quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A regulação da mídia

Um assunto que vai e volta no noticiário é a regulação da mídia. Proposições existem há anos, mas a pressão dos proprietários dos meios de comunicação impede que qualquer projeto de lei nesse sentido seja votado. Os veículos da grande imprensa procuram desqualificar as propostas de regulação da mídia, tentando impingir na opinião pública a imagem de que elas são ideias de esquerdistas radicais que querem interferir na liberdade de expressão e censurar a imprensa. Nada mais falso. O que se vê na estrutura da comunicação social brasileira é um quadro escandaloso, que jamais seria permitido, por exemplo, nos Estados Unidos, país que sempre serve de referência aos defensores do neoliberalismo. Naquele país, empresas que publicam jornais e revistas não podem controlar emissoras de rádio e tevê. Os americanos entendem que tamanha concentração de poder em termos de difusão da informação é prejudicial à democracia e à livre concorrência de mercado. No Brasil, no entanto, há vários conglomerados de comunicação que controlam jornais, revistas, rádios, canais de tevê aberta e paga, sites de internet, e até editoras de livros e gravadoras musicais. Uma prova do descalabro da comunicação social no Brasil é que o capítulo da Constituição que é dedicado a ela, o V, até hoje não teve nenhum artigo regulamentado. O artigo 220, por exemplo, estabelece que não pode haver monopólio ou oligopólio na comunicação social eletrônica. Porém, atualmente, a Rede Globo, sozinha, detém 70% do mercado de tevê aberta. Outro artigo, o 221, define que as produções regionais e independentes devem ser estimuladas. Entretanto, 98% de toda a produção de tevê no país é feita no eixo Rio-São Paulo pelas próprias redes, e  não por produtoras independentes. O artigo 223, por sua vez, expressa que o sistema de comunicação no país deve respeitar a complementaridade entre os setores público, privado e estatal. Todavia, a imensa maioria do espectro de radiodifusão é ocupada por canais privados com fins lucrativos. Paralelamente a isso, as cinco mil rádios comunitárias autorizadas no país são proibidas de operar com potência superior a 25 watts, enquanto uma única rádio comercial privada chega a funcionar com potências superiores a 400.000 watts. De outra parte, o artigo 54 determina que deputados e senadores não podem ser donos de concessionários de serviço público. Contudo, senadores como José Sarney, Fernando Collor de Melo, José Agripino Maia e Édison Lobão Filho, entre outros membros do Congresso Nacional, controlam inúmeros canais em seus estados. Diante do quadro aqui exposto, fica claro o porquê de os grandes grupos de mídia não desejarem quaisquer mudanças na regulação do setor. Como fica, também, evidente, da necessidade imperiosa e urgente de realizar essas mudanças, em defesa da democracia e da livre informação.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ousadia

A minissérie "Felizes Para Sempre?", que, desde segunda-feira, está sendo exibida pela Rede Globo, chama a atenção pela ousadia, e por isso mesmo, já vem sendo comentada em muitas rodas de conversa. O sexo é um tema recorrente na obra, que aborda, sem pudores, temas como "ménage a trois", impotência, adultério, lesbianismo, prostituição. Tendo Brasília como cenário, "Felizes para Sempre?" também mostra a busca por poder e dinheiro, com obras superfaturadas e negócios escusos. Uma "pulada de cerca" em um motel termina com uma vítima de atropelamento sendo deixada agonizante no asfalto, numa atitude execrável e criminosa, para evitar o escândalo que acabaria com os casamentos e as carreiras dos cônjuges traidores. Muitos conservadores devem estar escandalizados com um tratamento tão direto de temáticas "pesadas" em plena tevê aberta. Porém nada há a condenar. A exibição se dá em horário tardio, apropriado para a abordagem de assuntos mais fortes. O conteúdo da minissérie é condizente com os tempos em que vivemos. Os desencontros, as dúvidas, os desejos, as fantasias, as frustrações, tudo o que cerca as relações afetivas e sexuais dos personagens é tratado de uma forma crua, sem rodeios. Pode perturbar os mais sensíveis, mas, longe de ser vulgar, é uma exposição realista dos conflitos e estímulos a que estamos expostos nos relacionamentos amorosos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dois anos de uma tragédia

