quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Uma exasperante falta de gols
O Grêmio empatou em 0 x 0 com o Fluminense, hoje à noite, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. A exemplo do que ocorrera nos jogos fora de casa contra Cruzeiro, Flamengo e Atlético Mineiro, o Grêmio mostrou grande solidez defensiva. Porém, em todas essas partidas, com exceção daquela em que enfrentou o Flamengo, o Grêmio não conseguiu marcar gols. Com isso, dos 12 pontos disputados somando-se todos esses jogos, ganhou apenas cinco. A escassez de gols do time do Grêmio é aterradora, foram apenas 19 gols marcados em 24 jogos do Brasileirão, até aqui. A derrota do Corinthians para o Figueirense permitiu ao Grêmio dormir na zona de classificação para a Libertadores, em 4º lugar, posição que, para ser mantida, dependerá de que o Atlético Mineiro não vença o Santos amanhã. A defesa do Grêmio é a menos vazada da competição, a ponto de o time não sofrer gols há sete jogos. Porém, a crônica deficiência na marcação de gols é um empecilho para que objetivos maiores possam ser alcançados. Assim como não se faz omelete sem quebrar ovos, não é possível ganhar jogos sem marcar gols. Essa situação exasperante tem de ser solucionada o quanto antes, ou todos os planos do Grêmio irão por água abaixo.
Goleada
O Inter goleou o Criciúma por 3 x 0, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. O placar poderia ser ainda maior, se Rafael Moura não tivesse desperdiçado um pênalti. Embora o primeiro gol tenha demorado a sair, o jogo foi fácil para o Inter. O Criciúma não ofereceu perigo para o Inter, ao longo do jogo. Com isso, a expectativa que se tinha antes da partida foi plenamente cumprida, e o Inter ganhou o primeiro dos dois jogos consecutivos que fará em casa. O empate do São Paulo com o Flamengo proporcionou ao Inter subir uma posição na tabela, indo para o segundo lugar. O próximo jogo, novamente no Beira-Rio, contra o Coritiba, traz a perspectiva de mais uma vitória, consolidando o Inter na zona de classificação para a Libertadores, e injetando entusiasmo para a partida que virá a seguir, contra o líder absoluto Cruzeiro, no Mineirão. Pelo menos por enquanto, depois de dias de muita turbulência, a tranquilidade deverá imperar no Inter.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Dia da afirmação bissexual
Vivemos em uma época na qual a cada dia se comemora algo ou se exalta alguma causa. São tantos os dias disso ou daquilo que é, praticamente, impossível tomar conhecimento de todos. Descobri, por exemplo, que a data de hoje, 23 de setembro, é o "Dia da Afirmação Bissexual". Com a liberação, cada vez maior, no campo da sexualidade, foram surgindo datas como o "Dia do Sexo", "Dia do Orgasmo", entre outras. No caso da bissexualidade, o assunto está, mesmo, na ordem do dia. Numa das novelas apresentadas, atualmente, pela Rede Globo, "Império", há um personagem, vivido pelo ator José Mayer, que é casado e pai de dois filhos, e, paralelamente, tem um relacionamento com um rapaz. O mais inusitado é que a mulher do personagem tem conhecimento do fato, e convive bem com a situação. O quadro apresentado na novela, por certo, é visto como escandaloso por muitos, mas está longe de contrariar a natureza humana. Ao longo da história, as pulsões sexuais humanas foram submetidas às mais diversas formas de repressão, em geral, de origem religiosa. Tudo na tentativa de sufocar, em nome da "moral e dos bons costumes", as múltiplas manifestações da sexualidade. No entanto, vivemos tempos que se caracterizam pela quebra de paradigmas, e o sexo não iria ficar de