terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Má estreia
O Inter estreou na Libertadores perdendo por 3 x 1 para o The Strongest, no Hernando Siles. A primeira chance clara de gol do jogo foi do Inter, mas Nilmar desperdiçou. A partir daí, o The Strongest foi dominante e marcou dois gols muito cedo, o que complicou as chances do Inter no jogo. O técnico do Inter, Diego Aguirre, errou na escalação, ao colocar Anderson de titular e deixar Vitinho no banco. Aos 35 minutos de jogo, evidenciando o erro, retirou Anderson, que não estava jogando nada, e colocou Vitinho. Desde sua entrada, Vitinho se mostrou bem mais participativo que Anderson. Depois de ser totalmente envolvido no primeiro tempo, o Inter voltou bem melhor no segundo e fez um gol, de pênalti, logo aos 4 minutos. O gol motivou o Inter e abalou um pouco o The Strongest. Vitinho quase empatou o jogo, colocando uma bola no travessão, mas o segundo gol não veio e, então, o cansaço falou mais alto e o The Strongest voltou a tomar conta do jogo, fazendo o terceiro e decisivo gol. Foi uma má estreia do Inter na Libertadores. Pelos critérios, o Inter é o lanterna do grupo. Seus dois próximos jogos na competição serão em casa. A vitória, em ambos, é obrigatória. Caso contrário, a classificação para as oitavas de final ficará seriamente ameaçada.
O show não pode parar
O Carnaval está chegando ao fim, com o espetáculo cada vez mais deslumbrante e extasiante dos desfiles do sambódromo da Marquês de Sapucaí, cujos resultados serão conhecidos amanhã, mas, ainda na ressaca dos dias de festa, o show não pode parar. Assim, ainda hoje, a Champions League, depois de dois meses de intervalo, será retomada, e começará a Libertadores. Portanto, após alguns dias apenas com os insossos campeonatos estaduais, os apaixonados por futebol poderão assistir jogos de qualidade e emoção. Muitos dizem que, no Brasil, o ano só começa, de fato, após o Carnaval. No que tange ao futebol, em 2015, isso é verdadeiro. Hoje, na Champions League, jogarão Paris Saint Germain x Chelsea e Shakhtar Donetsk x Bayern de Munique. Duas partidas com vários jogadores de renome internacional, muitos deles brasileiros, e que irão despertar atenção aqui e em muitos lugares ao redor do mundo. Na Libertadores, o Inter será o primeiro clube brasileiro a estrear, jogando contra o The Strongest, na altitude de La Paz. Portanto, não há tempo para descanso. Antes mesmo da Quarta-Feira de Cinzas, e da retomada da rotina, novas emoções estão chegando. Depois da batucada, é hora do grito de gol.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Carnaval manchado
Desde que se transformou num espetáculo milionário, o desfile das escolas de samba da avenida Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro convive com uma promíscua relação com a contravenção. Os homens que comandam as escolas de samba, na sua maioria, são bicheiros. Ganhando muito dinheiro com o jogo do bicho, eles bancam as escolas e são adorados por suas comunidades. Na medida em que o Carnaval do Rio de Janeiro foi ganhando importância midiática e repercussão internacional, outras fontes de recursos, eticamente discutíveis, foram surgindo. No Carnaval de 2006, a PDVSA, a petrolífera estatal da Venezuela, injetou dinheiro em uma escola de samba. Agora, é o governo da Guiné Equatorial que fez uma doação de R$ 10 milhões para a Beija-Flor, que abordará o país em seu enredo no Carnaval desse ano. O fato por si só, já não parece algo adequado, e se torna pior quando se sabe que a Guiné Equatorial é presidida pelo ditador Teodoro Obiang Nguema há 35 anos. Obiang acumula uma extensa lista de acusações de violações de direitos humanos, e é o oitavo líder mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em R$1,7 bilhão. Sua família possui mansões, carros e propriedades nos Estados Unidos, França e Brasil. A Guiné Equatorial é um pequeno país, de apenas 700 mil habitantes. A população é extremamente pobre, o estado é rico. A Beija-Flor se defende ressaltando as "melhorias" para a população promovidas pelo governo da Guiné Equatorial. Alega, também, querer divulgar a trajetória do povo da Guiné Equatorial. A verdade é que tudo isso cheira muito mal, e o Carnaval de 2015 está manchado. Por que uma escola de samba escolheria para seu enredo a homenagem a um país minúsculo, de apenas 700 mil habitantes, se não fosse pela injeção de recursos recebida? Dessa forma, o Carnaval, uma das maiores expressões culturais do Brasil, mergulha no mercantilismo que invade a sociedade como um todo, deslustrando a festa. A Beija-Flor, que deve a sua ascensão ao comando do bicheiro Aniz Abraão David, de ficha nada limpa, agora recebe dinheiro de um ditador. Deplorável!