O tempo parece passar cada vez mais rápido, e, hoje, completam-se dois anos do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS). Uma tragédia que resultou na morte de 242 pessoas. Um acontecimento de repercussão internacional, pois só há registros de dois outros fatos semelhantes, na proporção, em casas noturnas, na Argentina e nos Estados Unidos. A associação dos familiares das vítimas procura não deixar o assunto cair no esquecimento e mantém sua luta pela punição dos responsáveis. O drama dos que se envolveram diretamente com aquela noite fatídica está longe de acabar. Pessoas que estiveram na boate e sobreviveram, bem como algumas que auxiliaram as vítimas, e que se mostravam bem, começam a desenvolver problemas de saúde, devido à exposição às substâncias tóxicas expelidas no incêndio. Esse reflexo tardio ainda poderá ocorrer com outras pessoas, até mesmo muitos anos depois do fato, conforme fontes médicas. Essa circunstância torna ainda maior o pesadelo envolvendo a tragédia da boate Kiss. A dor das famílias dos 242 mortos nunca irá acabar, e os transtornos para os sobreviventes tendem a se prolongar. O único consolo seria a punição exemplar daqueles que, por ação deliberada ou negligência, foram causadores do incêndio. Porém, no Brasil, a tendência, na maioria das ocorrências criminais, é pela impunidade ou aplicação de penas brandas. Resta esperar que a opinião pública pressione as autoridades para que a justiça seja feita.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Uma demonstração de autoestima

Vanessa Vöss Braga é uma garota de apenas 14 anos e mora na zona rural de Canguçu, no interior do Rio Grande do Sul, mas tornou-se um dos grandes assuntos em todo o Estado no dia de hoje. Tudo porque, numa notável demonstração de confiança e autoestima, Vanessa, que tem 1,61m e 70kg, desafiou os padrões de beleza predominantes e participou da seletiva do seu município do tradicional concurso "Garota Verão". O mais interessante é que a ideia de participação no concurso surgiu da mãe de Vanessa, Cristina Braga. Ela disse que Vanessa sempre quis entrar no concurso, mas que, no início, ficou com receio.Cristina, então, explicou para a filha que não se pode ter vergonha do próprio corpo. "Ela á e gordinha, mas é linda", declarou. "Sempre fui cheinha, mas eu me acho bonita", revelou Vanessa, seguindo na mesma linha. Ela, que sonha em ser cantora, não esperava que sua atitude tivesse tanta repercussão. Vanessa não imaginava que ia ser notada ou que iriam falar sobre ela. "Estava errada. Eu fui lá e arrasei", afirmou. A coragem de Vanessa lhe rendeu o carinho de Canguçu e das redes sociais. Ela, e sua mãe, são exemplos a serem seguidos. Sua decisão de desfilar, e a boa repercussão de seu ato, só confirmam que vivemos uma época de libertação do jugo de preconceitos e padrões preestabelecidos. Não é à toa que há tanto choro e ranger de dentes, por parte dos que se acostumaram a reprimir e impor padrões, com as mudanças comportamentais que ocorrem com intensidade no mundo. Não há mais lugar para eles. Os tempos são outros. Vanessa, na inocência de uma garota interiorana de 14 anos, foi mais uma evidência dessa nova e saudável realidade.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Desalento

O momento que vive o Grêmio, para o seu torcedor, é de total desalento. Hoje, jogando no Estádio Olímpico Municipal, em Cascavel (PR), o Grêmio não saiu de um empate em 1 x 1 com o Cascavel. O pior é que o Grêmio começou atrás no placar, e só empatou devido a um gol em flagrante impedimento, que foi validado pelo árbitro. Antes de sua estreia no Campeonato Gaúcho, que será no próximo sábado, o Grêmio fez dois amistosos, contra adversários modestos, Novo Hamburgo e Cascavel, e empatou ambos. Assim, o que era uma impressão antes da bola rolar, pela miserabilidade da política de futebol do clube, se confirma na prática, isto é, pouco ou quase nada se pode esperar do Grêmio, em 2015, mantido o seu padrão atual. Há 14 anos, o Grêmio não ganha um título de expressão. Seu último título foi o do Gauchão de 2010. Por sinal, nas últimas 14 edições do campeonato estadual, o Grêmio só foi campeão em quatro! o que pode ser pior para um clube de tanta grandeza? A ingenuidade de muitos torcedores, que sempre acreditam que o melhor vai acontecer e que confiam cegamente no ex-presidente Fábio Koff, integrante da atual diretoria, e o apoio de grande parte da imprensa, identificada com o Inter, à política de futebol do clube, estão encaminhando o Grêmio para o abismo técnico, e para um futuro imediato cuja única perspectiva é o fracasso.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A realidade superando a ficção

