o time. Lamentavelmente, o Grêmio não acertou na contratação de Braian Rodriguez, e não há mais possibilidade de inscrever novos jogadores para o Gauchão. Com sorte, talvez o Grêmio possa ser campeão gaúcho, mesmo sem um bom centroavante. Para a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, no entanto, é fundamental contratar um jogador qualificado para a posição, ou o Grêmio não poderá alimentar esperanças de ter êxito em nenhuma das duas competições.

Sequência vitoriosa

A Seleção Brasileira ganhou, hoje, o seu oitavo jogo em oito partidas sob o comando do técnico Dunga, ao vencer o Chile por 1 x 0, no Emirates Stadium, em Londres. Sem dúvida, é uma sequência vitoriosa respeitável. Não foi um bom jogo, pelo contrário, e talvez o 0 x 0 fosse o resultado mais justo, mas a sorte anda ao lado do técnico brasileiro, e a vitória foi alcançada. O autor do gol, Roberto Firmino, que joga no Hoffenheim, da Alemanha, é uma descoberta de Dunga, e mais uma vez jogou bem, o que é outro dado positivo em favor do técnico. A Seleção Brasileira fará mais dois amistosos em junho, antes da Copa América. Ambos serão no Brasil. Por enquanto, depois do abalo com o fiasco na Copa do Mundo, reina a mais absoluta tranquilidade na Seleção.