fora disso. O conceito clássico de família vem sofrendo transformações, com as uniões homoafetivas equiparando-se aos casais heterossexuais, inclusive com a geração ou adoção de filhos. A bissexualidade, nesse contexto, é mais uma demonstração de que a sexualidade humana não pode ser contida em parâmetros rígidos. Na medida em que os véus da hipocrisia e do falso moralismo vão sendo removidos, as diversas manifestações no campo sexual vão saindo das sombras, e o que antes era "anormal" vai, aos poucos, se incorporando à vida social. Não há reversão para esse processo, que é fruto da evolução natural do ser humano. Ainda que isso possa chocar os mais conservadores, a bissexualidade, com o tempo, deixará de ser vista como algo incomum e pervertido, para tornar-se, apenas, mais uma variante da expressão da sexualidade humana. Na busca do prazer e da realização sexual, as pessoas vão, gradativamente, removendo as barreiras ditadas pelo preconceito, e quebrando tabus.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O drama do Palmeiras
Ao ser goleado pelo Goiás, ontem, por 6 x 0, o Palmeiras escreveu mais um terrível capítulo na sua campanha no Campeonato Brasileiro, que tem sido desastrosa. O Palmeiras caminha para mais uma ida para a Segunda Divisão, que seria a terceira na história do clube. Um drama que é ainda maior quando se sabe que o clube recém retornou à Primeira Divisão, depois de disputar a "segundona" no ano passado. Como pode um clube que foi escolhido pela CBF como o de melhor desempenho no país no século 20, e que possui a quinta maior torcida do Brasil, chegar a esse ponto? Os erros administrativos são muitos, é claro. O Palmeiras contrata muito, e mal. Seu grupo de jogadores é inchado, mas tem pouca qualidade. A troca constante de técnicos, desde a saída de Felipão, também não contribui para que se desenvolva um trabalho mais consistente. Porém, entre tantas causas possíveis de serem arroladas para explicar o infortúnio palmeirense, uma, talvez, não tenha sido identificada devidamente. Ela é a presença, exercendo o cargo de gerente de futebol, de José Carlos Brunoro. Os arautos da "modernidade", cada vez mais presentes no futebol, adoram tipos como Brunoro. Eles representariam, na visão míope dos modernosos, o sopro de "profissionalismo" de que o futebol brasileiro, no entender deles, tanto carece. Brunoro aproveita-se desses incautos para se manter no mercado, levando a sua incompetência, paga a peso de ouro, para vários clubes, e, invariavelmente, fracassando em todos eles. Com exceção do próprio Palmeiras na época da parceria com a fabricante de laticínios Parmalat, quando contava com um robusto orçamento, Brunoro foi mal sucedido em todos os seus trabalhos. Visto por muitos como exemplo de um profissional do esporte, Brunoro não passa de um curandeiro com status de médico. Ele não é o único culpado da debacle palmeirense, mas é um dos principais. A contratação do técnico Dorival Júnior foi outro terrível equívoco. Dorival estava parado, depois de uma série de insucessos, e não tem o perfil de personalidade para comandar uma reação num clube ameaçado de rebaixamento. Um clube que vive o ano do seu centenário, e está por inaugurar um novo estádio, no padrão Fifa, não merecia estar passando por tudo isso. Será muito difícil para o Palmeiras conseguir impedir uma nova queda, mas é preciso tentar de todas as formas. Corrigir o erro da contratação de Dorival Júnior, trazendo um técnico mais pragmático e motivador, e livrar-se do falso guru Brunoro deveriam ser as primeiras providências a tomar para que o objetivo seja alcançado.
