domingo, 1 de março de 2015

Empate insosso

Diante de um público razoável, com a badalada promoção da torcida mista, reunindo torcedores de Grêmio e Inter num mesmo setor, o Gre-Nal de hoje à tarde, no Beira-Rio, pelo Campeonato Gaúcho, terminou num insosso empate de 0 x 0. O Inter jogou com um time misto. Os únicos titulares escalados foram Alisson e Nilmar. O Grêmio entrou em campo com o seu time pretensamente titular. Porém, a preterição de Júnior em favor de Marcelo Oliveira, na lateral esquerda, foi absurda e injustificável. Como seria de se esperar, Marcelo Oliveira foi o pior jogador do Grêmio em campo. Araújo foi outro que não disse a que veio na partida, e foi corretamente substituído no intervalo. Giuliano, que entrou no lugar de Araújo, não conseguiu jogar bem. Entre os garotos, Walace e Lincoln foram destaques. A grande surpresa positiva no Grêmio foi Matias Rodriguez. Criticado, constantemente, por suas deficiências na marcação, foi um leão na defesa, mostrando a proverbial fibra dos jogadores argentinos. No Inter, não houve um destaque individual maior. Em resumo, um empate que não entusiasmou ninguém, mas que, também, não ficou mal para nenhum dos lados. Para o Grêmio porque, numa fase horrorosa, não perdeu. Para o Inter porque, tendo jogado com um time misto, isso serve de atenuante.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Choque inevitável

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, levou um "puxão de orelhas" da presidente Dilma Rousseff sobre declarações que deu a respeito da desoneração da folha de pagamento das empresas, e foi obrigado a retratar-se, admitindo que, em sua fala, abusou do coloquialismo. Episódio semelhante já havia ocorrido com o ministro do Planejamento, Nélson Barbosa, no seu primeiro dia de trabalho, quando se pronunciou sobre o reajuste do salário mínimo. Duas situações constrangedoras ocorridas ainda nos dois primeiros meses do segundo mandato de Dilma. Não deve haver, no entanto, nenhuma surpresa diante de tais fatos pois esse tipo de choque era inevitável. Dilma Rousseff, na ânsia de brecar a crise econômica e atrair a simpatia do mercado, colocou em postos estratégicos do governo figuras afinadas com a cartilha neoliberal. Essa é uma receita fadada ao fracasso. Ao incluir em sua administração ministros com esse perfil, Dilma contraria a vontade de seus eleitores e das bases de seu partido, sem que obtenha qualquer trégua por parte da oposição e da grande imprensa, que estão obstinadas em promover o seu impeachment. A busca da governabilidade tem levado aos acordos mais esdrúxulos entre partidos e políticos, juntando pessoas de espectros ideológicos antagônicos. Essa prática transforma a política num balcão de negócios, desacreditando-a perante a opinião pública. Porém, até para a flexibilização de posições ideológicas há limites. Não é possível misturar água e azeite. Um nome como Joaquim Levy será sempre um corpo estranho num governo do PT, e que tem como presidente uma ex-torturada pelo regime militar. Não é preciso ser nenhum adivinho para saber que o atual ministro da Fazenda não terá vida longa no governo. Mais cedo ou mais tarde, Dilma terá de enfrentar toda a carga da oposição e da mídia golpista e montar uma equipe econômica que esteja de acordo com as aspirações dos seus eleitores e das bases do seu partido. Afinal, se não tiver a sustentação de ambos, seu governo caminhará para um final inglório.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Frivolidade

A internet é, sem dúvida, um meio fantástico de disseminação de informações. Talvez nenhum outro invento, em toda a história da humanidade, tenha sido tão revolucionário na sua capacidade de armazenar e distribuir conhecimentos. Hoje, estar conectado não é mais uma opção, é, praticamente, uma imposição, sob pena de, em caso contrário, experimentar-se uma sensação de marginalização social. Todo instrumento de difusão de ideias e notícias, no entanto, dependerá do uso que dele se fizer. Com a internet, não é diferente. Ela permite o acesso a grandes conteúdos culturais, mas também se presta para comentários estúpidos e agressivos nas redes sociais, ou para a mais absoluta frivolidade, como se verificou nas últimas horas. A postagem que rodou o mundo perguntando sobre qual é a cor de um determinado vestido, e que foi um dos assuntos mais comentados desde ontem pelos internautas, é uma demonstração quase insuperável da propensão humana para a banalidade. Num mundo com tantos problemas e conflitos, anônimos e famosos ocuparam seu tempo a palpitar sobre a verdadeira cor do referido vestido, e leigos e estudiosos deram explicações sobre as diferentes percepções que os indivíduos tem das cores, e por que isso acontece. Foi como se toda a realidade dura que nos cerca ficasse em suspenso, para que todos pudessem se entregar a tarefa de opinar sobre tão "estimulante" assunto. Poucas vezes se viu tantas pessoas se debruçarem sobre algo tão irrelevante, e em escala mundial! Foi uma ode à superficialidade, e um retrato fiel do vazio que habita os seres humanos na sociedade atual.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Dever cumprido

