sábado, 7 de março de 2015

Boas notícias

Hoje, enfim, foi um dia de boas notícias para o torcedor do Grêmio. Os fatos positivos começaram com a confirmação da contratação do volante Maicon, do São Paulo. Logo após, veio a vitória de 3 x 1 sobre o Caxias, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. Depois do jogo, a informação de que o meia uruguaio Cristhian Rodriguez, atualmente emprestado ao Parma pelo Atlético de Madrid, está praticamente contratado. A vitória sobre o Caxias foi natural, pois o Grêmio foi sempre superior em campo. Porém, esse domínio não se traduzia em gols. Foi preciso um gol olímpico de Douglas para que o placar fosse aberto. A partir daí, o Grêmio ficou mais tranquilo e, no segundo tempo, conseguiu ampliar a vantagem. Teria sido uma vitória sem sobressaltos, não fosse uma falha grotesca de Marcelo Grohe, que propiciou que o Caxias fizesse o seu gol. O Grêmio, no entanto, não demorou a mandar mais uma bola para as redes, e poderia até ter goleado. Com isso, o clube sobe na tabela do Gauchão e, com as contratações que estão chegando, anima o torcedor, que, hoje, se fez presente em bom número ao estádio. A lamentar, apenas, que o Grêmio pretenda encerrar o ciclo de contratações para o campeonato estadual com Cristhian Rodriguez. Ficará faltando, ainda, um atacante de velocidade, algo de que o Grêmio não dispõe no seu grupo de jogadores.

sexta-feira, 6 de março de 2015

A PEC da bengala

A capacidade dos políticos brasileiros de praticarem casuísmos e artimanhas visando os mais torpes interesses, parece inesgotável. A aprovação, pela Câmara dos Deputados, da chamada "PEC da bengala" se insere nesse contexto. A proposta de emenda constitucional assim denominada eleva a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal de 70 para 75 anos de idade. A proposição nada tem de idealista. Ela não surgiu para que o país possa usufruir por mais tempo do brilho de figuras de notável saber jurídico. Seu único propósito é impedir que a presidente Dilma Rousseff tenha, até o fim do seu atual mandato, a oportunidade de nomear cinco novos ministros. Essa é mais uma das tantas ações contra o governo que estabelecem uma espécie de terceiro turno eleitoral por parte de forças retrógradas que, até agora, não assimilaram a derrota que sofreram nas urnas. O governo tem de lançar mão de todos os esforços para impedir que essa medida venha a se confirmar. Está na hora do governo reagir, não mais se deixar acuar. Ainda que tenha ganho por uma margem menor de votos do que na eleição anterior, Dilma venceu o pleito legitimamente. Pleitear o seu impeachment ou aplicar casuísmos contra a sua administração é agir contra a democracia. A PEC da bengala tem de ser derrubada.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Retrocesso

Começa a ganhar corpo, novamente, entre os dirigentes dos clubes, a ideia de fazer o Campeonato Brasileiro retornar ao formulismo, abandonando o sistema de disputa por pontos corridos. Espero que isso fique apenas na especulação, pois seria um retrocesso inaceitável. A implantação dos pontos corridos no Brasileirão, ocorrida a partir da edição de 2003 da competição, foi a melhor medida administrativa já tomada na história do futebol brasileiro. Todos os grandes campeonatos nacionais são disputados dessa maneira. Nessa fórmula, todos os participantes jogam entre si, em turno e returno, o que permite apurar um campeão com absoluta justiça, pois o que prepondera é a regularidade, não a eventual superação em jogos eliminatórios. Por sinal, o argumento de que é preciso existir uma decisão, porque isso traz mais emoção, é pífio, fruto da preguiça mental ou da teimosia de quem defende esse ponto de vista. Afinal, num campeonato de pontos corridos, todos os jogos são decisivos. O pior de tudo é saber que o proponente dessa alteração de fórmula é o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior. Com uma administração marcada pela incompetência, Romildo não se satisfaz em apequenar o clube, como vem fazendo. Deseja, também, que o esporte mais popular do país afunde ainda mais. Tomara que a ideia não prospere, pois seria a pá de cal no já combalido futebol brasileiro.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sorte