A literatura e o cinema, vez por outra, lançam mão de enredos catastróficos, em que cidades, países, continentes, ou o mundo inteiro, são vitimados por desastres climáticos e devastações de toda ordem. Em geral, são histórias muito imaginativas, quase delirantes, que fazem o deleite dos apreciadores do gênero. No entanto, o Brasil está perto de vivenciar um desastre em que a realidade superará a ficção. A extrema severidade dos dois últimos verões, com temperaturas altíssimas e baixa ocorrência de chuvas, fez os reservatórios hídricos de São Paulo e da região Sudeste sofrerem uma redução dramática. Desde 2014, a cidade de São Paulo, a maior do país, enfrenta problemas no abastecimento de água. Porém, o que antes era um problema, tornou-se um drama. Com o segundo verão seguido de poucas chuvas, os reservatórios seguem tendo seu volume reduzido. O racionamento de água, antes apenas uma hipótese, começa a tomar contornos de providência inevitável nos próximos meses. O que antes era uma situação localizada no Estado de São Paulo já se reflete em toda a região Sudeste, e o espectro da escassez de água já alcança o Rio de Janeiro. Em poucos meses, caso o volume de chuvas não cresça significativamente, poderemos ter as duas maiores cidades do Brasil paralisadas pela falta de água e, em consequência, pelo racionamento de energia. Seria um desastre, pois São Paulo é a locomotiva econômica que puxa o país, e todo o Brasil sofreria os reflexos desse acontecimento. A ação irresponsável do homem em relação a natureza está gerando abalos ambientais em todas as partes do mundo. O  que está ocorrendo em São Paulo é um deles. Ainda assim, não se pode, apenas, culpar a natureza. Faltou uma ação administrativa mais eficaz. O PSDB governa o Estado de São Paulo há cerca de vinte anos. Em todo esse período, contou, apenas, com as costumeiramente abundantes chuvas de verão para que os reservatórios fossem abastecidos. Com as prolongadas secas dos dois últimos anos, o governo se viu surpreendido, e não consegue achar uma solução satisfatória para a escassez de água. O problema está longe de ter atingido o seu ápice. Os próximos meses poderão levar o país a uma crise sem precedentes, por falta de água e luz para fazer girar a economia.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Derrota inesperada

Foi, apenas, o segundo amistoso do Inter em 2015, mas a derrota para o Shakthar Donetsk (UCR), por 2 x 1, hoje à noite, no Beira-Rio, era inesperada. Afinal, o Inter vinha de uma vitória por 3 x 1 sobre o Juventude, no Alfredo Jaconi, e o Shakthar Donetsk, que excursiona pelo Brasil, havia perdido para Bahia e Atlético Mineiro e empatado com o Flamengo, exibindo pouco futebol. Hoje, no entanto, o time ucraniano mostro-se superior desde o início, abrindo o placar logo no começo do jogo. Aos 24 minutos do primeiro tempo, o Shakthar já fazia 2 x 0. Daí, até o intervalo, foi uma sucessão de chances perdidas pelo clube do leste europeu, que poderia ter estabelecido uma goleada constrangedora. O início do segundo tempo repetiu esse quadro. Em apenas três minutos, o Shakthar perdeu dois gols feitos. Como, conforme uma das máximas do futebol, quem não faz leva, o Inter descontou logo aos seis minutos, o que deu a impressão de que uma reação pudesse estar a caminho, o que não aconteceu, mesmo com o apoio de mais de 35 mil torcedores que se fizeram presentes ao Beira-Rio. O Shakthar voltou a perder gols, em função da defesa do Inter mostrar muitos furos, e soube garantir-se na defesa. O resultado não diz o que foi o jogo. A vitória do Shakthar poderia ter sido por um placar muito mais amplo. A derrota do Inter, em si, não significa muito, por ser, somente, o início de um trabalho. Porém, o futebol pobre apresentado pelo Inter, somado à pouca vibração do time em campo, já trazem alguma inquietação ao torcedor. No primeiro jogo do ano em seu estádio, o Inter reverteu a expectativa do seu torcedor. Pelo que se viu, o técnico do Inter, Diego Aguirre, terá muito trabalho até que o time atinja um estágio confiável.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Desleixo

No Brasil, os governantes adoram fazer obras. Elas dão visibilidade às suas administrações, e proporcionam ganhos vultosos às construtoras, que retribuem com generosas quantias para financiar campanhas de candidatos. Porém, uma vez concluídas, essas obras não recebem a mesma atenção quanto à sua conservação e manutenção, numa evidente demonstração de desleixo com o dinheiro público. Os exemplos se acumulam. O estádio do Engenhão, construído para os Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro, está fechado há cerca de dois anos, para reformas, depois que foram constatados problemas na sua cobertura. Como pode um estádio, construído a um custo elevado, apresentar problemas estruturais com tão pouco tempo de uso? Mais absurdo do que o caso do Engenhão, é o da Arena Pantanal, construída para a Copa do Mundo de 2014, ao custo de R$ 600 milhões. Apenas seis meses depois do encerramento da competição, na qual sediou quatro jogos, a Arena Pantanal foi interditada pelo governo do Mato Grosso, devido ao péssimo estado de suas instalações, para a realização de reformas. Para piorar a situação, a construtora Mendes Júnior, que ergueu o estádio, alega nunca tê-lo entregue oficialmente, e cobra do governo do Estado mais R$ 70 milhões. No Rio Grande do Sul, a ERS-448, uma rodovia recentemente inaugurada, já mostra uma coleção de buracos na sua pista. Obras, no Brasil, são uma farra com o dinheiro público. Milhões são gastos nas suas construções, com preços, quase sempre, superfaturados. Depois de prontas, impera o descaso e elas são, praticamente, abandonadas. Um crime contra o erário público, que se repete exaustivamente, sem perspectiva de mudança.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cretinice