A derrota na estreia da Libertadores para o The Strongest, fora de casa, obrigava o Inter a obter uma vitória, hoje, contra a Universidad de Chile, no Beira-Rio. O Inter venceu por 3 x 1, e o dever foi cumprido O primeiro gol do Inter só foi marcado aos 44 minutos do primeiro tempo, de pênalti, mas a vitória foi tranquila. A Universidad de Chile mostrou um time tecnicamente frágil em campo e, mesmo fazendo um gol quando perdia por 2 x 0, não chegou a ameaçar uma reviravolta no resultado. Com a vitória, o Inter e seu técnico, Diego Aguirre, ficam mais aliviados, depois de uma semana de fortes pressões em função do revés no Hernando Siles. Por sinal, Diego Aguirre sai fortalecido do jogo de hoje, pois foi dele a aposta, que se mostrou acertada, no desacreditado Jorge Henrique, que teve grande atuação e ainda marcou um gol. Agora, o Inter terá mais um jogo decisivo em casa, contra o Emelec. Se vencer, empatará em pontos com o próprio Emelec, que é o líder do grupo. Com a Universidad de Chile virtualmente eliminada, após sofrer duas derrotas, e o The Strongest com uma incapacidade crônica de marcar pontos fora de casa, Emelec e Inter se encaminham, naturalmente, para serem os classificados do grupo, restando saber, apenas, a posição de cada um, se em primeiro ou segundo lugar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Um sopro de esperança

Um gol aos 47 minutos do segundo tempo impediu que o Brasil de Pelotas fosse eliminado da Copa do Brasil pelo Flamengo sem a chance de um segundo jogo. Num Bento Freitas lotado, o Brasil perdeu por 2 x 1 para o Flamengo, mas um gol no final do jogo garantiu a realização da segunda partida, no Maracanã. Em campo, o Brasil foi um time esforçado, empurrado por sua fanática torcida, mas mostrou muitas limitações técnicas, criando poucas chances de gol ao longo do jogo. Com isso, o Flamengo não demorou a dominar a partida e chegou a estar vencendo por 2 x 0, o que lhe garantiria a classificação sem a necessidade de um segundo jogo. A marcação do gol que protelou a definição do confronto surgiu mais da pressão final de um time que buscava não ser eliminado, do que por um futebol de qualidade. Na verdade, tudo indica que o Flamengo não terá dificuldade de se impor no segundo jogo e obter a sua classificação. Porém, ao adiar a definição da disputa entre os dois clubes, o gol do Brasil mostrou a fibra de um time que não se entrega antes do apito final do árbitro, e fez explodir uma torcida apaixonada. Um gol que representa um sopro de esperança, e, como se sabe, sonhar não custa nada. Será difícil o Brasil conseguir uma façanha no Maracanã, mas só ter a chance de tentá-la já enche de orgulho o seu torcedor.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Premiações justas

Na noite de domingo, aconteceu pela, 87ª , vez a cerimônia de entrega do Oscar, o mais importante prêmio do cinema mundial. Todos os anos, não faltam os que criticam a dinâmica da cerimônia, ou que a qualifiquem de chata e sem graça, mas o fato é que ela é assistida em mais de 100 países em todo o mundo, o que comprova que seu fascínio e glamour continuam intactos. Os filmes que receberam o maior número de indicações para os prêmios caracterizaram-se pela boa qualidade. Até por isso, não houve uma concentração de Oscars num único filme, e as premiações foram justas, distribuindo-se entre os vários indicados. A única escolha que, longe de ser injusta, poderia ser questionada, é a de Melhor Ator para Eddie Redmayne, por "A Teoria de Tudo". Redmayne teve uma atuação excepcional, mas Michael Keaton, que concorria na mesma categoria, não ficou atrás com seu desempenho em "Birdman", que foi escolhido como Melhor Filme e ainda arrebatou o prêmio de diretor para o mexicano Alejandro González Iñarritu. As demais escolhas foram dentro do esperado. Julianne Moore, como era cogitado, venceu como Melhor Atriz por  "Simplesmente Alice". Lamentavelmente, o filme só entrará em circuito no Brasil no dia 12 de março. O trabalho brilhante de J.K. Simmons em "Whiplash" fazia dele o favorito absoluto para o prêmio de Ator Coadjuvante, o que, afinal, se confirmou. Patrícia Arquette também correspondeu às expectativas, vencendo na categoria Atriz Coadjuvante. "O Grande Hotel Budapeste", um filme de composição esmerada, ganhou os prêmios de Maquiagem e Cabelo, Trilha Sonora e Design de Produção. "Selma", tido por muitos como um filme injustiçado no número de categorias para as quais foi indicado, ganhou o prêmio de Melhor Canção, com a comovente "Glory", cuja interpretação, feita por John Legend e Common, arrancou lágrimas da plateia. Por outro lado, "Sniper Americano" recebeu apenas o prêmio de Edição de Som, uma categoria técnica, mostrando que nem os americanos levaram a sério a patriotada dirigida por Clint Eastwood. Num ano de bons filmes, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood soube, na quase totalidade dos casos, distribuir os prêmios de acordo com os méritos de cada um.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sem ataque