domingo, 21 de setembro de 2014
Vitória com futebol pífio
O Grêmio venceu a Chapecoense por 1 x 0, hoje, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Afora o resultado, pouco há o que festejar. A atuação do Grêmio foi fraca. Depois de um primeiro tempo razoável, quando marcou o gol cedo e desperdiçou outras boas chances de ampliar o placar, o Grêmio foi horroroso no segundo, em que se deixou pressionar pela Chapecoense, cujo time, que já é modesto, ainda estava muito desfalcado. Geromel teve uma grande atuação, e Luan e Dudu apresentaram bom desempenho. Porém, os volantes Wallace, Mateus Biteco e Felipe Bastos estiveram muito mal. A vitória mantém o Grêmio a um ponto da zona de classificação para a Libertadores, mas o time não transmite confiança. Os próximos jogos deverão ser dificílimos, contra Fluminense e Botafogo, ambos no Maracanã. Serão partidas decisivas para que o Grêmio encaminhe uma posição entre os quatro primeiros colocados. Para isso ser alcançado, no entanto, será preciso melhorar muito a produção técnica do time que, hoje, conseguiu vencer, mas com um futebol pífio.
sábado, 20 de setembro de 2014
Melhor que a encomenda
O Inter venceu o Atlético Paranaense por 1 x 0, hoje, na Arena da Baixada, pelo Campeonato Brasileiro. A vitória levou o Inter a encostar no vice-líder do Brasileirão, o São Paulo, que jogará amanhã contra o Corinthians. Dependendo do resultado do clássico paulista, o Inter, que fará seus próximos dois jogos em casa, poderá, em breve, trocar de posição com o São Paulo. Mais uma vez, a exemplo do que ocorrera nas vitórias contra Bahia e Goiás, também fora de casa, o resultado obtido pelo Inter foi melhor que a encomenda. Depois de um primeiro tempo em que uma forte chuva encharcou o campo, não permitindo que se desenvolvesse um bom futebol, o jogo melhorou no segundo. Porém, nenhum dos dois times jogou bem. O Atlético Paranaense, motivado por uma torcida entusiasmada, foi para o ataque com ímpeto, mas sem qualidade nas conclusões. O Inter soube aproveitar-se da ineficiência do adversário, e fez o gol da vitória, numa jogada criada e executada por Valdívia e Rafael Moura, que haviam entrado em campo pouco tempo antes. Um resultado em que houve mais sorte que competência, a exemplo do que ocorrera contra Bahia e Goiás. Mesmo sem convencer, o Inter venceu, e a classificação para a Libertadores ficou um pouco mais viável.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Falso moralismo
O falso moralismo é uma das piores facetas do ser humano, mas costuma render frutos para quem o pratica, já que a hipocrisia é uma conduta frequente entre as pessoas. Os que, dentro e fora da imprensa, criticaram as vaias que a torcida do Grêmio dedicou ao goleiro Aranha, do Santos, no jogo de ontem entre os dois clubes, tem a marca desse bom mocismo de fachada. Convenhamos, o que esperavam esses "paladinos" da moral? Vaiar jogadores adversários é uma prática comum entre as torcidas. Entender, como disse o próprio Aranha, que quem o vaiou aprovou a atitude dos que lhe dirigiram injúrias raciais é incorrer num exagero. As vaias dirigidas à Aranha expressavam a revolta do torcedor pelos prejuízos causados ao Grêmio após o rumoroso episódio de insultos racistas sofridos por Aranha no dia 28 de agosto, na Arena, em jogo válido pela Copa do Brasil. O fato foi superdimensionado e a pena aplicada ao Grêmio foi injusta e desproporcional, até porque, a responsabilização deveria se restringir aos autores das ofensas. Foi contra isso que o torcedor do Grêmio se insurgiu. O árbitro da partida, numa demonstração de bom senso, declarou nada ter visto de anormal no jogo de ontem. Ele tem toda a razão. Os que viram nas vaias algo mais do que a manifestação normal de uma torcida, estão tentando apagar um incêndio jogando gasolina sobre as chamas, e Aranha que, verdadeiramente, teve impropérios racistas dirigidos contra si, parece estar menos preocupado em obter reparação para o ocorrido e mais interessado em acomodar-se no papel de vítima.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Empate irritante