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Rotina
O Inter obteve sua segunda vitória em cinco jogos pelo Campeonato Gaúcho, ao ganhar do Caxias por 1 x 0, hoje, no Francisco Stédile. Como já se tornou rotina em todos os jogos do Inter no Gauchão, a arbitragem foi protagonista. O jogo estava 1 x 0 para o Inter quando o árbitro marcou um pênalti indiscutível em favor do Caxias. Desacostumados a terem pênaltis marcados contra si, os jogadores do Inter protestaram por longos minutos, até que a cobrança fosse feita e o Caxias empatasse o jogo. O resultado parecia definitivo quando, já nos acréscimos, Valdívia cabeceou uma bola que não chegou a ultrapassar totalmente a linha de gol. O árbitro, mesmo assim, confirmou o gol, que deu a vitória para o Inter. Pena, para o Inter, que a Libertadores, sua prioridade em 2015, não seja apitada pelos árbitros da Federação Gaúcha de Futebol.
Hecatombe
O que mais falta acontecer ao Grêmio? A derrota de hoje, por 1 x 0, para o Veranópolis, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho, foi uma hecatombe. Foi a terceira derrota em cinco jogos pelo Gauchão, a segunda consecutiva dentro de casa! O time não apresentou nada, mostrou-se um amontoado de jogadores sem noção de conjunto. Não houve destaques técnicos, todos afundaram na mediocridade, com exceção do garoto Pedro Rocha, que entrou no segundo tempo, e foi o único a ter alguns lampejos de lucidez. O técnico do Grêmio, Felipão, abandonou o seu reservado e foi para o vestiário antes do final do jogo, numa atitude que repercutiu negativamente em todos os noticiários, e que mostra o poço sem fundo em que o clube foi jogado. O Grêmio é, hoje, o quadro da desolação. Não tem time, seu técnico vive da fama auferida em outros tempos, é presidido por uma figura inexpressiva sem história no clube, e está sem recursos. O Grêmio caminha para o naufrágio total. Seu passado recente é de fracassos. Seu presente, é uma calamidade. Seu futuro é ausente de perspectivas. Para seu torcedor, o sofrimento parece não ter fim.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Carnaval
Mais uma vez, é Carnaval. Os desfiles de escolas de samba começarão hoje, em cidades como São Paulo e Porto Alegre. No Rio de Janeiro, serão no domingo e na segunda. Em lugares como Salvador, Recife e Olinda, as multidões já pulam pelas ruas, e só cessarão na Quarta-Feira de Cinzas. Porém, para quem já viveu um grande número de carnavais, é inevitável a sensação de que a festa não é mais a mesma. O Carnaval mais espontâneo, com brincadeiras de rua envolvendo a população, já não é tão expressivo como no passado. Os bailes em clubes, que eram um momento marcante da festa, hoje são escassos e de pouca repercussão. Antes um acontecimento que se espalhava por todo o país, adaptando-se as peculiaridades de cada localidade, hoje o Carnaval praticamente se restringe a alguns polos tradicionais. Seus tempos românticos ficaram para trás. Épocas de marchinhas especialmente compostas para a festa, de enorme sucesso e que permanecem na memória de várias gerações, de confete e serpentina, de pierrôs e colombinas, dos blocos de sujos, de uma euforia autêntica que se perdeu no tempo. Hoje, grande parte das pessoas vê o Carnaval apenas como um feriadão para ser aproveitado em viagens. Notável manifestação cultural no Brasil, o Carnaval segue forte como acontecimento midiático, mas já não tem o mesmo enraizamento de outros tempos no coração do povo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Repetição
Nada muda no Campeonato Gaúcho, em termos de arbitragem, a cada ano que passa, numa nauseante repetição. Ontem, pelo segundo jogo consecutivo, o Inter teve um pênalti inexistente marcado a seu favor. A diferença é que, dessa vez, o goleiro adversário defendeu a cobrança, impedindo a perpetração de uma injustiça inominável. Com isso, o Inter empatou em 0 x 0 com o Cruzeiro, no Vieirão. O Cruzeiro, que faz bela campanha no Gauchão, foi melhor do que o Inter em boa parte do jogo e não merecia perder. Não bastasse marcar um pênalti que só ele viu, o árbitro Anderson Farias ainda expulsou o jogador que supostamente o teria cometido, Laerte, o que torna a "falha" de arbitragem ainda mais revoltante. Em relação ao futebol que apresentou, o Inter, que só ganhou um jogo dos quatro que fez no Gauchão devido a um pênalti inexistente marcado contra o Novo Hamburgo, num"erro" escandaloso de arbitragem, mais uma vez, deixou seu torcedor preocupado. A estreia do Inter na Libertadores, será na terça-feira, contra o The Strongest (BOL), no Hernando Siles, e o time mostra-se muito longe de estar pronto. O técnico do Inter, Diego Aguirre ainda parece estar procurando a melhor escalação e o esquema mais adequado. Para agravar mais esse quadro, na Libertadores os árbitros não são tão bonzinhos e generosos como no Campeonato Estadual.