Grande humorista gaúcho, nos primórdios do século passado, e riograndino como eu, radicado no Rio de Janeiro, Aparício Torelly, o "Barão de Itararé", dizia que de onde menos se espera é que não sai nada mesmo. A lembrança da tirada do célebre humorista me ocorre devido à produção ofensiva do time do Grêmio. Hoje, o Grêmio empatou em 0 x 0 com o Juventude, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho, e não jogou mal. No segundo tempo, o Grêmio, praticamente, "alugou" o campo do Juventude. Porém, não havia quem fizesse os gols. Pedro Rocha não repetiu suas atuações anteriores, foi apenas esforçado. Everaldo, que começou o jogo, e Lucas Coelho, que entrou durante a partida, não possuem condições de vestir a camisa do Grêmio. Negociar dois goleadores como Barcos e Marcelo Moreno de uma só vez, ficando só com garotos no grupo, era algo que, evidentemente, teria consequências duras para o Grêmio, pois o time ficou sem ataque. A atuação do Grêmio contra o Juventude talvez tenha sido a melhor do ano, até agora, mas a absoluta incapacidade do time de transformar as oportunidades criadas em gols, leva qualquer torcedor à exasperação. Se ganhasse o jogo de hoje, o Grêmio iria, pelos critérios, para o quarto lugar no Gauchão. Com o empate, ficou num constrangedor oitavo lugar, última posição da zona de classificação. Suas únicas vitórias na competição foram contra os três clubes que estão na zona de rebaixamento. Para piorar, domingo tem Gre-Nal, no Beira-Rio. Mesmo que o Inter anuncie que irá jogar com um time misto, não há nenhuma razão para otimismo por parte do Grêmio. As entrevistas do técnico Felipão e do gerente de futebol remunerado Rui Costa, após o jogo de hoje, deixaram claro que nem dentro do próprio Grêmio há esperança de melhores dias a curto prazo. O fim do sofrimento do torcedor gremista é uma perspectiva cada vez mais longínqua.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mais uma do apito amigo

Nada é mais previsível do que um jogo do Inter no Campeonato Gaúcho. Toda vez que joga pelo Gauchão, o Inter é brindado com "erros" de arbitragem que lhe favorecem extremamente o objetivo de ganhar as partidas. Hoje à tarde, contra o São Paulo, de Rio Grande, no Aldo Dapuzzo, não foi diferente. Ainda que o time do São Paulo seja muito fraco, a participação do árbitro Francisco Silva Neto na vitória do Inter por 2 x 1 foi decisiva. Francisco Neto marcou impedimentos inexistentes do São Paulo, não deu um escanteio claro em favor do clube riograndino, marcou dois pênaltis em favor do Inter, sendo que o segundo foi absolutamente inexistente, e deu cinco cartões amarelos para o mandante e apenas um para o visitante. Foi mais uma demonstração da força do "apito amigo", com a qual o Inter conta em todas as edições do campeonato estadual. O Inter, com o "misto quente" que colocou em campo, tinha plenas condições de vencer o modesto time do São Paulo, ao natural. O árbitro, no entanto, conhecido nos círculos mais íntimos pela alcunha de "Chico Colorado", preferiu tomar a tarefa para si. Revoltante!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Verdades irrebatíveis