A sorte foi o principal fator para que o Inter vencesse o Emelec por 3 x 2, hoje à noite, no Beira-Rio, pela Libertadores. O Inter saiu na frente no placar, mas, ainda no primeiro tempo, sofreu a virada, mostrando, mais uma vez, uma defesa muito falha, mesmo que, dessa vez, fosse protegida por dois volantes de contenção, Nico Freitas e Nílton. No começo do segundo tempo, o Inter se mostrava perturbado, e o Emelec parecia à vontade no jogo. Porém, a defesa também é o ponto falho do Emelec, e, assim como ocorrera no primeiro gol do Inter, um erro na tentativa de interceptação de um lançamento propiciou o empate. Esse gol, ocorrido ainda cedo, inflamou o torcedor e o time do Inter, que passou a pressionar, ainda que de forma desordenada. Foi então que o goleiro do Emelec, até então de muito boa atuação, rebateu muito mal uma bola, para o meio da área, o que resultou no gol da vitória do Inter. Novamente, a exemplo do que aconteceu contra a Universidad de Chile, o Inter fez sua obrigação e venceu em casa. No entanto, em ambas as vezes, não convenceu, e deixa os seus torcedores com a pulga atrás da orelha sobre suas possibilidades no decorrer da competição.

terça-feira, 3 de março de 2015

Equívoco

Cada vez fica mais claro que a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 foi um equívoco. Cercada de suspeitas e denúncias, a designação do Catar para sediar uma Copa é algo totalmente impróprio. O Catar é riquíssimo, mas possui uma população pequena, não tem tradição no futebol, e o calor em junho e julho, meses em que a Copa normalmente é disputada, é muito forte e impróprio para a prática do futebol no país. Sabendo disso, a Fifa já propõe que a Copa no Catar seja realizada em dezembro, quando o clima é mais ameno, o que quebraria uma tradição e traria transtorno ao calendário esportivo em muitos países. Na verdade, o interesse em sediar a Copa de 2022 no Catar nada tem a ver com o futebol, e sim com o fascínio da Fifa por ganhar dinheiro. Como os governantes do Catar estão dispostos a gastar o que for necessário para fazer a Copa, a Fifa esfrega as mãos de entusiasmo. O correto, em vez de propor a mudança do período de realização da competição, seria a Fifa voltar atrás e reabrir o processo de escolha da sede da Copa. Afinal, faltam sete anos para chegarmos em 2022, e ainda há tempo para que isso seja feito.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Sem espaço para sonhos

A contratação do centroavante uruguaio Braian Rodriguez, anunciada hoje pelo Grêmio, se insere dentro da política de futebol da atual diretoria do clube, que prioriza o corte de custos em detrimento da formação de um time de qualidade. Braian tem 28 anos, rodou por vários clubes de diversos países, dos quais só o Peñarol possui a condição de grande, pertence ao Bétis, da Espanha, mas estava cedido ao Numancia, da segunda divisão daquele país. Chamou a atenção do Grêmio há dois anos, no Huachipato, do Chile, quando os dois clubes se enfrentaram pela Libertadores. Ele vem por empréstimo até junho de 2016. Sua contratação não está proibida de dar certo, mas é uma aposta, num momento em que o Grêmio carece de agregar ao seu grupo nomes de qualidade indiscutível. Porém, jogadores desse padrão custam caro e o Grêmio está preocupado em pagar contas, mesmo que isso implique em ter um time de perspectivas sombrias. O Grêmio precisava, urgentemente, contratar, e o fez, mas nada assegura ao seu torcedor que, com a chegada de jogadores desse nível, os resultados de campo possam melhorar. No Grêmio atual, não há espaço para sonhos. Para desconsolo da sua torcida.

domingo, 1 de março de 2015

Os 450 anos de uma cidade inigualável

O Rio de Janeiro, completa, hoje, 450 anos. Uma data bonita, redonda, para homenagear uma cidade inigualável, a mais linda do mundo. Não há qualquer exagero na afirmação. Só quem não a conhece pode duvidar dessa assertiva. Não é por acaso que ela é conhecida como "Cidade Maravilhosa". A natureza moldou uma geografia esplendorosa, complementada por algumas belas obras do engenho humano. Uma cidade que, afora sua beleza incomparável, é habitada por um povo de uma descontração ímpar, o que torna a experiência do visitante algo único e extremamente recompensador. Poucas cidades possuem tantos pontos e atrativos turísticos. São praias belíssimas, uma floresta urbana, um estádio de futebol mítico, o Maracanã, o bondinho do Pão de Açúcar, a estátua do Cristo Redentor, prédios históricos, o mais famoso Carnaval do mundo, uma vida cultural intensa e inúmeras atrações noturnas. Por tudo isso, depois que se vai ao Rio de Janeiro pela primeira vez, deseja-se voltar sempre e, se possível, mudar-se para lá. Se você ainda não foi, não perca mais tempo, vá de uma vez. Parabéns, Rio de Janeiro!