O Grêmio empatou com o Santos em 0 x 0, hoje à noite, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. Com isso, desperdiçou a oportunidade de entrar na zona de classificação para a Libertadores, pois o Corinthians também não passou de um empate em casa com o Chapecoense. Mais do que o resultado ruim, a atuação do Grêmio irritou o torcedor. Com exceção do goleiro Marcelo Grohe, e da dupla de zaga Geromel e Rhodolfo, ninguém jogou bem no Grêmio. Alguns, como Ramiro e Dudu, especialmente, tiveram péssima atuação. As ausências de criatividade e de poder de conclusão do time do Grêmio são exasperantes. Por fazer dois jogos seguidos em casa, era a grande oportunidade do Grêmio conseguir seis pontos e entrar na zona da Libertadores, mas já na primeira partida, o objetivo não foi alcançado. Contra a Chapecoense, domingo, a vitória é uma obrigação, mas com tão pouco poder ofensivo, não há garantia de que ela será obtida.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Mau futebol
O Inter empatou com o Sport em 0 x 0, hoje, na Arena Pernambuco, pelo Campeonato Brasileiro. Afora o resultado não ter sido bom, para quem diz ter pretensões de ainda lutar pelo título do Brasileirão, o futebol praticado pelo Inter foi muito ruim, assim como o do Sport. O jogo, portanto, foi de muito má qualidade. Nem mesmo no aspecto anímico o Inter conseguiu se destacar. O time parecia dispersivo, o que favoreceu a que o 0 x 0 se arrastasse até o fim. Se, em outras circunstâncias, um empate com o Sport, fora de casa, poderia até ser valorizado, dessa vez isso não ocorre. O time pernambucano, ainda que faça uma campanha razoável na competição, mostrou ser muito fraco Se tivesse um pouco mais de acerto e empenho, o Inter poderia ter ganho o jogo. Com o empate de hoje, combinado com a vitória do Cruzeiro sobre o Atlético Parananense, a possibilidade de título para o Inter é quase nula. Afinal, o Cruzeiro abriu 11 pontos de vantagem sobre o Inter. Numa noite de mau futebol dos dois times, o Inter viu sumirem os efeitos positivos da vitória sobre o Botafogo, e se depara com a volta da insegurança e da descrença do torcedor em relação ao time.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Os cem anos de nascimento de um gênio
Na data de hoje, há 100 anos, nascia, num bairro humilde de Porto Alegre, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos: Lupicínio Rodrigues. Embora morando numa capital provinciana, afastado do eixo Rio-São Paulo, tornou-se um nome reconhecido nacionalmente, sendo gravado pelos grandes intérpretes da música popular brasileira. Também pudera, ninguém melhor do que ele soube tão bem traduzir, em letras inspiradíssimas, as desventuras amorosas. Lupicínio é o maior compositor das músicas de "dor de cotovelo", dos amores sem final feliz. Compôs clássicos inesquecíveis como "Nervos de Aço", "Cadeira Vazia", "Esses Moços", "Loucura", "Nunca", "Se Acaso Você Chegasse". Teve em Jamelão seu mais constante intérprete, mas foi gravado por vários outros nomes da música brasileira, como Elza Soares, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e, até mesmo, Fábio Júnior. Passados 40 anos de sua morte e 100 do seu nascimento, suas músicas continuam tão atuais quanto antes, pois falam do amor, que é atemporal. Não bastasse toda a sua contribuição para a música popular, Lupicínio ainda compôs um dos mais belos hinos de um clube de futebol de que se tem conhecimento, o do Grêmio. Simples, sem rebuscamentos ocos como se verifica nos hinos de outros clubes, Lupicínio transmite na letra o essencial da paixão de um torcedor pelo Grêmio. Com uma melodia contagiante e uma letra facilmente memorizável, o hino é cantado entusiasticamente pelos torcedores desde a mais tenra idade. Lupicínio é, sem favor, um gênio da música. Nasceu pobre, não sabia tocar nenhum instrumento, e cantava sofrivelmente. Ainda assim, devido a uma notável inspiração para a composição, tornou-se, a exemplo da definição que deu para o seu clube do coração, uma figura imortal da música brasileira.
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