A edição da revista "Veja" que chegou às bancas nesse fim de semana traz, em suas páginas amarelas, uma entrevista com a advogada francesa Marine Le Pen, candidata favorita nas eleições para presidente da França que ocorrerão em 2017. Marine pertence à Frente Nacional, partido de extrema direita fundado em 1972 por seu pai, Jean Marie Le Pen. O curioso é que, mesmo com essa orientação ideológica, Marine recebeu críticas de "Veja". Tudo porque, segundo a revista, Marine manifesta "aversão ao liberalismo e antiamericanismo", o que provaria que esquerda e direita se encontram nos extremos. "Veja" sustenta que, nesse caso, esquerda e direita estão unidas pelo nacionalismo, como isso fosse algo negativo. Por mais que se discorde da ideologia de Marine, como é o meu caso, não há como não destacar o acerto de várias de suas afirmações na entrevista. Marine declara que seu partido, que ela nega ser de extrema direita, é uma organização patriota, que preza o Estado-nação, o nacionalismo econômico, a independência diplomática em relação aos Estados Unidos e defende uma imigração controlada. Convenhamos, nada há de errado com tais conceitos. Um Estado com forte identidade nacional, com uma economia soberana, independente da influência diplomática americana é o que deveriam buscar todos os países que tenham pretensões a ser algo mais do que uma república das bananas. A questão da imigração é mais controvertida, tem muito a ver com o ranço xenófobo típico da direita, mas é certo que ela exige um ordenamento, não pode ser feita de forma indiscriminada. Em relação à economia da Europa, Marine diz que o continente, um dos mais ricos do mundo, está falido, o que teria começado com a adoção do euro. O desemprego e a pobreza explodiram, declara Marine, que acrescenta que as políticas de austeridade criaram um sofrimento imenso. Marine vai adiante e afirma que no século XX houve dois tipos de totalitarismo: o comunismo e o nazismo. Para Marine, os de hoje são o islamismo, que quer impor a lei muçulmana a tudo, e a globalização, que reconhece apenas os interesses do comércio. Em relação a vitória do partido de extrema esquerda Syriza em recentes eleições na Grécia, Marine reconhece que é uma sigla que defende muitas ideias totalmente contrárias às da Frente Nacional. Porém, Marine apoia a decisão do povo grego de tomar as rédeas do seu destino e de recusar os mandos da União Europeia. Marine revela que admira a luta dos gregos para escapar da escravidão que lhes foi imposta pela dívida que contraíram. Como se vê, até mesmo num partido de direita há quem consiga analisar os fatos com lucidez e rejeite a receita tão ardorosamente defendida por "Veja" e outros orgãos da grande imprensa brasileira, que inclui um americanofilismo servil, a expansão sem restrições da globalização, e a aplicação de medidas de "austeridade" cujo único propósito é preservar os interesses de empreiteiras e bancos, impondo sacrifícios à sociedade. Os conceitos proclamados por Marine Le Pen em sua entrevista, são, quase todos, verdades irrebatíveis. Eles não pertencem a nenhuma corrente ideológica, são próprios de seres humanos capazes de pensar com autonomia, recusando o papel de meros instrumentos de sórdidos interesses econômicos transnacionais.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Governo desastroso

O Rio Grande do Sul está vivendo, talvez, o pior governo de toda a sua história. O atual governador do Estado, José Ivo Sartori (PMDB), há menos de dois meses no cargo, já conseguiu surpreender negativamente até os críticos mais moderados. Seu próprio partido considera seu desempenho, até o momento, decepcionante e, o mais espantoso, não acredita que ele possa melhorar. Não poderia haver notícia pior em se tratando de um governante cujo mandato só expirará em 1º de janeiro de 2019. Não há nada de positivo que parta de Sartori. Nas poucas vezes em que se posiciona ou faz alguma declaração, já que a inação é a sua principal característica, Sartori é, apenas, um portador de más notícias. Agora, o governador informa que, possivelmente, irá atrasar o pagamento de servidores. A alegação é a mesma de sempre, tão surrada quanto mentirosa, a da falta de recursos. "Se não há dinheiro, não se pode pagar", diz Sartori, cinicamente. O inepto governador tornou a declarar que tomará medidas impopulares, e, por isso mesmo, tem de aproveitar para tirar fotos com eleitores agora, pois, admite, daqui a seis meses, ninguém desejará fazê-lo. Todos já conhecem esse filme. Nada mais é do que a velha aplicação da "austeridade" como forma de governar, típica do neoliberalismo. Vende-se para a sociedade a ideia de que o Estado está "quebrado" e sem dinheiro, e, portanto, é preciso fazer cortes de gastos, que implicam em "sacrifícios" para a população. O combate à sonegação por parte das empresas, que seria um meio altamente eficiente de se obter recursos, nem é cogitado pelos arautos do "cinto apertado". Na verdade, o que governos como o de Sartori fazem é favorecer os interesses dos setores mais privilegiados da sociedade. Estes não podem sofrer "calotes", ainda que para pagá-los seja preciso tungar o bolso dos mais frágeis na escala social, ou seja, Sartori e outros de sua turma agem como um Robin Hood às avessas, que tiram dos pobres para dar aos ricos. Certamente, muitos do que elegeram Sartori já devem estar fortemente arrependidos. Deixaram-se levar pelas artimanhas da grande imprensa e negaram a reeleição a um político e intelectual brilhante, Tarso Genro, colocando em seu lugar um homem bronco e incapaz. Todos os habitantes do Rio Grande do Sul irão pagar o preço desse desatino, sofrendo, por longos quatro anos, os efeitos de um governo desastroso.