Alguns episódios de repercussão pública servem para que muitas pessoas revelem toda a sua cretinice. As redes sociais, e os espaços dedicados por publicações aos seus leitores, tem sido exemplares nesse sentido. Tomadas por uma visão reacionária, essas pessoas estão sempre prontas a vociferar contra bandidos, os quais querem ver, simplesmente, eliminados, e atacam quem defende direitos humanos para eles. Para convencer os incautos a partilharem dos seus pontos de vista, misturam alhos com bugalhos, fazendo comparações indevidas. Foi o que aconteceu no caso da execução do brasileiro Marco Archer na Indonésia, recentemente ocorrido A presidente Dilma Rousseff, acertadamente, tentou, até o último momento, evitar a execução de Archer, o que não conseguiu. Uma ação digna e meritória de Dilma, condizente com a presidente de um país que repudia a pena de morte. Pois bastou esse gesto para que toda a sorte de críticas fossem feitas, entre elas a de que o governo, em vez de tentar salvar a vida de um traficante, deveria preocupar-se com os doentes que morrem nas filas dos hospitais e com a situação aflitiva dos aposentados, com rendimentos cada vez mais minguados. São dois fatos que mereceriam, mesmo, uma atenção especial por parte do governo, mas o que o pedido de clemência para Archer tem a ver com isso? Reacionários, os que se utilizam de tais argumentos, estúpidos e disparatados, tentam impor, para a sociedade como um todo, a sua visão de mundo, que é preconceituosa, violenta, excludente e sectária. Nada impede que o governo combata as iniquidades sociais e, paralelamente, zele pela defesa intransigente dos direitos humanos, incluindo aqueles que são denominados como bandidos. A ideia de que, ao fazer isso, estaria deixando de lado medidas "mais importantes" é uma idiotice que busca, apenas, mascarar o desejo desses críticos de ocasião, o de ter uma política de segurança pública que privilegie o combate sem tréguas aos "bandidos e vagabundos" . Apresentando-se, sempre, como pessoas "dignas" e "honradas", em contraponto aos demais, querem zelar pelos seus direitos suprimindo os dos outros. Por causa de gente desse tipo, o Brasil já vivenciou o terror de uma ditadura militar espúria e assassina. São eles os verdadeiros inimigos públicos, e não os "bandidos" a que tanto se referem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Triste repetição

O Grêmio fazia uma boa campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior, mas, mais uma vez, ao perder por 2 x 1 para o Botafogo, de Ribeirão Preto (SP), foi eliminado numa fase intermediária da competição. Uma triste repetição do desempenho histórico do clube na mais importante competição de futebol júnior do Brasil. A melhor campanha do Grêmio numa Copa São Paulo foi no já distante ano de 1991, quando obteve o vice-campeonato, com um time que tinha, entre outros, Darnlei e Róger. Uma campanha digna, mas empanada pela goleada sofrida para a Portuguesa, de Dener, Pereira, Tico e Sinval, na decisão, por 4 x 1. Porém, o mais constrangedor é saber que um clube do porte do Grêmio jamais foi campeão dessa disputa. Seu maior rival, o Inter, já ganhou-a por quatro vezes, o Fluminense venceu-a em cinco oportunidades. O Corinthians, recordista de títulos da chamada "Copinha", foi campeão oito vezes e vice em mais sete oportunidades. Enquanto isso, o Grêmio chegou à decisão uma única vez, e foi derrotado. Esse retrospecto não é condizente com a grandeza de um clube como o Grêmio. Não é por obra do acaso, no entanto, que isso acontece. Em todas as competições de categorias inferiores, o Grêmio apresenta um rendimento inferior ao do Inter, por exemplo, o que se explica por uma diferença de mentalidade entre os dois clubes. Enquanto o Inter privilegia a busca da vitória desde as escolinhas de futebol, o Grêmio cultiva a ideia de que, nas categorias inferiores, o importante é revelar jogadores, não ganhar títulos, como se fossem situações excludentes. Com isso, o Inter forma jogadores vencedores desde a mais tenra idade, e o Grêmio faz os seus se acostumarem com as derrotas. Uma filosofia de futebol lamentável, e que teima em não mudar. Para um clube que vive um jejum de títulos tão grande, é um fato desolador.