Empate insosso

Diante de um público razoável, com a badalada promoção da torcida mista, reunindo torcedores de Grêmio e Inter num mesmo setor, o Gre-Nal de hoje à tarde, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho, terminou num insosso empate de 0 x 0. O Inter jogou com um time misto. Os únicos titulares escalados foram Alisson e Nilmar. O Grêmio entrou em campo com o seu time pretensamente titular. Porém, a preterição de Júnior em favor de Marcelo Oliveira, na lateral esquerda, foi absurda e injustificável. Como seria de se esperar, Marcelo Oliveira foi o pior jogador do Grêmio em campo. Araújo foi outro que não disse a que veio na partida, e foi corretamente substituído no intervalo. Giuliano, que entrou no lugar de Araújo, não conseguiu jogar bem. Entre os garotos, Walace e Lincoln foram destaques. A grande surpresa positiva no Grêmio foi Matias Rodriguez. Criticado, constantemente, por suas deficiências na marcação, foi um leão na defesa, mostrando a proverbial fibra dos jogadores argentinos. No Inter, não houve um destaque individual maior. Em resumo, um empate que não entusiasmou ninguém, mas que, também, não ficou mal para nenhum dos lados. Para o Grêmio porque, numa fase horrorosa, não perdeu. Para o Inter porque, tendo jogado com um time misto, isso serve de atenuante.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Choque inevitável

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, levou um "puxão de orelhas" da presidente Dilma Rousseff sobre declarações que deu a respeito da desoneração da folha de pagamento das empresas, e foi obrigado a retratar-se, admitindo que, em sua fala, abusou do coloquialismo. Episódio semelhante já havia ocorrido com o ministro do Planejamento, Nélson Barbosa, no seu primeiro dia de trabalho, quando se pronunciou sobre o reajuste do salário mínimo. Duas situações constrangedoras ocorridas ainda nos dois primeiros meses do segundo mandato de Dilma. Não deve haver, no entanto, nenhuma surpresa diante de tais fatos pois esse tipo de choque era inevitável. Dilma Rousseff, na ânsia de brecar a crise econômica e atrair a simpatia do mercado, colocou em postos estratégicos do governo figuras afinadas com a cartilha neoliberal. Essa é uma receita fadada ao fracasso. Ao incluir em sua administração ministros com esse perfil, Dilma contraria a vontade de seus eleitores e das bases de seu partido, sem que obtenha qualquer trégua por parte da oposição e da grande imprensa, que estão obstinadas em promover o seu impeachment. A busca da governabilidade tem levado aos acordos mais esdrúxulos entre partidos e políticos, juntando pessoas de espectros ideológicos antagônicos. Essa prática transforma a política num balcão de negócios, desacreditando-a perante a opinião pública. Porém, até para a flexibilização de posições ideológicas há limites. Não é possível misturar água e azeite. Um nome como Joaquim Levy será sempre um corpo estranho num governo do PT, e que tem como presidente uma ex-torturada pelo regime militar. Não é preciso ser nenhum adivinho para saber que o atual ministro da Fazenda não terá vida longa no governo. Mais cedo ou mais tarde, Dilma terá de enfrentar toda a carga da oposição e da mídia golpista e montar uma equipe econômica que esteja de acordo com as aspirações dos seus eleitores e das bases do seu partido. Afinal, se não tiver a sustentação de ambos, seu governo caminhará para um final inglório.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Frivolidade

A internet é, sem dúvida, um meio fantástico de disseminação de informações. Talvez nenhum outro invento, em toda a história da humanidade, tenha sido tão revolucionário na sua capacidade de armazenar e distribuir conhecimentos. Hoje, estar conectado não é mais uma opção, é, praticamente, uma imposição, sob pena de, em caso contrário, experimentar-se uma sensação de marginalização social. Todo instrumento de difusão de ideias e notícias, no entanto, dependerá do uso que dele se fizer. Com a internet, não é diferente. Ela permite o acesso a grandes conteúdos culturais, mas também se presta para comentários estúpidos e agressivos nas redes sociais, ou para a mais absoluta frivolidade, como se verificou nas últimas horas. A postagem que rodou o mundo perguntando sobre qual é a cor de um determinado vestido, e que foi um dos assuntos mais comentados desde ontem pelos internautas, é uma demonstração quase insuperável da propensão humana para a banalidade. Num mundo com tantos problemas e conflitos, anônimos e famosos ocuparam seu tempo a palpitar sobre a verdadeira cor do referido vestido, e leigos e estudiosos deram explicações sobre as diferentes percepções que os indivíduos tem das cores, e por que isso acontece. Foi como se toda a realidade dura que nos cerca ficasse em suspenso, para que todos pudessem se entregar a tarefa de opinar sobre tão "estimulante" assunto. Poucas vezes se viu tantas pessoas se debruçarem sobre algo tão irrelevante, e em escala mundial! Foi uma ode à superficialidade, e um retrato fiel do vazio que habita os seres humanos na sociedade atual.