Descalabro
O Grêmio segue desafiando a paciência do seu apaixonado torcedor. Perdeu, ontem, por 1 x 0, para o Brasil, de Pelotas, na Arena, pelo Campeonato Gaúcho. Foi a segunda derrota em quatro jogos no modestíssimo Gauchão. Para piorar, Marcelo Moreno fez seu último jogo pelo clube. Assim, o Grêmio, que tinha em seu time dois dos principais goleadores do Campeonato Brasileiro de 2014, Marcelo Moreno e Barcos, agora não tem nenhum. O discurso da diretoria segue inflexível em relação à necessidade de cortar custos. O gerente de futebol remunerado do clube, Rui Costa, chegou ao desplante de dizer que o Grêmio talvez só contrate reforços em junho! Essas declarações, absurdas e afrontosas à grandeza do Grêmio, são tidas como "realistas" e apoiadas por cronistas aberta ou veladamente identificados com o seu maior rival, o Inter. Afinal, desejam, de forma permanente, de que tudo o que haja de pior aconteça ao Grêmio. Porém, nenhuma política de futebol, por mais convicção que exista por parte de quem a aplique, sobrevive aos maus resultados de campo. A torcida, que, ontem, reagiu com bom humor ao descalabro que se abateu sobre o clube, portando uma faixa com os dizeres "Eu vim torcer, não me vendam", não terá paciência para sempre. Mais cedo do que se pensa, a política de "austeridade" do Grêmio terá de ser, ao menos em parte, alterada. Os resultados de campo são imperativos num clube de futebol, e derrotas em sequência desmancham qualquer convicção.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Negligência
O caso do menino argentino, de apenas 3 anos, que caiu de uma sacada do 3º andar de um hotel em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul, é algo que estarrece pela negligência. A mãe do menino disse que descera para tomar café e deixara-o no apartamento porque ele dormia profundamente. No entanto, qualquer pessoa que esteja dormindo pode despertar de uma hora para a outra. A atitude descuidada da mãe resultou na queda do filho, que sofreu múltiplas fraturas e pode vir a não sobreviver. Crianças, principalmente se muito pequenas, exigem vigilância permanente, pois qualquer descuido pode ter consequências terríveis. As aflições da mãe do menino estão apenas começando. Afora o sofrimento com o que ocorreu com o filho, ela terá de enfrentar a acusação por lesão corporal culposa e negligência. Pode-se argumentar de que ela não agiu por mal, mas a imprevidência cobra o seu preço. A maternidade é uma vivência existencial maravilhosa, mas ela traz consigo os seus ônus. Não se descuidar dos filhos pequenos por um segundo sequer, é um deles.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
O exemplo da Grècia
A recente vitória do partido esquerdista Syriza nas eleições da Grècia mostra que a tentativa de estimular uma guinada à direita no Brasil está na contramão dos tempos atuais. A vitória do Syriza foi uma vigorosa resposta do povo grego às medidas de "austeridade" impostas ao país pela Comunidade Européia, um exemplo a ser seguido por muitos países. Sabe-se, há muito tempo, que a propalada "austeridade", defendida pelos neoliberais como meio de sanear financeiramente países endividados, visa, apenas, garantir que os credores, como bancos e empreiteiras, recebam o que lhes é devido. Para a população, tudo o que tais medidas ocasionam é recessão, desemprego, miséria, falta de perspectivas. Os gregos resolveram dar um basta aos métodos conservadores de "recuperação econômica". Como a Grécia é um país de economia pequena, as grandes potências européias ainda não manifestam maior preocupação. Porém, se países de maior expressão econômica, como a Espanha, por exemplo, que vive grave crise, aderirem ao exemplo grego, tudo mudará de figura. Mesmo com toda a apologia ao neoliberalismo por parte da grande imprensa, a esquerda vem expandindo sua influência no mundo. Na América do Sul, Brasil, Argentina, Uruguai, Equador, Venezuela, Bolívia e Chile tem governos de esquerda, todos eleitos democraticamente. No Chile, por sinal, após uma breve experiência com um governo de direita, tendo como presidente um magnata, o povo devolveu o poder à esquerda. A direita grita, mas os eleitores não lhe ouvem. Por isso, qualquer tentativa de golpe será rechaçada no Brasil. Ninguém vai impor ao povo brasileiro um caminho diferente daquele que foi por escolhido por ele nas urnas.
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